segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

CRISE DO PETROLÃO JÁ DESEMPREGOU
10.200 TRABALHADORES DO COMPERJ 
Os sindicatos que reúnem os trabalhadores que prestam serviços à Petrobrás no Complexo do Comperj, em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro, já contabilizam a demissão de 10,200 operários pelas empreiteiras contratadas pela estatal para implantar o Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj).
A Associação Brasileira de Empresas de Serviço de Petróleo, com base no Rio de Janeiro, divulgou no fim do ano que cerca de 10 mil pessoas já foram demitidas no setor, após as denúncias de corrupção na Petrobras. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese) também publicou no mesmo período, um estudo preliminar sobre o impacto que uma interrupção nos investimentos da Petrobras pode causar na economia.  Nesta segunda-feira (5),foram registradas mais 200 demissões.
Com relação ao Rio de Janeiro, a pesquisa ressalta que em Niterói, na região Metropolitana, as empresas mais afetadas são os estaleiros Mauá, Eisa Petro-Um, Brasa, UTC e Enaval, que demitiram uma média de 600 pessoas em 2014, de um total de 12.000 trabalhadores no município. Os dados foram baseados em informações do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
As demissões desta segunda (5) partiram do consórcio CPPR, formado pelas empresas Odebrecht, Mendes Júnior e UTC. As informações são do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial de Itaboraí (Sintramon), que vem acompanhando o processo de baixa dos funcionários das terceirizadas desde outubro do ano passado. Segundo o presidente do sindicato, Paulo Cesar Quintanilha, uma das empresas mais afetada com a crise é a Alumini Engenharia. Em outubro a Alumini começou a dispensar o seu pessoal nas obras, sem pagar, no entanto, a rescisão contratual. Os 469 ex-funcionários conseguiram no Ministério Público do Trabalho, em Niterói, um acordo extrajudicial para receber os direitos em três parcelas, que deveriam ser depositadas pela empreiteira nos dias 17, 19 e 22 de dezembro.
Quintanilha contabiliza cerca de 2,5 mil empregados da Alumini ainda remanescentes nos canteiros de obras do Comperj, mas a maioria esmagadora com os seus salários atrasados desde dezembro. "Estamos com uma média de 180 agentes do sindicato dialogando com esse pessoal. Colocando à disposição deles o nosso departamento jurídico para eles tentarem na Justiça receber os seus direitos. Pretendemos entrar com uma liminar para tentar o desbloqueio da conta da Alumini para pagamento desses funcionários", adiantou o sindicalista.
Pelas estatísticas do sindicato, cerca de 18 mil trabalhadores de 16 construtoras mantém as atividades no Comperj. Uma das mais afetadas é a GDK S.A, com 250 empregados, atualmente, mas com uma média de 120 já demitidos no final do ano passado. "Se o ritmo de demissão continuar assim, teremos uma grave crise no setor, com certeza", avalia Quintanilha, que estima mais 1.400 baixas pelas empreiteiras até o final de janeiro. 
PETROBRAS GASTOU R$ 59 BI
COM EMPRESAS DE FACHADA 
Desde 2005, a Petrobras já investiu US$ 21,9 bilhões – cerca de R$ 59 bilhões – por meio de rede de empresas paralelas criadas para executar obras de grande porte sem se submeter à fiscalização de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU). A informação é do jornal O Globo. De acordo com reportagem publicada neste domingo pelo jornal carioca, embora reconheça a legalidade da constituição das chamadas sociedades de propósito específico (SPEs) para a captação de recursos no mercado, o TCU alerta para a “expansão descontrolada” desse modelo. A Petrobras, no entanto, argumenta que seus negócios têm caráter privado e resiste à fiscalização.
As sociedades de propósito específico têm sido usadas para a execução de obras como gasodutos, plataformas, refinarias e transporte de óleo. O TCU identificou superfaturamento de 1.800% em um dos trechos da rede de gasodutos Gasene, entre o Rio de Janeiro e a Bahia.
Segundo os auditores, a estatal criou empresa de fachada para construir o gasoduto, utilizando a sede de um escritório de contabilidade contratado para o negócio. A Petrobras nega “qualquer ligação societária” com a Transportadora Gasene. Lideranças da oposição defendem a instalação de uma nova CPI para apurar esta e outras suspeitas.
De acordo com o Globo, as SPEs começaram a ser estruturadas ainda no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e prosseguiram nos governos Lula e Dilma. Mas só em 2005, contam os repórteres Vinícius Sassine e Eduardo Bresciani, a Petrobras começou a informar detalhes contábeis dessas empresas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão que regula o mercado de capitais.
Ainda segundo o jornal, essas empresas são criadas para captar recursos para determinada obra, mas têm todas as garantias da estatal para o investimento, inclusive em caso de insucesso do projeto.
A Petrobras recorreu nos últimos dias de determinação do TCU para que envie documentos básicos sobre a construção do Gasene no trecho onde foi constatado superfaturamento.

