terça-feira, 7 de outubro de 2014

RENOVAÇÃO DA CÂMARA DOS
DEPUTADOS SUPERA OS 40% 
O perfil da nova Câmara ficará mais conservador
Independentemente do resultado final das eleições para a Presidência da República, qualquer dos eleitos deve enfrentar dificuldades para aprovar propostas na Câmara dos Deputados, principalmente as relacionadas às reformas e a direitos de segmentos mais vulneráveis da sociedade. Nas urnas, os eleitores acabaram optando por renovar mais de 40% dos deputados federais. Nesse universo, incluíram seis novos partidos na Casa. A partir de janeiro de 2015, as atuais 22 legendas representadas por parlamentares passarão a ser 28.
“Houve uma pulverização partidária e a governabilidade ficará mais difícil”, explicou o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). “Os grandes partidos encolheram, especialmente PT e PMDB, e houve crescimento de pequenas e médias legendas. Isso obrigará o futuro presidente da República a negociar com eles, que não se pautam por questões programáticas ou ideológicas”, alertou.
Com as votações nos estados, o PT continua tendo a maior bancada na Câmara, com 70 deputados, mas perdeu assentos. Na atual legislatura, o partido tem 88 parlamentares. O PMDB também teve a bancada reduzida, passando dos atuais 71 para 66 deputados. Entretanto, permanece como o segundo mais representado na Casa. O PSDB aumentou de 44 para 54 o número de parlamentares na Câmara.
A força das pequenas e médias legendas ocorrerá no caso de alianças. Partidos novos, criados depois das eleições de 2010, como Solidariedade, PROS e PEN, elegeram, respectivamente, 15, 11 e dois deputados federais. Entre as pequenas bancadas, também estão incluídos PDT, com 19 parlamentares, e PRB, com 20. “Se formam uma aliança, superam os grandes com facilidade. A consequência é que a possibilidade de reformas, principalmente a Reforma Política, fica reduzida, porque esses partidos podem entender que serão prejudicados, impedidos de se eleger nas próximas eleições”, avaliou Queiroz. Na opinião do analista, outro aspecto, que pode ser avaliado como má notícia, é o perfil de grande parte dos novos deputados.
“Alguns são pastores evangélicos, apresentadores de televisão, especialmente de programas policialescos, ou parentes de políticos famosos [mais de 70 deputados]. Isso tornará o próximo Congresso mais conservador”, afirmou Antônio Augusto. Lembrou a eleição de nomes como o de Celso Russomano (PRB-SP), deputado federal mais votado do Brasil, com mais de 1,5 milhão de votos, e Jair Bolsonaro (PR), defensor da ditadura militar, que teve 461 mil votos e foi o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro.
Outro exemplo é o caso do pastor Marco Feliciano. Depois do período polêmico à frente da Comissão de Direitos Humano da Câmara, obteve quase o dobro dos votos conquistados nas eleições de 2010, somando no pleito de domingo (5) 392 mil votos.
Queiroz salientou que, caso as previsões sejam confirmadas, propostas sensíveis como aborto, maioridade penal e direitos de lésbicas, gays, bissexuais e travestis (LGBT) correm o risco de paralisação. “Houve esse expressivo crescimento de setores mais conservadores e uma redução da bancada ligada aos movimentos sociais. Partidos de esquerda perderam mais deputados desses setores sociais. Embora representativa, a renovação não é, necessariamente, qualitativa”, assinalou.
Dos eleitos, 198 deputados exercerão mandato pela primeira vez e 25 já tiveram assento no Congresso e novamente foram eleitos. Nesse grupo, oito ex-deputados tentaram, em 2010, se eleger a outros cargos. Entre eles, Celso Russomano, Alberto Fraga (DEM-DF), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Patrus Ananias (PT-MG) e Indio da Costa (PSD-RJ). Também ex-deputados, Leonidas Cristino (PROS-CE) e Odelmo Leão (PP-MG) estavam no comando de prefeituras. Ocupavam outros cargos o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), João Castelo (PSDB-MA) e o atual vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia (PSB)   
Os resultados divulgados pela Justiça Eleitoral ainda podem ter modificações. A conclusão depende do julgamento de candidaturas analisadas pela Lei da Ficha Suja, como é o caso do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP). (Com Agência Câmara)
APENAS 36 DEPUTADOS NÃO
DEPENDERAM DO PARTIDO 
Apenas 36 dos 513 deputados federais que vão compor a Câmara na próxima legislatura (2015-2018) alcançaram o quociente eleitoral com seus próprios votos. Desses, 11 são parentes de políticos tradicionais em seus estados. Os outros 477 eleitos foram “puxados” por votos dados à legenda ou a outros candidatos de seu partido ou coligação. O número é o mesmo de 2010, quando também houve apenas 36 deputados eleitos com votação própria.
Os números foram calculados pela Secretaria Geral da Mesa da Câmara. O quociente eleitoral é calculado dividindo-se o número de votos válidos no estado pelo número de vagas na Câmara a que tem direito cada estado.
Os votos de Tiririca ajudaram a
eleger  mais 2 deputados do PR
Entre os 36 deputados que conseguiram atingir o quociente eleitoral, cinco são de São Paulo, cinco de Minas Gerais e cinco do Rio de Janeiro. Em Pernambuco, quatro deputados foram eleitos com seus próprios votos; e, na Paraíba e no Ceará, três. Em Goiás e Santa Catarina, dois atingiram o quociente eleitoral. No Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Sergipe e Roraima, apenas um atingiu o quociente eleitoral.
A forma de eleição baseada no quociente eleitoral é chamada de sistema proporcional. Segundo o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, esse sistema, somado ao quadro de pulverização partidária e formação de alianças no País, tem levado a algumas distorções: “Na Câmara, muita gente se elege com votação muito pequena. Tivemos, na Região Norte, pessoas eleitas com menos de 10 mil votos.”
Em contraposição, dezenas de candidatos foram muito bem votados e ainda assim não foram eleitos. É o caso, por exemplo, do deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB): ele recebeu 106,6 mil votos em São Paulo, mas não foi reeleito. Entretanto, o candidato Fausto Pinato (PRB) foi eleito com 22 mil votos, graças à votação expressiva de Celso Russomanno, do mesmo partido.
Com 1,52 milhão de votos, Russomanno foi o deputado mais votado de São Paulo e “puxou” quatro candidatos para a Câmara: além de Fausto Pinato, ele ajudou a eleger o cantor sertanejo Sergio Reis (45,3 mil votos); Beto Mansur (31,3 mil) e Marcelo Squasoni (30,3 mil). Todos são do PRB, já que o partido não fez coligação.
O segundo colocado em São Paulo, deputado Tiririca (PR), teve pouco mais de 1 milhão de votos e elegeu sozinho dois deputados, além de si próprio: Capitão Augusto (46,9 mil votos) e Miguel Lombardi (32 mil), ambos do PR, que também não se coligou. 
29% DO ELEITORADO PREFERIU
ABSTENÇÃO, BRANCOS E NULOS 
As eleições de 2014 tiveram 90,36% de votos válidos. Brancos e nulos somaram 9,64% dos votos totais, e os eleitores que não compareceram às urnas somaram 27.698.199, o que significa 19,39% do total.
Os percentuais relativos aos votos que não entram nas contas dos votos válidos aumentaram nas três modalidades. No primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, quando o país tinha 135 milhões de eleitores, 18,12% deles não votaram. Em 2002, a abstenção atingiu 17,74% e em 2006, 16,75%.
A percentagem de votos em branco, neste ano, também cresceu. Em 2010, eles foram 3,13% do total; em 2006, 2,73%; e em 2002, 3,03%. Neste ano, os votos em branco representam 3,84%. Já os votos nulos, que vinham caindo nas três eleições anteriores, tendo registrado 7,35% em 2002; 5,68% em 2006; e 5,51% em 2010, tiveram um ligeiro aumento neste ano, atingindo 5,8%. Com isso, abstenções, brancos e nulos somam 29%.
Considerado o típico voto de protesto, o voto nulo tem o mesmo efeito do voto em branco por não entrar nas contas na hora de bater o martelo sobre quem está eleito. Embora não se possa dizer se esses percentuais crescentes revelam desinteresse por parte da população em relação à política, já que o voto é obrigatório, uma pesquisa do Instituto Data Popular, feita antes das eleições, mostrou que há um alto grau de desconfiança, por parte do eleitorado brasileiro, em relação à classe política.
Foram entrevistadas 15.652 pessoas, em 159 municípios, e 73% delas disseram não confiar nos candidatos que postulam um cargo eletivo neste ano. Segundo o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, registrou-se que o brasileiro não confia até mesmo nos candidatos que escolhe e os deputados estaduais lideram o ranking. “Se a gente olhar a escala, os [candidatos] em quem os eleitores menos confiam são os deputados estaduais [82%]”, disse Meirelles. Em seguida, aparecem os candidatos a deputado federal, com 75% de desconfiança; os postulantes ao Senado, 65%; os que concorrem ao cargo de governador, com 40%; e os candidatos à Presidência da República, com 30% de desconfiança. 
Meirelles disse que os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou não com frases apresentadas pelos pesquisadores. Entre eles, 65% disseram, por exemplo, concordar com a seguinte frase: “Os políticos são todos iguais”. Segundo o presidente do Data Popular, parte das respostas evidencia uma desconfiança em relação à classe política e “parte é um desconhecimento real da proposta do candidato”. Para a maioria dos eleitores, o voto é dado ao candidato que parece ser “o menos pior”.

