terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

GOVERNO VAI ACIONAR A POLÍCIA
RODOVIÁRIA CONTRA GREVISTAS 
Depois de uma reunião no Palácio do Planalto, a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou nesta segunda-feira (24) com ações na Justiça Federal em sete estados para pedir a suspensão imediata dos bloqueios de rodovias promovidos por caminhoneiros. Essa foi a forma escolhida pela categoria para protestar contra o aumento do diesel e exigir o reajuste do valor do frete. Por conta dos bloqueios, algumas cidades estão sem combustíveis e industrias, como a Fiat, em Betim (MG), suspendem a produção por falta de peças, ou a produção de suínos e aves por falta de veículos para transporte seguro dos produtos.
A AGU, além de pedir a adoção de medidas necessárias para garantir o direito de ir e vir das pessoas, liberando as pistas para livre circulação, solicitou a fixação de multa de R$ 100 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar o tráfego. As ações foram ajuizadas simultaneamente nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As ações de desobstrução das pistas serão realizadas com o apoio do Ministério da Justiça, por meio da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional. Uma força-tarefa foi montada pelo governo para atuar no apoio a plantões judiciais para discutir com os juízes responsáveis pela análise das ações a importância da liberação das rodovias. Da mesma forma, as procuradorias regionais da União permanecerão de prontidão para ingressar com ações em outros Estados que sofram com novos bloqueios.
Desde o início da manhã de segunda-feira, o Palácio do Planalto se mobilizou para tomar medidas contra a paralisação. Além do bloqueio do tráfego, o governo está preocupado com o impacto econômico do fechamento de estradas no escoamento da produção, e também do perigo com acidentes. A primeira reunião no Planalto para tratar do assunto foi realizada pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto; da Justiça, José Eduardo Cardozo; dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues; e da AGU, Luís Inácio Adams. Após esta primeira rodada de conversas, Adams se reuniu com a presidente Dilma Rousseff, também no Planalto, e o governo deu entrada em ações na Justiça Federal em sete Estados.
Paralelamente, o governo abriu mesas de negociação com os caminhoneiros para tentar convencê-los a não fechar pistas e prejudicar o trânsito nas estradas. Em 11 de fevereiro, o ministro Miguel Rossetto já havia se reunido com a categoria, no Palácio do Planalto, para ouvir as reivindicações e tentar evitar que o movimento se concretizasse.
Nas ações, a AGU ressalta que, mesmo reconhecendo o direito à liberdade de expressão e de livre associação dos manifestantes, "não é justo nem razoável que a utilização abusiva desses direitos resulte em prejuízos de grande monta a praticamente toda a população brasileira". A AGU argumenta ainda que os bloqueios aumentam os riscos de acidentes e ameaçam a segurança de todos que precisam utilizar as rodovias, além de provocar graves prejuízos econômicos ao impedir que cargas, muitas delas perecíveis ou perigosas, cheguem ao destino.
MPF DENUNCIA TRIO CHEFIADO POR NESTOR CERVERÓ NO PETROLÃO 
O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, preso na Operação Lava Jato, foi denunciado nesta segunda-feira (23) pelo Ministério Público Federal (MPF), por uso do cargo na empresa para favorecer a contratação de empreiteiras mediante o pagamento de propina, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Cerveró está preso desde janeiro na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e é réu em outras ações derivadas da Lava Jato.
Nestor Cerveró
O MPF também denunciou à Justiça Federal no Paraná o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como operador financeiro do esquema de fraudes na Petrobras, e Oscar Algorta, ex-presidente do Conselho de Administração da Jolmey S/A no Uruguai, acusado de ser o responsável pela lavagem de recursos que beneficiou Cerveró.
Caberá ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes das investigações da Lava Jato, decidir se aceita as denúncias.
Para o MPF, Algorta é o “mentor intelectual” da operação de lavagem de capitais que beneficiou Cerveró. Isso porque, de acordo com o registro de imóveis, um apartamento de cobertura em Ipanema, no Rio de Janeiro, foi adquirido pela Jolmey do Brasil pelo valor de R$ 1,5 milhão e reformado por R$ 700 mil.
Atualmente, segundo a denúncia, o imóvel está avaliado em R$ 7,5 milhões e pertencia, desde o início, a Cerveró. O Ministério Pública destaca que há um forte conjunto probatório indicando que a Jolmey do Brasil era controlada pelo ex-diretor da Petrobras.
"O objetivo de Cerveró e Algorta era simular uma locação do imóvel como forma de ocultar a real propriedade do bem e evitar que Cerveró pudesse ser alvo de investigação por enriquecimento sem causa – e claro, de corrupção", afirma o MPF na denúncia. 
Fernando Baiano
O Ministério Público pede a perda do apartamento, bem como os valores das contas correntes da empresa, possivelmente proveniente dos aluguéis recebidos pela utilização do bem. Outro pedido do MPF é o pagamento de reparação dos danos causados pela infração, no valor de R$ 7,5 milhões.
Conforme a denúncia, diligências demonstraram que Fernando Soares era, na época, o operador financeiro ligado à Diretoria Internacional da Petrobras, atuando em favor de Cerveró para intermediar o pagamento de propina e lavar recursos ilícitos adquiridos.