►MARTA DENUNCIA JUCA FERREIRA À CGU
A ex-ministra da Cultura Marta Suplicy (PT) encaminhou à Controladoria-Geral da União (CGU) documentos que sugerem irregularidades em contratos de R$ 105 milhões firmados pelo ex-ministro Juca Ferreira, que retorna ao comando do ministério nesta segunda-feira (12). De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, as suspeitas recaem sobre a relação do ministério com uma entidade que presta serviços à Cinemateca Brasileira, órgão vinculado à pasta com sede em São Paulo. O uso dessa verba está entre os “desmandos” que a senadora paulista alegou terem sido cometidos pelo ex-titular da pasta assim que foi anunciada a volta de Juca à Cultura. Ele foi ministro entre 2008 e 2010, no segundo governo Lula. “A população brasileira não faz ideia dos desmandos que este senhor promoveu à frente da Cultura brasileira. O povo da Cultura, que tão bem o conhece, saberá dizer o que isto representa”, escreveu a ex-ministra em seu Facebook no mês passado.
Segundo o repórter Fábio Fabrini, auditorias da CGU apontam problemas no uso de recursos do ministério pela Sociedade Amigos da Cinemateca (SAC), entidade que dá apoio aos projetos de preservação da produção audiovisual. A pasta repassou R$ 111 milhões à SAC entre 1995 e 2010. Desse total, 94% se referem a uma parceria executada na gestão de Juca.
De acordo com o Estadão, um dos relatórios diz que a entidade foi contratada por escolha do ministério sem consulta a outros interessados e que projetos foram aprovados sem avaliação adequada de custos. A auditoria também aponta como irregular a cobrança de taxa praticada pela instituição para cobrir despesas com a administração de projetos. Para atividades de R$ 49 milhões, por exemplo, a taxa cobrada foi de R$ 2,6 milhões. Os auditores também destacam a dispensa irregular de licitações, o favorecimento de funcionários da Cinemateca e a falta de prestação de contas. Juca Ferreira não quis comentar o assunto.
Em entrevista publicada domingo pelo Estadão, a senadora Marta Suplicy abriu fogo contra a presidente Dilma e o PT. A petista disse que o ex-presidente Lula gostaria de ter sido o candidato do partido ao Planalto em 2014 e que ele não tem hoje qualquer ascendência sobre Dilma, a quem ela responsabiliza pelo “fracasso” da política econômica. Ela também disparou contra o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, chamado por ela de “inimigo”, e o presidente do PT, Rui Falcão, qualificado como “traidor” do partido. Marta também afirmou que não reconhece mais a legenda que ajudou a fundar. “Ou o PT muda ou acaba”, declarou.
A senadora admite deixar o partido e diz ter convite de quase todas as legendas, com exceção do PSDB e do DEM. Dentro do PT, é dada como certa sua saída para disputar a prefeitura de São Paulo em 2016 contra o atual prefeito, o petista Fernando Haddad, que deve concorrer à reeleição. Juca foi secretário municipal de Cultura de Haddad.
Em novembro do ano passado, quando deixou o Ministério da Cultura, Marta divulgou uma carta à presidente Dilma com críticas à condução da economia e à falta de recursos de sua pasta. “Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país. Isto é o que hoje o Brasil, ansiosamente, aguarda e espera”, escreveu na ocasião.

►CONGRESSO CUSTARÁ R$ 151 MIL PER CAPTA
O país gastará por mês R$ 151 mil com cada um de seus 594 congressistas a partir de fevereiro. Até o final do ano, a Câmara e o Senado vão desembolsar mais de R$ 1 bilhão apenas com os vencimentos e os principais benefícios pagos a deputados e senadores.
O levantamento é da Folha de S. Paulo e considera salários, auxílio-moradia, ajudas de custo para quem se muda para o Distrito Federal, além de passagens aéreas e verbas para os gabinetes.
Os gastos com os parlamentares, no entanto, são ainda maior, pois alguns itens são de difícil mensuração, como o reembolso por despesas médicas, cota gráfica e manutenção dos apartamentos funcionais, observa a reportagem. Na nova legislatura, cada parlamentar receberá por mês salário de R$ 33,7 mil. Nos últimos quatro anos a remuneração foi de R$ 26,7 mil.
Entre outros benefícios, os deputados têm direito a auxílio-moradia de R$ 3,8 mil, cota para atividade parlamentar, de R$ 27,9 a R$ 41,6 mil, conforme o estado, e verba de gabinete de R$ 78 mil para contratar até 25 funcionários. No Senado, a verba de gabinete é de R$ 80 mil e cada senador pode ter até 55 assessores. Os senadores ainda podem utilizar carro oficial e telefone celular de maneira ilimitada.
De acordo com a Folha, o orçamento previsto para o Congresso em 2015 é de R$ 9 bilhões, superior ao de estados como Acre e Roraima.

►SERGIO CABRAL QUER SER PREFEITO
Queiram ou não reconhecer adversários e aliados, Sérgio Cabral ainda é hoje o maior líder político do Rio – ninguém, porém, até hoje, foi maior que o caudilho Leonel Brizola, que espalhou discípulos por mandatos no Rio: Cesar Maia, Saturnino Braga, Garotinho e Rosinha, e indiretamente os próprios Cabral e Paes, embora tucanos inveterados escondidos no PMDB.
A revelação bomba foi feita hoje pelo jornalista Leandro Mazzini, em seu blog “Coluna Esplanada”, onde garante que o ex governador será candidato a prefeito do Rio em 2016, “a despeito de sua renúncia para o governo do Rio, em baixa aprovação depois da revelação das farras de Paris e MonteCarlo; de sua ligação de amizade com o enrolado Fernando Cavendish da Delta Construtora; e da agora assombrosa citação de seu nome na delação de Paulo Costa, ex-Petrobras, como um dos recebedores de propina”.
Ainda segundo Mazzini, Sérgio Cabral ainda dá as fichas veladamente na política municipal e estadual. Apesar de ter desistido da volta ao Senado para não ser derrotado vexatoriamente por uma estrela em ascensão, o ex-deputado Romário (PSB), o ex-governador prepara seu grande lance.
Cabral será candidato à prefeitura do Rio de Janeiro. Nunca dirá abertamente até o registro de candidaturas em 2016. É o seu sonho. Foi a única eleição que perdeu até hoje (disputou em 1992 e ficou em quarto lugar, quando foi eleito Cesar Maia).
E será um candidato legítimo, alçado a um dos realizadores dos Jogos Olímpicos que vão ocorrer a menos de dois meses do futuro pleito. Cabral vai usar as Olimpíadas como trunfo e mote de campanha. Ele foi o patrocinador maior da candidatura do Rio.
Não haverá cenário melhor para seu lance. Mas a maratona será grande. Ainda desfila no imaginário carioca com um invisível guardanapo na cabeça, como seus asseclas de Paris.