O entendimento geral decorrente da pesquisa, indicou Meirelles, é que "a classe política está afastada da realidade cotidiana das pessoas”. (Com Agência Brasil)
REVISTA DE HISTÓRIA MOSTRA
AS VÁRIAS FACES DE VARGAS 
O dossiê principal da Revista de História da Biblioteca Nacional de outubro é sobre Getúlio Vargas. Os textos abordam os reflexos das políticas varguistas no Brasil atual, assim como as contradições do presidente que instituiu os direitos trabalhistas, mas reprimiu duramente os trabalhadores ao longo do Estado Novo. “Revolucionário em 1930, ditador em 1937 e líder democrático de massas com plataforma de esquerda em 1950. Fundador de um dos mais relevantes partidos da história da esquerda nacional, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – e, no entanto, um aliado das oligarquias e também fundador do conservador PSD”, escreveu o pesquisador Jorge Chaloub, autor do artigo “Ecos de Getúlio”.
Outro tema importante da Revista é o artigo sobre Negacionismo do Holocausto. Nele, o historiador Ricardo Figueiredo de Castro, professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH/UFRJ), fala sobre um fenômeno político que aparentemente desafia a lógica e a racionalidade: a negação do holocausto.
E essa negação da realidade está presente na história recente do Brasil, onde líderes militares negam a prática de tortura, durante o regime de 64, em instalações pertencentes ao Governo, enquanto o atual governo nega que tenha se omitido no combate à corrupção, ao contrário do que ficou demonstrado no Processo do Mensalão e está se repetindo no escândalo envolvendo a alta direção a Petrobrás em crimes como corrupção ativa e passiva, superfaturamento de obras e serviços, em especial na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que deveria ser o resultado de uma parceria entre a Petrobrás e a venezuelana PDVSA, conforme revelam os depoimentos do ex diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Cosa, e o doleiro e seu parceiro nos crimes, Alberto Youssef.
CAXIAS BRILHA EM CONGRESSO
SOBRE ADMINISTRAÇÃO EM MADRI 
O secretário de Administração de Duque de Caxias, Sidney Guerra, participou do V Congresso Internacional de Governo, Administração e Políticas Públicas (GIGAPP 2014), realizado em Madrid, na Espanha. A apresentação do trabalho “Ética na administração pública municipal: uma experiência de trabalho na secretaria municipal de Administração de Duque de Caxias” chamou a atenção para as ações realizadas no município desde que assumiu a pasta em 2013.
“A participação em congressos internacionais é importante para ganharmos mais experiências, conhecermos outros trabalhos e também compartilharmos as ações realizadas no município e os respectivos resultados. Saímos de uma discussão de natureza acadêmica e passamos a ter uma atuação prática do que desenvolvemos na cidade. Com isso, a prefeitura de Duque de Caxias entra em um cenário que não é muito comum para administrações municipais, principalmente do Brasil”, afirmou o secretário.
O artigo apresentado durante o congresso será publicado junto com os outros três, escolhidos para cada um dos três temas debatidos dentro da programação do evento. “Isso é importante para a prefeitura de Duque de Caxias pois as ações deflagradas hoje passam a ser de conhecimento não só do Rio de Janeiro e do Brasil como também passam a ter espaço em um plano internacional”, destacou Sidney Guerra.
O secretário de Administração também foi convidado para falar das experiências desenvolvidas em termos de gestão de pessoas no município no Congresso de Gestão de Pessoas no Setor Público, realizado em São Paulo. Antes disso, o município também esteve representado durante uma conferência sobre administração pública em Bogotá, na Colômbia.
Para Sidney Guerra, os convites para participação de eventos relacionados a administração pública são consequência do trabalho implementado na secretaria desde o início da gestão, quando foram identificados e resolvidos diversos problemas como o número elevado de processos administrativos paralisados e desaparecidos, vencimentos de servidores acima do teto constitucional, situação de incorporações indevidas e diferenças salarias inseridas nos rendimentos de servidores.
Outro fator é a modernização da administração com a criação de mecanismos para fiscalização dos bens móveis e imóveis do município, de um banco de dados digital e recadastramento de todos os servidores da prefeitura e de procedimentos para o trâmite de documentos e processos administrativos, que contribuem para economia, rapidez e transparência.

