segunda-feira, 9 de março de 2015

GOVERNO DEVE R$ 320,5 MILHÕES
ÀS EMPREITEIRAS DA LAVA JATO 
Em 2014, o governo federal deixou de pagar R$ 320,5 milhões às empresas envolvidas em esquemas de corrupção investigadas pela operação da Lava Jato. Os recursos se referem ao pagamento de obras ou serviços já executados pelas empreiteiras e reconhecidos pelo governo, mas que ficaram parados na boca do caixa. Como não foram pagos, os valores foram inscritos como restos a pagar processados em 2015. Em outras palavras, os restos a pagar processados representam as despesas públicas liquidadas, ou seja, nas quais o serviço que deu origem a esse gasto já foi efetuado e reconhecido pelo ordenador de despesas, faltando, apenas, o desembolso efetivo do dinheiro (pagamento).
Do total de restos a pagar transferido para este ano, R$ 293,3 milhões são referentes a serviços prestados em 2014. Os outros R$ 27,2 milhões foram reinscritos, isto é, referem-se a empreendimentos finalizados em anos anteriores. O levantamento realizado pelo Contas Abertas não leva em consideração contratos que estão em curso com a Petrobras e outras estatais, contratante de boa parte dos serviços das empreiteiras investigadas. Além disso, só se refere aos compromissos do governo federal com as empresas, excetuando, assim, estados e municípios.
À Construtora Queiroz Galvão, o governo deve R$ 105,9 milhões, o maior montante entre as empreiteiras. O valor é composto praticamente por obras e serviços que não foram pagos em 2014. A maior parcela, R$ 85,5 milhões, é relativa às obras de integração do Rio São Francisco com as Bacias dos Rios Jaguaribe. De anos anteriores, o governo deve apenas R$ 195,6 mil à empresa. A Construtora Norberto Odebrecht virou o ano com R$ 91,2 milhões para receber do governo federal. O valor inteiro é referente a empreendimentos entregues em 2014. O montante ser refere à implantação de estaleiro e base naval para construção e manutenção de submarinos convencionais. A Constran, empresa da holding UTC, é a terceira com maior crédito com o governo. A ela, o governo pode pagar, em 2015, R$ 47 milhões decorrentes dos restos a pagar. Do total, R$ 20,6 milhões vem de anos anteriores a 2014. Entre os restos a pagar processados inscritos está a adequação de trecho rodoviário de Porto Alegre a Pelotas, no Rio Grande do Sul (R$ 10,3 mil), e a construção da ferrovia norte-sul (R$ 16,1 milhões).
O presidente da Constran, João Santana, acusou o governo Dilma de usar a operação Lava Jato como desculpa para atrasar o pagamento das empreiteiras envolvidas no caso. “O governo está usando essa coisa de Lava Jato para aproveitar e não pagar ninguém. [...] Eu tenho quase 60 anos e nunca vi um governo numa situação como essa. Ele não paga fornecedor,” disse ele ao jornal O Estado de S. Paulo. Com o adiamento dos pagamentos de obras e serviços prestados em 2014 e a falta de pagamento das obras que ainda estão sendo tocadas – além das dúvidas sobre as consequências das apurações da Lava Jato – as empresas financeiramente inseguras, com dívidas que vencem no curto prazo e bancos que fecham a torneira do crédito. A OAS foi a primeira a sentir tais efeitos e já jogou a toalha. A empreiteira, para qual o governo deve R$ 11,5 milhões, inscritos nos restos a pagar processados de 2015, deu calote de R$ 130 milhões ao deixar de pagar juros e dívidas que venciam em janeiro, mesmo com R$ 1 bilhão em caixa. De acordo com a agência de classificação de risco Fitch, que rebaixou a nota da empresa duas vezes em menos de uma semana, a OAS tem a situação mais complicada entre as investigadas pela Lava Jato. Por conta de dívidas de aproximadamente R$ 2 bilhões, que vencem até 2016, é alto o risco de que o esse caixa seja consumido rapidamente, já que grandes altas não são previstas: a OAS não vem recebendo pelos projetos em parceria com a Petrobras.

►DESEMPREGO E FALÊNCIA DE EMPREITEIRAS
Diante da paralisia do Governo, que não paga nem as contas já auditadas, a previsão é de que a maior parte das empresas com o caixa afetado após a operação Lava Jato entrem com pedido de recuperação judicial. De acordo com o especialista em Direito Tributário e professor da Fundação Getúlio Vargas, Fernando Zilveti, essa é a alternativa mais viável para ganhar tempo e negociar com credores e fornecedores.
“Dificilmente conseguirão vender seus ativos a preços competitivos para fazer caixa”, explicou ele.
A ameaça de venda de ativos, bem como demissões em massa e paralisação das obras, para o professor, pode ser interpretada como uma espécie de “chantagem” das empresas para que o governo intervenha nos processos judiciais. Se realmente houver venda, a Fitch espera que alguns ativos das construtoras, embora bastante valiosos e com interessados, sofram descontos em seu valor, por causa da conjuntura negativa que enfrenta as empreiteiras.

►CALOTE DO GOVERNO CHEGA A R$ 1,2 BI
Considerados os valores combinados em todos os contratos celebrados entre a União e as empreiteiras, a dívida chega a R$ 1,2 bilhão. O aumento se deve em razão dos restos a pagar não processados, aqueles que tiveram as despesas empenhadas, reservadas no orçamento para gasto futuro, mas não foram liquidados, ou seja, não há o reconhecimento do governo quanto à prestação de serviço. As despesas direcionadas as empreiteiras investigadas pela Lava Jato, que ficaram paradas na fase do empenho em 2014, somam R$ 881,5 milhões. Do montante, R$ 590 milhões foram inscritos do ano passado nos restos a pagar não processados de 2015 e R$ 291,5 milhões de anos anteriores.
O Ministério da Fazenda, em nota enviada ao jornal Valor Econômico, disse que R$ 38,8 bilhões já foram pagos em restos a pagar em janeiro deste ano. Contudo, o órgão não dispõe de informações sobre pagamentos e créditos específicos das empresas em questão, já que este detalhe estaria no âmbito dos ministérios em que as despesas foram realizadas.

►VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER SAI DE PAUTA
Segundo o estudo “Avaliando a Efetividade da Lei Maria da Penha”, do Ipea, mesmo após 12 anos da criação da Secretaria e oito da Lei, a efetividade não ocorreu de maneira uniforme no país, “uma vez que sua eficácia depende da institucionalização de vários serviços protetivos nas localidades, o que se deu de forma desigual no território”. Para a senadora Lúcia Vânia (PSDB) – relatora da Lei Maria da Penha no Senado – entre as maiores dificuldades enfrentadas na pauta de combate à violência contra mulher está a escassez de recursos.
“Sempre encontramos resistência para aportar recursos para combater a violência contra a mulher. Há aquela visão de que não há necessidade de aportar verbas para isso, mas sabemos que as casas de apoio e todas as outras iniciativas necessitam de orçamento”, disse ela em divulgação do estudo.
Segundo ela, existe uma tentativa da bancada feminina, tanto da Câmara como do Senado, de suprir a carência de recursos com emendas parlamentares. No entanto, a baixa representatividade de mulheres nas cadeiras do Congresso dificulta o preenchimento da lacuna orçamentária. J
Já para a secretária de Enfrentamento à Violência da SPM, Aparecida Gonçalves, falta vontade política dos estados e municípios para desenvolvimento das políticas de combate à violência doméstica e assistência das vítimas.
“Hoje temos poucos serviços especializados e não chegamos a 10% dos municípios. Os que têm são mantidos por recursos federais, porque os governos do estado e do município não colocam um recurso”, falou ela na mesma ocasião. Ações de enfrentamento à violência que mais recebeu aporte orçamentário do governo federal ao longo do ano passado foi a “Atendimento as Mulheres em Situação de Violência”. À rubrica, que se volta para o funcionamento adequado da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, a fim de aperfeiçoar os mecanismos de proteção àquelas que estão em situação de violência, foi destinado R$ 106,5 milhões, mas somente R$ 56,9 milhões foram realmente pagos (53,4%). As Redes buscam fazer frente a complexidade do tipo de violência, contemplando o caráter multidimensional do problema. Para tanto, abarcam projetos como Centros Especializados da Mulher, que oferecem serviços de cunho psicossocial para auxiliar na ruptura das mulheres que vivem sob ameaças e agressões.