►PROCON BATE DE FRENTE COM AGETRANSP
Diante da passividade com que a Agetransp, órgão criado par fiscalizar os serviços concedidos em relação à Supervia, o Procon/RJ resolveu sair a campo e sacar o auto de infração contra a empresa responsável pelos trens do Grande Rio. Foi por isso que o Procon Estadual, ligado à Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, autuou a SuperVia nesta quinta-feira (08) por causa da colisão de trens do ramal de Japeri que ocorreu na Estação Presidente Juscelino na última segunda-feira (05). O acidente deixou 158 feridos, segundo noticiado, e vários passageiros tiveram seus pertences furtados durante a confusão.
De acordo com a autarquia, a operacionalização do sistema de trens urbanos não deveria permitir que um trem se chocasse com um outro parado. Por isso, a empresa deverá ser multada.
Segundo o Procon Estadual, de acordo com o art. 6° do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o consumidor possui o direito básico de adequada prestação dos serviços públicos em geral. Além disso, o CDC, em seu art.22, diz que órgãos públicos ou suas concessionárias são obrigados a fornecer serviços eficientes e seguros.
O ato sancionatório determina que a Supervia apresente sua defesa em um prazo de 15 dias após receber a notificação. Caso sua defesa não seja aceita pelo departamento jurídico do Procon Estadual, a concessionária será multada - o valor vai ser calculado a partir do relatório econômico com base na receita bruta da concessionária nos últimos três meses.


►TELEFONES MUDOS EM ANGRA DOS REIS
O juiz Ivan Pereira Mirancos Júnior, da 1ª Vara Cível de Angra dos Reis, no Litoral Sul do Estado, determinou que a operadora Vivo restabeleça integralmente, em 10 dias, os serviços de telefonia, internet, transmissão de dados e voz, mensagens na cidade, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada reclamação registrada junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 
A decisão liminar foi proferida na ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Rio, em virtude da constante falha na prestação dos serviços.
Segundo o juiz, a própria Anatel informou que a Vivo não atingiu a taxa mínima de eficiência dos serviços a ela concedidos. No relatório da agência anexado aos autos consta o registro de centenas de reclamações e os inúmeros transtornos causados aos moradores e turistas que transitam na cidade. 
A decisão fixa também multa no valor de R$ 10 milhões por mês ou fração mensal caso a Vivo não alcance a taxa mínima de eficiência imposta pela Anatel.  O juízo poderá ainda determinar a suspensão da comercialização de quaisquer produtos da operadora no Município de Angra , em caso da continuidade dos problemas e falhas na prestação de seus serviços, que evidencie o descumprimento da determinação judicial.

►TCE FARÁ AUDITORIA NO RIOCARD
O presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ), Jonas Lopes de Carvalho Junior, afirmou, quinta-feira (8), que o Tribunal iniciaria auditoria no sistema de informática da RioCard nesta segunda-feira (12). A fiscalização, anunciada durante a solenidade de posse do conselheiro na presidência para o biênio 2015/2016, marca o início da segunda fase da auditoria que a Corte de Contas realiza, desde outubro passado, no Bilhete Único intermunicipal, que conta com subsídios do erário estadual da ordem de R$ 600 milhões por ano. A fiscalização verificou indícios de irregularidades "sérias e graves" e Jonas Lopes não descartou a possibilidade de o TCE-RJ questionar o governo do estado sobre os problemas encontrados, já que contratos foram assinados por seus representantes. "Não importa quem esteja sentado na cadeira. Vai ter que responder quem tem que responder", garantiu.
As irregularidades já apontadas pela fiscalização do TCE-RJ servirão de base para a revisão do sistema pelo governo do estado, conforme anunciou o secretário estadual de Transportes, Carlos Osório. O secretário e o presidente do Tribunal se reuniram para discutir o tema horas após a posse de Jonas Lopes e de seu vice, Aloysio Neves Guedes. "Vamos tomar providências em estreita parceria com o TCE. Queremos trabalhar em parceria com o Tribunal. O objetivo do Tribunal é o mesmo do Estado do Rio de Janeiro: que tenhamos um programa, que é vital para a população, sendo executado de maneira correta, com transparência e confiabilidade", destacou Osório.
De acordo com Jonas Lopes, a fiscalização na RioCard é fundamental para a conclusão da auditoria. Ele destacou que a RioCard, empresa que gerencia o Bilhete Único em nome da Fetranspor, negou informações aos técnicos do Tribunal, o que configura crime, e que o fato será levado ao Ministério Público.
"Também vamos comunicar à Assembleia Legislativa o descumprimento do convênio por parte da RioCard". O conselheiro acrescentou que o TCE-RJ poderá determinar que o estado faça licitação para a gestão do Bilhete Único. "Estamos avaliando a razão de um convênio, e não de uma licitação, para uma empresa gerir esse programa, que é de grande alcance social. Um convênio administrativo pressupõe uma comunhão de interesses e que seja feito sem fins lucrativos, o que me parece não ser o caso da RioCard".
O relatório da primeira fase da auditoria do TCE-RJ será votado em plenário nos próximos dias. Entre os problemas apontados pela fiscalização estão a falta de transparência, cadastros de CPFs que não são checados, falta de fiscalização por parte do governo e falta de informação para o usuário, por exemplo.
"Tem a questão absurda dos créditos expirarem em um ano e ninguém dizer para onde vai o dinheiro que não foi gasto", ressaltou Jonas Lopes. De acordo com ele, a auditoria vai permitir também o entendimento do aumento dos gastos com o subsídio das passagens.
"Começou, salvo engano, em R$ 220 milhões. E hoje está na casa dos R$ 600 milhões. Os operadores do sistema fazem uma estimativa do número de pessoas transportadas e cobram do estado o subsídio, que é pago semanalmente e antecipadamente. Para isso, fazem a estimativa do número de passageiros transportados. E são eles que informam ao estado o número de passageiros transportados ao final da semana, para haver a compensação. Se foi menos, tem dinheiro a devolver. Ao contrário, a receber. Mas é a própria Fetranspor que informa o número de passageiros transportados. E o estado, no entender do TCE-RJ, não conta com fiscalização correspondente ao vulto do programa", observou.