►GAROTINHO CONFIRMA APOIO A CRIVELLA
O deputado federal Anthony Garotinho (PR) declarou apoio à candidatura do senador Marcelo Crivella (PRB) no segundo turno da eleição para governador do Rio, que será disputada com o atual chefe do Executivo fluminense, Luiz Fernando Pezão (PMDB). O apoio formal do PR-RJ virá nesta quinta-feira (9). 
"Só fiz um pedido a ele (Crivella), para livrar o Rio desse grupo que fez tanto mal ao estado, que trouxe o estado à falência financeira e moral. A nossa diferença foi muito pequena, 42 mil votos. Fizemos um estudo rápido, nossos votos são muito complementares, acho que podemos somar bem", afirmou Garotinho em sua casa, em Campos dos Goytacazes, Norte do estado do Rio.
Garotinho não poupou críticas ao governo Cabral/Pezão. "É preciso uma frente para derrotar uma força política que é quase uma metástase em todos os setores. Não se faz nada nesse estado sem consultar um líder, um cacique do PMDB. Todo estado tem alternância, não é possível que só o Rio de Janeiro seja de um partido só", disparou.
O parlamentar ficou na terceira posição no primeiro turno, com 19,73% dos votos válidos. Pezão obteve 40,57%, e Crivella, 20,26%. Garotinho sinalizou que vai "dar um tempo" na política e disse que voltará a trabalhar em rádio.
"Eu fiquei de 2002 a 2010 sem disputar nenhuma eleição. Fui candidato à Presidência em 2002 e só voltei a disputar uma eleição em 2010, para deputado federal, que fiz 700 mil votos. Vou voltar a trabalhar no rádio, é a minha profissão", disse.

►BRASIL NÃO AGUENTA MAIS 12 ANOS DE PT
A afirmação é do historiador Marco Antônio Villa, para quem na eleição de 2014 está em jogo muito mais do que a reeleição de Dilma Rousseff. “Estamos vivendo um momento histórico. A eleição presidencial de 2014 decidirá a sorte do Brasil por 12 anos. Como é sabido, o projeto petista é se perpetuar no poder”.
Villa diz que, além de abrir caminho para a volta de Lula ao governo em 2018, é ele quem irá presidir de fato o Brasil em uma eventual segunda gestão de Dilma.
No entanto, ele não vê cenário favorável para a reeleição. Afirma que o PT está fragilizado e cita como exemplo a derrota em São Paulo. Para ele, Dilma Rousseff foi a terceira pior chefe de Estado em termos de crescimento econômico: “Só perdeu para Floriano Peixoto e Fernando Collor”.
Prevê ainda o mais violento segundo turno de uma eleição presidencial: “O que Marina sofreu, Aécio sofrerá em dobro. Basta sinalizar que ameaça o projeto criminoso de poder do petismo”

►GOOGLE EXCLUI VÍDEO SOBRE CORREIOS
O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou hoje (6) que a empresa Google, responsável pelo site Youtube, retire da internet o vídeo em que um suposto carteiro entrega panfletos que seriam da campanha da candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff.
De acordo com a decisão, o conteúdo do vídeo "induz o eleitor a acreditar que dirigentes dos Correios ou até mesmo a candidata Dilma estariam praticando ato ilícito”.
Benjamin atendeu a pedido de liminar protocolado pela coligação de Dilma. Segundo o ministro, a defesa de Dilma alegou que o serviço foi devidamente pago e que outros candidatos também usaram os Correios para entregar panfletos de campanha.
Na semana passada, os Correios negaram uso político da empresa na distribuição de material de campanha de candidatos. Em entrevista à imprensa, o presidente da estatal, Wagner Pinheiro, disse que “o trabalho dos Correios obedece a critérios estritamente operacionais”.
Ao denunciar um suposto esquema nos Correios em favor de Dilma, o candidato Aécio Neves reclamou que eleitores de Minas Gerais não receberam cerca de 10 milhões de impressos da sua campanha, embora a coligação tenha feito o pagamento exigido pelos Correios. Segundo a denúncia do PSDB, os Correios priorizaram a entrega de correspondência de Dilma e Pimentel em Minas Gerais.

►O SISTEMA PROPORCIONAL É INJUSTO
Em todo o País, repetiu-se nesta eleição a frustração de dezenas de candidatos que foram muito bem votados para deputado (federal e estadual) e ainda assim não foram eleitos. Eles perderam as vagas para candidatos que tiveram, em muitos casos, menos da metade dos seus votos.
A razão é o sistema proporcional, que leva em conta a quantidade de votos do partido ou coligação em relação ao total dos votos válidos no estado (quociente eleitoral), e não apenas os votos que o candidato teve individualmente.
Netinho de Paula perdeu a eleição
 apesar dos 82 mil votos recebidos
Um dos casos mais emblemáticos é o do deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB). Ele recebeu 106,6 mil votos em São Paulo, mas não foi eleito. Logo abaixo dele, também não foram eleitos Ricardo Silva (PDT), com 98,8 mil votos; Luiz Carlos Motta (PTB), 94,9 mil votos; e Netinho de Paula (PCdoB), com 82 mil votos. Entretanto, foi eleito Fausto Pinato (PRB), com 22 mil votos, graças à votação expressiva de Celso Russomanno (1,52 milhão de votos), do mesmo partido. Russomanno elegeu quatro deputados, além de si próprio.
Russomanno teve a segunda maior votação da história 1.524.361 para deputado federal. Ficou atrás apenas de Enéas, que foi eleito em 2002 com 1.537.642 de votos. Com essa votação recorde, Enéas trouxe mais cinco parlamentares para a Câmara dos Deputados.