►PANELAÇO CONTRA FALA DE DILMA
Enquanto pedia, em pronunciamento no rádio e na TV, “paciência” e “compreensão” com a crise e as medidas econômicas do governo, a presidenta Dilma Rousseff era vaiada em dezenas de cidades. O protesto foi marcado por panelaços, buzinaços e foguetórios. A presidenta foi alvo de xingamentos. “Fora, Dilma” e “Fora, PT”, gritaram manifestantes. Em alguns prédios, em Brasília, moradores piscavam as luzes dos apartamentos no momento em que a petista defendia o ajuste fiscal. Em menor intensidade, defensores da presidenta saíram em sua defesa, respondendo aos protestos com gritos de “Dilma”, “Lula” e “PT”.
Segundo a Folha de S. Paulo, os protestos ocorreram em pelo menos 12 capitais: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belém, Recife, Maceió e Fortaleza. A semana não será fácil para Dilma. Além do agravamento da crise no Congresso, com a abertura de inquérito contra parlamentares, inclusive os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está marcado para o próximo domingo (15), em todo o país, protesto contra Dilma. O impeachment da presidenta é a principal reivindicação desses manifestantes.
Veja o pronunciamento de Dilma:
Em seu pronunciamento, Dilma afirmou que as medidas adotadas recentemente na área econômica, de contenção de despesas e aumento de impostos e tributos, são “passageiras” e representam uma “travessia”. Ela também negou que esteja traindo a classe média e os trabalhadores. “Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos de dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade”, declarou.
De acordo com a presidenta, a situação econômica não é tão ruim quanto apontam a mídia e analistas. “Noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes. Muitas vezes nos confundem mais do que nos esclarecem”, afirmou.
A petista pediu confiança ao seu governo e fez um apelo por união. “Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários. E esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento. Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país e uma delas é você”, afirmou.

►TEM DEDO DE DILMA NO LAVA JATO
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atribuiu ao governo a inclusão de seu nome na relação dos investigados da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Alvo de inquérito por corrupção passiva, Cunha disse que foi incluído na lista para que o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), um dos principais aliados de Aécio Neves (PSDB-MG), também figurasse entre os suspeitos. 
“O governo quer sócio na lama. Eu só entrei para poderem colocar Anastasia”, disse o deputado.
Eduardo Cunha e Antônio Anastasia foram citados como beneficiários do esquema por um policial federal que trabalhava como espécie de despachante para o doleiro Alberto Youssef. O tucano é o único oposicionista entre os parlamentares que responderão a inquérito no Supremo. Em nota, Eduardo Cunha também disparou contra a Procuradoria-Geral da República. Chamou a petição assinada pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, de “piada” e “alopragem”.
O peemedebista acusou o procurador-geral de agir de acordo com os interesses do governo para garantir sua recondução ao cargo. “Sabemos exatamente o jogo político que aconteceu. O PGR agiu como aparelho visando a imputação política de indícios como se todos fossem participes da mesma lama. É lamentável ver o PGR (Rodrigo Janot), talvez para merecer sua recondução, se prestar a esse papel”, publicou no Twitter.
Cunha negou envolvimento com o lobista Fernando Soares, mais conhecido como Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB na Petrobras. “Fernando Soares nunca representou a mim nem ao PMDB”, rebateu. Careça
A petição da PGR se baseia em depoimento do ex-policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, que contou ter levado, em depoimento prestado em 18 de novembro do ano passado, que levara “umas duas ou três vezes”, a mando do doleiro Alberto Youssef, dinheiro para uma casa na Barra da Tijuca, que, segundo o doleiro, “era a casa de Eduardo Cunha”.
“Nessa casa fui atendido e entreguei o dinheiro ao proprietário, mas não posso afirmar com certeza que seja Eduardo Cunha”, disse o policial ao MPF. No dia 5 de janeiro de 2015, ele mudou a versão. Retificou o endereço da entrega, alterando o nome do condomínio e disse não saber se a casa seria mesmo de Eduardo Cunha. O endereço citado é de um advogado aliado do presidente do PMDB no Rio de Janeiro, Jorge Picciani, pai do novo líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). Os investigadores suspeitam que o ex-policial tenha sido pressionado a mudar seu depoimento.
  
►CÂMARA CONVOCA MINISTRO FALASTRÃO
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou que o ministro da Educação, Cid Gomes, irá ao Plenário na quarta-feira (11), às 15 horas, para explicar declaração em que se referiu a deputados como "achacadores”. Se faltar, Cid Gomes pode sofrer processo por crime de responsabilidade.
Durante visita à Universidade Federal do Pará, Cid Gomes teria dado a seguinte declaração: “Tem lá [no Congresso] uns 400 deputados, 300 deputados que, quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.
O pedido de convocação foi apresentado pelo DEM. Para o líder do partido, deputado Mendonça Filho (PE), o ministro tem de vir ao Congresso para apontar quem seriam os "achacadores" a que se referiu. Caso contrário, ofende todos os parlamentares. "Ele tem de dizer ao Brasil quem achacou, de que forma isso aconteceu e em que circunstâncias", disse.
O último ministro convocado para falar no Plenário da Câmara foi Antônio Cabrera, titular da pasta da Agricultura em 1991. Ele falou sobre os efeitos do Plano Collor 2 no setor rural. (Com Agência Câmaras de Notícias).

►BARUSCO NA CPI DA PETROBRAS
Depois de muita discussão, a primeira reunião de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, na quinta-feira (5), decidiu marcar o primeiro depoimento de testemunha, nomeou quatro sub-relatores para ajudarem o relator e anunciou a contratação de uma empresa internacional, a Kroll Advisory Solutions, para rastrear no exterior o dinheiro desviado da empresa.
A primeira pessoa a ser ouvida pela CPI deve ser o engenheiro Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras que se encontra em prisão domiciliar depois de ter feito delação premiada à Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O depoimento de Barusco está marcado para esta terça-feira (10), mas isso ainda depende de autorização judicial.
Em sua delação premiada à Justiça, entre outras afirmações, Barusco disse que recebeu propinas na Petrobras a partir de 1997; que o esquema de desvios na empresa foi institucionalizado a partir de 2005; e que o PT recebeu até 200 milhões de dólares em propina.
A convocação dele em primeiro lugar foi fruto de um acordo entre deputados da oposição e do governo. Depois dele, serão ouvidos os ex-presidentes da Petrobras José Sérgio Gabrielli e Graça Foster. Em relação a futuros depoimentos, um ato da Mesa Diretora proíbe o interrogatório de pessoas presas.
Deputados do PT, do PPS e do Psol criticaram a decisão, além do relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). Houve bate-boca e troca de ofensas entre o presidente da CPI e deputados do Psol.
Hugo Motta justificou a criação das sub-relatorias: "Historicamente, todas as CPIs que funcionaram tiveram sub-relatorias. Pautados nisso, como nós queremos aprofundar as investigações, nada mais justo do que colocarmos mais deputados, compromissados, comprometidos e preparados, para ajudar o relator a aprofundar todas essas denúncias e apresentar resultados concretos".

►PEZÃO NEGA LIGAÇÃO COM PETROLÃO
O governado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, voltou a negar nesta segunda (9) o recebimento de recursos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para campanha. Costa é um dos delatores do esquema de corrupção na estatal, investigado na Operação Lava Jato da Polícia Federal. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode entregar nesta segunda-feira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedidos para investigar governadores citados durante a operação.   
"Respeito muito a Justiça, só que tenho tranquilidade de que não recebi nenhum recurso, não tive nenhuma ajuda de campanha, não pedi e não tive conversa com Paulo Roberto [Costa] e com ninguém da Petrobras para pedir ajuda de campanha", afirmou ao chegar a um almoço em homenagem ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Cunha é o primeiro parlamentar do Rio a assumir a Câmara nos últimos 40 anos.
Pezão também comentou o discurso da presidenta Dilma Rousseff, ontem (8), em cadeia nacional de rádio e televisão. Ele avaliou que as medidas anunciadas pelo governo federal são necessárias. "Ela está certa nesse chamamento. É um momento difícil da economia, principalmente para o estado [do Rio de Janeiro], pois temos uma economia muito dependente do petróleo", acrescentou o governador.