Parte da propina recebida por Cerveró, de acordo com o MPF, foi remetida ao exterior para empresas offhores no Uruguai e na Suíça. “Posteriormente, constatou-se que uma parcela dos recursos retornou ao Brasil por meio da simulação de investimentos diretos na empresa brasileira Jolmey do Brasil Administradora de Bens Ltda, a qual, na realidade, tratava-se de uma filial da offshore uruguaia Jolmey S/A”, diz o MPF.
PRESOS DO LAVA JATO AINDA
PODEM TROCAR DE PRESÍDIO 
Em despacho expedido no final da tarde de ontem (23), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes das investigações da Lava Jato, questionou as defesas dos réus sobre o interesse em eventual transferência após a imprensa noticiar reclamações quanto às condições deles na carceragem da PF.
Os advogados dos empreiteiros, dos ex-diretores da Petrobras e dos demais presos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), têm até amanhã (25) para manifestar o interesse na transferência de seus clientes da carceragem da PF, em Curitiba, para o sistema prisional estadual do Paraná.
Moro afirmou que não recebeu nenhum questionamento sobre as condições dos presos e reconheceu as limitações das celas da carceragem da PF, já que são locais de passagem. O juiz ressaltou que a permanência dos empresários e demais presos da Lava Jato, no local, seria de “interesse dos próprios acusados”.
“Não obstante, diante de supostas reclamações veiculadas não a este Juízo mas à imprensa, é o caso de consultar os defensores em questão acerca do interesse dos presos na transferência para o sistema prisional estadual, ainda que para estabelecimentos reservados a presos com direito à prisão especial”, destacou Moro.
Atualmente, estão presos preventivamente acusados de participação no esquema de fraude em contratos da Petrobras lavagem de dinheiro e corrupção, entre eles, Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC Engenharia; Eduardo Hermelino Leite, Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, da Construtora Camargo Correa; José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Mateus Coutinho de Sá Oliveira e José Aldemário Pinheiro Filho, da OAS; Sergio Cunha Mendes, da Mendes Júnior; Gerson de Mello Almada, da Engevix, e Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia.
Também estão presos, preventivamente, o empresário Fernando Antônio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.
ENTIDADES CONTESTAM BLINDAGEM DAS EMPREITEIRAS  NO PETROLÃO 
A Associação Contas Abertas, a Associação da Auditoria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, a Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC), a Associação Nacional do Ministério Público de Contas (AMPCON), por meio de nota, defenderam que, com os acordos, as empresas podem escapar de acusações na Justiça por crime de cartel, cobranças judiciais da multa de até 20% do faturamento bruto do empreendimento e proibições – também na esfera judicial – de novos financiamentos com dinheiro público.
Em vídeo divulgado no sábado, Adams sustentou que a leniência na esfera administrativa, a cargo da CGU, não provoca qualquer reflexo na esfera penal. “O acordo de leniência é uma solução para uma penalização administrativa, não tem nenhuma função na área penal, não isenta o criminoso, não impede a produção de provas”, ressaltou Adams.
Para as entidades, o argumento do advogado-geral da União é errôneo. “O acordo tem, sim, considerável repercussão penal, com a extinção da punibilidade do crime de cartel por ato administrativo, o que impede o Ministério Público de oferecer denúncia na esfera penal”, citam as entidades na nota à imprensa. “No âmbito da Lei Anticorrupção, uma vez celebrado o acordo antes da ação do Ministério Público, fica o juiz impedido de aplicar multa de 0,1% a 20% do faturamento bruto das empresas, assim como de proibi-las de receber benefícios fiscais e creditícios com dinheiro público”, completa.
Na nota, as instituições ainda destacaram que o acordo de leniência previsto em uma lei que tem o propósito de combater a corrupção não pode e não deve ser usado como instrumento para ‘salvar’ empresas acusadas de atos ilícitos praticados contra a administração pública. “Assim sendo, o órgão de controle interno do Poder Executivo da União não pode funcionar como ‘enfermaria’ de empresas acusadas de fraudar o Estado, pois, se assim o for, abre-se caminho para a formação de verdadeiro ‘cartel de leniência’, o que contraria os propósitos da Lei em questão”, apontam. Para evitar desvios na aplicação da norma, as Associações defendem que o acordo de leniência previsto no artigo 16 da ‘Lei Anticorrupção’ seja celebrado, em primeira mão, pelo Ministério Público Federal (MPF) nos casos em que houver investigação cível ou criminal em curso. Isso, de acordo com as entidades, garantiria segurança jurídica aos acordos celebrados nessas instâncias de responsabilização cujas penas, na gradação, são mais gravosas. “Demonstra-se salutar, todavia, que, concluídas as etapas nas esferas cível e criminal, também sejam celebrados acordos na esfera administrativa, lembrando-se de que ao TCU compete, juntamente com o Judiciário, declarar empresas inidôneas na esfera de controle externo nos casos previstos na Lei nº 8.443, de 1992 (artigo 46)”, explica nota.
Foi a partir de uma provocação das entidades que o procurador do Ministério Público junto ao TCU Júlio Marcelo de Oliveira pediu a suspensão cautelar da celebração de acordos de leniência pela CGU. A representação do procurador foi enviada ao presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, na sexta (20). Ele concordou que os acordos na esfera administrativa podem atrapalhar as investigações do MPF e defendeu que a CGU só assine acordos depois de o MPF já ter assinado. No dia seguinte à representação, o advogado-geral da União fez a defesa enfática do instrumento de leniência, que passou a ser previsto na Lei Anticorrupção, em vigor desde janeiro de 2014. Pela lei, a empresa passa a colaborar com as investigações, em troca de um alívio em sanções como multas e impedimento de novos contratos públicos e de novos financiamentos por bancos oficiais. Duas empresas investigadas na Operação Lava-Jato já pediram formalmente a celebração de acordos de leniência na CGU. Uma delas é a Setal Óleo e Gás, que já assinou acordo junto ao MPF. A outra é uma das oito empreiteiras que passaram a responder a processos administrativos no órgão, vinculado à Presidência da República. A presidente Dilma Rousseff defendeu por duas vezes que se punam os executivos, e não as empresas. Nas ações de improbidade administrativa protocoladas na Justiça na sexta, o MPF pediu o ressarcimento de danos e o impedimento de as empreiteiras firmarem novos contratos públicos. A proibição, porém, depende de uma decisão definitiva da Justiça, o que pode levar anos para ocorrer. (Com Contas Abertas)
EXPLOSÃO EM TÚNEL MATA OPERÁRIO
NA SUBIDA DA NOVA RIO-PETRÓPOLIS 
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro (SRTE/RJ) confirmou nesta segunda-feira (23) a interdição do trecho do Km 85 da obra da nova estrada de acesso a Petrópolis, na região serrana do estado. A decisão foi tomada após fiscalização na sexta-feira (20), por causa de um acidente ocorrido no dia anterior, no qual um trabalhador morreu durante escavação de parte de um túnel. De acordo com a SRTE, foi constatado grave e iminente risco à integridade dos trabalhadores.
- O consórcio deixou de garantir a proteção contra projeção de partículas em área de explosão, o que pode explicar o acidente que gerou a morte de um trabalhador - disse a auditora fiscal do Trabalho Elaine Castilho, durante a fiscalização.
Ela informou ter pedido laudos de um geólogo para especificar o tipo de rocha existente e o detalhamento dos procedimentos usados pela equipe de engenharia de túnel do consórcio para garantir a segurança dos trabalhadores responsáveis pelas explosões.
Conforme a SRTE/RJ, também foram constatadas irregularidades nas vias de acesso ao túnel, como a falta de proteção para trânsito e a necessidade de revisão das mangueiras de ar comprimido e de água, que já tinham sido motivo de interdição anterior. No laudo, a auditora incluiu a falta de proteção contra riscos de choque elétrico nos contêineres da área de vivência e o descumprimento das disposições legais e regulamentares sobre a segurança do trabalho.
A obra de construção da pista que substituirá a atual Rio-Petrópolis tem aproximadamente 20 quilômetros de extensão. Em setembro, uma equipe de auditores da SRTE/RJ constatou dez irregularidades, gerando a interdição parcial do consórcio.
Em novembro, novas interdições ocorreram por inconformidade nas cortinas instaladas na lateral da pista para impedir o desmoronamento das encostas durante as obras
Em nota, a Concer, empresa responsável pelo Consórcio Nova Subida da Serra, informou que as obras prosseguem normalmente, assim como a programação de interdições. A exceção ocorre na galeria de serviço do túnel, cumprindo orientação do Ministério do Trabalho, que aguarda a apresentação de documentação relativa àquela seção da obra. Segundo a Concer, o ministério será atendido com a maior brevidade possível. (Com Agência Brasil)