►BANCADA FEMININA CRESCE POUCO
Com 51 deputadas eleitas, a bancada feminina da Câmara dos Deputados pouco cresceu em relação às eleições de 2010, quando 45 mulheres foram escolhidas nas urnas. Se, no início da atual legislatura, elas representavam 8,77% dos 513 deputados, em 2015 serão 9,94%.
O índice de renovação das parlamentares foi de 56,8%. Das 51 deputadas eleitas, 29 não pertencem à atual legislatura. Com seis deputadas cada um, Rio de Janeiro e São Paulo foram os estados que mais elegeram mulheres. Na contrapartida, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba e Sergipe não elegeram nenhuma parlamentar. O partido que mais elegeu mulheres foi o PT, com nove deputadas.
Para a deputada Jô Morais as mulheres 
ainda não foram incluìdas na política

O aumento de seis cadeiras não animou a coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG). “É um resultado decepcionante. Ele mostra que a política de inclusão das mulheres nas instâncias de poder está fadada ao fracasso, está falida”, avaliou a parlamentar, que foi reeleita no domingo.
Apesar da cota prevista em lei (12.034/09) de 30% de candidaturas femininas nas eleições para deputados e vereadores, Jô Moraes acredita que é preciso uma reforma política que democratize a presença da mulher no Parlamento. As cotas, segundo ela, não geram o resultado desejado porque não são preenchidas com antecedência. “Elas são feitas de última hora, para os partidos políticos apenas cumprirem a exigência legal”, criticou.
O cientista político Antônio Augusto de Queiroz, assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), afirma que as cotas só terão validade efetiva quando as eleições ocorrerem com base em um sistema de listas fechadas e de alternância de gêneros. “Essas mulheres foram eleitas por mérito próprio, já que os partidos não lhe deram o devido espaço.”
Queiroz acredita, no entanto, que a próxima legislatura será o despertar da participação feminina nas seguintes. Jô Moraes adiantou que a bancada estuda outras formas de inserção, como garantir a presença de mulheres nas instâncias superiores dos partidos políticos e até lançar candidaturas avulsas para os cargos da Mesa Diretora.
Na Câmara, tramita proposta de emenda à Constituição (PEC 590/06), da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que assegura no mínimo uma vaga para mulheres nas mesas diretoras e nas comissões da Câmara e do Senado.
No próximo ano, o Senado terá cinco novas senadoras. Elas se juntarão a seis senadoras atualmente em exercício com mandato até 2019, totalizando uma bancada de 11 parlamentares. As mulheres representarão 13,6% dos 81 senadores.
Na disputa dos governos estaduais, nenhuma mulher foi eleita em primeiro turno. E apenas uma, Suely Campos (PP), disputa o segundo turno em Roraima.

►FMI REDUZ NOSSO PIB PARA 0,3% EM 2014
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu mais uma vez a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano. A estimativa para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1 ponto percentual, reposicionando para 0,3% a previsão divulgada em julho, de 1,3%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante o ano.
Para 2015, a projeção do FMI para a economia brasileira é 1,4%, com redução de 0,6 ponto percentual em relação à estimativa de julho. Já a projeção para o crescimento da economia mundial é 3,3%, este ano, e 3,8%, em 2015. As novas projeções fazem parte da publicação Perspectiva Econômica Mundial (World Economic Outlook, no título em inglês), divulgada hoje (7).
De acordo com a publicação, a perda de competitividade brasileira, a baixa confiança dos empresários e condições financeiras mais restritivas (com aumento das taxas de juros até abril de 2014) restringiram investimentos, e a moderação no emprego e o crescimento do crédito pesou sobre o consumo.
A atividade moderada da economia prevista para 2015, com crescimento de 1,4%, se deve à incerteza política em torno das eleições presidenciais deste ano, segundo o FMI.
Em relação à inflação no Brasil, o fundo diz que o aumento de preços deve se manter na parte superior da meta oficial, refletindo as restrições de oferta obrigatória e a pressão acumulada dos preços administrados. A meta de inflação tem como centro 4,5% e limite superior, 6,5%. A projeção do FMI é que a inflação fique em 6,3%, este ano, e em 5,9%, em 2015.

►PROCON AUTUA LOJA DE DEPARTAMENTOS
O Procon Estadual fiscalizou na última sexta-feira (03) 12 filiais da Renner em nova ação da Operação Prêt-à-porter e todas apresentaram irregularidades. As lojas foram autuadas e serão multadas. O objetivo dessa operação é vistoriar filiais de grandes lojas de departamento com foco no vestuário. A fiscalização foi realizada em lojas localizadas no Rio de Janeiro e em Duque de Caxias. Apenas uma delas não se situava em um shopping: a filial da Rua Sete de Setembro, no Centro do Rio.
 Todas as filiais vistoriadas apresentaram a mesma irregularidade: a ausência de preços nos produtos que vestem os manequins na frente e/ou no interior da loja. Seis lojas foram autuadas por expor com destaque em cartazes o valor da parcela dos produtos na compra a prazo em detrimento do preço à vista, uma prática que induz o consumidor a erro e que é proibida por lei. 
Em quatro lojas os fiscais não encontram o cartaz informativo do Disque 151 para denúncias ao Procon Estadual, que deveria estar afixado no estabelecimento, conforme determina a lei. Além disso, duas das 12 lojas autuadas vendiam roupas em oferta cujos preços no caixa eram divergentes aos da etiqueta dos produtos.
Na filial localizada no Caxias Shopping (Rodovia Washington Luiz, 2895, Parque Beira Mar) foi constatada a ausência de preços em produtos e nas peças que vestem os manequins do interior da loja. Também havia produtos expostos com preço da parcela na compra a prazo em fonte superior ao tamanho do preço à vistaA
Balanço da Operação Prêt-à-Porter:

FIRJAN DEBATE INCENTIVO A PROJETOS SOCIAIS
O Sistema FIJRAN através da sua Representação Regional na Baixada Fluminense Área II promove sexta-feira (10), às 9:30 horas, em seu auditório em Duque de Caxias, uma palestra gratuita sobre a Lei de Incentivo a projetos sociais de esporte e cultura, a ser ministrada pela especialista da assessoria de responsabilidade social do Sistema FIRJAN, Eliane Damasceno.
A lei de incentivo se baseia no mecanismo de renúncia fiscal, onde as empresas podem destinar parte do seu imposto de renda, que iria para o governo, em apoio financeiro a diversos projetos sociais, ajudando a mudar e a transformar o cenário cultural e esportivo do país. O objetivo do encontro é orientar os empresários da Baixada sobre os benefícios e como as empresas podem aderir a Lei de incentivo.
As vagas para a palestra são limitadas e as inscrições podem ser feitas através do dos telefones 0800 0231 231 ou 4002 0231 e pelo e-mail faleconosco@firjan.org.br. O auditório da Representação Regional da FIRJAN da Baixada Fluminense Área II fica localizado na Rua Arthur Neiva, 100, Bairro 25 Agosto em Duque de Caxias.
JUSTIÇA RECONHECE A CULPA
DO ESTADO POR MORTE DE PM
O estado do Rio de Janeiro terá que pagar indenização de R$ 240 mil à família do segundo-sargento da Polícia Militar (PM) Ulisses Alves Correia Filho, morto a tiros em 2010, durante ataque a uma cabine da polícia, no bairro de Mariópolis, zona norte da cidade.
A decisão foi tomada, por maioria de votos, pela Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). Por dois votos a um, os desembargadores não aceitaram os argumentos de que o fato teria sido em consequência do risco da atividade policial. Na avaliação deles, “o estado não cumpriu com o dever de zelar pela segurança de seu agente no cumprimento de serviço potencialmente perigoso”.
Para a Câmara Cível, o fornecimento de coletes e a blindagem da cabine poderiam ter evitado o ferimento no policial. De acordo com os desembargadores, a existência em local público, de maneira visível, de uma estrutura de segurança, como as cabines, não impediria por completo o ataque que vitimou o PM Ulisses. “Contudo, a utilização de equipamento apropriado, cabine blindada e escala do efetivo próprio, poderia ter evitado sua morte”.
Os desembargadores destacaram que o segundo parágrafo do Artigo 175 do Manual Básico da PM determina que o efetivo adequado para a cobertura seja de três policiais, mas no dia do ataque apenas dois estavam na escala de serviço no local.
Segundo a Justiça do Rio, os tiros que atingiram o sargento foram disparados por três homens que passavam, por volta das 11h10, em um carro roubado, pela Avenida Antônio Sebastião Santana. Os criminosos ainda levaram dois fuzis e duas pistolas de calibre 40 com os carregadores e munição que estavam na cabine.