►PF COMEÇA A INVESTIGAR OS POLÍTICOS
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), começou a enviar nesta segunda (9) à Polícia Federal (PF) as autorizações de diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), para apurar os políticos mencionados nos inquéritos da Operação Lava Jato.
As autorizações foram assinadas na sexta-feira (6), quando o ministro abriu inquérito para investigar 49 pessoas citadas nas delações 
premiadas do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Os procedimentos que serão adotados não foram divulgados para não atrapalhar as apurações. Em investigações criminais, os procuradores pedem que a PF abra inquérito para averiguar os indícios de autoria, além da quebra de sigilo fiscal e telefônico. Os acusados também podem ser chamados para prestar depoimento aos delegados. A PF tem prazo de 30 dias para concluir o inquérito, com período prorrogável por mais 30.
De acordo com o Código de Processo Penal, após o cumprimento das diligências, a PGR, responsável pela investigação, decidirá se há elementos para a formalização do pedido para abertura de uma ação penal no Supremo.
No STF, caberá ao ministro Teori Zavascki julgar eventual pedido da PGR, que será julgado pela Segunda Turma da Corte. No caso dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ambos citados pelo doleiro Alberto Youssef, o julgamento será pelo plenário do Supremo.
Apesar do prazo para conclusão do inquérito policial, não há definição para o julgamento do inquérito e de uma eventual ação penal. Na Ação Penal 470, o processo do mensalão, a Corte levou sete anos para concluir o julgamento.
Para cumprir as diligências autorizadas pelo Supremo, a Polícia Federal aumentou o número de policiais da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, que trabalha em inquéritos criminais que tramitam no STF.
Em nota, a polícia diz que o grupo é integrado por servidores com experiência no combate à lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas e crimes financeiros, mas não informa o número de agentes destacados para as investigações. 

►SETE EMPREITEIRAS FINANCIARAM INVESTIGADOS
Das 16 empresas acusadas de participar do esquema de corrupção na Petrobras, sete fizeram doações para 20 políticos que serão investigados pela Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.
Segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, o chamado “clube das empreiteiras” contribuiu com R$ 14 milhões para as campanhas eleitorais de 2014, conforme prestação de contas dos candidatos. O valor se refere a doações registradas legalmente na Justiça eleitoral.
De acordo com a reportagem, as maiores doações foram direcionadas a três senadores que concorreram sem sucesso ao governo de seus estados: Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Benedito de Lira (PP-AL). Lindbergh declarou ter arrecadado R$ 3,8 milhões das empresas investigadas; Gleisi, R$ 2,7 milhões; e Benedito, R$ 1,5 milhão. O candidato que recebeu contribuições do maior número de empreiteiras investigadas foi o único oposicionista incluído na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) informou à Justiça eleitoral ter recebido recursos de cinco empreiteiras sob suspeita, no total de R$ 1 milhão.
Partido com mais políticos sob investigação, o PP também foi a legenda com mais candidatos beneficiados pelo “clube das empreiteiras”. Dos 20 contemplados, 13 são do PP. O PT tem cinco nomes, o PSDB, um, e o Solidariedade, outro – o ex-deputado Luiz Argôlo (BA), que foi do Partido Progressista até 2013. De acordo com o Estadão, a UTC Engenharia, a Construtora Queiroz Galvão e a Galvão Engenharia foram responsáveis por dois terços das doações aos políticos sob investigação.
O jornal ressalta que o número de contemplados e doações tende a aumentar com a abertura de investigações contra governadores no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O levantamento só diz respeito a 2014. Não considera, por exemplo, eventuais contribuições a parlamentares que não disputaram a eleição do ano passado, como Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira (PP-PI). Em 2010, ano da reeleição de Renan, por exemplo, não era possível rastrear a origem das doações feitas de maneira oculta aos candidatos por meio dos diretórios partidários. Isso só se tornou possível no ano passado.

► GOVERNO PRESSIONA BANCOS: ELÉTRICAS
O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta segunda (9) que o governo está negociando com os bancos uma revisão nos contratos de financiamento do setor elétrico. Segundo ele, com isso, será possível reduzir o valor da conta de luz.
“Estamos no aguardo da conclusão da negociação com o setor financeiro, com os bancos que financiaram o setor elétrico em 2014”, disse Braga sobre as conversas que estão sendo conduzidas pelo Ministério da Fazenda e devem se encerrar no final do mês.
“A conclusão dessa negociação, que deverá implicar melhoria das condições desse contrato, aponta efetivamente para uma redução no custo futuro”, acrescentou o ministro, ao comentar a possibilidade de revisão de tarifas.
Ele comentou o assunto após participar do 11º Congresso Brasileiro da Indústria da Construção, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Eduardo Braga falou também sobre o atual cenário político do país. Para ele, a crise política está atrasando as ações do Poder Público. “A crise política retarda tudo no país. Eu acho que o Brasil precisa, neste momento, encontrar respostas políticas para que se possa avançar sobre as questões centrais do povo brasileiro.”
O ministro defendeu ainda a solidez da Petrobras e disse que a retomada da confiança dos investidores depende de uma gestão cada vez mais transparente na empresa. “Uma empresa que tem o volume de óleo e gás descoberto e assegurado, um plano de investimento ousado e arrojado, como a Petrobras tem, precisa ter gestão, compliance [lisura] e uma transparência intensa.”

►MPF PRORROGA OPERAÇÃO LAVA JATO
O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, assinou nessa terça-feira, 3 de março, portaria que prorroga, por mais seis meses, a designação dos procuradores regionais da República Januário Paludo, Carlos Fernando dos Santos Lima, Antônio Carlos Welter e Orlando Martello Júnior para atuar na força-tarefa que investiga o caso conhecido como Operação Lava Jato. 
A medida estende os efeitos das portarias PGR/MPF n. 216, de 3 de abril de 2014, e n. 656, de 2 de setembro de 2014, e permite que os procuradores de segunda instância atuem na primeira instância, mantendo a formação original do grupo.
Esta é a segunda prorrogação dos prazos para a força-tarefa da Lava Jato. A prorrogação vale a partir de 8 de março e foi aprovada pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), em sessão realizada no dia 3. Além dos procuradores regionais, a força-tarefa é composta pelo procurador da República e coordenador, Deltan Martinazzo Dallagnol, os procuradores da república Diogo Castor de Mattos, Roberson Henrique Pozzobon, Andrey Borges de Mendonça e Paulo Roberto Galvão.

►SAI O INDEX PROHIBITORUM DA BANCADA CRISTÃ
Tal e qual na Inquisição, quando os católicos que divergiam dos dogmas da Igreja Católicos eram queimados vivos, como ocorreu com Joana D’Arc, a forte bancada cristã (evangélicos, católicos) – mais de 300 deputados – já fez o seu “index prohibitorum”, isto é, a lista dos assuntos proibidos de frequentar a pauta deste ano. Estão de olho em dois itens da lista de votações, sobre casamento gay e jogos ilegais.
A turma da fé quer barrar votação do PL 580/07, sobre contrato civil da união homoafetiva, e o PL 442/91, que legaliza o Jogo do Bicho.
A revelação foi feita pelo jornalista Leandro Mazzini, em seu blog Coluna da Esplanada, esclarecendo que
um artigo do PL 7633/14, de Jean Willys (PSOL-RJ) causa confusão, porque cita a permissão de aborto logo no primeiro artigo sobre parto humanizado:
“Art. 1º – Toda gestante tem direito à assistência humanizada durante a gestação, pré-parto, parto e puerpério, incluindo-se o abortamento, seja este espontâneo ou provocado, na rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e em estabelecimento privado de saúde suplementar”.
Apesar dos casos já previstos em lei, o texto, como está, segundo deputados, libera a prática do aborto.