►REFORMA POLÍTICA NÃO É COM O SUPREMO
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes disse hoje (24) que o foro da reforma política deve ser o Congresso. Segundo ele, a reforma é urgente, mas não pode ser feita no STF. Acrescentou que a Corte é chamada a opinar sobre diversos aspectos das regras eleitorais, como o financiamento de campanhas, mas as mudanças devem ser promovidas pelo Legislativo
Durante audiência no Senado Federal, o ministro disse que o processo democrático é muito complexo. "Muitas vezes, nós, do próprio Judiciário, nos animamos a participar do processo de construção e nem sempre – vamos assumir isso – somos felizes nas intervenções”, avaliou.
De acordo com o ministro, a definição de um novo sistema eleitoral brasileiro é a chave para a reforma política. Para Gilmar Mendes, sem ela haverá uma desvalorização do sistema e da autoridade.
“O sistema eleitoral que desenvolvemos ao longo dos anos, por conta de vários fenômenos, dá sinais de exaustão. É o que se aponta, por exemplo, com o modelo (atual) proporcional de lista aberta que criamos, com uma participação ampla, mas que pode distorcer o modelo de representação”, ressaltou.
Gilmar Mendes também defendeu um reforço da Justiça Eleitoral. “Acredito que temos de repensar sua composição, inclusive reforçando o papel dos juízes federais na Justiça Eleitoral, dando maior responsabilidade a eles e estabelecendo o impedimento para juízes da classe dos advogados".
Conforme o ministro do STF, os advogados que atuam como ministros do TSE deveriam se afastar de suas funções para evitar constrangimentos.
Para Gilmar, é preciso mandatos mais longos para juízes dos tribunais eleitorais e fortalecimento desses órgãos para mais eficiência na análise das contas de campanhas. (Com Agência Senado)

►INDONÉSIA AMEAÇA A EMBRAER
O governo da Indonésia ameaçou reconsiderar a compra de material do Brasil, no momento em que as relações entre os dois países estão abaladas pela execução de um brasileiro em janeiro, informou hoje (24) a imprensa local.
A Indonésia chamou no sábado (21) o seu representante no Brasil e apresentou protesto formal às autoridades brasileiras porque a presidenta Dilma Rousseff adiou, na sexta-feira (20), o recebimento das credenciais do novo embaixador indonésio, Toto Riyanto, até haver mais clareza na situação das relações diplomáticas entre as duas nações. O novo embaixador só foi informado da decisão de Dilma quando chegou ao Palácio do Planalto para a cerimônia
O vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, disse que Jacarta poderia reconsiderar a compra de 16 aviões de combate EMB-314 Super Tucano e lança-mísseis, segundo o diário The Jakarta Post.
As relações entre o Brasil e a Indonésia atravessam um período de crescente tensão desde que a nação asiática executou o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira por tráfico de drogas, ignorando o pedido de clemência da presidenta Dilma Rousseff.
Dilma, que chamou para consultas o embaixador brasileiro em Jacarta após a execução de Marco Archer, também pediu clemência para Rodrigo Muxfeldt Gularte, que está no corredor da morte, condenado por tráfico de drogas.
O Brasil pede a suspensão da execução e a internação de Gularte, diagnosticado com esquizofrenia. Laudo assinado por um psiquiatra da rede pública da Indonésia confirmou o quadro de saúde do brasileiro. (Com Agencia Brasil)

►LUIZ SÉRGIO MA CPI DA PETROBRAS
O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), aliado de primeira hora do Palácio do Planalto, foi escolhido pela bancada do partido para relator da comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara que vai investigar irregularidades na Petrobras. Foi o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, que conduziu as negociações pela escolha do ex ministro da Pesca no Governo Lula.
Com a previsão de início dos trabalhos para quinta-feira (26), a CPI da Petrobras será presidida pelo deputado Hugo Motta (PMDB-PB), de apenas 25 anos, indicado pelo líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ).
A CPI tem como finalidade investigar a prática de atos ilícitos e irregulares no âmbito da Petrobras, relacionados ao superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias no Brasil, entre outras denúncias envolvendo a estatal. A comissão foi proposta principalmente por deputados de partidos de oposição para continuar as investigações sobre as denúncias de corrupção na Petrobras de 2005 a 2015.
O PT vai pedir que também seja investigado o período do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, após depoimento do ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, um dos presos pela Operação Lava Jato, segundo o qual o esquema de corrupção e pagamento de propina começou em 1997.

►LAVA JATO AUMENTA O DESEMPREGO NO RS
Investimentos interrompidos e fechamento de postos de trabalho são consequências já visíveis da crise por que passa a Petrobras, alertou nesta segunda-feira (23), em Plenário, a senadora Ana Amélia (PP-RS).
Ela lembrou que os investimentos da empresa são importantes especialmente para a metade sul do Rio Grande do Sul, região mais deprimida economicamente do estado e que viveu tempos de euforia com a criação de 18 mil empregos no Polo Naval de Rio Grande.
A situação é outra hoje, diante das incertezas quanto aos investimentos da Petrobras e de toda a cadeia produtiva do setor.
— Hoje este sonho está se esboroando porque, dos 18 mil empregos, sete mil já foram eliminados. Numa cidade, Charqueadas, mil empregos. Numa cidade de tamanho médio, um desastre, mil empregos fechados.
A senadora conclamou a classe política a um esforço pelo salvamento da empresa, cujos investimentos são fundamentais para que o país retome o crescimento econômico. (Agência Senado)

►STF NEGA LIBERDADE NA LAVA JATO
O ministro Teori Zavascki, relator dos processos decorrentes da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liberdade dos executivos Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, da Camargo Corrêa.
A defesa dos empreiteiros argumentava que existe similaridade entre o caso deles e o do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, que teve liberdade confirmada pela 2ª Turma do STF no último dia 10. O ministro disse, porém, que a situação era diferente, pois a prisão dos dois não se fundamentou na presunção de fuga.
Segundo ele, Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler tiveram prisão preventiva decretada com base na "gravidade concreta" do delito praticado.

►MUTIRÃO NA JUSTIÇA FLUMINENSE
O Centro Permanente de Conciliação dos Juizados Especiais Cíveis do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro irá realizar, nesta quarta-feira (25) um mutirão com 400 processos de conciliação entre consumidores e as empresas Claro/Embratel, Banco Bradesco, Tim e a Via Varejo, que representa as Casas Bahia e o Ponto Frio. As audiências vão acontecer na Lâmina V do Complexo Judiciário, no Beco da Música, 121, Centro. 
No último mutirão, ocorrido na sexta-feira (20) estiveram em pauta 412 processos e o índice de conciliações foi de 66,1%. O destaque foi o Banco Santander, com 76,64% de conciliações em 164 processos. As demais empresas participantes foram a Nextel, com um índice de 59,28% de conciliações em 220 processos; a Universidade Estácio de Sá, com 64,29% em 15 ações; e a concessionária Ceg, com 55,56% em 13 processos.
O mutirão é promovido uma vez por semana pelo Centro de Conciliação com o objetivo de solucionar, por meio da conciliação, conflitos gerados no fornecimento de produtos e serviços.  Empresas e fornecedores são convidados a participarem dessa experiência, pois é grande o número de consumidores que prefere a solução conciliatória.

