terça-feira, 1 de julho de 2014

ARCO DEVE REDUZIR O FLUXO
DE CAMINHÕES NA BAIXADA
A liberação ao trânsito, na manhã desta quarta-feira (2), do trecho de 71,2 km do Arco Metropolitano, ligando Duque de Caxias ao porto de Itaguaí, trará vários benefícios para a Baixada Fluminense, principalmente para Caxias, onde há o licenciamento para 38 empresas se instalarem naquela área. Segundo um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a via deve elevar o Produto Interno Bruto (PIB) estadual em cerca de R$ 2 bilhões.
O prefeito Alexandre Cardoso, destacou durante a solenidade de inauguração da primeira etapa da via, nesta terça (1º), a importância na questão da mobilidade urbana para o município. “Hoje um trabalhador leva em torno de 1h10 para se deslocar ao Rio de Janeiro. O arco permitirá aos nossos moradores ficarem mais tempo com suas famílias. O Arco Metropolitano é o grande projeto da Baixada”, disse.
A entrada em funcionamento da rodovia deve retirar da Avenida Brasil e da Rodovia Presidente Dutra dez mil carretas e 22 mil veículos leves por dia. A estimativa é que mais de 30 mil veículos circulem na estrada diariamente. Também serão beneficiados com o Arco Metropolitano a ponte Rio- Niterói e as Linhas Vermelha e Amarela.
Fazendo a ligação com rodovias federais e estaduais como a BR-040 (Rio- Belo Horizonte- Brasília), BR-116 (Via Dutra), BR-101 (Rio- Santos), BR-465 (antiga Rio- São Paulo) e BR-116 (Rio- Bahia), além da   Rio- Magé, a expectativa é que a rodovia gere uma economia no custo do transporte de carga em torno de 20%, gerando uma receita anual de R$ 343 milhões em arrecadação de impostos.
Faz parte do Arco Metropolitano o trecho da BR-116 entre o entroncamento com a BR-040, em Duque de Caxias, e Santa Guilhermina, em Magé, numa extensão de 22 quilômetros, seguindo por mais 25,2 quilômetros da BR-493 até a BR-101 Norte, em Manilha, Itaboraí. A duplicação deste último trecho está a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Ministério dos Transportes, que já contratou a obra. Também integra a estrada um trecho de 26 quilômetros da BR-101 Sul (Rio-Santos), já duplicado, entre o distrito de Itacuruçá, em Mangaratiba, e a Avenida Brasil (altura do Bairro de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio). Quando estiver concluído, o Arco Metropolitano terá 145 quilômetros.
 As obras nesse trecho, sob responsabilidade do estado e com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), custaram aos cofres públicos R$ 1,9 bilhão, quase o dobro do orçado (R$ 965 milhões) em 2008. 
GOVERNO AINDA NÃO SABE O QUE
FAZER COM O LEGADO DA COPA
Os estádios de Cuiabá, Curitiba, Manaus e Natal, cidades que sediaram jogos apenas na primeira fase da Copa do Mundo, não receberão mais seleções. As estruturas terão de sobreviver de jogos de campeonatos locais e nacionais, além de eventos culturais. No caso de Cuiabá e Manaus, onde os governos administram as arenas Pantanal e Amazônia, a intenção é terceirizá-las. Em Curitiba, o Clube Atlético Paranaense administra a Arena da Baixada e pretende hospedar partidas entre grandes times. Em Natal, a Arena das Dunas continuará a ser administrada por meio de parceria público-privada.
A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de Mato Grosso (Secopa-MT) informou que já foram nomeados gestores governamentais para conduzir a terceirização da Arena Pantanal, mas não há data definida para a conclusão do processo. Enquanto ele não ocorre, o governo estadual continua comandando o estádio e negocia a realização de partidas de futebol. A próxima está agendada para 20 de julho, entre Paysandu e Cuiabá, da Série C do Campeonato Brasileiro. Segundo Cristiano Dresch, vice-presidente do Cuiabá, a expectativa é que o público fique entre 4 mil e 5 mil pessoas, número é bastante inferior à capacidade do estádio, que chegará a 44 mil pessoas após a conversão da área de imprensa em espaço para receber torcedores.
Mesmo assim, Dresch se empolga com a perspectiva da partida no estádio novo e evita comentar sobre custos. “A gente espera que, com esse estádio, o público possa comparecer. O nosso estádio antigo era muito ruim, não tinha a mínima condição de conforto e acessibilidade. Vamos ver no dia [se o público da partida cobrirá os custos de utilização do estádio]. Não sabemos ainda quanto vai ser cobrado”, disse. Mato Grosso tem também um time na Série B do Campeonato Brasileiro, o Luverdense.
Segundo a Secopa-MT, ainda não há estudo sobre o valor de manutenção mensal da Arena Pantanal, cujo custo final foi R$ 648 milhões, sendo R$ R$ 337,9 milhões em recursos do BNDES e R$ 310,2 milhões do governo de Mato Grosso.
No caso da Arena Amazônia, o outro estádio que deve ser concedido à iniciativa privada e que custou R$ 594 milhões financiados pelo BNDES, a Unidade Gestora do Projeto Copa informou que uma estimativa do valor de manutenção mensal será detalhada em estudo sobre o melhor modelo de concessão onerosa. A avaliação é conduzida pela empresa Ernst Young, com previsão de conclusão em agosto. Até lá, o estádio continua sendo gerido pela Fundação Vila Olímpica, vinculada ao governo estadual.
Apesar de não haver número oficial, de acordo com Ivan Guimarães, diretor de Competições da Federação Amazonense de Futebol, a manutenção é cara. “A despesa de uso do estádio é R$ 1,5 milhão. Só o aluguel custa R$ 210 mil, mais impostos, gastos com funcionários, segurança. É um custo alto, fazer um jogo desse vai pesar bastante. O custo mensal de manutenção, sem ter jogo lá, é R$ 500 mil”, disse. De acordo com ele, o estádio deve ser usado em jogos do Campeonato Brasileiro. “A arena não deve ser utilizada nesse campeonato [regional], vamos usar em alguns jogos do Princesa do Solimões na Série B [do Campeonato Brasilaeiro] e trazer alguns jogos de times das séries A e B nacional”, destacou.
Em Natal, a Secretaria Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo 2014 (Secopa-RN) informou que a Arena das Dunas “irá contemplar uma série de eventos, desde futebol, com partidas das duas principais equipes do Rio Grande do Norte, América e ABC [ambos da Série B do Campeonato Brasileiro], além de eventos corporativos, de entretenimento, shows, culturais, entre outros”. O estádio é gerido por uma parceria público-privada entre o governo do Rio Grande do Norte e a empresa que leva o mesmo nome da arena. Por enquanto, não há planos de mudar o modelo administrativo.
Segundo a Secopa-RN, o estádio ficará com capacidade para 32 mil pessoas após a retirada dos assentos temporários instalados para a Copa. Ainda de acordo com o órgão, nas últimas partidas do América e ABC no Campeonato Estadual, na Copa do Nordeste, Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro, o público aproximado foi 7 mil torcedores. A estrutura teve custo de R$ 400 milhões, em sua maior parte financiados pelo BNDES. A Secopa não informou o valor do gasto mensal com a manutenção do estádio.
A cidade de Curitiba, onde o estádio do Atlético Paranaense foi reformado para o Mundial, é a única sede entre as quatro a ter um time na Série A e cuja arena está desde o início sob administração privada. A assessoria de imprensa do Atlético informou que o time jogará em casa todas as partidas em que tiver mando de campo. A previsão é que o local comporte 42.372 torcedores no modelo pós-Copa. A assessoria do clube não informou a média de público das últimas partidas do time, nem o custo de manutenção do estádio. O orçamento da reforma do estádio foi R$ 326,7 milhões. Houve investimento do time, da prefeitura da cidade e financiamento do BNDES. (Agência Brasil)
CUSTO MÉDIO DA ENERGIA CHEGA A
R$ 313 POR MWH PARA A INDÚSTRIA  
Depois de cinco novos reajustes autorizados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o custo médio da energia elétrica para a indústria brasileira passou de R$ 310,67 por MWh para R$ 313,16. Com o aumento de 0,8%, o país continua ocupando a 11ª posição mais cara no ranking internacional que contempla 28 países. O topo do ranking é ocupado pela Índia, com custo de R$ 596,96 por MWh.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 1º de julho, pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), através do site “Quanto custa a energia elétrica para a indústria do Brasil?” (
www.firjan.org.br/quantocusta).
No ranking estadual de custo médio industrial, o estado do Rio Grande do Sul passou da 17ª para a 13ª posição mais cara, com o aumento de 8,48% no custo da energia após os reajustes da RGE, Demei e Eletrocar. O Rio de Janeiro se manteve na 5ª posição com o aumento de 0,26% após o reajuste da ENF, como também o estado de Minas Gerais que se manteve na 8ª colocação, após o reajuste de 0,15% da EMG.
O site “Quanto custa a energia elétrica para a indústria do Brasil? do Sistema FIRJAN, permite o acompanhamento permanente do custo da energia elétrica para a indústria brasileira, com comparações internacionais, recortes estaduais e informações por distribuidoras, que são atualizadas imediatamente a cada reajuste de tarifa.