► A INFLAÇÃO BATE 7,9% EM SP
O custo de vida na cidade de São Paulo subiu 1,40%, em fevereiro, na comparação este ano, e a inflação em 12 meses, de fevereiro de 2014 a fevereiro deste ano, apresentou variação de 7,9%, informou hoje (9) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O resultado mais alto do segundo mês do ano sobre o primeiro reflete, principalmente, os avanços em habitação (2,19%) – pressionado pelo reajuste de energia elétrica (13,87%) – e em transporte (3,14%), influenciado pela correção no preço da gasolina (7,5%).
Em alimentação, a taxa indicou alta de 0,88% e em saúde, de 1,26%. Neste último, o destaque foi a assistência médica (1,52%), com elevação no valor das consultas médicas (1,04%) e dos seguros e convênios (1,63%). Em relação aos alimentos, as refeições fora de casa tiveram alta de 1,36%; os alimentos in natura e semielaborados, 1,02%, e os produtos da indústria alimentícia, 0,36%.
Entre os itens que mais encareceram estão os legumes (17,56%). O tomate aumentou 17,67%, o pepino, 23,24%; a vagem, 23,88%, e o chuchu, 36,04%. No segmento das hortaliças (7,56%), as maiores elevações foram verificadas em relação à couve-flor (9,84%) e alface (8,20%).
A combinação dos alimentos arroz e feijão pesou mais no orçamento, com uma elevação média dos grãos em geral em 2,38%. O feijão carioquinha aumentou 6,39% e o arroz, 0,74%. Com o aumento da oferta, a batata apresentou queda de 5,75%. A cebola ficou 10,31% mais cara e a cenoura, 13,6%.
Os ovos aumentaram 6,33%, enquanto as aves recuaram em 0,83%. A carne bovina subiu 0,39% e a suína apresentou queda de 0,91%. No segmento dos processados, destaque para o óleo de cozinha (2%), a salsicha (1,95%), os refrigerantes (1,53%) e o café em pó (1,25%).
O levantamento indicou ainda estabilidade nos grupos de despesas educação (0,01%) e nenhuma alteração nos grupos: equipamentos; recreação despesas diversas. Em vestuário, a taxa ficou negativa em 0,01%.
A inflação foi maior para as famílias de maior poder aquisitivo, com renda média de R$ 2.792, com variação de 1,46%. Na faixa média com renda de R$ 934 a taxa oscilou em 1,36% e entre os mais pobres, com renda de R$ 377, o índice atingiu 1,24%.
Em um ano, quatro dos 10 grupos pesquisados indicaram altas acima da média da inflação: transporte (9,85%), alimentação (9,40%), educação e leitura (8,43%) e habitação (8,24%). 

►IGREJA DEBATE A LEI MARIA DA PENHA
A comemoração do Dia Internacional da Mulher, em Duque de Caxias, foi marcada por debates em torno da aplicação da Lei Maria da Penha e a violência contra a mulher, através de palestra na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no centro, neste domingo (8). A iniciativa do evento, que reuniu mais de 200 frequentadoras daquela igreja, foi da primeira –dama Tatyane Lima, e teve como objetivo levar a todos os segmentos da sociedade do município, questões relativas as mulheres.
A diretora do Departamento dos Direitos da Mulher da secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, Magaly Machado, falou sobre a Lei Maria da Penha e a questão da violência contra a mulher, onde explicou também o trabalho desenvolvido pela prefeitura nesta questão, além de destacar a preocupação do prefeito Alexandre Cardoso, no combate a violência à mulher.
Para a coordenadora do encontro da Igreja Nossa Senhora de Fátima, Cláudia Santos, foi muito importante esta ação da prefeitura nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, e ressaltou que era a primeira vez que a igreja celebrava a data. “É sempre importante o apoio do poder público em eventos representativos em todos os seguimentos religiosos”, frisou a religiosa. Como palestrantes do evento participaram ainda a irmã Patrícia que falou sobre Mulheres da Bíblia e a nefrologista Fátima Tostes que abordou o tema “Saúde da Mulher”.
As comemorações do Dia Internacional da Mulher t prosseguem nesta quinta-feira (12), com mesa redonda abordando “Violência contra mulher”, que será realizada no Museu Ciência e Vida, ao lado da 59ª DP/Caxias.
Na sexta-feira (13), a prefeitura promove na Praça do Pacificador, no centro, uma grande ação social com a participação de várias secretarias oferecendo serviços relacionados aos Direitos da Mulher, criança e adolescente, trailer da saúde bucal, Ouvidoria, direito do consumidor, Carteira de Trabalho Digital, distribuição de preservativos, orientação de primeiros socorros, ginástica para a terceira idade, distribuição de mudas de plantas, manhã de beleza, nutrição e avaliação antropométrica, entre outros.(Foto: Ralff Santos)

domingo, 8 de março de 2015

'Não tenho rabo preso. CPI da Petrobras vai investigar Dilma e Lula', di...


PRESIDENTE DA CPI DIZ QUE LULA
E DILMA SERÃO INVESTIGADOS

O clima político em Brasília azedou de vez. Depois do desastroso comentário do Ministro da Educação, Cid Gomes, ao afirmar na Universidade Federal do Pará que na Câmara há de 300 a 400 deputados achacadores, a inclusão da cúpula do PMDB na lista do Procurador Rodrigo Janot, com abertura de investigação no Supremo Tribunal Federal sobre uma possível participação de meia centena de políticos no petrolão, o presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta do PMDB da Paraíba, afirmou que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula também serão investigados pela comissão.
"O PMDB é aliado do Planalto, não subserviente. Não pode ser convocado só na hora de tomar o remédio amargo".
Em seu segundo mandado, o deputado Hugo Mota, do PMDB da Paraíba, garante que os empreiteiros do petrolão também serão convocados para depor, além de nomes envolvidos até o pescoço com o propinoduto. O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco abre a rodada na próxima terça-feira. Veja o vídeo da uma entrevista de Hugo Mota à jornalista Joice Hasselmann, na TV/Veja.
FRAUDE MILIONÁRIA EM PERÍCIA LEVA STJ A SUSPENDER  INDENIZAÇÃO
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu suspender o pagamento, pela União, de R$ 266 milhões, correspondentes a parte de indenização pela desapropriação da Fazenda Araguaia, no Tocantins. Segundo o MPF, o pagamento é indevido porque foi calculado com base em perícia falsa, que afirmou existir na área cobertura vegetal de grande valor de mercado. Perícia solicitada pelo MPF comprovou que a cobertura vegetal não tem valor econômico e, por isso, não há obrigação, por parte da União, de recompor a perda. A decisão é da ministra Marga Tessler, em medida cautelar proposta pela subprocuradora-geral da República Denise Vinci Tulio.
O caso da desapropriação da Fazenda Araguaia começou em 1991 e está na Justiça desde 1997. A fazenda, com cerca de 24 mil hectares, seria destinada originalmente à reforma agrária. O maior problema apontado pelo Ministério Público Federal é a fraude na perícia realizada em 1988 por perito oficial, que supervalorizou o valor da cobertura vegetal ao concluir que havia muitas espécies de madeira de lei na fazenda.
Em nova perícia realizada em 2005, a pedido do MPF, constatou-se não haver diversas das espécies de madeira de lei listadas na perícia anterior. Além disso, segundo os peritos, as espécies de madeira de lei que de fato existem na área não têm valor de mercado compensador. O novo trabalho destacou, ainda, que as serrarias da região consideram que o custo da extração de madeira e lenha inviabiliza a exploração florestal na Fazenda Araguaia.