►MENORES DE 6 ANOS FORA DA ESCOLA
Crianças menores de 6 anos de idade não poderão mais ser matriculadas no ensino fundamental conforme decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Corte modificou acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) que permitia que crianças que completassem 6 anos após 31 de março fossem matriculadas no ensino fundamental em Pernambuco, desde que tivessem a capacidade intelectual comprovada por meio de avaliação psicopedagógica.
A decisão do TRF5 foi motivada por ação civil pública apresentada pelo Ministério Público Federal contra os critérios fixados nas resoluções número 1 e 6 do Conselho Nacional de Educação (CNE). No entanto, para o ministro Sérgio Kukina, relator dos recursos na Primeira Turma do STJ, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) é clara ao definir que o ensino fundamental obrigatório inicia-se aos seis anos de idade.
“A insofismável circunstância de que a criança, após a data de corte, 31 de março, pudesse completar seis anos ainda ao longo do ano letivo não indica desarmonia ou afronta ao aludido Artigo 32, até porque o artigo 29 da mesma LDB, de forma coerente, estabelece que o ciclo etário alusivo ao antecedente ensino infantil abarca crianças de ‘até seis anos de idade’, evitando indesejado hiato etário que pudesse acarretar prejuízo aos infantes”, argumentou o ministro em seu voto proferido em dezembro do ano passado e divulgado ontem (23) pelo STJ.
O relator ressaltou ainda que o critério cronológico para a iniciação no ensino fundamental não foi definido “aleatoriamente”, mas sim precedido de diversas audiências públicas e sugestões de especialistas. Para Sérgio Kukina, a simples leitura dos dispositivos da LDB mostra que não há ilegalidade nas resoluções do CNE que impedem o acesso de crianças abaixo de 6 anos de idade ao ensino fundamental.
Além disso, o ministro relator destacou que a eventual modificação da idade mínima para ingresso no ensino fundamental por parte do Poder Judiciário representaria uma “invasão de competência” na tarefa do Poder Executivo na tarefa de definir diretrizes educacionais no âmbito do ensino fundamental.
O caso foi analisado pelo STJ depois que a União recorreu da decisão do TRF5 que possibilitou a matrícula de crianças menores de 6 anos de idade no ensino fundamental em Pernambuco. O Ministério Público Federal também recorreu ao STJ para que o então entendimento do TRF5 fosse válido em todo o território nacional e não apenas aos pernambucanos.

►ANEEL FACILITA IMPORTAÇÃO DE ENERGIA 
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou hoje (24) algumas mudanças nas regras para os contratos internacionais de compra e venda de energia elétrica. Até então, os agentes importadores e exportadores tinham direito a fazer apenas um contrato por mês. A partir da publicação dessa decisão, o prazo passará a ser semanal. As novas regras vigoram até junho de 2015.
Nos dois formatos, a validade mínima do contrato é um dia, não podendo se repetir até que o prazo – que era de um mês e agora é semanal – se esgote. Nesses acordos, o que está previsto são intercâmbios, ou seja envolve a posterior compensação da energia que foi disponibilizada anteriormente nos sistemas de transmissão que ligam o Brasil a outros países, como a Argentina e o Uruguai, em fase de conclusão.
Conforme explicou o relator da matéria na Aneel, diretor José Jhurosa Júnior, a partir da publicação da nova regra, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) terá autorização para contratar o uso do sistema de transmissão com qualquer agente habilitado para importação e/ou exportação de energia elétrica. Estão incluídos ainda a contratação do uso do sistema de transmissão e o uso das instalações de transmissão de energia elétrica destinadas a interligações internacionais.
“Isso viabilizará compras emergenciais ou, em alguns casos, a compra de energia mais barata”, justificou Jhurosa ao final da reunião de diretores da agência. Apesar de provocada pela Petrobras, que atua tanto na comercialização de gás quanto na geração termelétrica, a decisão da Aneel vale para todos os agentes do setor.
  
►COMBUSTÍVEIS TERÃO NOVA TABELA
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou hoje (24) no Diário Oficial da União nova tabela com os preços de combustíveis a serem usados como o valor médio ao consumidor em 15 estados e no Distrito Federal, a partir de 1º de março.
É a terceira tabela com os preços de referência divulgada neste ano. Ela traz parâmetros do Confaz para os estados de Alagoas, do Amazonas, de Goiás, do Maranhão, do Pará, da Paraíba, de Pernambuco, do Paraná, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, de Rondônia, de Santa Catarina, de São Paulo, de Sergipe e do Distrito Federal. O Confaz é constituído pelos secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação de cada estado e do Distrito Federal. É presidido pelo ministro da Fazenda. O objetivo do Confaz é adotar medidas para aperfeiçoar a política fiscal dos estados e torná-la compatível com as leis da Federação.
Pela tabela, no Distrito Federal, o preço médio da gasolina, a partir de 1º de março, será R$ 3,45. No Plano Piloto, área nobre de Brasília, entretanto, alguns postos já cobram R$ 3,54 pelo litro do combustível. Uma rede de postos da capital está cobrando R$ 3,42, mas já informou que a nova tabela implicará reajuste no preço ao consumidor assim que o atual estoque terminar.
No início do ano, o governo aumentou os tributos sobre o preço da gasolina. Segundo a Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, o reajuste médio sofreu o impacto do aumento do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), com efeito cascata no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A elevação do PIS/Cofins foi publicada no Diário Oficial da União no fim de janeiro como uma das medidas para aumento da arrecadação pelo governo federal. Ao anunciar a medida, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, indicou que o aumento dos dois tributos seria correspondente, a R$ 0,22 por litro da gasolina e R$ 0,15 por litro do diesel.

►PRÉVIA DA INFLAÇÃO OFICIAL CHEGA 7,36%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), uma prévia da inflação oficial do governo, fechou o mês de fevereiro com variação de 1,33%, a maior alta desde fevereiro de 2003, quando atingiu 2,19%. Segundo dados divulgados hoje (24), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 ficou 0,44 ponto percentual acima da taxa de janeiro (0,89%).
O IPCA-15 tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias, cujo rendimento varia entre um e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos.
Com a alta de fevereiro, o IPCA-15 acumulado para os dois primeiros meses do ano ficou em 2,33%, com a alta acumulada nos últimos 12 meses (a taxa anualizada) fechando em 7,36%. O IPCA-15 tem a mesma metodologia do IPCA, abrange as mesmas regiões envolvidas na pesquisa e a mesma faixa de renda, mas tem período de coleta diferenciada – última metade do mês anterior e a primeira do mês de referência. 
A alta de preços já era esperada, inclusive pelo IBGE, uma vez que a inflação de fevereiro reflete a alta de preços de diversos preços administrados pelo governo, como mensalidades escolares, combustíveis e tarifas de energia.
No grupo educação, por exemplo, a alta de 5,98% registrada reflete os reajustes no início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, que subiram 7,29%.
Já no grupo transportes (1,98%), a alta reflete, principalmente, os reajustes ocorridos nas tarifas dos ônibus urbanos (7,34%), como consequência dos impactos das elevações dos preços das tarifas. A alta de 0,85% no grupo alimentação e bebidas, reflete os fortes aumentos de alguns produtos, como o feijão carioca. Este subiu 10,07%.
Regionalmente, o IBGE aponta o Rio de Janeiro e São Paulo como os que registraram os maiores índices: 1,59% e 1,58%, respectivamente. No caso do Rio de Janeiro, houve pressão da alta nas tarifas do ônibus urbano, que correspondeu a 8,28%. Já em São Paulo, a energia elétrica subiu 12,17%, enquanto os ônibus urbanos tiveram reajuste de 12,18%.