►MAGISTÉRIO: ANGRA FARÁ CONCURSO PÚBLICO
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) firmou com o Município de Angra dos Reis um termo de ajustamento de conduta (TAC) para regularizar o preenchimento dos cargos efetivos da Secretaria Municipal de Educação. Pelo acordo, proposto pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Angra dos Reis, a Prefeitura terá que realizar concurso público no prazo máximo de 90 dias para os cargos efetivos de Docente I, Docente II e Pedagogo.
O documento foi assinado no dia 23 de dezembro de 2014 e estabeleceu a homologação do certame em, no máximo, 120 dias, para provimento imediato de 62 cargos de Docente I, 70 cargos de Docente II e 21 cargos de Pedagogo. Até o final do prazo de validade do concurso público deverão ser providos, ainda, mais 218 cargos de Docente I, 76 de Docente II e 65 para o de Pedagogo.
O Município se comprometeu também a promover a rescisão de cada um dos contratos temporários atualmente existentes. Essa rescisão se dará na proporção do provimento dos cargos, no prazo máximo de dez dias a contar do efetivo exercício de cada novo servidor no cargo para o qual foi aprovado. Ainda segundo o documento, a previsão é de que, no prazo máximo de 330 dias, contados a partir da celebração do TAC, todos os contratos temporários serão gradual e formalmente rescindidos pelo gestor público, evitando-se, assim, prejuízos na prestação dos serviços públicos educacionais. E a administração pública não poderá realizar novas contratações temporárias e nomeações para cargos comissionados.
O promotor em exercício na 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, Alexander Véras Vieira, manterá o inquérito em aberto para fiscalização do cumprimento de execução do termo assinado. O trabalho contou com o apoio dos integrantes do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Proteção à Educação do MPRJ. 

►JUSTIÇA PUNE CASAS BAHIA E PONTO FRIO
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve decisão condenatória contra a Via Varejo, empresa que administra as varejistas Casas Bahia e Pontofrio, por descumprimento do prazo estabelecido no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078) para troca de produtos com defeito. O acórdão determina que a empresa receba produtos comercializados que apresentem vícios, desde que a reclamação do consumidor seja efetuada no prazo de 30 dias, para produtos não duráveis, ou 90 dias, para duráveis. Em caso de descumprimento, a multa será R$ 10 mil.
De acordo com a ação civil pública ajuizada pelo MPRJ, a empresa se recusava a receber, para análise e possível troca, produtos com vícios, após passados três dias da compra, e direcionava o cliente para uma empresa de assistência técnica especializada. Conduta que, de acordo com a ação, afronta o artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor, que prevê solidariedade entre os fornecedores.  