►A INFLAÇÃO VOLTA A ASSUSTAR
Influenciada principalmente pelos preços dos alimentos e de serviços, a inflação tem ficado ao redor do teto da meta (6,5% ao ano) e tem dado sustos nos últimos anos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) somava 6,37% no acumulado entre junho de 2013 e maio deste ano.
Apesar de ter ultrapassado várias vezes 6,5% no acumulado em 12 meses ao longo dos últimos três anos, o IPCA, indicador oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem conseguido encerrar o ano sem estourar o teto da meta. Em 2011, o índice encostou em 6,5%, recuando para 5,84% em 2012 e 5,91% em 2013. Apesar de a inflação não ter fugido do controle, a resistência em convergir para o centro da meta, de 4,5%, preocupa economistas e consumidores, que alegam perda do poder de compra no aniversário de 20 anos do Real.
Fundadora e presidenta do Movimento das Donas de Casa de Minas Gerais, Lúcia Pacífico diz que a inflação voltou a rondar o bolso dos brasileiros. “Nossa entidade constantemente monitora os preços. São aumentos pequenos, R$ 0,50 aqui, R$ 1 ali, mas que corroem o poder aquisitivo de quem vai aos supermercados. Hoje, vejo pessoas voltando mercadorias no caixa porque o dinheiro não deu”, reclama.
A sucessão de aumentos pequenos nos preços também preocupa o vendedor de banca de revistas José Edinaldo da Silva, 55 anos. Apesar de estar em nível menor que nos últimos anos, ele constata a volta da inflação. “Claro que não está como naquele tempo [antes do Plano Real], mas, meio por baixo do pano, a inflação está se manifestando. As revistas [da banca] estão no mesmo preço há muito tempo porque as editoras estão segurando, mas é só sair por aí para ver os aumentos”, diz.
No início do Plano Real, o governo usava a âncora cambial para conter a inflação. Com o dólar próximo de R$ 1 até 1999, o câmbio sobrevalorizado estimulava a importação de produtos baratos para competir com as mercadorias nacionais. Depois da crise de 1999, o governo liberou o câmbio e criou o regime de metas de inflação, pelo qual o Comitê de Política Monetária do Banco Central mantém o IPCA dentro de um intervalo por meio do controle da taxa Selic – juros básicos da economia..(ABr)

►CONFIANÇA DO SETOR DE SERVIÇOS EM QUEDA 
O Índice de Confiança de Serviços caiu menos de maio para junho, mas atingiu o menor patamar desde abril de 2009, divulgou hoje (1º) o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas. O recuo de 0,7% foi o quarto consecutivo e teve intensidade 5 pontos percentuais menor que o de maio (5,7%).
A piora do Índice da Situação Atual (ISA-S) teve mais peso na queda do indicador, pois caiu 1,5%, enquanto a percepção do futuro, medida pelo Índice de Expectativas (IE-S), ficou em -0,2%. De acordo com a FGV, o resultado mostra que "prevalece a percepção de um cenário de deterioração no ritmo de negócios". Apesar disso, a fundação pondera que a melhora do indicador Tendência de Negócios nos seis meses seguinte, que compõe o IE-S e subiu 0,8%, é um sinal favorável. A outro componente dessa parte do indicador, a Demanda Prevista, caiu 1,3%.
A pesquisa mostra que há mais empresas apostando numa melhora na situação dos negócios, proporção que subiu de 32,2% para 33,6%, enquanto a avaliação oposta diminuiu de 11,8% para 11,2%. Quanto à demanda, caiu de 33,6% para 31,9% o percentual de empresas que esperam aumento. Na outra ponta, também caiu o número das que acreditam na redução da demanda, de 14% para 13,8%.
A percepção da demanda atual foi decisiva para a avaliação do ISA-S, com recuo de 1,9% em relação a maio. Apesar de ter crescido – de 10,8% para 12,3% – o número de empresas que avaliam a demanda como forte, a alta não compensou o crescimento de 25,9% para 29% dos que a consideram fraca. A situação atual dos negócios recuou 1,1%.
Produção teve a maior queda em 33 meses, de acordo com o Índice de Gerentes de Compras divulgado nesta terça-feira; categoria de bens de investimento mais uma vez foi a que registrou o pior desempenho entre os três subsetores monitorados, .(ABr)