Para o cálculo do IPCA - 15 deste mês de fevereiro, os preços foram coletados no período de 14 de janeiro a 11 de fevereiro de 2015.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

NOVAS NORMAS DO TCU PODERÃO
SOTERRAR A OPERAÇÃO LAVA JATO 
Às pressas, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em plena quarta-feira de cinzas e sem ouvir o Ministério Público do próprio colegiado, a Instrução Normativa (IN) nº 74, de 2015. O texto determina que os acordos de leniência firmados na esfera administrativa pela Controladoria-Geral da União (CGU) com pessoas jurídicas envolvidas em fraude de licitação e contratos celebrados com a União, serão submetidos à apreciação da Corte em julgamento ultra sigiloso.  Apesar de tentar inibir eventuais desvios do âmbito do Poder Executivo, o regulamento gera riscos.
Para a Presidente da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC) e Auditora Federal de Controle Externo do TCU, Lucieni Pereira, acordos de leniência com pessoas jurídicas para a esfera administrativa podem dificultar a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário na condução das ações cíveis de improbidade administrativa e, em especial, nas ações penais. “Ainda que homologada na esfera de controle externo”, explica.
Para ela, esse é um aspecto importante e que deve entrar na pauta da discussão. “Se isso não acontecer, pode-se instaurar um quadro de insegurança jurídica e causar um mal maior para toda sociedade, tal como colocar em risco a “Operação Lava Jato” e outras importantes que estão por vir sempre que houver enfrentamento político-econômico de grandes proporções”, aponta.
De acordo com Lucieni, em se tratando de prática de ilícito contra a administração pública, o processo deveria ser conduzido pelo Poder Judiciário. Os magistrados são competentes pela aplicação das sanções mais severas na esfera penal a partir da provocação privativa dos membros do Ministério Público.
A presidente lembra que os mais de 11 mil órgãos de controle interno, órgãos e entidades executivos da administração pública federal, estadual e municipal não são dotados de poder de polícia para aplicar multas administrativas em particulares (pessoas físicas e jurídicas) como foi disciplinado na Lei nº 12.846, de 2013, para regulamentar o artigo 173, § 5º da Constituição.
“Esse, sem dúvida, é um dos erros primários que constitui vício insanável da “Lei Anticorrupção”, que deveria ter inserido a multa no rol de competências do Poder Judiciário”, diz Lucieni.
Entre os pontos da instrução normativa que geram discussão, a presidente destaca o fato da norma não prever a obrigatoriedade de os acordos de leniência serem submetidos ao crivo do Órgão de Instrução (ou Fiscalização).
A determinação está prevista na Lei Orgânica do TCU. O objetivo é que os auditores de controle externo possam estabilizar o processo, analisando os termos do acordo com conhecimento técnico em matérias que não são triviais (como obras públicas, concessões, licitações de medicamento, etc), independência funcional e imparcialidade.
O regulamento também não faz menção à manifestação obrigatória do Ministério Público de Contas no processo. Segundo dispõe o artigo 5º da IN, os procedimentos para apreciação dos acordos de leniência devem ser estabelecidos em normativo específico que ainda será editado, assegurada a participação do Ministério Público de Contas apenas em sua formulação, sem nada dispor sobre a participação do Órgão de Instrução. ‘Enquanto não for publicado o referido normativo, em tese, o relator sorteado poderia conduzir o processo como lhe conviesse”, explica Lucieni.
A Presidente vê com preocupação a possibilidade de acordo celebrado pela CGU ser diretamente apreciado pelo relator, sem passar pelo crivo do Órgão de Instrução previsto na Lei Orgânica do TCU.
“Sem as digitais dos Auditores de Controle Externo e dos Procuradores de Contas, a previsão do sigilo em várias etapas do processo acende o sinal amarelo de alerta, em especial quando se trata de processos que investigam os envolvidos na ‘Operação Lava Jato’ e assemelhados”, afirma.
A representante de classe lembra que os processos de controle externo, assim como os judiciais, em regra, são públicos e qualquer pessoa pode ter acesso, inclusive às sessões, salvo nas hipóteses excepcionais de segredo conforme as previsões legais dos artigos 5º, LX, e 93, IX da Constituição da República.
Em outras palavras, a publicidade dos processos e das decisões judiciais e de controle externo visa exatamente garantir o controle público sobre a atividade da Justiça e dos Tribunais de Contas, o que deve ser a regra não exceção. (Com Contas Abertas)

►FIM DA REELEIÇÃO E MANDATO DE 5 ANOS
Dos 34 deputados titulares integrantes da recém-instalada comissão especial sobre a reforma política, pelo menos 23 são favoráveis ao fim da reeleição do presidente da República, dos governadores e dos prefeitos. A maioria (22) também é favorável à coincidência da data das eleições, conforme enquete realizada pela Agência Câmara, que mostra a tendência anterior ao início dos debates da comissão. Responderam ao questionário 28 dos 34 membros titulares.
O fim da reeleição e a coincidência das eleições municipais com as eleições estaduais e federal a partir de 2018 estão previstos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, que será a base do início dos debates da comissão especial. “Acredito que o fim da reeleição é um ponto de convergência de quase todos os parlamentares”, opina o deputado Victor Mendes (PV-MA).
O deputado Henrique Fontana (PT-RS), que foi relator da reforma política na legislatura passada, destaca que só é a favor do fim da reeleição se forem instituídos mandatos m Favoráveis ao fim da reeleição, o líder do Solidariedade, Arthur Maia (BA), e os deputados Benito Gama (PTB-BA) e Milton Monti (PR-SP) também defendem opina o deputado Victor Mendes (PV-MA).
O deputado Henrique Fontana (PT-RS), que foi relator da reforma política na legislatura passada, destaca que só é a favor do fim da reeleição se forem instituídos mandatos mais longos, de cinco anos. Sobre a coincidência das eleições, Fontana observa que é a favor de que todos os pleitos sejam realizados no mesmo ano, mas não no mesmo dia. “Por exemplo, as eleições municipais poderiam ocorrer no início de agosto, e no início de outubro poderia haver a eleição presidencial”, afirma. (Com Agência Câmara de Notícias)
mandatos mais longos, de cinco anos. Monti é a favor da realização de eleições em uma data única: “Desse modo, certamente teríamos possibilidades de desenvolver um trabalho melhor, seria mais útil para o Brasil. Hoje, na época da eleição, o governo e o Congresso Nacional param, as forças políticas acabam se voltando para as campanhas.”
O deputado Antônio Bulhões (PRB-SP), por sua vez, é contra o fim da reeleição.
O fim da reeleição e a coincidência das eleições municipais com as eleições estaduais e federal a partir de 2018 estão previstos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/13, que será a base do início dos debates da comissão especial. “Acredito que o fim da reeleição é um ponto de convergência de quase todos os parlamentares”. (Com Agência Câmara de Notícias)

►MINISTRO DEFENDE NOVO FATOR PREVIDENCIÁRIO
O governo estuda aplicar mudanças na fórmula de aposentadoria. É o que revela o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas: “O fator previdenciário é ruim porque não cumpre o papel de retardar as aposentadorias. Agora nós precisamos pensar numa fórmula que faça isso e defendo o conceito do 85/95 como base de partida. As centrais concordam com isso”, disse ele em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’. O esquema proposto soma a idade ao tempo de serviço – 85 para mulheres e 95 para homens.
Ele afirma que o sistema precisa acompanhar a dinâmica da sociedade: “Nos últimos dez anos, a expectativa de vida no Brasil subiu 4,6 anos. Em média, a expectativa de vida chega a 84 anos e a idade média da aposentadoria por tempo de contribuição é de 54 anos. Então, o cidadão fica 30 anos, em média, recebendo aposentadoria. Não há sistema que aguente”.
Dentro do pacote de ajustes anunciados pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o governo já anunciou medidas de restrição em benefícios previdenciários, como pensões por morte e auxílio-doença, que custou à União R$ 120 bilhões em 2014