BANCO NÃO PODE BLOQUEAR CARTÃO DE CRÉDITO
O Bradesco terá que pagar multa diária de R$ 10 mil caso bloqueie ou cancele cartão de crédito por atraso no pagamento de qualquer serviço ou produto adquirido pelo correntista diretamente do banco. A sentença foi obtida na Justiça pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e confirmada, por unanimidade, pelos desembargadores da 25º Câmara Cível, no último dia 15, ao analisarem recurso interposto pela empresa. No caso de descumprimento, a instituição financeira terá que pagar multa diária de R$ 10 mil.
A ação foi originalmente proposta pela 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor e do Contribuinte. A sentença dos desembargadores confirma a decisão da 6ª Vara Empresarial que anula, ainda, a cláusula contratual disposta no item 7 do capítulo 27 (Contratação) do Regulamento de Utilização do Cartão de Crédito, que diz que “o emissor poderá recusar autorização, bloquear ou mesmo cancelar o Cartão se constatar a impontualidade ou registro do nome do Associado nos Serviços de Proteção ao Crédito, o não pagamento dos débitos perante as empresas do Banco Bradesco S.A., nas respectivas datas de pagamento, bem como o excesso do limite de crédito”.
No caso de aplicação de qualquer outra cláusula de teor igual ou equivalente, em qualquer outro instrumento contratual que utilize para o fornecimento de serviço de crédito, a pena será de multa diária, no valor de R$ 10 mil, por contrato firmado. (Processo nº: 0241107-81.2013.8.19.0001). 
MP DO TRABALHO INTERVÉM
NAS DEMISSÕES NO COMPERJ 
O Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ), em Niterói, região Metropolitana do Rio de Janeiro, vai realizar nesta quarta-feira (14), a audiência com a empresa Alumini Engenharia e os sindicatos dos operários que trabalharam na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que apresenta diversas irregularidades, motivo para que a Justiça decretasse a indisponibilidade dos valores depositados na rede bancári. O encontro convocado pelo MPTr é para tentar solucionar o pagamento de verbas rescisórias e férias devidas a 469 empregados demitidos no ano passado, além de funcionários na ativa. O descumprimento, por parte da Alumini, do pagamento da última parcela relativa ao acordo trabalhista firmado com o MPT-RJ, vem gerando protestos dos trabalhadores.
A audiência, marcada para às 13 horas, foi convocada pelo procurador do trabalho em Niterói Maurício Guimarães de Carvalho, responsável pelas investigações do caso. Representantes da empresa e da Petrobras deve estar presente, além de membros dos Sindicatos dos Trabalhadores do Plano da Construção Civil Pesada e do Mobiliário de São Gonçalo e Região (Sinticom) e dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Montagem e Manutenção Industrial no Município de Itaboraí (Sintramon).
Os representantes do Sinticom alegaram que acordos, firmados entre a empresa e o MPT-RJ, estariam sendo descumpridos pela Alumini. O pagamento da última parcela referente às verbas rescisórias e das férias acrescidas do terço constitucional de trabalhadores dispensados entre novembro e dezembro não teria sido feito pela construtora, além de pendências de férias de empregados ativos.
Pelo termo de mediação e compromisso, essa última parcela deveria ter sido paga em 22 de dezembro. As outras duas parcelas, previstas para os dias 12 e 19 de dezembro, já foram depositadas pela Alumini.
Segundo o próprio MPT-RJ, pelo acordo firmado, a empresa também se comprometeu a pagar, até o dia 30 de dezembro, R$ 250 a cada um dos empregados dispensados, a título de indenização pelos problemas acarretados. Além disso, deverá comprar as passagens terrestres ou aéreas de retorno para os trabalhadores dispensados, conforme previsto em convenção coletiva.
EMPREITEIRO PRESO DIZ QUE
PT ESTÁ “PREOCUPADÍSSIMO” 
Preso desde novembro em Curitiba, o presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, afirmou em anotações à mão que as irregularidades descobertas na diretoria de Abastecimento da Petrobras são “fichinha” perto das cometidas em outras áreas da estatal. A informação é da revista Veja. Segundo a reportagem, Ricardo escreveu que o tesoureiro da campanha à reeleição de Dilma, o deputado Edinho Silva (PT-SP), está “preocupadíssimo” com a associação entre as contribuições eleitorais à petista e o esquema na Petrobras.
“Todas as empreiteiras acusadas de esquema criminoso na Operação Lava Jato doaram para campanha de Dilma. Será se (sic) falarão sobre vinculações campanha x obras da Petrobras?”, anotou Ricardo, considerado o coordenador do “clube” de empreiteiras que atuavam como cartel na prestação de serviços à Petrobras, de acordo com as investigações da Operação Lava Jato. “Já pensou se há vinculações em algumas delas. O que dirá nosso procurador-geral da República. STF a se pronunciar”, emendou.
As anotações são vistas como um recado das empreiteiras para o PT e o governo contra eventuais punições.
Na delação premiada, o executivo da Toyo Setal, Augusto Mendonça, disse que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque operava para o PT, pedindo doações como contrapartida por contratos da empresa. Duque nega. “O que foi apresentado sobre a área de Abastecimento da Petrobras é muito pequeno quando se junta tudo a Pasadena, SBM, Angola, esquema argentino, Transpetro, Petroquímica e outras mais. Ah, e o contrato de meio ambiente na Petrobras Internacional? Se somarmos tudo, Abastecimento é fichinha”, escreveu Ricardo Pessoa, segundo Veja.
Edinho Silva nega preocupação e diz que todas as doações recebidas por Dilma na campanha foram legais e declaradas devidamente à Justiça eleitoral. O petista afirma, ainda, que o PT não recebeu doações da UTC.