Conforme a Justiça do Rio, o pedido de indenização tinha sido negado em primeira instância, a família recorreu e conseguiu reformar a sentença. Como a decisão da Quinta Câmara Cível não foi unânime, o estado ajuizou novo recurso [embargos infringentes], que será julgado pela Primeira Câmara Cível do TJRJ.
TSE MANDA CONTAR EM SEPARADO
VOTOS DE CANDIDATOS BARRADOS 
O sistema de votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou pelo menos 260 candidatos que tiveram os nomes inseridos na urna eletrônica mesmo com a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, de acordo com levantamento feito pela Agência Brasil. Os dados referem-se aos cargos de deputado federal, senador e governador. Apesar de estarem com os nomes inseridos nas urnas, os votos dos candidatos com problemas no registro foram computados em separado. De acordo com entendimento da Justiça, o candidato tem o direito de recorrer até o fim do processo.
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), candidato à reeleição, foi o mais votado, com 250 mil votos. Maluf foi barrado pela Lei da Ficha Limpa, mas se ganhar um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ser diplomado para assumir o cargo. A decisão também poderá mudar a bancada de deputados federais do estado eleita, no primeiro turno das eleições.
De acordo com os dados contabilizados pelo TSE, os estados que tiveram mais candidatos que concorreram ao cargo de deputado federal com a candidatura barrada foram Rio de Janeiro (102 candidatos) e São Paulo (74). Na corrida para o Senado, foram registrados cinco candidaturas indeferidas: Pará (1), Rio de Janeiro (1), Rio Grande do Norte (1) e São Paulo (2). Nos governos estaduais apareceram três casos: Distrito Federal, Mato Grosso e Pará.

Maluf teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, norma que impede a candidatura de políticos condenados pela segunda instância da Justiça. Em novembro de 2013, a 10ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Maluf por ato de improbidade administrativa. O tribunal considerou que houve irregularidades nos contratos para construção do Complexo Viário Ayrton Senna quando o deputado era prefeito da cidade.
MPE PROCESSA 106 CANDIDATOS
POR EMPORCALHAREM AS RUAS 
A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) propôs 62 ações por propaganda irregular no domingo, dia de votação. Cinquenta e oito desses processos têm como réus candidatos envolvidos no despejo de “santinhos” e outros materiais de campanha em vias públicas – prática conhecida como “voo da madrugada”, que, só na Capital, resultou no recolhimento ainda no domingo de mais de 350 toneladas de lixo. Os outros processos decorrem do uso abusivo de placas com nomes, fotos e números de candidatos.
Os candidatos a governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Anthony Garotinho (PR) são os réus que respondem ao maior número de processos: 16 e 13, respectivamente. O senador Marcelo Crivella (PRB) responde a três ações, enquanto Lindbergh Farias é réu em uma ação. Os candidatos a senador processados por propaganda irregular neste domingo foram Cesar Maia (3), Carlos Lupi (2) e Sebastião Neves (um).
Segundo a Assessoria de Comunicação da PRE/RJ, na lista de candidatos a federal sob investigação estão
Alexandre Serfiotis , Altineu Cortes, Ana Lucia Ramalho Pacheco, André Luís de Carvalho Rodrigues, Aureo Lidio, Carla Faleiro Alves , Celso Pansera , Chico d'Angelo, Clarissa Garotinho, Dilson Malheiros Drumond, Edilson Simões da Silva (Tito Simões),Eduardo Cunha, Farid Abraão David, Felipe Bornier, Fernando Peregrino, Francisco Floriano, Hugo Leal, Hydarnes Niemeyer de Medeiros (Danete), Índio da Costa, Jorge Bittar, Julio Lopes, Leonardo Picciani, Luiz Sérgio, Marcelo Machado, Marcelo Viviani Gonçalves (Marcelo Matos), Marco Antônio Cabral, Marcos Soares, Michele Aurora Caldas, Miro Teixeira,  Pablo Kohlbach Lorett,
Pedro Paulo Carvalho Teixeira, Renato Cezar Medeiros dos Santos, Rodrigo Maia, Savio Neves, Sérgio Zveiter, Silvio Costa de Carvalho, Simão Sessim, Tunico de Souza (Antônio Manoel de Souza), Wadih Damous, Wagner Dias Bastos, Walney Rocha, Wanderley Alves de Oliveira, Washington Reis, Wenderson Dias Ribeiro,
A lista de candidatos a Deputado estadual (55 candidatos), é formada, em ordem alfabética,  por Adolpho Konder , Alex Castellar , Ana Paula Rechuan, André Lazaroni, André Ceciliano, Antônio Araújo Ferreira (Tuninho da Padaria), Antônio Celso Silva Costa (Tuninho), Antônio Marcos da Silva, Bebeto Tetra, Benedito Alves Costa, Bruno Barbosa Correia, Carlos Alberto Marques Nogueira (Albertinho), Carlos Alexandre de Oliveira, Cristino Áureo, Claise Maria, Comte Bittencourt , Daniele Guerreiro, Diogo de Souza Mendes, Domingos Brazão, Edimário Miguel, Edson Albertassi, Eduardo Sol Oliveira da Silva, Evandro Bezerra Costa Ferreira (Coronel Evandro), Fabio Francisco da Silva, Fernando Antônio Folgado Gonçalves, Filipe Soares, Francisco D’Ambrósio (Coronel D'Ambrósio), Hélio Alves Benício (Tostão), Jorge Picciani, José Rogério, Leandro Cardoso Hungria, Leandro Correa da Silva, Manoel Marcos, Marcelo JB, Marcos Medeiros, Maria das Graças Tuze de Matos (Graça Matos), Milton Rangel, Nilton Salomão, Nivaldo Mulim da Costa, Nizoberto Carlos Barbosa (Nizoberto Marcineiro), Pablo Pereira Kling, Paulo Melo, Rafael França do Nascimento (Rafael Gigante), Rafael Nobre,Robson Leite, Rodrigo Drable Costa, Samuel Lima Malafaia, Soninha Sthoffel, Tiago Mohamed Monteiro, Vicente de Paula Ferreira Junior (Pissula), Wagner Montes, Waldeck Carneiro da Silva, Washington Tadeu Grato Costa, William Lozer e Zaqueu Teixeira.
As irregularidades que motivaram os processos foram detectadas em 23 cidades (algumas ações citam fatos em mais de uma cidade), como Belford Roxo (duas), Campos dos Goytacazes (três),Duque de Caxias (13),v Eng. Paulo de Frontin (três),  Itaguaí (uma), Japeri (uma), Mesquita (duas), Nilópolis (quatro), Nova Friburgo (quatro), Paracambi (uma), Paraíba do Sul (um) Queimados (três), Rio de Janeiro (quatro), S. Gonçalo (três), S. João de Meriti (duas), Teresópolis (sete) e Valença (três).
BANCÁRIOS ENCERRAM GREVE E
BANCOS REABREM NESTA TERÇA 
Os bancários de alguns dos maiores sindicatos do país decidiram encerrar a greve iniciada no dia 30 de setembro. Nas assembleias feitas nesta segunda (6) em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte os bancários votaram pelo fim da paralisação após aceitarem a nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), feita na última sexta-feira (3), que prevê reajuste de 8,5%, sendo 2,02% de aumento real (acima da inflação) e  vale-refeição em 12,2%. Após o recebimento dessa proposta, o Comando Nacional dos Bancários divulgou orientação à categoria para que encerrasse a greve.
A proposta da Fenaban também tratava das pressões sobre os bancários na cobrança das metas, consideradas excessivas pela categoria. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), os bancos devem incluir na Convenção Coletiva o compromisso de que “o monitoramento de resultados ocorra com equilíbrio, respeito e de forma positiva para prevenir conflitos nas relações de trabalho”. Além disso, a cobrança de metas por SMS ou qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital será proibida.
Nas cidades de Porto Alegre e de Curitiba, sindicatos também representativos, além dos estados da Paraíba e Roraima, a greve continua apenas para os funcionários do Banco do Brasil. Em Florianópolis e nos estados da Bahia, do Piauí, do Amapá e de Roraima a paralisação continua na Caixa.  De acordo com a Contraf, existem pontos específicos, como plano de cargos e salários e plano de saúde, que ainda carecem de acordo.
Com a proposta da federação aceita, os trabalhadores devem compensar os dias parados em virtude   da greve. A compensação será feita na forma de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha seis horas, e uma hora por dia no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha oito horas.