►SIGILO PROTEGE O TRANSGRESSOR
No exame que fez das novas normas, aprovadas às carreiras pelo TCU, a Auditora Federal de Controle Externo do TCU, Lucieni Pereira, defende que é preciso analisar com especialistas a necessidade do grau de sigilo previsto na norma recém-editada pelo TCU e disciplinar, com clareza, em que momento as informações serão levadas a público e disponibilizadas ao Ministério Público Federal, uma vez que a Constituição da República elege o Poder Judiciário como espelho de organização e funcionamento da Corte de Contas.
No âmbito do TCU, o Órgão de Instrução e os Órgãos Colegiados são os que dispõem de competência para tocar diretamente na jurisdição de controle externo, além do Ministério Público de Contas. Tais órgãos devem atuar de forma integrada, pois são todos essenciais à função de controle externo do Estado, cada qual com seu papel específico, com competências intransferíveis e insubstituíveis.
Lucieni também adverte que a nota publicada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), em outubro do ano passado, aponta que as dez ações penais da Operação Lava Jato que tramitam na 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná não estão em segredo de justiça, inclusive a ação penal na qual foram realizados os interrogatórios de vários réus.

►PF VAI INVESTIGAR A CPMI DA PETROBRAS
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, recomendou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal que apurem suspeitas de tentativas de obstrução dos trabalhos da CPI mista da Petrobras, concluída em dezembro do ano passado.
Segundo o site Congresso em Foto, a suspeita da força-tarefa da Lava Jato é que as empresas envolvidas no regime de cartel de obras da Petrobras tentaram influenciar a convocação de membros que prestaram depoimentos aos deputados federais e senadores no ano passado. Os investigadores suspeitam que a CPI de 2014 tenha passado por situação semelhante à que ocorreu em 2009, conforme depoimentos do ex-diretor de refino e abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Na época, segundo Paulo Roberto, o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra teria recebido propina para esvaziar uma CPI também criada para investigar a Petrobras.
Interceptações telefônicas da Polícia Federal registraram momentos em que pessoas próximas ao ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque confirmaram a obstrução à sua convocação na CPI mista. O próprio juiz Sérgio Moro faz essa observação em um dos despachos de manutenção das prisões temporárias dos executivos Ricardo Pessoa, da UTC, Eduardo Hermelino Leite, Dalton Avancini e João Auler, da Camargo Corrêa.
“Mais recentemente, foram interceptados diálogos telefônicos que revelaram obstrução à convocação, como testemunha, do ex-diretor de Serviços Renato de Souza Duque pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito constituída no Congresso para apurar os crimes praticados contra a Petrobras”, revelou Moro em seu despacho.
Em um destes diálogos interceptados pela Polícia Federal, gravado no dia 11 de novembro do ano passado, uma interlocutora de Duque, identificada como Gabriela, revela que estaria com “três pessoas” monitorando os trabalhos da CPI da Petrobras.
Na conversa, a interlocutora revela uma articulação para obstruir a convocação do executivo da estatal. “Tô te ligando só para te falar que a gente tá monitorando o dia. Tem uma ideia agora de deixarem aprovar a sua convocação. Hoje só vão votar você e o Sérgio Machado (na época, presidente da Transpetro). De deixarem aprovar a convocação e depois irem protelando como tão (sic) fazendo com a cassação do André Vargas. É … Eles tão (sic) lá conversando e tá tendo muita reunião ao mesmo tempo. Assim que a gente souber com que posição. Se vai para reunião eu te aviso”, afirmou a interlocutora de Duque uma semana antes dele ser preso.
No ano passado, após sete meses de investigações, a CPI da Petrobras pediu o indiciamento de 52 pessoas, entre elas Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, tido como líder do esquema de desvios de recursos da Petrobras. No entanto, a CPI não fez indiciamento de políticos.

►LAVA JATO PODE ENVOLVER SANTANDER
Envolvida na Operação Lava Jato, a empreiteira OAS é alvo de dezenas de ações na Justiça movidas por credores que têm levado sucessivos calotes. Uma das ações envolve o banco Santander, que pode ser obrigado a arcar com 106 milhões de reais em títulos da empreiteira detidos por investidores institucionais, como os bancos Credit Suisse e JP Morgan.
No processo, os investidores, representados pela Pentágono Distribuidora de Valores Mobiliários (DTVM), relatam que a empreiteira deixou de honrar os pagamentos de debêntures — títulos emitidos por empresas que querem se capitalizar sem precisar recorrer à Bolsa de Valores — que venciam em janeiro deste ano. A única instituição a escapar do calote foi o banco Santander.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o banco espanhol também era detentor de debêntures da OAS. No total, contava com 940 milhões de reais em títulos — alguns deles com vencimento distante, em 2018. Com mais de um 1 bilhão de reais em caixa no começo do ano, a construtora optou por saldar integralmente sua dívida com o banco. Isso irritou o grupo de investidores cujos papeis, somados, alcançavam pouco mais de 100 milhões de reais. Em 30 de janeiro, por meio da Pentágono, e capitaneados pelo Credit Suisse, eles executaram a dívida e arrolaram o Santander como devedor solidário. 
Os investidores alegam que o banco foi beneficiado com o pagamento antecipado de títulos que só venceriam em março de 2018. Afirmam, ainda, que, dado o envolvimento da OAS na Operação Lava Jato (seus principais diretores estão presos desde novembro de 2014 na sede da Polícia Federal, em Curitiba), o pagamento foi feito com o intuito de inviabilizar o cumprimento das obrigações com os credores institucionais. A operação é caracterizada como "fraudulenta" no processo. 
Foi pedida uma liminar, obrigando os réus a depositar em juízo os 106 milhões de reais. A juíza Jacira Jacinto da Silva determinou, no entanto, que apenas o Santander deixe o dinheiro provisionado. Segundo a sentença, o fundo Santander Diamantina Multimercado, que era detentor dos títulos da empreiteira, ficará impossibilitado de fazer transações no valor da dívida da OAS com os demais credores.
Procurada pela reportagem da Folha, a OAS afirmou que a liquidação antecipada das debêntures do Santander foi decorrente do corte de rating da empreiteira, feito em janeiro pelas as agências de classificação de risco. À ocasião, foi atribuída a nota C aos papéis da empresa. Isso significa que suas ações são consideradas 'junk', jargão utilizado pelo mercado para classificar papéis que possuem um altíssimo risco de calote. A empreiteira não explicou, no entanto, porque o corte de rating também não a obrigou a liquidar as debêntures dos demais credores.