Segundo a ministra Marga Tessler (foto), fica evidente a alegação do periculum in mora, sustentada pelo Ministério Público, pois o desembargador que analisou o caso no TRF da 1ª Região deferiu a liberação de todo o montante da indenização. De acordo com Tessler, foram levantados os Títulos da Dívida Agrária (TDA's) referentes à terra nua, que somam R$ 20 milhões a preço de 1995. Já houve levantamento de R$ 1.647.219,66, restando o precatório de R$ 197.457.415,99 de junho de 1995, que atualizado alcançaria aproximadamente R$ 266 milhões. “Está prestes a ser liberado esse astronômico valor, lastreado em perícia falsa, a título de indenização por cobertura vegetal”, finalizou a ministra ao deferir o efeito suspensivo ao pagamento.
STF VAI INVESTIGAR 37
NOMES DA LAVA JATO 
O ministro Teori Zavascki deferiu a abertura de inquérito para investigar 37 autoridades pelo crime de formação de quadrilha para a prática de corrupção e lavagem de dinheiro, relacionada ao pagamento de propinas na Petrobras. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
De acordo com a decisão de Teori, divulgada nessa sexta-feira (6), 19 deputados, sete senadores e 11 ex-deputados, além de João Vaccari Neto e Fernando Baiano (apontados como operadores do esquema), serão investigados por “esquema criminoso montado” dentro da estatal. Ele acolheu pedido feito por Janot, que argumenta que grupos de políticos ligados a pelo menos três partidos (PP, PT e PMDB) agiam em associação criminosa.
“No decorrer das investigações sobre lavagem de dinheiro, detectaram-se elementos que apontavam no sentido da ocultação de recursos provenientes de crimes de corrupção praticados no âmbito da Petrobras. O aprofundamento das apurações conduziu a indícios de que, no mínimo entre os anos de 2004 e 2012, as diretorias da sociedade de economia mista estavam divididas entre partidos políticos, que eram responsáveis pela indicação e manutenção de seus respectivos diretores”, escreveu Janot na petição enviada a Teori.
Além do inquérito para apurar formação de quadrilha, o magistrado deferiu nessa sexta-feira (6) 21 pedidos para investigar autoridades com suspeita de envolvimento em desvios na Petrobras. Ele designou o juiz Márcio Schiefler Fontes, que trabalha em seu gabinete, para conduzir o inquérito criminal sobre autoridades com prerrogativa de foro, em sua maioria.
Constam na lista nomes como o do presidente do Senado, Renan Calheiros, dos senadores Benedito de Lira (PP-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO), além dos ex-ministros de Estado Aguinaldo Ribeiro (atualmente é senador pelo PP-PB) e Mário Negromonte. Lobão também foi ministro dos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff.
Em todas as decisões que tomou sobre os requerimentos de Janot, Teori Zavascki recorda que “a abertura de inquérito não representa juízo antecipado sobre autoria e materialidade do delito”. Ele destaca que os pedidos de abertura de inquérito têm como base depoimentos colhidos em delação premiada.
“Tais depoimentos não constituem, por si sós, meio de prova, até porque, segundo disposição normativa expressa, nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador”, escreveu Teori. (ABr)
PARA CARDOZO, FALTAM
PROVAS CONTRA DILMA 
Ao mencionar a "confusão" de informações veiculadas na imprensa, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesse sábado (7) que não há indícios, nem fatos, que justifiquem a abertura de investigação contra a presidenta Dilma Roussef no âmbito da Operação Lava Jato. Ele negou qualquer interferência do Executivo na abertura de inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e destacou a autonomia de instituições públicas que atuam nas investigações.
“Dos fatos que constavam na delação premiada, não há sequer indícios que possam envolver a presidenta da república. Nada há a arquivar, porque, quando você tem fatos narrados que não justifiquem a abertura de inquéritos, arquiva-se, como foi dito em vários dos arquivamentos referidos nas decisões do ministro Teori Zavascki”, disse Cardozo.
Ele ressaltou que no caso da presidenta Dilma, Zavascki não disse “arquive-se”, e sim conclui que não há nada para arquivar. Esse discurso, segundo Cardozo, leva ao entendimento de que não há indicativo contra a presidenta. “Aliás, ainda que assim não fosse, é certo que, nos termos da Constituição Federal, 'o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos aos exercícios de suas funções'”, disse Cardozo ao citar o ministro do STF.
Cardozo considerou “absolutamente inverossímil” a possibilidade de o governo ter interferido e influenciado depoimentos prestados nos acordos de delação premiada, firmados com o Ministério Público. Além disso, afirmou que o governo não tem participação “na abertura de investigações em relação a pessoas com foro privilegiado, em decorrência da Operação Lava Jato”.
“Imaginar que o governo possa ter algum tipo de interferência para proteger aliados ou para punir quem quer que seja é algo que não se sustenta pela mera análise fática e da realidade institucional que o Brasil tem hoje”, disse referindo-se à autonomia de instituições como Polícia Federal e Ministério Público (MP). “É incorreto imaginar que o governo tenha influenciado, tenha colocado palavras na boca de pessoas que prestaram depoimentos na presença de membros do MP, da força-tarefa que está lá no estado do Paraná coletando informações”, completou Cardozo.

►FHC DESCARTA ACORDO COM DILMA
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso divulgou nota neste sábado, negando a possibilidade de abertura de um canal de diálogo com a presidente Dilma Rousseff
Para Cardoso, o momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Este quer antes de mais nada que se passe a limpo o caso do Petrolão: quer ver responsabilidades definidas e contas prestadas à Justiça.
- Qualquer conversa não pública com o governo pareceria conchavo na tentativa de salvar o que não deve ser salvo.
Cabe sim que as forças sociais, econômicas e políticas se organizem e dialoguem sobre como corrigir os desmandos do lulo-petismo que levaram o país à crise moral e a economia à recessão – conclui a nota.

►REFORMA POLÍTICA SEM BENGALA DA PEC
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, criou quarta-feira (4) uma nova comissão especial de reforma política para analisar somente regras que possam ser aprovadas por projetos de lei, e não por propostas de emenda à Constituição (PECs). A ideia é agilizar a tramitação de textos que não dependem de quórum diferenciado para serem aprovados.
Isso porque, para ser aprovada, uma PEC precisa passar por dois turnos de votação, com pelo menos 308 votos favoráveis (3/5 dos deputados), enquanto um projeto de lei só precisa de maioria simples, em turno único.
O relator da atual comissão especial da reforma política, que analisa as PECs 344/13, 352/13 e outras, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), sugeriu que os líderes partidários indiquem os mesmos deputados para compor o novo colegiado, que também terá 34 titulares e igual número de suplentes. Ainda não há prazo para sua instalação. Castro afirmou que não pretende “constitucionalizar” temas que poderiam ser decididos por projetos de lei, como o financiamento de campanhas eleitorais. “Tudo precisa ser avaliado, mas algumas matérias, se forem aprovadas via PEC, teriam enormes dificuldades de serem alteradas no futuro, caso seja necessário”, destacou.
Na reunião desta quinta-feira (5) da comissão especial que examina as PECs, Castro informou aos integrantes que o prazo para emendas aos textos encerra-se nesta segunda-feira (9).
O deputado Henrique Fontana (PT-RS) propôs que os parlamentares assinem as emendas uns dos outros para que não haja dificuldade na apresentação. Atualmente, para apresentar uma emenda a uma PEC, é preciso a assinatura de 1/3 dos integrantes.
O relator respondeu ao parlamentar que Eduardo Cunha recomendou a admissibilidade de todas as emendas apresentadas.
O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) disse que há questões sem acordo que não refletem o interesse principal da reforma, como a coincidência de datas de todas as eleições e a obrigatoriedade do voto. “É preciso um esforço coletivo de construção de consenso e separar propostas secundárias das principais, como as que envolvem sistema eleitoral”, defendeu.

►RECEITA SEGUE O DINHEIRO DA LAVA JATO
A Secretaria da Receita Federal informou quinta-feira (5) que estão em andamento ações por sonegação fiscal contra 57 contribuintes (pessoas físicas e jurídicas) envolvidos na Operação Lava Jato.
“A chance de essas 57 ações terminarem com auto de infração é 91%, que é nossa média de acerto”, afirmou o subsecretário de Fiscalização do órgão, Iágaro Jung Martins.
Além dessas, a Receita também analisa ações contra 265 contribuintes investigados pela operação que apura irregularidades em contratos da Petrobras, sendo 130 contribuintes pessoa física e 135 empresas.
“O objetivo da fiscalização da Receita é sonegação. Evidentemente, esse tipo de crime, às vezes, tem outras condutas penais juntas. Por isso, trabalhamos com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal”, explicou Martins.
As ações fazem parte das operações especiais de fiscalização da Receita planejadas para 2015. “Quando há identificação de outros crimes, como lavagem e evasão de divisas, e nossos auditores percebem durante o processo de auditoria fiscal, eles representam ao MPF e a transforma em ação penal. Se for alguém sem foro privilegiado, vai direto para [O MPF em] Curitiba. Se tiver foro privilegiado, segue para a PGR”, explicou o subsecretário.
  