►JOAQUIM BARBOSA COM A "ALMA LEVE"
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse hoje (1º) que deixa a Corte de forma tranquila e com a “alma leve”. Barbosa participou nesta terça-feira de sua última sessão como ministro do Tribunal.
Em maio, ele anunciou que se aposentaria antecipadamente neste mês, após 11 anos como ministro da Corte. O decreto que vai oficializar a aposentadoria deve ser publicado até o fim deste mês. Com a saída de Barbosa, a presidência do Tribunal será exercida pelo atual vice-presidente, Ricardo Lewandowski.
Barbosa descartou pretensões de seguir a carreira política após a aposentadoria. "A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudos e reflexões. Mas uma política em um senso bem elevado do termo, uma política examinada sob a ótica das relações entre os Estados, entre as nações. Eu não tenho esse apreço todo pela política, por essa política do dia a dia. Isso não tem grande interesse para mim”, afirmou.
Para ele, foi um “privilégio imenso” o período que passou no Supremo. “Foi um período em que, não em razão da minha atuação individual, mas coletivamente, o Supremo Tribunal Federal teve um papel extraordinário no aperfeiçoamento da nossa democracia. Isso é que é o fundamental para mim”, destacou.
Após a despedida do presidente, o ministro Marco Aurélio reconheceu que Barbosa ficará na história do Tribunal pela sua atuação como relator da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Melo disse, porém, que a gestão do vice-presidente Ricardo Lewandowski, que assumirá a presidência com a saída de Barbosa, deverá retomar o padrão do STF. “O resgate da liturgia, que precisa ser observada. As instituições crescem quando proclamamos valores, quando observamos a necessidade de manter o alto nível.”
Barbosa tem 59 anos e poderia continuar na Corte até 2024, quando completará 70 anos e teria de ser aposentado compulsoriamente. Ele nasceu na cidade mineira de Paracatu e foi o primeiro negro a presidir o STF. Ele ocupa a presidência do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça desde novembro de 2012. O ministro foi indicado à Suprema Corte em 2003, no mandato do ex-presidente Lula em 2003. (ABr)
►TSE MANTÉM AS BANCADAS DE 13 ESTADOS
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (1º) que não haverá mudanças na composição das bancadas de 13 estados para as eleições de outubro. A decisão foi tomada horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter criado um impasse, provocado pelo vácuo legislativo, com a falta de uma lei complementar, para definir os critérios de distribuição das bancadas por estado. Para resolver a questão, o TSE decidiu validar uma resolução aprovada em 2010 e manter o número atual de cadeiras.
A polêmica sobre a mudança no número de deputados por estado começou após decisão do TSE, em abril do ano passado, ao julgar recurso apresentado pela Assembleia Legislativa do Amazonas, sob o argumento de que a representação do estado na Câmara dos Deputados não condizia com o número de habitantes, pois tinha como referência um censo defasado.
O Legislativo amazonense argumentou que estados com menor população, como Alagoas e Piauí, têm maior representatividade na Câmara – com nove e dez deputados federais, respectivamente, enquanto o Amazonas tem oito.
Conforme a decisão do TSE, perderiam uma cadeira os estados de Alagoas e Pernambuco, do Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ficarão sem duas cadeiras a Paraíba e o Piauí. Ganhariam uma cadeira o Amazonas e Santa Catarina; duas cadeiras, o Ceará e Minas Gerais. O maior beneficiado seria o Pará, com mais quatro deputados.
A nova composição das bancadas foi definida de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os cálculos levaram em conta a população do estado e os números mínimo (oito) e máximo (70) de parlamentares permitidos por lei para uma unidade da Federação, além do quesito de proporcionalidade exigido pela Constituição.
No entanto, em novembro do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou o Decreto Legislativo 1.361/13, que anulou a resolução do tribunal sobre o número de deputados de cada estado para as eleições de outubro. Ao retomar o julgamento da questão, no dia 27 do mês passado, os ministros do TSE decidiram derrubar o decreto e restabelecer a decisão original. .(ABr)

►CEDAE TERÁ R$ 3,4 BI PARA GUANDU 2
A Caixa Econômica Federal assinou nesta terça-feira (1º) um contrato de empréstimo de R$ 3,4 bilhões para a Companhia Estadual de Águas do Rio de Janeiro, com o objetivo de construir nova estação de tratamento de água potável no Grande Rio. O Complexo Guandu 2 atenderá a 3 milhões de pessoas na região metropolitana fluminense, área que ainda sofre com desabastecimento de água.
Além da estação de tratamento, que terá a capacidade para 12 mil litros por segundo e de armazenar 57 milhões de litros, serão construídos 16 elevatórias (que bombeiam a água até locais mais distantes), 17 reservatórios, 95 quilômetros de adutoras (para abastecer os reservatórios) e 760 quilômetros de tubulações.
Também está prevista a reforma de nove reservatórios que estão fora de operação na região metropolitana. .(ABr)

domingo, 29 de junho de 2014

Escritora Adélia Prado denuncia a ditadura do PT e cala jornalista



PARA ADELIA PRADO GOVERNO DO
PT É UMA DITADURA DISFARÇADA 
"Nós estamos vivendo um tempo muito cinzento, é uma ditadura disfarçada, por causa dos desmandos políticos", diz Adélia Prado no programa “Roda Viva”, da TV-Cultura, da EBC, no último dia 24 de maio. Foi com essas palavras a respeitada e premiada escritora definiu o regime híbrido implantado no país depois da posse do ex presidente Lula, em 2003. Adélia Prado afirmou durante a que nenhum dos principais partidos oferece nomes confiáveis, com programas dirigidos ao atendimento das principais reivindicações do povo manifestadas nas ruas e nas redes sociais.
Para Adélia Prado, às vésperas de uma eleição geral, o que temos é uma geleia geral, de péssima aparência e odor, ao invés da discussão sobre projetos de governo voltados para o interesse da imensa maioria do eleitorado, como Educação, Saúde, Emprego, Desenvolvimento Econômico, combate à corrupção. Ela afirmou   ainda que é inadmissível que a Presidente Dilma Rousseff se reúna com líderes da base governista para exigir que votem, sem maiores discussões, os projetos enviados pelo governo, em especial as Medias Provisórias, que trancam a pauta do Congresso. 
PARA FRANCISCO OS COMUNISTAS
SÃO CRISTÃOS NÃO ASSUMIDOS
 O papa Francisco, cujas críticas ao capitalismo desenfreado levaram alguns a rotulá-lo como marxista, disse em uma entrevista publicada neste domingo que comunistas tinham roubado a bandeira do cristianismo.
Segundo a Agência Reuiters, o pontífice, de 77 anos, deu uma entrevista ao Il Messaggero, um jornal de Roma, para marcar a festa de São Pedro e São Paulo, um feriado na cidade.
Ele foi questionado sobre um post no blog da revista Economist que dizia que ele soava como um leninista quando criticou o capitalismo e pediu uma reforma econômica radical.
"Eu só posso dizer que os comunistas têm roubado a nossa bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. A pobreza está no centro do Evangelho", disse ele, citando passagens bíblicas sobre a necessidade de ajudar os pobres, os doentes e os necessitados.
"Os comunistas dizem que tudo isso é comunismo. Claro, vinte séculos mais tarde. Então, quando eles falam, pode-se dizer: 'mas então você é cristão'", disse ele, rindo.
Desde sua eleição, em março de 2013, Francisco tem frequentemente atacado o sistema econômico global como sendo insensível aos pobres e não fazer o suficiente para compartilhar a riqueza com aqueles que mais precisam.
No início deste mês, ele criticou a riqueza feita a partir de especulação financeira como intolerável e disse que a especulação com commodities (produtos primários como soja, café, açúcar e trigo produzidos pelos países mais pobres) era um escândalo que comprometeu o acesso dos pobres aos alimentos.
GOVERNO REGISTRA O MAIOR
DÉFICIT DESDE MAIO DE 1999
 O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou em maio o pior resultado primário para o mês desde o início da série histórica, em 1999. Segundo números divulgados há pouco pelo Tesouro, o déficit primário totalizou R$ 10,502 bilhões no mês passado. A piora no desempenho fiscal é explicada porque os gastos cresceram mais do que as receitas.
O resultado representa a economia do governo para pagar os juros da dívida pública. O déficit em maio é o pior resultado mensal desde dezembro de 2008, quando a conta ficou negativa em R$ 19,9 bilhões. Naquele mês, no entanto, o Tesouro Nacional havia transferido R$ 14,244 bilhões para o Fundo Soberano do Brasil.
O resultado de maio diminuiu para R$ 19,158 bilhões o superávit primário acumulado nos cinco primeiros meses do ano. O valor é 42,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Uma das explicações para o desempenho ruim em maio está nos dividendos de estatais (parcela do lucro das empresas federais repassadas ao Tesouro Nacional), que totalizaram R$ 779,9 milhões em maio contra R$ 2,341 bilhões em abril.
A piora no desempenho fiscal ocorre porque os gastos aumentaram mais do que as receitas. De janeiro a maio, as receitas líquidas aumentaram 6,5% em relação aos mesmos meses de 2013. Impulsionadas pelos investimentos, no entanto, as despesas subiram 11,1% na mesma comparação.
As despesas de custeio – manutenção da máquina pública – subiram 14,5% no acumulado do ano, com desaceleração em relação à alta de 19,2% registrada no mesmo período do ano passado. As despesas com o funcionalismo público aumentaram 6,6% na mesma comparação, também apresentando desaceleração em relação à alta de 7,1% registrada nos cinco primeiros meses de 2013.
Os investimentos federais – obras públicas e compras de equipamentos – evoluíram no sentido oposto e totalizaram R$ 34,9 bilhões nos cinco primeiros meses de 2014 (aumento de 30%), contra alta de 19,1% registrada até o mesmo período de 2013. As despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento somaram R$ 26,1 bilhões de janeiro a maio, alta de 43,3% na comparação com 2013.