►JUSTIÇA PENHORA AÇÕES DA INVEPAR
A Pentágono também venceu em outra ação contra a OAS, referente a outra classe de debêntures, também vencidas, da ordem de 180 milhões de reais. Nessa ação, os investidores conseguiram na Justiça que 8,89% das ações da Invepar (empresa de infraestrutura da qual a OAS é acionista) fossem penhoradas para honrar a dívida da empreiteira com os debenturistas. A OAS detém 25% de participação na empresa, que tem entre seus principais ativos o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, privatizado em 2012. 
A Pentágono alegava que a OAS vinha tentando transferir suas ações para uma subsidiária. Com a tentativa, dizem os investidores, a empreiteira tinha o intuito de esvaziar o patrimônio da holding para evitar que seus ativos fossem executados por credores. A penhora das ações foi concedida pela Justiça no início deste mês.
A OAS tem mais de 20 obras de infraestrutura no país — a maior parte conseguida por meio de contratos com estatais, com o governo federal e com governos estaduais. Se, em decorrência da Lava Jato, a construtora for declarada inidônea, ela perderá seu maior cliente, a União.
O endividamento da empresa até setembro de 2014 era de 7,7 bilhões de reais, segundo a agência de classificação de risco Fitch. Atualmente, alguns fundos credores, como o Blackrock, estão vendendo os papéis da OAS no mercado secundário para fundos especializados em ativos podres, os chamados 'fundos abutres' — os mesmos que detém boa parte da dívida da Argentina e hoje cobram um prêmio altíssimo para renegociá-la.

►MPF VAI INVESTIGAR EXPLOSÃO EM PLATAFORMA
O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES), por meio da Procuradoria da República em Linhares, instaurou inquérito civil para apurar possíveis danos ambientais causados pela explosão no navio-plataforma Cidade São Mateus, da Petrobras, ocorrida em 11 de fevereiro, a cerca de 120 quilômetros da costa do município de Aracruz, litoral Norte do Espírito Santo.
O procedimento também visa a acompanhar as possíveis medidas a serem adotadas para repor a situação o mais próximo possível do status anterior ao dano, ou a adoção de medidas compensatórias equivalentes.
Como providências iniciais, a Procuradoria enviou ofícios aos órgãos competentes – Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – para que eles remetam ao MPF todos os relatórios, diligências e perícias produzidos até o momento, a fim de subsidiar a possível proposição de ações de responsabilidade civil e criminal.
O prazo para as instituições responderem o ofício é de 30 dias, a contar a partir do recebimento do documento. 

►STJ MONTA LISTA DE FUTUROS MINISTROS
O Superior Tribunal de Justiça vota dia 11 de março a primeira de quatro listas tríplices para entregar ao ministro da Justiça e, este à presidente Dilma Rousseff, para que escolha o futuro ministro da Corte.
A revelação foi festa neste fim de semana pelo jornalista Leandro Mazzini, em seu blog “Colunada Esplanada” acrescentando que o presidente do STJ, ministro Francisco Falcão, segurou as quatro vagas durante a campanha presidencial para não haver eventuais interferências políticas.
Ainda segundo Mazzini, a primeira vaga a ser preenchia é a do ministro Arnaldo Esteves e será ocupada por um desembargador federal. Pelo menos 20 concorrem, das cinco regiões. Nos corredores dos tribunais, colegas indicam que os favoritos para a lista são Fábio Prieto de Souza (TRF 3ª Região), Carlos Thompson Flores (4ª Região) e Paulo Roberto Lima (5ª Região).

►MARANHÃO DISPENSA TÁXI AÉREO
Num Estado que figura entre os lanternas do País no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com escolas de ‘barro e palha’ nos rincões, o governador, Flávio Dino confessa que está estupefato com a lista de gastos desnecessários que herdou da antecessora Roseana Sarney, que governou o Maranhão por 8 anos.
Além de colocar à venda uma casa de praia, palco de banquetes para empresários e políticos, o novo governo acaba de cancelar um contrato com táxi aéreo que, só em 2014, consumiu R$ 15 milhões dos cofres públicos. O jatinho era usado pela ex-governadora e o primeiro escalão para viagens – investiga-se se todas a trabalho.
‘Eu viajo de avião comercial, neste momento. Depois faremos contrato em outros termos, que não consuma R$ 15 milhões’, explica o governador.
Na esteira de revisão de contratos com terceirizados no Estado, o do Detran com empresas caiu de R$ 20 milhões para R$ 6 milhões. E continua funcionando normalmente.
Dino enviou a Brasília uma equipe para escolher no MEC um modelo de alfabetização que se adapte ao Maranhão. Aumentou o salário dos professores, vai contratar mais mil professores e construir escolas, que irão substituir as feitas até hoje na base do sopapo, isto é, paredes de barro sobre armação de bambu. (By Leandro Mazzini)

►EX-GOVERNADOR NA FILA DO SUS?
O desembargador José Zuquim Nogueira negou, neste mês, recurso a dois ex-governadores de Mato Grosso que reivindicavam a continuidade do pagamento de suas aposentadorias. Zuquim manteve a decisão da juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular, que considerou inconstitucional o benefício assegurado até para ex-governadores-tampões. 
Embora proibidas desde 2003 no estado, as pensões dos ex-governadores que exerceram o mandato antes daquele ano custavam anualmente quase R$ 3 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso.  Em 11 estados, as aposentadorias dos ex-chefes do Executivo estadual geram despesas de R$ 24 milhões, conforme levantamento feito pela Revista Congresso em Foto.
Ao rejeitar o recurso do ex-governador Frederico Campos (PTB), que alegava estar doente e não ter outra fonte de renda para sobreviver, Zuquim foi claro e objetivo: “Acaso não tenha o agravante condições de custear seu tratamento, o meio lícito para reivindicar é perante o Estado, pelo Sistema Único de Saúde”. O desembargador disse, ainda, não acreditar que ex-governadores tenham dificuldade de se sustentarem após terem vivido tantos anos na política.
Em nota, o ex-governador protestou e disse que recebe o benefício há 30 anos: “Não será um parecer de apenas um desembargador que virá alterar o conceito e respeito que sempre mantive à Corte Jurídica. Apenas manterei a defesa pela receita mensal de minha pensão constitucional, que a mais de 30 anos sustenta minha família, sempre conduzida com a mesma disciplina e moral recebidas dos meus saudosos pais, diga-se que sem desperdícios ou acúmulos de riquezas”. Campos tem 88 anos, foi prefeito de Cuiabá por dois mandatos e governador nomeado pela ditadura militar entre 1979 e 1983.
Na semana passada, Zuquim também negou o pedido do ex-deputado estadual Moisés Feltrin (DEM), que governou o estado interinamente, na condição de presidente da Assembleia Legislativa, por apenas 33 dias entre 1990 e 1991. Por pouco mais de um mês de mandato-tampão (33 dias), ele recebia pensão de cerca de R$ 15 mil.
No recurso, Moisés sustentou que era uma pessoa doente e que o Judiciário não poderia, repentinamente, suspender o pagamento de sua aposentadoria sem garantir a ele o direito de recorrer, o que feria, na avaliação dele, a dignidade da pessoa humana.
“Da mesma forma que fundamentado na decisão liminar do RAI 8341/2015, interposto pelo também ex-governador Frederico Campos, não é crível admitir que o agravante [ex governador] não possa custear uma medicação ou sobreviver de outra forma. A situação não justifica que os cofres públicos sejam mais onerados ainda, com o pagamento de aposentadoria questionada judicialmente. Não é o caso de decidir contra um ou outro ex-governador, mas em favor do Estado, da administração, da legalidade”, reiterou o desembargador.