domingo, 11 de janeiro de 2015

SE FERNANDO BAIANO ABRIR
O BICO BRASÍLIA VAI TREMER 
 Uma nota publicada neste sábado pelo colunista Jorge Bastos Moreno revela que o lobista Fernando Baiano, preso na Operação Lava Jato e tido como operador do PMDB, além de muito próximo à empreiteira Andrade Gutierrez, que até agora passou incólume pela Lava Jato, estaria prestes a fazer delação premiada.
Fernando Baiano pode ampliar a lista dos políticos
envolvidos no Petrolão
Pela sua ligação antiga com o comando do PMDB, a possível delação premiada do lobista deve fazer tremer os principais endereços da área nobre de Brasília, pois, nos termos da legislação sobre essa forma de acordo entre o denunciado e o Ministério Público, além de permitir a redução da pena, irá fornecer provas robustas contra os demais envolvidos no esquema criminoso. Para se beneficiar da atenuação da pena e até de uma possível absolvição, o beneficiário da chamada delação premiada deverá fornecer as provas que o Ministério Público e a Polícia Federal ainda não conseguiram, como documentos contábeis das operações ilegais, com indicação das contas bancárias envolvidas e dos seus respectivos titulares.
Esse processo foi utilizado no caso do Mensalão, em benefício do ex deputado e ex presidente do PTB, Roberto Jefferson, que, entre outras coisas, reconheceu que fora beneficiado com cerca de R$ 4 milhões do esquema operado pelos cabeças do processo, inclusive o ex chefe da Casa Civil, José Dirceu e o ex presidente do PT, José Genoíno.
Os que receberam ajuda de Fernando Baiano também podem se beneficiar da delação premiada, se entregarem novos detalhes do esquema criminoso que operava a partir da direção da Petrobrás.
PETROBRÁS DECIDE PROCESSAR
O CARTEL DAS CONSTRUTORAS 
Ao contrário da Controladoria Geral da União (CGU), que patrocina um acordo de leniência para impedir que as empresas denunciadas no Petrolão percam o direito de continuar operando para a Petrobrás, a direção da estatal decidir sair do “corner” e partir par o ataque. Par isso, encaminhou no último dia 29 de dezembro ofícios às 23 empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, condicionando o fim do impedimento de contratação dessas empresas à confissão de participação no cartel e ao ressarcimento dos danos aos cofres da estatal. 
A pressão pelos acordos de leniência e de colaboração com as investigações se baseia em regras internas da Petrobrás. Desses acordos dependem o fim do bloqueio administrativo imposto cautelarmente às maiores empreiteiras do País, a exemplo de OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Reportagem dos jornalistas Fausto Macedo e Ricardo Brandt, do jornal O Estado de S. Paulo informa que os termos de leniência deverão atender a cinco exigências: reconhecimento de culpa; compromisso com o ressarcimento dos prejuízos causados, inclusive à imagem da estatal; repactuação dos contratos vigentes; adoção de medidas adequadas de compliance; e atendimento a eventual outra condição imposta pelas autoridades de investigação.
As 23 empreiteiras são Alusa, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Carioca Engenharia, Construcap, Egesa, Engevix, Fidens, Galvão Engenharia, GDK, IESA, Jaraguá Equipamentos, Mendes Júnior, MPE, OAS, Odebrecht, Promon, Queiroz Galvão, Setal, Skanska, Techint, Tomé Engenharia e UTC. O bloqueio de contratos e a pressão pelos acordos de leniência integram o pacote de sanções administrativas adotadas preventivamente pela estatal após as empreiteiras terem sido citadas como parte de um cartel que de maneira organizada fatiava obras da estatal petrolífera.
Ao determinar quais são as empresas participantes do cartel, a Petrobras considerou os depoimentos de quatro delatores da Lava Jato: o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e os executivos dos grupos Toyo e Setal Julio Camargo e Augusto Ribeiro.
“Considerando a gravidade dos fatos apontados, bem como o perigo iminente de novos danos à Petrobras, estamos adotando, desde já, cautelarmente, a medida de bloqueio”, explica o atual diretor de Engenharia, Tecnologia e de Materiais da estatal, José Antônio de Figueiredo, ao Estadão.
O acordo de leniência, no entanto, não ´s suficiente para que as empresas voltem a negociar com a Petrobras. Há outras duas condições: eventual aplicação de sanção administrativa pela Petrobrás ou decisão em sentido contrário baseada na instrução a partir das defesas das acusadas. Por isso, foi dado às empresas prazo de 15 dias para que elas apresentassem suas fundamentações.
Vinte e cinco executivos e funcionários de 6 das 23 empresas do “cartel” foram denunciadas pela força tarefa da Lava Jato, em dezembro passado, no primeiro pacote de acusações do caso, na ação batizada de Juízo Final. Onze deles permanecem presos preventivamente na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR), desde o dia 14 de novembro, quando foi deflagrada a sétima fase da operação. Todas as empreiteiras negam a prática de cartel. Parte diz que foi vítima de extorsão de lobistas. Outras empresas afirmam que não houve pagamento de propinas e que venceram licitações segundo a lei.
Em 30 de dezembro a Patrobrás soltou nota comunicando a medida aprovada pela Diretoria Executiva em que afirma que “a adoção de medidas cautelares, em caráter preventivo, pela Petrobrás tem por finalidade resguardar a companhia e suas parceiras de danos de difícil reparação financeira e de prejuízos à sua imagem”. (Com ABr)
“PEDALADA” BILIONÁRIA DIFICULTA
O AJUSTE NO SETOR ELÉTRICO 
O governo federal empurrou conta de R$ 1,25 bilhão do setor elétrico para 2015. A ordem bancária foi emitida no dia 31 de dezembro, às 15h16, no Sistema Integrado de Administração do Governo Federal (Siafi), quando os bancos sequer estavam funcionando. Sendo assim, tais recursos só serão realmente pagos, isto é, considerados despesa governamental para efeito de superávit primário, neste ano.
A herança não era esperada pelo novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já que o ex-secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, havia prometido repasses ao setor elétrico em dezembro. Contudo, junto com a “pedalada”, o rombo no setor elétrico pode somar R$ 6 bilhões.
Além da manobra fiscal, o ministro Levy terá que arrumar recursos para cobrir o déficit de 2014 da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que financia a redução nas tarifas de energia.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já trabalha com estimativa de saldo negativo de R$ 4,5 bilhões. A maior parte dessa despesa é subsídio devido pelo Tesouro Nacional relativo a despesas ocorridas ao longo de 2014, mas que ainda não foram contabilizados nas estatísticas do setor.
O balanço se refere apenas a gastos do ano passado que não foram cobertos pelo Tesouro. Não inclui, portanto, as despesas de 2015, que serão novamente elevadas por causa da baixa quantidade de chuvas. Também estão fora os pagamentos da energia gerada pelas termelétricas em novembro e dezembro de 2014, gasto estimado em R$ 3 bilhões que vence em janeiro e fevereiro e para o qual ainda não há solução.
O ministro Levy tem dito que não pretende usar recursos do Tesouro Nacional para socorrer o setor elétrico. Segundo declarações, o ajuste tem que ser feito por meio de repasses à tarifa de energia elétrica.(Com Contas Abertas).
ELÉTRICAS PEDEM NOVO
REAJUSTE NAS TARIFAS 
O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, defendeu nesta sexta-feira (9), como possível solução para os problemas de caixa das distribuidoras de energia elétrica, a aplicação de um reajuste tarifário extraordinário. Leite fez a proposta após encontro com o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, e representantes de associações ligadas ao setor de energia.
Após a reunião, que ocorreu na sede do Ministério das Minas e Energia, Braga disse que ouviu as propostas das distribuidoras e que o governo está trabalhando na busca de uma “solução estrutural” para os problemas do setor.
A sugestão, segundo ele, objetiva encontrar formas de compensar o valor gasto a mais pelas distribuidoras na compra de energia em razão do baixo volume dos reservatórios das usinas hidrelétricas e da necessidade de acionamento de usinas termelétricas. Para liquidar débitos referentes a novembro do ano passado, as distribuidoras terão de desembolsar R$ 1,6 bilhão. Em relação a dezembro, são necessários mais R$ 900 milhões.
Na opinião de Leite, a medida deveria vir acompanhada também da disponibilização de mais empréstimos de bancos públicos.
“Para a Abradee, o empréstimo é [uma alternativa para lidar com uma situação] emergencial. A revisão tarifária extraordinária é [opção] estrutural e começaria a ser [aplicada] a partir de fevereiro, de acordo com o calendário [de reajustes] de cada distribuidora”, disse Leite.
Em despacho entre Braga e a presidenta Dilma Rousseff, ficou definido o adiamento do prazo para pagamento da dívida das distribuidoras, do próximo dia 13 para o dia 30 deste mês. Em geral, as liquidações são feitas dois meses após o mês de referência. “A exposição referente a janeiro será paga em março. Temos, portanto, de desenhar até março a solução. Na terça-feira (13) deveremos avançar na busca por definir essas soluções”, acrescentou o presidente da Abradee. (ABr)