GOVERNO PERDEU R$ 42 BI COM
DESONERAÇÕES DESDE JANEIRO
 Uma das principais armas do governo para estimular o consumo e manter o emprego, as desonerações estão custando cada vez mais ao contribuinte. Segundo a Receita Federal, o governo deixou de arrecadar R$ 42,087 bilhões nos cinco primeiros meses do ano com as reduções de tributos. O montante é 46,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando a renúncia fiscal tinha chegado a R$ 28,642 bilhões.
A maior responsável pelo crescimento é a desoneração da folha de pagamentos, que praticamente dobrou neste ano por causa da inclusão de 16 setores no novo regime, no qual as empresas pagam à Previdência Social 1% ou 2% sobre o faturamento em vez de 20% sobre a folha de salários. Somente com essa desoneração, o governo deixou de arrecadar R$ 7,962 bilhões de janeiro a maio, alta de 85,6% em relação ao observado nos mesmos meses de 2013 (R$ 4,290 bilhões).
A isenção de tributos federais sobre a cesta básica diminuiu o caixa do governo em R$ 3,888 bilhões neste ano, contra R$ 1,715 bilhão nos cinco primeiros meses de 2013. Desde março do ano passado, os produtos da cesta básica não pagam mais PIS, Cofins e IPI. No
Zerada desde fevereiro de 2012, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) também está provocando perdas significativas nos cofres federais. O governo abriu mão de R$ 5,299 bilhões de janeiro a maio com o tributo, que era cobrado na gasolina e no diesel. A quantia é maior que os R$ 4,784 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. A diferença deve-se ao fato de que o aumento no preço dos combustíveis faz a Receita Federal deixar de arrecadar mais em 2014.
Novas reduções de tributos que não vigoraram na maior parte de 2013 também estão aumentando os custos das desonerações. A retirada do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo do PIS e da Cofins das mercadorias importadas fez o governo deixar de arrecadar R$ 1,517 bilhão neste ano. Anunciada em dezembro do ano passado, a redução a zero do PIS e da Cofins na importação de álcool puro e naftalina acarretou a perda de R$ 1,480 bilhão.
De acordo com a Receita Federal, o único tipo de desoneração cujo impacto diminuiu em 2014 foi a do IPI. De janeiro a maio, o governo deixou de arrecadar R$ 4,706 bilhões com o imposto, queda de 6,4% em relação aos cinco primeiros meses de 2013 (R$ 5,028 bilhões). A recomposição gradual das alíquotas do IPI dos veículos, dos móveis e da linha branca – fogão, geladeira, máquina de lavar e tanquinho – é a principal responsável pelo crescimento da receita.
As desonerações foram uma das responsáveis pela queda real (descontada a inflação) de 5,95% na arrecadação de maio. Foi a primeira vez no ano em que a arrecadação federal ficou menor que a do mesmo mês de 2013. (ABr)

"SEM-TETOS" DO ATLETISMO PEDEM A
VOLTA DO ESTÁDIO CÉLIO DE BARROS

O movimento Sem Teto do Atletismo, formado por atletas, técnicos e figuras históricas do esporte, fez na manhã de deste domingo  (29) a 3ª Corrida e Caminhada pela Reconstrução do Estádio de Atletismo Célio de Barros.  O espaço, ao lado do Estádio do Maracanã, foi fechado em março de 2013 e teve a pista profissional retirada durante as obras para a Copa do Mundo. A área foi asfaltada e está servindo de estacionamento durante o mundial. A largada ocorreu às 8h e o percurso deu duas voltas no Maracanã. De acordo com os organizadores, cerca de 300 pessoas participaram do ato.
O professor de educação física e atleta veterano Adalberto Rabelo, um dos organizadores do evento, lembra que o Célio de Barros era o único estádio do Rio de Janeiro onde todas as modalidades do atletismo podiam ser praticadas. “Foi uma agressão o que fizeram ao atletismo nacional, uma agressão muito séria”.
De acordo com ele, o governo do estado sinalizou que o local vai ser reconstruído depois da Copa. “Mas nós não confiamos mais neles, eles destruíram o que é nosso. A gente não tem confiança neles não, tanto que continua esse movimento pela reconstrução, vamos fazer outra corrida em setembro e vamos continuar a luta, fazendo audiências públicas”.
Rabelo lembra que cerca de 2 mil pessoas treinavam no Célio de Barros, entre adultos, veteranos, crianças e atletas profissionais e agora estão sem espaço para se exercitar. “Nós queremos a imediata reconstrução assim que acabe a Copa do Mundo, porque era o único estádio completo de atletismo do estado. As Olimpíadas estão aí e a gente está sem lugar para treinar”.
O Célio de Barros foi concedido ao consórcio vencedor da licitação com o Maracanã e deve ser reformado pela concessionária, mas ainda não há previsão para as obras. (ABr)