 ►MARINA CONVERSA COM DILMA 
Candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) disse nesta segunda-feira (6) que recebeu telefonema de Marina Silva (PSB), cumprimentando-a pelo resultado que a levou ao segundo turno com o candidato Aécio Neves (PSDB). Segundo a presidenta, ainda é cedo para prever quem a ex adversária vai apoiar no páreo final, no próximo dia 26 de outubro.
Citando a criação, em seu governo, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), Dilma indicou que a estratégia do PT de ressaltar os avanços sociais de seu governo será mantida.
“Recebi um telefonema extremamente gentil e civilizado da candidata Marina. Ela me cumprimentou pela eleição. Agradeci o cumprimento e disse que tinha certeza de que nós lutávamos por melhorar o Brasil, em que pese nossas diferenças”, relatou Dilma. Acrescentou que “hoje seria uma temeridade” qualquer sinalização dos apoios para o futuro. Para a candidata, essa decisão não depende apenas de uma pessoa, mas sim de várias instâncias. Afirmou ter certeza de que parte dos votos de Marina Silva será dividida entre ela e Aécio.
Em entrevista a jornalistas, Dilma Rousseff repetiu a meta de ofertar mais 12 milhões de vagas em cursos técnicos e de nível médio do Pronatec. Elas se somarão às mais de 8 milhões de matrículas confirmadas desde 2011. Hoje, o twitter de sua campanha divulgou um quadro com 13 “ideias novas” para um eventual segundo mandato, incluindo promessas do primeiro turno, como a integração das forças de segurança pública e a reforma do ensino médio.
  
►AÉCIO E AS CONVERGÊNCIA COM MARINA  
Nesta segunda-feira (6), em São Paulo, o candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, ressaltou haver convergências de propostas entre sua candidatura e a de Marina Silva, do PSB - terceira colocada na corrida presidencial. Ele salientou estar aberto para "conversar sobre um projeto para o Brasil" e aprimorar suas propostas. 
"Vejo absoluta convergência com aquilo que pensamos e com aquilo que queremos para o Brasil. Se vocês avaliarem os nossos programas vão encontrar muito mais pontos de convergências do que pontos divergentes", afirmou Aécio referindo-se às propostas de Marina. 
Aécio contou ter conversado com Marina Silva e que respeita o tempo de cada um para analisar o cenário político nacional. "Recebi hoje, pela manhã, de forma muito honrosa para mim, um telefonema da ex-ministra Marina Silva, me cumprimentando pelo resultado da eleição", afirmou. 
"Retribui também, cumprimentando-a pela sua luta, pela sua campanha. Temos agora que dar tempo ao tempo. Cada liderança saberá o tempo de tomar uma decisão, e qual será essa decisão. Não me cabe avançar nesse tema. Todos aqueles que têm, como nós, o sentimento de que o Brasil precisa mudar para avançar, serão muito bem-vindos nessa caminhada", afirmou.
Aécio Neves também criticou declaração dada pela candidata à reeleição à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), no domingo (5). "[O que] me surpreende abrir os jornais e ver a candidata oficial falar de 'fantasmas do passado'. Na verdade, os brasileiros estão muito preocupados com os monstros do presente - inflação alta, recessão e corrupção. Para enfrentar isso é que nos preparamos", considerou. 
O candidato aproveitou a oportunidade para fazer um convite à Dilma: realizar uma campanha de alto nível, propositiva e à altura do que os brasileiros esperam de um presidente da República. 
"Temos projetos que se diferem em vários aspectos e é hora dessas diferenças serem explicitadas. Da minha parte, sempre com enorme respeito. Até porque, ao respeitar o adversário, você respeita a própria democracia", acrescentou.