►ENERGIA ELÉTRICA SOBE 11.5%
O custo médio da energia para a indústria brasileira aumentou 11,5% este mês, informa o estudo Quanto custa a energia elétrica para a indústria do Brasil?, divulgado hoje (9) pela Federação das Indústrias do estado do Rio de Janeiro (Firjan) e disponível para acesso na página da instituição.
A economista Tatiana Lauria, especialista em Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema Firjan, disse à Agência Brasil que, com a entrada em vigor, no início de janeiro, do sistema de bandeiras tarifárias autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo médio da energia elétrica para a indústria brasileira passou de R$ 360,85 por megawatt-hora (MWh)  para R$ 402,26 por MWh. O valor do custo médio inclui o reajuste de 0,9% da distribuidora Eletropaulo, referente à revisão tarifária de julho de 2014 da distribuidora, autorizado pela Justiça.
“O que chama mais a atenção é essa virada que teve de dezembro para janeiro. O que está embutido aí é o custo da entrada do sistema de bandeiras tarifárias. Foi esse sistema  que trouxe esse novo valor”, disse Tatiana. Por isso, sinalizou a necessidade de que sejam adotadas medidas estruturais que tornem de novo competitivo o custo de energia para a indústria nacional, inclusive em termos internacionais. “Quando a indústria tem que lidar com esse valor elevado de energia e competir com outras indústrias no mercado externo em que seus concorrentes têm esse fator de produção mais barato, ela sai perdendo.”
Entre as medidas estruturais, Tatiana citou a desoneração tributária, em especial o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS); o fim do atraso no funcionamento de usinas, “que também encarece (o custo da energia)”; a maior participação de fontes térmicas mais baratas e seguras, como a nuclear e a térmica a carvão, dentro da matriz energética. Ela ressaltou, porém, que a sociedade precisa participar de todas as discussões. 
Com esse aumento de 11,5% do custo médio da energia elétrica para a indústria, o Brasil passou da oitava para a sexta posição no ranking de 28 países que apresentam as mais altas tarifas médias industriais de energia. A liderança é exercida pela Índia, cujo custo atinge R$ 596,96 por MWh. “Energia tem que estar na pauta do governo”, destacou a economista. Segundo ela, trata-se de fator primordial para a competitividade da indústria nacional, “porque vai impactar diretamente na produtividade do país, na geração de renda e de empregos. Essas medidas estruturais precisam estar na pauta da política energética do governo”.
A economista deixou claro que as indústrias não são contra o sistema de bandeiras tarifárias. A preocupação é com a tendência de aumento desse preço. Estudo feito pela Firjan estima que, de 2013 para 2016, o custo da energia para a indústria vai aumentar em 87,6%. “É um impacto muito grande para os custos produtivos da indústria. Por isso, a preocupação com as medidas estruturais para que o preço possa ser naturalmente sustentável, possa cair e garantir a competitividade à atividade industrial”.
O ranking estadual mostra que o Pará permanece na liderança entre as tarifas médias industriais de energia elétrica, com custo de R$ 548,88, seguido do Maranhão (R$ 487,34) e do Tocantins (R$ 484,99). O estado do Rio de Janeiro aparece na sétima colocação, com custo médio de R$ 460,82, enquanto São Paulo mantém a décima oitava posição, com tarifa média de energia para a indústria de R$ 381,01. (ABr)