►UNIVERSAL EMPREGA EX BISPO RODRIGUES
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o ex-deputado federal Carlos Alberto Rodrigues, conhecido como Bispo Rodrigues, trabalhe em uma emissora de rádio sediada em Brasília (DF). Ele é um dos condenados no julgamento do processo do mensalão do PT por corrupção e lavagem de dinheiro. Na decisão, Barroso considerou que Carlos Rodrigues se entregou “voluntariamente” para o cumprimento da sentença e que não há risco de fuga.
“Constata-se que Carlos Rodrigues apresenta a aptidão para o trabalho pretendido – de supervisor de manutenção na rádio Antena 9″, disse Barroso. A Antena 9 é ligada à igreja Universal, cujo título de bispo foi cassado tão logo Rodrigues foi denunciado na Ação Penal nº 470. Carlos Rodrigues já sido autorizado, mas o benefício tinha sido cassado pelo presidente da Corte, Joaquim Barbosa, que acabou renunciando à relatoria do processo do mensalão sob a alegação de que os advogados dos condenados passaram a atuar politicamente na ação, por meio de manifestos e insultos pessoais.
Barroso já tinha liberado os ex-deputados federais Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Corrêa (PP), Delúbio Soares (ex tesoureiro do PT) e Jacinto Lama (ex tesoureiro do extinto PL) para trabalho externo, além do ex ministro da Casa Civil José Dirceu. Todos, incluindo Rodrigues, foram condenados pelo STF à prisão, em regime semiaberto (entre quatro e oito anos), por participação no mensalão do PT.

►SAÚDE ANULA CONTRATO COM DOLEIRO
O Ministério da Saúde afirmou, nesta sexta-feira (27), que cancelou a parceria para a produção nacional de um medicamento que envolvia o Laboratório Farmacêutico da Marinha e a Labogen, empresa alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Lava Jato. Em março, quando circulou a informação de que o Labogem pertencia ao doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, negou a existência de qualquer acordo entre o Governo e o Laboratório de Youssef.
A contestada parceria já havia sido suspensa em março, até que fosse finalizada uma averiguação interna. Segundo nota da pasta, a sindicância entre Saúde, Ministério da Defesa e a Anvisa “atestou a regularidade do processo e não identificou indícios de irregularidades praticadas por servidores públicos no andamento do projeto”. No caso, a contratação de um ex assessor de Padilha como dirigente do Labogen

►DEPUTADA DESAFIA A JUSTIÇA ELEITORAL
A deputada federal e candidata à reeleição Jandira Feghali (PCdoB) negou-se a cumprir decisão da coordenadora estadual da fiscalização da propaganda, juíza Daniela Barbosa, de interromper um ato partidário que reuniu 7 mil pessoas na casa de espetáculos Via Show, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, apoiando as candidaturas do senador Lindbergh Farias (PT), ao governo, e do deputado federal Romário (PSB), ao senado.
Os responsáveis pelo evento e a deputada, que incitou militantes a hostilizar fiscais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, vão ser processados por descumprimento da ordem judicial. Como possui mandato eletivo, Jandira Feghali não pôde ser presa em flagrante.
O ato foi convocado nas redes sociais para lançar a "frente popular", formada por PT, PV, PCdoB e PSB, mas a legislação proíbe encontros partidários abertos ao público. Os fiscais foram hostilizados e impedidos de entrar na casa de shows pela multidão, que iniciou um quebra-quebra com lançamento de gás de pimenta e tumulto generalizado.
Em menor número, a fiscalização chamou a PM, que aconselhou-a permanecer do lado de fora, onde monitorou o evento e identificou participantes, muitos deles enviados ao local em ônibus fretados. O ato só terminou por volta das 20h30 desta quinta. O relatório será enviado ao Ministério Público Eleitoral, que pode ajuizar ações por propaganda antecipada e abuso do poder econômico.

►PP PODE ROMPER COM PADILHA
Segundo o diário eletrônico “Brasil/247”, portavoz do lulismo, o PP pode romper com a candidatura de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo. A maioria da bancada federal do partido de Maluf em São Paulo é favorável a um rompimento com o PT e a um acordo com o candidato do PMDB ao governo paulista, o empresário Paulo Skaf, presidente licenciado da Fiesp. Nesta segunda-feira (30), o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PP-PI), irá para a capital paulista "entender o impasse".
Na tarde desta sexta-feira (27), Maluf confirmou que a sigla discutia romper com Padilha na composição da chapa de deputados, lançando seus candidatos separadamente. Ele, no entanto, negou risco de haver uma dissolução do acordo em torno de Padilha. Durante a noite, porém, integrantes do PP afirmaram que a sigla estuda, sim, abandonar o candidato do PT. Procurado, o coordenador-geral da campanha de Padilha, Emídio de Souza, disse desconhecer qualquer atrito com o partido aliado.

►PEZÃO ABRE O SACO DE BONDADES
Chegou a 45 o número de projetos que fazem parte do pacote de bondades enviado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição, à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que pode superar a casa de R$ 1 bilhão, uma posição radicalmente contrária ao que o Governador Sergio Cabral fazia desde o primeiro mandato. Inicialmente, seriam 34, mas a exigente e numerosa bancada governista pediu mais e, na sexta-feira, eram 45, número mágico, do PSDB, do presidenciável Aécio Neves, agora apoiado oficialmente pelo PMDB de Cabral e Pezão.
Ficaram apenas quatro para serem votados nesta segunda-feira (30), último dia permitido pelo Código Eleitoral par aprovação de reajuste de tabelas dos servidores públicos.
Uma das “bondades” com o dinheiro público foi a elevação no teto do funcionalismo no estado – que passará de R$ 21.800 para R$ 26.600. O aumento será escalonado em quatro anos. É uma medida que vai beneficiar apenas 759 servidores ativos e 2.101 aposentados, mas que custará aos cofres públicos R$ 8,8 milhões este ano e R$ 216 milhões em 2017, ano em que o salário máximo do funcionalismo atingirá R$ 26,6 mil. O projeto será promulgado nos próximo dias.

►CAXIAS NA COPA DO MUNDO SPECIAL 
O lateral John Lucas Silva, de 17 anos, estará participando de 26 de outubro a 11 de novembro da Copa do Mundo de Futebol Unificado da Special Olympics, que será realizada em Kuala Lumpur, na Malásia. A convocação, assinada pelo chefe da delegação Vagner Bergamo e pelo técnico chefe Márcio Savioli, chegou esta semana à Fundec, responsável pela preparação de atletas especiais no município.
Desde 2013, a Fundec promove atividades esportivas para pessoas com deficiência intelectual e transtorno do autismo em parceria com a Fundação Special Olympics que tem sede em Jundiaí, São Paulo. São oferecidas aulas de judô, ginástica rítmica e desportiva e futebol. A partir do trabalho realizado o atleta John Lucas, que chegou à instituição com limitações intelectuais e social, começou a se destacar no futebol.
Em maio, John Lucas participou do jogo teste para a Copa de Futebol Unificado da Special Olympics, no Rio e, pelo bom desempenho em campo, foi convocado entre outros 200 jogadores. Além da parte esportiva, com nível de habilidade alto, John Lucas melhorou sua vida social e superando a defasagem acadêmica, série e idade.