►LINDBERGH E GAROTINHO CONTRA PEZÃO
No 2° turno da disputa pelo governo do Rio de Janeiro, o senador Marcelo Crivella (PRB) deve contar com o apoio do deputado federal Anthony Garotinho (PR) e do senador Lindbergh Farias (PT), contra o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Crivella vai oficializar a aliança com Garotinho nesta terça-feira  (7) em Campos. Já o PT do Rio e o senador Lindbergh planejam anunciar o apoio nesta quarta-feira (8). O PSOL já declarou que não se aliará a Pezão.
Quanto ao PMDB, o comitê de campanha já prepara o ataque ao adversário: "Durante o primeiro turno, o Crivella não era o centro do debate. Agora vamos lembrar que ele é o herdeiro do bispo [Edir] Macedo e tudo o que ele representa", disse o deputado eleito Jorge Picciani (PMDB).
A coligação de Pezão faz parte da chapa “Aezão” em aliança com o presidenciável tucano Aécio Neves. No entanto, Pezão já afirmou que apoia a reeleição de Dilma Rousseff.

►O PEIXE PROMETE NÃO DECEPCIONAR
Como previam as pesquisas, Romário, também conhecido como “Peixe”, foi o escolhido pelo eleitorado do Rio de Janeiro para representa-lo no Senado, em lugar do senador Francisco Cornelles, vice de Pezão..
Com 93,13% das urnas apuradas no estado, o atual deputado federal pelo PSB registrava 63,42% dos votos válidos. Cesar Maia (DEM), seu adversário mais próximo, registrava 20%.
Ao votar neste domingo, o ex-jogador prometeu um "mandato histórico" caso fosse reeleito.
"A partir do resultado positivo nas urnas, eu vou cumprir. Espero cumprir estes oito anos e fazer um mandato histórico aqui para o Rio de Janeiro. Meus oitos anos no Senado serão em alto nível, não vou decepcionar", disse.

►O PAPEL DO PSB NO SEGUNDO TURNO
A Comissão Executiva Nacional do PSB vai se reunir nesta quarta-feira (8), em Brasília, a partir das 14h, na sede do partido, para uma avaliação da disputa eleitoral do último domingo (5)  e sobre o apoio da legenda a um dos candidatos à Presidência da República no segundo turno da eleição presidencial. A candidata da Coligação Unidos pelo Brasil (PSB, REDE, PHS, PRP, PPS, PPL e PSL), Marina Silva, ficou em terceiro lugar com 21,32% dos votos válidos.
 Nesta terça (7), a Executiva Nacional do PPS, uma das siglas da coligação que apoiou Marina, vai se reunir a partir das 14h, na sede da legenda, em Brasília, para definir a posição do partido sobre quem apoiará no segundo turno da eleição presidencial. De acordo com a assessoria do PPS, o presidente, deputado Roberto Freire (SP), disse que os partidos da coligação vão tentar definir um posicionamento comum para ao apoio no segundo turno das eleições.

►BANCADA PAULISTA DO PT ENCOLHEU
A bancada do PSDB de São Paulo ganhou mais uma vaga na Câmara dos Deputados. O partido elegeu 14 deputados. Na eleição de 2010, foram 13 eleitos. Já o PT paulista perdeu seis cadeiras na Casa, passando de 16 para dez deputados federais.
O PRB, que era menos expressivo em 2010 (com três eleitos), contará a partir de 2015 com oito representantes. O PR elegeu seis candidatos, número superior ao dos eleitos em 2010, com três. O PV conseguiu aumentar de dois para três representantes. O PSC elegeu três candidatos.
Diminuíram os representantes do PSD (seis para cinco), PSB (cinco para quatro), PP (quatro para um), e PCdoB (dois para um).
Mantiveram o mesmo número de eleitos o DEM, com cinco eleitos, o PTB, PPS e PMDB com dois, e o PSOL com um.
O SD perdeu uma vaga (dois para um) e o PSC conquistou três vagas, ante um em 2010.  O PDT e o PTN terão um representante, cada um, na próxima legislatura.

►PMDB MANTÉM MAIOR BANCADA NA ALERJ
O PMDB manteve o maior número de deputados estaduais no Rio de Janeiro, apesar de sua bancada ter diminuído de 16 para 15 parlamentares. A segunda maior bancada da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) continua sendo a do PSD, que também perdeu um representante, passando a ter oito deputados.
O PR assumiu a terceira posição entre os partidos com mais deputados estaduais - sete - ao ganhar dois representantes, assumindo o lugar que era ocupado pelo PT e pelo PDT. O PT manteve seus seis parlamentares.
Além do PR, outros dois partidos aumentaram suas bancadas em dois deputados: PSOL, que passou de três para cinco, e PP, de dois para quatro. Outras legendas que ampliaram suas representatividades, na Alerj, foram o Solidariedade - de dois para três -, o PTB e PSL  - de um para dois, cada um. Três partidos, que não tinham qualquer parlamentar na atual legislatura, agora estão representados na Assembléia: PTN, PTC e PHS.
O PDT foi quem mais perdeu representatividade na eleição de ontem. O partido caiu de seis para três deputados. O PSDB também perdeu um deputado e terá, a partir de janeiro de 2015, dois parlamentares e não mais três. Quatro partidos deixaram de ser representados: PV, PMN, PEN e PROS.
Em 2015, a Alerj passará a ter a seguinte bancada: PMDB (15 deputados), PSD (oito), PR (sete), PT (seis), PSOL (cinco), PP (quatro), PDT e SD (três), PRB, PSDB, PTB, PPS e PSL (dois) e PSC, PTC, PTN, PCdoB, PSDC, PtdoB, PSB, PRTB e PHS (um).
Dos 70 deputados, 39 foram reeleitos. Dos 31 que entrarão em 2015, alguns já ocuparam uma cadeira na Alerj em legislaturas anteriores, como é o caso de Jorge Picciani (PMDB), que já foi presidente da Alerj e saiu da Casa depois de ter sido derrotado em uma eleição para senador.
Outros são estreantes, como Nivaldo Mulim (PR), vereador da cidade de São Gonçalo que foi o campeão de votos entre os que ocuparão uma cadeira na Assembleia pela primeira vez, com 93.192.
Mulim foi o sexto mais votado no geral, ficando atrás de Marcelo Freixo (PSOL), com 350.408; Wagner Montes (PSD), com 208.814; Flavio Bolsonaro (PP), com 160.359; Samuel Malafaia (PSD), com 140.148; e Paulo Melo (PMDB), com 125.391.