►OS SEM FORO NO LAVA JATO
Alguns fatos citados nos depoimentos do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do operador financeiro Alberto Youssef foram enviados para apurações em outras instâncias. No caso dos ex-deputados João Pizzolati e Pedro Corrêa, que segundo as delações teriam recebido, em favor do PP, vantagens indevidas decorrentes de esquema relacionado ao Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), as informações serão encaminhadas para apuração no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, porque os supostos envolvidos não possuem mais prerrogativa para serem processados perante o STF.
Outro caso de declínio envolve os fatos atribuídos a Antônio Palocci (foto). Paulo Roberto Costa disse ter recebido, em 2010, uma solicitação, por meio de Youssef, vinda de Palocci, para que fossem liberados R$ 2 milhões da “cota” do PP para a campanha presidencial de 2010. Costa disse que autorizou o pagamento, operacionalizado por Youssef, e que o valor saiu do “caixa” comum dos valores provenientes de “propina” de contratos da Petrobras, e não de um contrato específico.
Tal depoimento fez referência a suposto envolvimento indireto da presidente da República, Dilma Rousseff. Contudo, quanto ao envolvimento da presidente neste episódio, o fato não pode ser investigado sob o viés da sua conduta porque aconteceu antes do início do seu mandato presidencial e há vedação a sua responsabilização por crimes cometidos fora do exercício do cargo, conforme previsto no artigo 86, parágrafo 4º, da Constituição Federal: “o Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções”. (Com Comunicação Social/PGR)


►PF REFORÇA EQUIPE NA LAVA JATO
Com os desdobramentos da Operação Lava Jato, a Polícia Federal aumentou o número de policiais da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, que trabalha em inquéritos criminais que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, a polícia diz que o grupo é integrado por servidores com experiência no combate à lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas e crimes financeiros, mas não informa o número de agentes destacados para as investigações.
O STF divulgou neste sábado (7) os nomes de políticos envolvidos no caso e que serão investigados. Na lista constam nomes de senadores, deputados federais, ex-governadores e ex-ministros de Estado.

►LINDBERGH GOVERNADOR DO RIO???
A inclusão do nome do senador petista e ex prefeito de Nova Iguaçu na lista dos políticos que serão investigados, em caráter oficial, pela Polícia Federal por conta da delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff (ainda faltam ser contabilizadas outras 13 delações já requeridas), será mais uma barreira no caminho do ex Cara Pintada, que aspira, um dia, assumir o principal gabinete do Paládio Guanabara.
Hostilizado nas eleições do ano passado pela presidente Dilma Rousseff, que preferir circular pelo Rio de Janeiro de braços dados com Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, Lindbergh Farias vê reduzido o seu campo de manobra política, principalmente porque o comando nacional do PT decidiu que o Rio de Janeiro é capitania hereditária do PMDB de Sérgio Cabal e Pezão.
Não é a primeira vez que o PT fluminense bate de frente com a direção do partido, controlada por políticos de S. Paulo. Foi assim, também, com Vladimir Palmeira e com Benedita da Silva que, imposta como vice de Rosinha Garotinho, foi abandonada em plena campanha quanto tentou se reeleger, desta vez enfrentando o casal Garotinho. Foi aí que surgiu Sérgio Cabral, que descartou o casal de prefeitos honorários de Campos dos Goitacazes assim que pisou no Palácio Guanabara.

►PETROBRAS DOA US $1 MILHÃO À BOLÍVIA
 Em meio ao escândalo do petrolão e à venda de ativos (navios, sondas e até poços de petróleo na África) para reequilibrar as sutas contas, a direção da Petrobrás decidiu investir em obras sociais ....na Bolívia.
É o que revelou um jornal boliviano, do último dia 1º de ferreiro, ao noticiar que a estatal brasileira doou US $ 1 milhão de dólares (DÓLARES!) para o governo Hugo Morales investir em obras sociais.
Segundo o jornal, a doação foi feita pela presidente Dilma Rousseff no bojo da visita à jato que fez a La Paz, para a posse milionário cocaleiro (plantador de papoulas, fonte natural da cocaína) Hugo Morales, que expropriou uma refinaria que a estatal brasileira, havia adquirido legalmente na Bolívia. Por ordem direta do então presidente Lula, a Petrobrás foi obrigada a aceitar, sem discutir, alguns dólares oferecidos, como compensação, pelo governo boliviano.

►ARRASTÃO NA ÁREA DA REDUC
A bordo de um Citroën C3 pretos roubado, bandidos fortemente
armados promoveram um arrastão na Rodovia BR-o40, que liga o Rio a Juiz de Fora. A sequência de assaltos ocorreu por volta das 6:30hs da manhã deste sábado (7), nas proximidades da Refinaria Duque de Caxias e a cerca de 100 metros do DPO de Campos Elíseos, na pista com destino à Capital.
Os bandidos roubaram pelo menos 5 carros e uma motocicleta (foto) de cor branca, placa LMD-8531 e a maioria das vítimas seguia para o trabalho.
O arrastão foi divulgado através das redes sociais através da página “Reage Saracuruna”,

►PROCON INTERDITA BOATE EM NIERÓI
Agentes do PROCON/RJ retornaram a Niterói na madrugada deste sábado (07) para vistoriar a casa de shows Royal Lounge, na Av. Professor Faria Alves, 15, em Piratininga. Devido à ausência de diversos equipamentos e documentos exigidos por lei - entre eles o certificado do Corpo de Bombeiros -, o estabelecimento foi autuado e interditado. Só poderá reabrir após as irregularidades encontradas estarem sanadas e as correções comprovadas pelo Procon Estadual.  
Além da ausência do Certificado do Corpo de Bombeiros, documento que determina se o local possui todos os equipamentos de segurança necessários para evitar catástrofes em caso de acidentes, o Royal Lounge também não apresentou o alvará de funcionamento, a apólice de seguro para os frequentadores e o certificado de dedetização. A validade de um dos extintores da casa de shows terminou em maio de 2007.
O estabelecimento também não possui equipamento para registro fotográfico dos documentos dos clientes nem circuito interno de filmagem, como é determinado pela Lei Estadual n° 4.355 de 2004.  Não há cartaz com as normas de segurança da casa fixado em local visível para o público e o local não possui um exemplar do Livro de Reclamações, obrigatório em todos os estabelecimentos comerciais do Rio de Janeiro pela Lei Estadual n° 6.613/13. 
Os fiscais estiveram anteriormente em Niterói na madrugada do último sábado (28) para vistoriar boates na primeira ação da Operação Balada Legal deste ano. Na ocasião, duas outras boates no município foram autuadas: a Boate Goa, em Itacoaticara, e o Bar do Meio, em Piratininga. A Royal Lounge era um dos estabelecimentos que seriam vistoriados.  Porém, apesar de estar com eventos programados para aquela noite, ela fechou as portas antes da chegada dos fiscais. Por isso, não pode ser vistoriada. A fiscalização então retornou neste sábado, pegando a casa de surpresa, e interditou o estabelecimento devido as diversas irregularidades lá encontradas. 

►SAÚDE PRECÁRIA EM MACAÉ
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) decidiu manter adiado, na sessão plenária de quinta-feira (5), o edital de concorrência pública da Prefeitura de Macaé, no valor de R$ 7.415.652,22, para contratação de empresa de serviços de manutenção e conservação de unidades de saúde. 
O relator, conselheiro Aloysio Neves, apontou em seu voto que o edital, de 2014, sofreu várias alterações desde a primeira análise feita, em janeiro deste ano, pelo TCE. No entanto, há exigências do Tribunal ainda pendentes. De acordo com o relator, falta comprovação técnica das quantidades e dos serviços previstos na planilha orçamentária.
Além disso, segundo o seu voto, o projeto básico não garante correção às propostas das empresas licitantes, inviabilizando a fiscalização e controle das obras. O prefeito de Macaé, Aluízio dos Santos Júnior, tem trinta dias para cumprir as determinações do TCE-RJ.

►PRESÍDIO DE MAGÉ FICA NO PAPEL
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) decidiu, em sessão plenária realizada quinta-feira (5), manter adiado o edital de concorrência da Secretaria de Estado de Obras (Seobras) que visa à ampliação do Presídio Romeiro Neto, em Magé. O prazo de execução das obras é de um ano, com custo estimado em R$ 4.455.786,21.
A obras deveriam ter começado no dia 10 de dezembro de 2014, o que não ocorreu por conta de o TCE-RJ ter determinado à Seobras que o edital fosse suspenso até que fossem encaminhadas diversas informações. A decisão desta quinta-feira pela manutenção do adiamento seguiu o voto do conselheiro José Maurício de Lima Nolasco.
O edital permanecerá suspenso até que as informações solicitadas pelo TCE-RJ ao secretário estadual de Obras, José Iran Peixoto Júnior, na sessão de 4 de dezembro de 2014, sejam fornecidas.
Pelo não atendimento, o Tribunal de Contas decidiu notificá-lo, para que cumpra as exigências, dentre as quais, justificar a composição do preço do Sistema de Tratamento de Esgoto, cujos valores totalizam R$ 185.862,55, como também encaminhar cópia da licença ambiental ou do termo de dispensa.