►PM APREENDE ARMAS E DROGAS EM CAXIAS
Policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) realizaram uma operação na comunidade Parada Angélica, no terceiro distrito de Duque de Caxias, na tarde de sexta-feira (27) contra o roubo de veículos e o tráfico de drogas.
Um homem identificado como Roberto Dias Carvalho, de 33 anos, foi preso com 11.400 sacoles de cocaína, 6.407 pedras de crack, 86 trouxinhas de maconha, um fuzil AR 15, uma espingarda calibre 12 e um rádio transmissor. Uma motocicleta também foi recuperada. A ocorrência foi registrada na 62ª DP (Imbariê).

► MATERIAL PIRATA EM FEIRA DE MALHAS
 Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Propriedade Imaterial (DRCPIM) realizaram, na  manhã de sexta-feira (27), operação para combater a venda de produtos piratas em quatro lojas do Feirão das Malhas, na Rodovia Washington Luiz, em Duque de Caxias. Foram apreendidas mais de mil peças, entre shorts, agasalhos, camisas de seleções e times de futebol.
A operação foi realizada após denúncia das empresas Nike, Adidas e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Quatro pessoas foram conduzidas à especializada, onde assinaram termo de compromisso para comparecer em juízo, e responder pela Lei 9.279/96, que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial, no Art. 190, inciso 1.
A delegada Bárbara Lomba afirmou que notificará as empresas prejudicadas sobre as apreensões e, a partir de então, elas devem dar sequência penal aos casos. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

R$1 - O Outro Lado da Moeda (1 Real - Documentário)



VIDEO MOSTRA COMO MENINAS
SÃO EXPLORADAS SEXUALMENTE
  “Se a esmola é demais, o santo desconfia” é a frase de alerta em campanha da organização não governamental (ONG) 27 BRASIL contra o tráfico de pessoas. Para mostrar a realidade das vítimas nas cidades-sede da Copa do Mundo, a ONG produziu o documentário R$ 1 – O Outro Lado da Moeda, com depoimentos de mulheres e meninas enganadas por falsas promessas. De acordo com a organização, a maioria dos 27 milhões de escravizados no mundo é crianças ou jovens.
“O tráfico de pessoas tem várias faces, mas na questão sexual, o início da cadeia é a exploração sexual de crianças e adolescentes”, disse a diretora executiva da 27 Brasil, Tatiane Rapini. “Há casos em que o pai vende a própria filha ou a menina é enganada com falsas promessas, como a de que vai ser modelo”, completou. Pessoas também podem ser traficadas para o trabalho forçado e para a retirada de órgãos, atividades que movimentam US$ 32 bilhões por ano.
A falta de informação sobre a exploração de crianças e adolescentes, que é crime hediondo, aumenta a vulnerabilidade de vítimas. Somada à falta de acesso a políticas públicas, faz com que “acreditem que podem melhorar de vida”.  No Brasil, na maioria das vezes, as meninas acabam traficadas para outras regiões do país, não necessariamente para o exterior. O fluxo é maior do Norte e Nordeste para o Sudeste, mas há também do Sul para o Norte.
“Manaus tem um histórico de muitas questões [de exploração], inclusive, nas populações ribeirinhas. Nossas organizações parceiras lá, reportam casos de meninas indígenas que sofrem, são levadas e vendidas, é complicado”, acrescenta Tatiane. Em entrevista à Agência Brasil, a lider Maria Alice da Silva Paulino, da etnia Karapãnam confirmou o problema nas aldeias
Com a exibição do R$ 1 – O Outro Lado da Moeda em áreas públicas, a 27 Brasil quer alertar as possíveis vítimas e estimular a sociedade a denunciar às polícias, ao Conselho Tutelar ou ao Disque 100. A entidade indica que são os próprios brasileiros o público-alvo da exploração. “É duro dizer isso, mas quem procura essas meninas menores de idade são homens casados, atrás de uma aventura. Ou seja, pessoas normais”, esclareceu Tatiane.
O documentário em forma de vídeo faz referência a meninas que acabaram exploradas sexualmente por apenas R$ 1, por um pacote de biscoito ou por ofertas como a de uma casa. Já foi exibido em Brasília, no Lixão da Estrutural, em Belo Horizonte, na Fifa Fan Fest e segue em direção a Fortaleza. Chega à cidade-sede da final da Copa, no Rio, em 11 de julho. (Agência Brasil)
LULA ADMITE CULPA DO PT PELOS
XINGAMENTOS NO ITAQUERÃO