►BANCADA DO RIO COM MENOS PARTIDOS
 A bancada fluminense na Câmara dos Deputados passará a ser representada por 17 partidos políticos na próxima legislatura, que começa em 2015. Atualmente, os eleitores do Rio de Janeiro são representados por 19 legendas. Dois partidos passarão a ter deputados federais pelo Rio de Janeiro: o PSDC e o PRP, com um deputado cada um. Por outro lado, quatro deixarão de ter representantes pelo Rio na próxima legislatura: o PPS, PV, PMN e PSC. O PMDB continuará sendo o partido com o maior número de parlamentares fluminenses na Câmara Federal (oito). O PSD foi o partido que mais cresceu nessas eleições, na bancada federal do Rio de Janeiro: passará de três para seis deputados.
Outros partidos que ganharam mais representatividade são o PSOL - que passará de dois para três parlamentares -, o PRB, PTB e Solidariedade - que passarão de um para dois. Por outro lado, três partidos, além do PR, perderam representantes na bancada fluminense: o PROS - que cairá de três para dois -, PSDB - cairá de dois para um - e PSB - reduzirá de três para um.
Além do PMDB, manterão suas participações o PT (com cinco deputados), PP  (três), PCdoB (um), DEM (um) e o PDT (um).
A bancada que passará a representar o Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados terá a seguinte composição: PMDB (oito deputados), PR (seis), PSD (seis), PT (cinco), PSOL e PP (com três cada um), PRB, PROS, PTB e Solidariedade (dois, cada um) e PSDB, PSB, PCdoB, DEM, PDT, PSDC e PRP (um cada).
O candidato mais votado no Rio de Janeiro foi Jair Bolsonaro (PP), que recebeu 464.75 votos e irá para o seu sétimo mandato consecutivo. A estreante Clarissa Garotinho (PR), filha do deputado federal Anthony Garotinho (PR), foi a segunda candidata mais votada, com 335.061 votos. O deputado eleito com menor votação foi Alexandre Valle (PRP), com 26.526 votos.

►LUCIANA GENRO SALVOU OS NANICOS
O primeiro turno das eleições teve 11 candidatos à Presidência da República, dos quais oito somaram 3,54% dos votos válidos. Ao todo, 3,68 milhões de pessoas votaram nos chamados nanicos. Desses, quase a metade dos votos foram para Luciana Genro (PSOL), que ficou em quarto lugar na disputa, com 1,6 milhão.
Pastor Everaldo, que chegou a ser apontado nas pesquisas de intenção de voto como o quarto colocado, depois de apuradas 99,99% das urnas, teve menos da metade dos votos de Luciana, com 0,75% do total, ou 780.376 votos. O candidato do PV, Eduardo Jorge, somou 0,61% dos votos válidos, o que significa 630.076. O polêmico Levy Fidélix (PRTB) ficou em sétimo lugar, com 0,43% ou 446.833 votos.
Os outros quatro candidatos juntos não alcançaram nem a metade da votação de Fidélix. Zé Maria (PSTU) teve 91.200 votos, que representam 0,09% do total de válidos. Eymael (PSDC) teve 61.242 votos, ou 0,06%. Mauro Iasi (PCB) teve 47.841 votos, ou 0,05% e Rui Costa Pimenta (PCO), 12.323, que significam 0,01% do total de válidos. Os quatro juntos somam 212.606 votos.
Os três primeiros colocados, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) tiveram juntos 96,46% do total de votos válidos. Ao todo, mais de 100 milhões de brasileiros votaram neles.

►POUPANÇA ATRAI MENOS INVESTIDORES
O Banco Central (BC) informou hoje (6) que os brasileiros depositaram R$ 1,37 bilhão a mais do que retiraram da caderneta de poupança em setembro. O resultado representa a menor entrada líquida de recursos para meses de setembro desde 2005, quando os saques haviam superado os depósitos em R$ 708 milhões.
O volume dos rendimentos creditados nas contas dos investidores alcançou R$ 3,57 bilhões. O saldo total passou de R$ 638,47 bilhões, em agosto, para R$ 643,41 bilhões, em setembro.
No mês passado, os depósitos na caderneta de poupança somaram R$ 145,09 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 143,72 bilhões. Nos nove primeiros meses de 2014, a captação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – correspondeu a R$ 15,53 bilhões, valor 68,2% inferior aos R$ 48,94 bilhões registrados de janeiro a setembro do ano passado. A captação líquida foi a menor para o período desde 2011, quando o ingresso líquido tinha somado R$ 9,5 bilhões.
O principal responsável pela diminuição do interesse pela poupança foi a manutenção da taxa Selic (juros básicos da economia) em 11% ao ano. De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os juros altos tornaram, em alguns casos, os investimentos em fundos de renda fixa mais atraentes que a poupança.
Desde abril, o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) mantém a Selic em 11% ao ano. No entanto, nos últimos 15 meses, os juros básicos foram reajustados em 3,75 pontos percentuais, para encarecer o crédito e segurar a inflação.
As taxas mais altas aumentaram o rendimento da poupança desde o fim de agosto do ano passado. Pela regra, se a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento será equivalente a 70% da taxa básica de juros, mais a Taxa Referencial (TR). Acima desse nível, a caderneta rende 0,5% ao mês, mais a TR.

Apesar da melhoria no rendimento da poupança, os fundos de renda fixa passaram a render mais na maioria dos casos. Por lei, a poupança é isenta de Imposto de Renda e de taxas de administração. Mesmo assim, de acordo com a Anefac, os fundos tornaram-se mais vantajosos, principalmente em aplicações superiores a seis meses.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

DILMA COMEMORA: ESTA É
A NOSSA SÉTIMA VITÓRIA! 
Eram 21h50, quando a presidente Dilma Rousseff fez seu discurso de agradecimento. "Mais uma vez, o povo brasileiro me honrou com a sua confiança", disse ela.
Dilma afirmou que esta foi "a sétima vitória do PT", citando duas do ex-presidente Lula em 2002, duas em 2006 e as duas que ela própria teve em 2010.
A presidente afirmou ainda que entendeu sua votação como um recado do povo brasileiro. "Sinto-me como se deles (dos eleitores) eu tivesse recebido uma mensagem, um recado simples, de que eu devo seguir em frente, que eu devo continuar nessa luta, junto com cada um desses eleitores".
Ela afirmou ainda que a luta do PT, dos partidos aliados e das centrais sindicais será vitoriosa. "Esta é a luta dos construtores de futuro, que não deixarão jamais o Brasil voltar para trás".
Ao final do discurso, ela falou do ex-presidente Lula. "Também quero agradecer meu querido amigo e líder, o presidente Lula. Sem o presidente Lula, eu não teria realizado meu sonho de fazer um Brasil melhor", afirmou. (Com Agência Brasil)