►PARATY:VEREADORES DEVOLVEM R$ 140 MIL
O ex-presidente da Câmara Municipal de Paraty Deilimar Barros da Silva, cinco ex-vereadores e três vereadores terão que devolver aos cofres públicos R$ 140.426,00 (51.781,41 Ufir-RJ) recebidos irregularmente, em 2009, na forma de pagamento de 13º salário e ajuda de custos. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), na sessão plenária desta quinta-feira (5/3), acompanhando o voto do conselheiro-relator Marco Antônio Barbosa de Alencar.
Deilimar Barros, que exerce mandato parlamentar, os ex-vereadores Izaques Merendas Cordeiro, Anderson Maia dos Santos e Anderson Rangel Antunes de Vasconcelos, e os vereadores Benedito Crispim de Alcântara e Luciano de Oliveira Vidal arcarão solidariamente com a devolução de R$ 78.014,44 (28.767,45 Ufir-RJ). O ex-presidente, sozinho, tem ainda a dívida de R$ 15.602,88 (5.753,49 Ufir-RJ), o mesmo valor recebido indevidamente por cada um dos parlamentares condenados.
Além disso, o ex-vereador Lauro Cantídio Belchior e Fuad José Minair Neto e o vereador Ruan Carlos Mineiro Marcelino foram responsabilizados a ressarcir os cofres públicos, cada um, em R$ R$ 15.602,88 (5.753,49 Ufir-RJ). Os três já solicitaram ao TCE-RJ o parcelamento das dívidas.
No mesmo voto, o relator aprovou a regularidade das contas da então tesoureira da Câmara Municipal de Paraty, no exercício de 2009, Flávia Couto Aragão. 

►RJ PODE PERDER 192 MIL ELEITORES
Quem não votou e não justificou nas últimas três eleições terá o título cancelado se não comparecer, até 4 de maio, ao cartório eleitoral, portando documento oficial com foto. No estado do Rio, 192.858 eleitores estão nessa situação. 
Em www.tse.jus.br/eleitor/servicos/situacao-eleitoral, o eleitor pode verificar se o seu título está passível de cancelamento. Para a Justiça Eleitoral, cada turno de votação é considerado uma eleição.
Além de ficar impedido de votar, o eleitor que não regularizar a situação não poderá obter passaporte, ser empossado em cargo público ou renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo. A irregularidade também pode gerar dificuldades para obter empréstimos em bancos oficiais e participar de concorrência pública ou administrativa.
Os eleitores no exercício do voto facultativo - menores de 18 anos, maiores de 70 anos e os analfabetos - não serão identificados nas relações de faltosos, assim como as pessoas com deficiência que possuem certidão de quitação por tempo indeterminado. A Justiça Eleitoral ressalta que não será expedido qualquer tipo de notificação ao eleitor, seja de forma impressa (correspondência) ou eletrônica (e-mail), sobre a situação do título.
 

►INFLAÇÃO OFICIAL CHEGA A 7,70
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em fevereiro alcançou 1,22%, resultado próximo do de janeiro (1,24%). Considerando os dois primeiros meses do ano, o índice situa-se em 2,48%, acima do percentual de 1,24%, registrado em igual período do ano passado. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que, nos últimos 12 meses, a taxa chegou a 7,70%, a mais elevada desde maio de 2005, quando atingiu 8,05%. Em fevereiro de 2014, o IPCA ficou em 0,69%.
O IPCA mede a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, independentemente da fonte de rendimentos. O IPCA é usado pelo Banco Central como medidor oficial da inflação do país e serve como referência para verificar se a meta estabelecida para a inflação está sendo cumprida.
Em fevereiro, o destaque individual foi a gasolina, cujos preços subiram 8,42%. Refletindo aumento nas alíquotas do PIS/Cofins, que entrou em vigor em 1º de fevereiro, a gasolina exerceu impacto de 0,31 ponto percentual no IPCA do mês, sendo responsável, sozinha, por um quarto do IPCA, ou seja, 25,41%. Sob essa pressão, os gastos com transportes subiram 2,20%, grupo que apresentou o mais elevado impacto no mês: 0,41 pontos percentuais.
Ainda no grupo transportes, houve aumento também nas alíquotas do PIS/Cofins para o óleo diesel, que apresentou alta de 5,32%. Já os preços do etanol subiram 7,19%. Além dos combustíveis (7,95%), outros gastos importantes com transportes tiveram aumento: trem (3,10%), automóvel novo (2,88%), ônibus urbano (2,73%), metrô (2,67%), ônibus intermunicipal (1,68%), táxi (1,21%) e conserto de automóvel (1,20%). 

►INFLAÇÃO REPRESADA PELO GOVERNO
A coordenadora de Índice de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, afirmou nesta sexta-feira (6) que, nos últimos anos, os preços dos itens monitorados pelos governos federal e estaduais ajudaram a controlar as taxas de inflação medidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nos dois primeiros meses deste ano, porém, a tendência é inversa, disse Eulina.
Nesse período, os preços dos itens monitorados, como combustíveis, tarifas de energia elétrica e meios de transporte foram os que mais pressionaram a alta do IPCA. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de fevereiro, que subiu 1,22% em relação a janeiro, acumulando, ao longo do ano, elevação de 2,48%. Os números foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. 
“Neste início de ano, o que é possível observar é que está havendo mudança no perfil do IPCA. Nos últimos anos, especialmente em 2013, o que segurava a inflação eram exatamente os preços controlados. Um aspecto importante neste ano é que os preços [dos itens] monitorados exercem forte pressão sobre a inflação, conforme exemplificam os aumentos nas tarifas de energia elétrica e ônibus. Isso tem modificado o perfil do IPCA, da inflação, que tem sido mais pressionado pelos monitorados do que em todos esses últimos anos”, disse.
Eulina Nunes citou 2014 como exemplo. Segundo ela, enquanto o IPCA subiu 6,41%, os preços dos itens monitorados subiram 5,32%. Nos primeiros dois meses do ano, enquanto o IPCA cresceu 2,48%, os preços dos monitorados registraram elevação acumulada de 4,93%.
Embora não tenha feito previsões sobre o comportamento do IPCA em março, ela admitiu que estão previstos vários aumentos importantes no período, com peso significativo no orçamento das famílias, que continuarão a pressionar a inflação.
“O principal deles é a energia elétrica, que já foi reajustada em todas as regiões metropolitanas. Não só em termos de tarifa, mas também na parcela extra, que são as bandeiras tarifárias. Provavelmente, março será um mês em que a pressão dos monitorados na inflação será bastante forte. O dólar, que já pesa na inflação de fevereiro, também continuará pressionando a taxa”, acrescentou.
Conforme Eulina, a continuidade da alta da inflação anualizada, que já está em 7,7% no resultado acumulado dos últimos 12 meses, a maior taxa desde os 8,05% de maio de 2005, dependerá, em março, da pressão do preço dos alimentos.
“Em março, a pressão será forte e exercida pelos [preços] monitorados, que têm peso grande e influência sobre o orçamento das famílias. É importante destacar que o orçamento das famílias não é baseado apenas nos preços monitorados”, concluiu Eulina.
  
►GOVERNO NÃO SEGURA O DÓLAR
O dólar comercial fechou esta sexta-feira (6) cotado em R$ 3,056. Depois de começar o dia em leve baixa, a moeda norte-americana retomou a trajetória de alta registrada durante a semana e encerrou em alta de 1,49%, na comparação com a cotação da véspera (5), quando superou o patamar de R$ 3 de agosto de 2004.
No acumulado da semana, a moeda norte-americana teve valorização de 7,02% em relação ao real. Desde o início do ano, o crescimento acumulado chegou a 14,96%.
A leve desvalorização do dólar, no início da manhã, foi interrompida pela divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos, mostrando queda de 5,5% na taxa de desemprego em fevereiro. O anúncio também manteve a alta do dólar em relação a outras moedas, por exemplo, o euro, cuja cotação desta sexta-feira é a maior desde 5 de agosto de 2009, quando o dólar chegou a R$ 3,063.