O ex-presidente Lula mudou de tom ao se referir aos xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo no Itaquerão. Após culpar a "elite branca" pelas ofensas à presidente Dilma Rousseff, o ex presidente admitiu que o governo "possivelmente tenha culpa" por não ter "cuidado com carinho" da insatisfação de parte da população.
“Me cheirou a coisa organizada (o ataque à presidente). O preconceito, a raiva demonstrada. Possivelmente a gente tenha culpa de não ter cuidado disso com carinho. O PT não pode fazer uma campanha sem discutir o tema da corrupção. Não podemos, como avestruz, enfiar a cabeça na areia e falar ‘esse tema não é nosso’. Nós temos que debater”, disse Lula, em entrevista ao Jornal do SBT.
Desde a semana passada, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, tem defendido uma revisão do PT sobre o episódio. Após ouvir críticas da cúpula do PT ao negar xingamentos a Dilma só da ‘elite branca’, ele reafirmou que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação com o governo, por "ilusão de que o povo pensa que está tudo bem".
Nesta quarta-feira, o ex-presidente ainda comentou o julgamento do chamado “mensalão”. “A minha tese é de que, possivelmente, esse tenha sido o processo que tenha sido julgado com a maior pressão de determinados setores dos meios de comunicação da história da humanidade. Nunca as pessoas envolvidas num processo foram condenadas com tanta antecedência como foi nesse caso. Eu não estou julgando os ministros, e não vou julgá-los, mesmo que uma decisão ou outra não me agrade. Não é meu papel julgar a Suprema Corte. O que eu acho, agora, o que temos fazer, é recontar essa história.”
COMISSÃO DO SENADO EMBARGA
PERDÃO PARA PAÍSES AFRICANOS 
Quatro pedidos da presidente da República, Dilma Rousseff, para o Senado autorizar o governo federal a assinar acordos de reestruturação de dívidas de países africanos, embora estejam prontos para entrar na pauta, enfrentam obstáculos políticos na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). De um total de cinco pedidos, só um deles, em benefício da República do Congo (conhecida como Congo-Brazzaville), foi aprovado pela CAE e pelo Plenário do Senado. De uma dívida de US$ 352,6 milhões, após o perdão de parcelas referentes a mora e outras taxas, o Congo-Brazzaville foi autorizado a pagar ao Brasil US$ 68,4 milhões.
Essas dívidas têm origem em operações de financiamento às exportações brasileiras nas décadas de 1970 e 1980. Os acordos com os países africanos, como argumentam as autoridades econômicas, seguem parâmetros estabelecidos pelo Clube de Paris, instituição informal constituída pelos 19 países desenvolvidos com a missão de ajudar financeiramente nações em dificuldade econômica.
As dívidas de países africanos cujo reescalonamento foi proposto pelo governo somam US$ 709,1 milhões.  O objetivo, como explica o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é permitir que esses países tenham condições de retomar sua trajetória de desenvolvimento e combater a pobreza.
Além do Congo-Brazzaville, são beneficiários Congo-Kinshasa (US$ 4,7 milhões), Zâmbia (US$ 113,4 milhões), Tanzânia (US$ 236,9 milhões) e Costa do Marfim (US$ 1,2 milhão).
O assunto rendeu muita polêmica, tanto na CAE como no Plenário do Senado, que acabou aprovando a Resolução 5/2014. Com novas regras para a renegociação de dívidas de alguns países com o Brasil. De acordo com essa norma, os pedidos devem ser acompanhados de informações de risco político.
O projeto que resultou na resolução foi apresentado pelo senador Pedro Taques (PDT-MT). O texto prevê, como pré-requisitos para análise dos pedidos, o encaminhamento de avaliações internacionais disponíveis sobre a qualidade da democracia e da governança do país tomador.
O governo brasileiro deverá fazer sua análise "com especial ênfase na avaliação de risco de que as vantagens concedidas na renegociação ou rolagem de dívida sejam aplicadas em finalidades diversas das de promoção do desenvolvimento e redução da pobreza no país beneficiário”.
Essa exigência foi incluída no projeto depois que vários senadores denunciaram que alguns acordos de perdão de dívidas já beneficiaram ditadores e governantes envolvidos em denúncias de enriquecimento ilícito.
O projeto de Taques dá ao Executivo a prerrogativa de solicitar, na mensagem que encaminhar o pedido de autorização da operação, sigilo nas suas avaliações sobre a governança do país estrangeiro. O sigilo, no entanto, poderá ser quebrado por decisão do Plenário da Casa. (Agencia Senado)
MPF PROCESSA CONSTRUTORAS POR
COBRAR CORRETAGEM NO MINHA CASA
 O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) está processando mais cinco construtoras e incorporadoras por conta de cobrança irregular de taxa de corretagem no Programa Minha Casa Minha Vida: Morar Construtora e Incorporadora, Comprofar Empreendimentos Imobiliários, De Martin Construtora, MRV Engenharia e Construtora Marselha. Agora já são seis ações contra empresas para coibir esse tipo de cobrança indevida. No início do mês, a Procuradoria havia ajuizado ação contra a Construtora Marselha para condená-la a restituir os valores pagos pelos consumidores a título de honorários de corretagem.
Liminarmente, o MPF requer, ainda, que as cinco construtoras sejam proibidas de efetuar o repasse do valor de corretagem aos compradores das unidades habitacionais do Minha Casa Minha Vida, assim como quaisquer outros custos decorrentes da comercialização dos imóveis.
O MPF/ES oficiou a todas as construtoras e incorporadoras citadas durante a consulta, para que elas possam se manifestar sobre as representações. Também foi enviado ofício à Caixa, solicitando os contratos firmados. 
Um consumidor que comprou imóvel da Construtora Marselha (ação número 0003712-47.2014.4.02.5001) comprovou que lhe foi cobrado R$ 6.750,00 a título de comissão de vendas em um imóvel comprado na Serra por R$ 128.250,00. Um dos comprovantes juntados pelo denunciante ainda discrimina que o valor total das comissões não está incluído no contrato de compra e venda. 
No Programa Minha Casa Minha Vida, ao estimar o valor dos imóveis, a Caixa realiza um estudo antecipado de custo das unidades habitacionais abrangendo todas as despesas necessárias para a viabilização econômica da obra, inclusive o chamado custo de comercialização. Toda a avaliação é considerada para a composição do preço final das unidades habitacionais e está contida no contrato firmado entre o banco e a construtora, instrumento que vincula a sua atuação nas vendas do Programa. 
Portanto, na comercialização de imóveis não deveria ser cobrada a comissão de corretagem. No entendimento do MPF/ES, se de alguma forma se envolve corretora ou profissional de corretagem na venda dessas unidades construídas por força do PMCMV, tais custos deveriam ser suportados pelo vendedor do imóvel, que já teve facilitado crédito para arcar com as despesas de comercialização. (Assessoria de Comunicação Social do MPF)
CAXIAS MELHORA EM SAÚDE
MAS PATINA EM EDUCAÇÃO
O relatório do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), estudo apresentado todos os anos sobre a situação dos mais de cinco mil municípios Brasileiros, classificou as cidades de Guapimirim e Magé, na Baixada Fluminense, em primeiro e segundo lugares, respectivamente, em Saúde, deixando para trás Duque de Caxias e Nova Iguaçu, os dois municípios mais ricos da região. De acordo com o estudo Guapimirim e Magé também melhoraram no setor de Educação em relação a índices conferidos em anos anteriores, ficando nas quinta e oitava posições. Nesse item Guapimirim passou Nova Iguaçu e Mesquita, com Magé ficando na frente de Duque de Caxias, São João de Meriti, Queimados e Belford Roxo. O primeiro município da Baixada em Educação é Paracambi, que na Saúde ficou em oitavo lugar.
O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal é um estudo que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros em três áreas de Emprego & renda, Educação e Saúde. Começou a ser feito em 2008 e usa como base as estatísticas oficiais conferidas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde. “Nosso objetivo não é apontar o que está certo ou errado na gestão dos prefeitos. Ao contrário. É produzir um mapa com o qual o gestor público possa implementar suas políticas e munir o cidadão de informações para que possa cobrar de seus representantes”, explica Jonathas Goulart, especialista em Desenvolvimento Econômico da Firjan.
Outro item em que o município de Magé aparece evoluindo é o Desenvolvimento Humano, apresentando no IFDM com um crescimento de 8,2%, sustentado pela geração de emprego e renda. De acordo com o estudo, o município de Japeri está em último lugar em Educação e Queimados é o lanterninha em Saúde. No rankig total, completa o IFDM, Magé passou do índice de crescimento "regular" para "moderado", o que no estudo significa que uma cidade está saindo da estagnação.