►UMA TENTATIVA DE FRAUDE A CADA 16 SEGUNDO
O Indicador Serasa Experian registrou em janeiro 168.944 tentativas de fraude, ou seja, uma tentativa a cada 15,9 segundos no país. A tentativa de fraude é o roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios ou para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos. 
Entre as principais tentativas de golpe apontadas pelo Indicador Serasa Experian estão a emissão de cartões de crédito obtidos com identificação falsa ou roubada; financiamento de eletrônicos no varejo, no qual o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, além da compra de celulares, abertura de conta em banco, compra de automóveis e abertura de empresas com a apresentação de documentos falsos ou roubados. Em todos os casos quem arca com a conta é a vítima ou a instituição financeira.
A telefonia foi responsável por 71.478 registros, totalizando 42,3% do total de tentativas de fraude registradas no mês. O setor de serviços (construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral, salões de beleza, pacotes turísticos) teve 47.356 registros, equivalente a 28% do total. O setor bancário foi o terceiro da lista, com 34.826 tentativas, 20,6% do total. O segmento varejo teve 12.251 tentativas de fraude, registrando 7,3% das investidas contra o consumidor.
Segundo a Serasa Experian, é comum que pessoas forneçam dados pessoais em cadastros na Internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites. “Além disso, os golpistas costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência, por meio de correspondência, e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas”, informa a entidade.
Para evitar golpes, a Serasa orienta as empresas a pedir sempre dois documentos originais (como RG, CPF, Carteira de Habilitação), além de verificar a autenticidade. A Serasa Experian responde diariamente 6 milhões de consultas, auxiliando 500 mil empresas de diversos portes e segmentos a tomar decisões em qualquer etapa de negócio.

►43 PMS EXPULSOS POR EXTORÇÃO
A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro expulsou 43 soldados acusados de crimes de concussão – exigência de vantagem indevida, diretamente ou indiretamente, em razão da função pública – e extorsão a comerciantes, empresários e ambulantes na região de Bangu e Honório Gurgel, na zona oeste da capital fluminense. Eles foram investigados na Operação Compadre, deflagrada em 2013.
A Corregedoria Interna da Polícia Militar concluiu seis Procedimentos Administrativos Disciplinares (PADs) e expulsou os envolvidos no esquema. A corregedoria constatou a existência de fortes indícios que apontam para o cometimento de práticas criminosas e “graves transgressões” disciplinares. Segundo o órgão, eles prejudicavam o policiamento ostensivo na área do Batalhão de Bangu, deixando de servir à população e ignorando o combate ao transporte irregular de vans, kombis e mototaxistas.
A Operação Compadre foi desencadeada em 2013 e contou com a participação de agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e da Corregedoria da Polícia Militar, além do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público. Na ocasião, foram expedidos 78 mandados de prisão, 53 deles referentes a policiais militares.
A Polícia Militar informou, em nota, que defesa dos acusados fica a cargo de cada um dos envolvidos. 

►CAXIAS RECUPERA CENTROS SOCIAIS
O Cras do Beira Mar antes (acima) e
depois da reforma (abaixo)
A secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Duque de Caxias vem realizando reformas desde o ano passado, em dois importantes Centros de Referência em Assistência Social (CRAS): no Parque Beira-Mar, finalizado ainda no ano passado; e na Figueira, com obras em andamento.
“Assim que assumimos a gestão tentamos desde o primeiro momento reorganizar as atividades e fazer uma limpeza geral, criando nos equipamentos um ambiente acolhedor, dinâmico e capaz de levar ao cidadão a ajuda que ele realmente necessita, com
funcionários motivados. No entanto, percebíamos a necessidade de uma reforma geral e efetiva. Por isso, iniciamos no final de 2014, a revitalização do CRAS Beira Mar e, agora, do CRAS  Figueira”, destacou a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Claudia Peixoto.
Assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, coordenadores e administradores trabalham diariamente acompanhando as famílias beneficiadas pelos programas sociais, disponibilizando diversos serviços como visitas domiciliares, inserção e atualização do Cadastro Único, formação continuada e fortalecimento de vínculos através de palestras, oficinas e atividades voltadas às diferentes faixas etárias.
O principal atendimento oferecido pelo CRAS é o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), que consiste em um trabalho de caráter continuado que visa fortalecer a função protetiva das famílias, prevenindo a ruptura de vínculos, promovendo o acesso e usufruto de direitos e contribuído para a melhoria da qualidade de vida.
No complexo de assistência social da Figueira, além do CRAS, funcionam também o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) e a Casa de Passagem. O local conta hoje com quase 3 mil famílias cadastradas e acompanhadas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), sendo que sua abrangência geográfica possibilita o atendimento de até 5 mil famílias.
O CREAS é a unidade pública estatal que oferta serviços da proteção especial, especializado e continuado, gratuitamente à famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos e tem o papel de coordenar e fortalecer a articulação dos serviços com a rede de assistência social e as demais políticas públicas. Diariamente, são atendidas demandas e denuncia que chegam através do Disque 100, Ministério Público, Conselhos Tutelares, entre outros órgãos em relação à violação dos direitos de crianças, adolescentes e idosos.
A secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos realizou em 2014, aproximadamente 43 mil atendimentos nos nove CRAS existentes na cidade – Parque Beira-Mar, Jardim Gramacho, Lagunas e Dourados, Pilar, Jardim Primavera, Figueira, Imbariê, Parada Morabi e Xerém – e mais de 1200 visitas domiciliares por técnicos para atendimento individualizado por encaminhamento dos CRAS.

►USINA DE GÁS DE LIXO RECORRE DE MULTA
A concessionária Gás Verde S/A, responsável pela operação do Aterro Sanitário Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, recorreu da multa de R$ 10,814 milhões aplicada pela prefeitura. A informação é do secretário Municipal de Meio Ambiente de Duque de Caxias, Luiz Renato Vergara. O aterro está fechado desde 3 de junho de 2012.
Segundo ele, a vistoria da secretaria no começo do ano constatou que nenhuma providência foi tomada, após a inspeção e autuação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em abril de 2014.
“Em abril do ano passado, o Inea e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Duque de Caxias checaram as denúncias de descarte de chorume no Rio Sarapuí. O Inea constatou que havia descarte irregular e autuou, mas não multou. De abril para cá, não houve mudança na planta ou adequação por parte da Novo Gramacho, da Gás Verde, sobre as irregularidades encontradas”.
Vergara afirmou que as irregularidades continuam, com a eficácia da estação de tratamento de chorume - líquido poluente resultante da degradação de matéria orgânica -, muito abaixo do permitido pela norma estadual.
“O descarte do chorume em qualquer bacia hidrográfica tem de ser inferior a 250 miligramas por litro de DBO [Demanda Biológica de Oxigênio, que mede a necessidade de oxigênio para degradar a matéria orgânica na água]. Fizemos coletas no entorno e verificamos que a juzante da estação de tratamento de chorume é de 1.953 miligramas por litro de concentração de DBO, ou seja, oito vezes a mais que o permitido pela norma do Inea”.
O secretário acrescentou que há um ponto de captação de chorume no aterro que não comporta o volume, liberando o material sem tratamento direto para o solo e o mangue do entorno.
A Gás Verde foi procurada, mas não respondeu à reportagem da Agência Brasil, até a publicação da matéria. O Inea também não retornou.
Após o fechamento, o Aterro de Gramacho, o maior da América Latina, foi transformado, em 2013, em usina de biogás. Conforme Vergara, a geração de chorume, que dura décadas, chega a 960 metros cúbicos por dia. Durante 35 anos, o local foi o principal destino de 8 toneladas diárias de lixo do Rio de Janeiro e municípios vizinhos.