►CAXIAS DEBATE A LEI MARIA DA PENHA
Nesse sábado, véspera do Dia Internacional da Mulher, a Lei Maria da Penha e a violência contra a mulher foram temas da palestra da assistente social Renata Coloneze, coordenadora da Casa da Mulher Caxiense e do Centro de Referência da Mulher, órgãos ligados a secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. O evento foi realizado na Igreja Batista de Duque de Caxias, no bairro do Centenário.
O debate integra a programação elaborada pela prefeitura comemorando a data, além de contribuir na redução da violência contra a mulher no município. Segundo a assistente social, que representou a primeira-dama Tatyane Lima, o encontro foi importante por discutir com as mulheres que não é só a violência física que elas devem estar atentas e denunciar, mas também a violência verbal, que na maioria das vezes ocorre dentro de casa, com o marido ou companheiro. “O objetivo da palestra foi orientar as mulheres sobre a lei e a violência. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), no documento Dossiê Mulher, a região da Baixada Fluminense é uma das áreas do Estado onde os índices são altos. Caxias, infelizmente, ocupa um dos primeiros lugares. Tanto que o prefeito Alexandre Cardoso tem pedido à população que denuncie aos órgãos de os agressores de mulheres”, explica.
“Debater a violência contra a mulher em uma igreja é importante, porque estas mulheres que participaram irão se transformar em multiplicadoras, orientando outras mulheres como devem proceder.  A violência, é preciso explicar, acontece principalmente dentro de casa, sendo o agressor o namorado, marido ou companheiro. Outro ponto que é preciso compreender que a violência também está nas palavras”, disse Renata Coloneze.
Ela também explicou o papel que desempenha o Centro de Referência da Mulher , localizado na Rua Manoel Vieira, ao lado do Colégio Pedro II,  no bairro do Centenário e que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, que dispõe de profissionais para auxiliar as mulheres vítimas da violência.
Para a ministra das mulheres daquela igreja, e organizadora do evento, Maria Jucineire da Silva, da Acampadentro, o objetivo é discutir diversos aspectos ligados à mulher.
“A partir desta palestra elas podem identificar casos de violência e, certamente, irão difundir o que ouviram à outras mulheres”, concluiu.

►MINHA CASA PARA MAIS 700 FAMÍLIAS
Em dois anos da atual administração, a prefeitura de Duque de Caxias já entregou cerca de duas mil residências do programa Minha casa, minha vida,        do governo federal, beneficiando desde vítimas do temporal que afetou centenas de moradores de Xerém, no quarto distrito, a famílias que viviam em áreas de risco. Nesta quarta-feira (11), será feito um novo sorteio que atenderá a 700 pessoas inscritas no programa de moradia. no auditório do Museu Ciência e Vida, na Praça Roberto Silveria, no centro.
Segundo a diretora de Demanda Habitacional da secretaria municipal de Planejamento, Urbanismo e Habitação, Caroline Rodrigues, o sorteio segue os mesmos critérios dos anteriores.
“A prefeitura não tem ingerência alguma na escolha, o programa do computador seleciona os candidatos que atendam os critérios do Minha casa, minha vida, que são: famílias compostas por mulheres chefes de família com dependentes; famílias moradores de área de risco; famílias compostas por pessoas com deficiência; famílias residentes nos bairros próximos aos empreendimentos; famílias encaminhadas pela rede sócio assistencial, famílias compostas por um ou mais dependentes. Existem ainda outros critérios, como ter renda de até R$ 1.600 e ser morador do município, não possuir imóvel próprio em território nacional; não ter sido beneficiado anteriormente por programas de habitação de interesse social e ter idade acima de 18 anos”, explica.
Atualmente, estão inscritos no Programa Minha casa, minha vida cerca de 35 mil pessoas.
Os contemplados no sorteio desta quarta-feira ocuparão apartamentos nos condomínios Narcisa Amália I, II, III, IV, V, no bairro Barro Branco, no 3º Distrito. Os apartamentos seguem o mesmo padrão dos residenciais construídos na localidade de Nossa Senhora do Carmo. Ou seja, sala, dois quartos, cozinha, banheiro e área de lazer coletiva. 



sexta-feira, 6 de março de 2015

MINISTRO SUSPENDE SIGILO E
LIBERA A LISTA DA  LAVA JATO 
Renan Calheiros
Simão Sessim
O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou há pouco a lista com os nomes de políticos sobre os quais o Procurador-Geral da República pediu abertura de inquérito no caso da Operação Lava Jato. Entre eles, estão os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 
Dez senadores são citados, além de deputados e ex-governadores como Antônio Anastasia (PSDB) e Roseana Sarney (PMDB). 
Alguns dos pedidos foram arquivados, como é o caso dos senadores Delcídio Amaral, Romero Jucá, Aécio Neves e Ciro Nogueira; os deputados federais Henrique Eduardo Alves e Aguinaldo Ribeiro; os ex-deputados Cândido Vacarezza, João Alberto Júnior e Pedro Correa; e o empresário Alexandre José dos Santos.
O ministro Teori Zavascki, relator do caso no STF, deferiu 21 pedidos de abertura de inquérito feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, referentes a autoridades com prerrogativa de foro e outras pessoas que podem estar envolvidas na investigação que teve como foco principal desvios de recursos da Petrobras. Zavascki revogou o sigilo da tramitação dos procedimentos, tornando públicos todos os documentos referentes ao processo.
A pedido da PGR, Teori Zavascki revogou o sigilo da tramitação dos procedimentos, tornando públicos todos os documentos referentes ao processo.
Veja a lista divulgada pela Agência Brasil às 21:59hs desta sexta-feira (6):


PMDB
Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara
Renan Calheiros (AL), presidente do Senado
Edison Lobão (MA), senador e ex-ministro
Roseana Sarney (MA), ex-governadora
Aníbal Gomes (CE), deputado federal
Romero Jucá (RR), senador
Valdir Raupp (RO), senador

PT
Gleisi Hoffmann (PR), senadora e ex-ministra
Lindbergh Farias (RJ), senador
Humberto Costa (PE), senador e ex-ministro
José Mentor (SP), deputado federal
Vander Loubet (MS), deputado federal
Antonio Palocci (SP), ex-ministro
Cândido Vaccarezza (SP), ex-deputado federal
João Vaccari Neto, tesoureiro do partido

PP
Ciro Nogueira (PI), senador
Gladson Cameli (AC), senador
Benedito de Lira (AL), senador
Nelson Meurer (PR), deputado federal
Luiz Fernando Faria (MG), deputado federal
Mário Negromonte (BA), ex-ministro das cidades
Aguinaldo Ribeiro (PB) deputado federal e ex-ministro
Arthur Lira (AL), deputado federal
Simão Sessim (RJ), deputado federal
José Otávio Germano (RS), deputado federal
João Sandes Júnior (GO), deputado federal
Eduardo da Fonte, deputado federal
Dilceu Sperafico (PR), deputado federal
Jerônimo Goergen (RS), deputado federal
João Leão (BA), vice-governador da Bahia
Afonso Hamm (RS), deputado federal
Missionário José Olímpio (SP), deputado federal
Lázaro Botelho Martins (TO), deputado federal
Luiz Carlos Heinze (RS), deputado federal
Renato Molling (RS), deputado federal
Roberto Balestra (GO), deputado federal
Roberto Britto (BA), deputado federal
Vilson Covatti (RS), ex-deputado federal
Waldir Maranhão (MA), deputado federal
João Alberto Pizzolatti (SC), ex-deputado federal
Aline Corrêa (SP), ex-deputada federal
Roberto Teixeira (PE), ex-deputado federal
Carlos Magno Ramos (RO), ex-deputado federal
Pedro Corrêa (PP-PE), ex-deputado federal
Pedro Henry (MT), ex-deputado federal
José Linhares da Ponte (CE), ex-deputado federal

SD
Luiz Argôlo (BA), ex-deputado federal, ex-PP

PTB
Fernando Collor (PTB-AL), senador e ex-presidente da República

PSDB
Antonio Anastasia (MG), senador e ex-governador

Sem partido
Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, lobista apontado 
como operador do esquema

ARQUIVADOS
Aécio Neves (PSDB)
Alexandre José dos Santos (PMDB)
Delcídio do Amaral Gomes
Henrique Eduardo Alves (PMDB)