►SERRA CONDENA "LISTA NEGRA" DO PT
Para José Serra, o PT está fora do eixo, diante do artigo do vice presidente do PT, Alberto Cantalice, em que o petista apontou nove jornalistas – Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Danilo Gentili e Marcelo Madureira – de estimularem um discurso reacionário contra o PT e contras  políticas sociais, que permitiram a ascensão de uma nova classe média.
Em artigo publicado no jornal “Estado de São Paulo”, o ex governador paulista defende os colunistas citados
Para José Serra, “ao mais detestável é o fato do partido não se inibe de criar uma lista negra de jornalistas, satanizando-os e, evidentemente, expondo-os a riscos. É desnecessário dizer que tenho diferenças, às vezes severas, com vários deles. Isso é parte do jogo. É evidente que o regime democrático não comporta “listas negras”, sejam feitas pelo Estado, por partidos ou por entidades. Mormente porque, por mais que se possa discordar do ponto de vista de cada um, em que momento eles ameaçaram a democracia? Igualmente falsa - porque há evidência dos fatos - é que sejam tucanos ou "de oposição". Não são. Mas, e se fossem? Num país livre não se faz esse tipo de questionamento.”
Durante a Ditadura de 64, o Governo elaborou um “index” com os nomes dos “inimigos do regime”, que não poderiam ser mencionado pela Imprensa, independente do contexto em que estivessem envolvidos, isto é, a Censura determinou que figuras conhecidas internacionalmente como JK, Carlos Lacerda e D. Helder Câmara. Essa censura prévia continua em vigor para a Igreja Universal, que construiu um grande templo na Avenida que leva o nome do ex arcebispo emérito de Recife e Olinda e um dos fundadores da Conferências Nacional dos Bispos do Brasil.  Na divulgação do endereço do referido templo, a instituição criada pelo bispo Edir Macedo, insiste na antigo denominação daquela artéria da Zona Norte, Avenida Suburbana.

►PSB COLOCA MARINA E CAMPOS NO MESMO NÍVEL
O temperamento explosivo da ex senadora Marina Silva está exigindo dos marqueteiros do PSB o máximo de cuidado na elaboração das peças publicitária, inclusive nas dimensões das imagens dos dois. A  intenção, além de não irritar Marina, é o de explorar ao máximo a imagem da ex Ministra do Meio Ambiente de Lula para impulsionar a candidatura de Eduardo Campos à Presidência. Por isso, o PSB quer dar o mesmo peso aos dois na convenção nacional, marcada para este sábado (28).
Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, os dois aparecem em tamanho idêntico nas peças de propaganda aprovadas pela coordenação da campanha. Um dos jingles repete, inclusive, o refrão: "Eu vou de Eduardo e Marina".
No domingo, Campos receberá apoio do PSL, comandado pelo cartola de futebol Luciano Bivar, ex-dirigente do Sport, de Recife.

►O PREÇO DA REELEIÇÃO DE DILMA
Entusiasta da aliança fechada em reunião relâmpago do PP com o PT pela reeleição de Dilma Rousseff, o deputado Paulo Maluf (PP-SP), que é procurado pela Interpol e proibido de entrar nos EE.UUl, aposta que a presidente se reelege "no primeiro turno".
"Ela tem o que mostrar no programa de TV, os outros só vão criticar. Por que o clima contra a Copa virou? Porque a televisão mostrou que estava tudo certo".
Esbanjando otimismo, Maluf afirma compartilhar com Dilma "o mesmo estilo": "Se o tapete está pegando fogo, não mandamos outro resolver dizendo ah, não sou bombeiro'. Pegamos o copo de água e apagamos o incêndio.

►AINDA FALTAM 10 PARTIDOS
Às vésperas da data-limite determinada pela Justiça Eleitoral (30) para os partidos definirem seus candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República ou que nomes vão apoiar no pleito de outubro, mais de dez partidos ainda vão realizar suas convenções nacionais. Indicações do partido para candidatos a governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputados federais, estaduais e distritais também precisam ser definidos nesse período.
No último dia de prazo, na segunda-feira (30) o Democratas (DEM) se reúne no Hotel Gran Bittar, em Brasília. Na convenção do partido, tucanos aliados históricos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, já confirmaram presença ao lado do presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), do prefeito de Salvador, ACM Neto e do líder na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE).
Nesta quinta (26), o PRP deve anunciar o resultado da votação na convenção nacional que ocorre na sede do partido, em São José do Rio Preto (SP). Amanhã (27) será a vez do PTB que marcou convenção nacional em Salvador. A Executiva Nacional do partido já anunciou no último sábado (21) que vai integrar a aliança em favor do candidato do PSDB à presidência, senador Aécio Neves. Também amanhã o PRB reunirá os convencionais na sede do partido em São Paulo e o PCdoB, em Brasília. Este último deve reiteirar o apoio ao atual governo e a expectativa é que a presidenta Dilma Rousseff, que tem participado das reuniões de todos os partidos que declararam apoio à sua reeleição ao lado do vice Michel Temer, vá ao encontro, no auditório da Câmara dos Deputados.
Sábado, dia 28, será a vez do PSB oficializar as candidaturas do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e da ex-senadora Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. O encontro será conjunto com PPS, Rede, PPL e PHS, que também apoiam a chapa Campos e Marina.
As convenções nacionais do PTC e PSDC ocorrem no domingo (29), em Salvador e na cidade de Paraíso, em São Paulo, respectivamente. Após o período de convenções os candidatos, os partidos políticos e coligações têm até 5 de julho para pedir o registro para as eleições de outubro.

►GREVE NO IBGE AMEÇA A PNAD
A greve dos funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), que completa um mês hoje (26) e já impediu a divulgação completa da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), pode comprometer a coleta de dados e publicação de outros levantamentos do instituto.
A PME, que traz dados mensais da taxa de desemprego de seis regiões metropolitanas, foi divulgada hoje com resultados de apenas quatro. Salvador e Porto Alegre ficaram de fora da pesquisa de maio por causa da greve.
Um dos levantamentos que também poderá ser afetado pela greve é a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), que teve a coleta de dados interrompida parcialmente em alguns estados, como Rio Grande do Norte, o Amapá e a Paraíba, principalmente nos meses de maio e junho.
De acordo com o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, apesar da paralisação parcial ou total dos trabalhos em alguns estados, em outros a coleta de dados ocorre normalmente e a paralisação não é sentida, caso de Minas Gerais e São Paulo, por exemplo.
Além da coleta de dados, a greve também afeta a análise das informações em algumas regiões, o que deixa em suspenso a possibilidade de que a próxima Pnad Contínua com os dados de emprego não seja divulgada. Caso a divulgação seja suspensa, estudos técnicos para o cálculo dos rendimentos que servem de base para o Fundo de Participação dos Estados (FPE) também poderão ser interrompidos.
A presidenta do IBGE, Wasmália Bivar, disse hoje em entrevista que não acredita na possibilidade de suspensão da divulgação da Pnad. Segundo ela, há uma força-tarefa para garantir a coleta dos dados da Pnad e também do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho.
Contrariando as informações da presidenta do IBGE de que a greve está perdendo força,  a representante do Sindicato dos Funcionários do IBGE (Assibge) Ana Carla Magni disse que a paralisação continua e está cada dia mais forte.
“A nossa avaliação é que, a cada dia que passa, mais unidades aderem ao movimento e a nossa mobilização segue forte. A mobilização é contra a desmobilização do órgão, contra o esvaziamento político e a ingerência do governo na instituição. É também contra o corte no orçamento e a redução dos quadros do instituto com a priorização da contratação de trabalhadores terceirizados”, listou. Para ela, se concursos não forem realizados e o quadro recomposto, a tendência é que mais pesquisas tenham a qualidade prejudicada