►ESPECIALISTAS CONDENAM NEPOTISMO
A nomeação de parentes para vários cargos do Executivo estadual pela governadora de Roraima, Suely Campos, nesta semana, foi condenada por juristas, advogados e cientistas políticos ouvidos pela Agência Brasil. Apesar de reconhecerem que a Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal (STF) prevê a possibilidade de nomeação de parente para cargos “eminentemente políticos”, os especialistas ressaltaram que esse fato fere o princípio constitucional da impessoalidade.
Coordenador do Movimento de Combate à Corrupção e um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, o juiz eleitoral Márlon Reis acredita que o STF deve rever a Súmula Vinculante 13 para impedir qualquer possibilidade de nomeação de parentes para cargos públicos. “O objetivo da Constituição é muito claro. Lamentavelmente, ainda se admite a designação de pessoas para esses cargos desde que seja para chefia de secretarias e ministérios, mas acredito que o caso de Roraima, por sua gravidade, pode servir para reabrir esse debate, porque não faz sentido conceder exceção a um princípio estabelecido pela própria Constituição”, disse.
É preciso, segundo Márlon Reis, banir a figura do nepotismo em todas as instâncias e âmbitos. “Não se pode abrir exceções quando o tema é o cumprimento de regras tão elementares da Constituição”, reforçou. “Considero um grave atentado à Constituição da República que, entre outras, acolhe e dá grande destaque ao princípio da impessoalidade nos atos da administração púbica. Não faz sentido que um governante nomeie uma só pessoa de grau de parente próximo, muito menos em um número exacerbado de dirigentes.”
Em nota, o governo de Roraima alegou que a nomeação de parentes da governadora é legal por se tratar de agentes políticos do primeiro escalão. Além disso, a assessoria do governo argumentou que as nomeações seguiram critérios de “confiança, capacidade técnica e disposição para reconstruir Roraima”.
“O governo do Estado de Roraima reafirma o compromisso de transparência, fiel cumprimento da lei e inexistência de nepotismo nas nomeações de primeiro escalão. O artigo 37 da Constituição Federal refere-se ao cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos”, diz nota da Secretaria de Comunicação de Roraima.
Ainda segundo a nota, foram nomeados quatro secretários e dois secretários adjuntos com parentesco de até terceiro grau com a governadora Suely Campos. (ABr)

►RIO TEM DÉFICIT DE 200 VAGAS EM UTIs
O déficit diário de vagas em UTI's no Estado do Rio chega a 200 leitos. O cálculo é do presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio, Sidney Ferreira. Em entrevista à Agência Brasil, ele avaliou que a criação da Central Única de Regulação é uma boa medida, mas alertou que ela só vai funcionar plenamente se houver aumento no número de leitos, aquisição de novos equipamentos e contratação de pessoal.
Até o fim deste semestre os pacientes poderão contar com um serviço que facilitará a distribuição de vagas nas unidades federais, estaduais e municipais de saúde. As informações estarão concentradas na Central Única de Regulação. O modelo de organização de vagas vai ser definido em reuniões semanais de um grupo de trabalho formado por técnicos dos três níveis de governo.
Quando estiver funcionando, o paciente que procurar uma unidade básica de saúde da rede municipal, se houver necessidade, será encaminhado aos hospitais especializados do estado ou do governo federal. A expectativa é que haja ampliação no acesso aos leitos de UTI e, ainda, às consultas ambulatoriais e tratamentos específicos, como os oncológicos.
“Não vai ser organizando a regulação que vai ocorrer um milagre. A organização das vagas vai otimizar, mas não resolve. O que vai resolver, além disso, é a disponibilidade de leitos, de centros cirúrgicos e de equipes. A rede básica de atendimento tem que funcionar muito bem, para que a prevenção se faça adequadamente. Tudo isso é preciso fazer, mas [a central] é um bom começo”, disse.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, atualmente há 1.101 leitos de UTI para adultos, crianças e recém-nascidos. Em 2006 eram 269 leitos, quando foram realizadas 2.025 internações. No ano passado, o total ficou em 18.880.
O secretário de Saúde do Rio, Felipe Peixoto, destacou que há especialidades que são oferecidas em unidades de cada uma das esferas de governo que, às vezes, ficam ociosas, mas, com a central única, as vagas estarão disponíveis aos pacientes.
“O Estado ficou com a incumbência de fazer a gestão desta iniciativa. Pretendemos ampliar não só a consulta ambulatorial, mas permitir que quem precisa fazer tratamento oncológico, uma cirurgia ortopédica, ou de outras especialidades, estejam inseridos em uma única fila. O objetivo é permitir que a população tenha atendimento mais rápido”, esclareceu Peixoto.
Há mais de um ano que a medida vinha sendo discutida pelos três níveis de governo, com discussões sobre o fortalecimento da rede pública do Rio. Depois de uma reunião na quarta-feira (7) entre o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ficou acertado que serão incluídos na rede unificada, os institutos, hospitais filantrópicos e a rede privada, contratada pelo SUS. (ABr)

►MP VAI DEBATER A EDUCAÇÃO EM CAXIAS
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) e o Ministério Público Estadual (MP-RJ) promovem, nos próximos dias 21 e 28, duas audiências públicas para debater a qualidade da educação básica no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A primeira audiência pública terá como foco as escolas do 2º e 3º Distritos (Campos Elíseos e Imbariê), ao passo que a segunda, do dia 28, englobará as escolas do 4º Distrito (Xerém). Os eventos, que fazem parte do projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc), têm como objetivo identificar as variantes responsáveis pelo baixo desempenho nas notas do Índice da Educação Básica (Ideb 2013): 3,3 nos anos finais e 4,4 nos anos iniciais, sendo o ideal de, no mínimo, 6 (escala de 0 a 10).
Os procuradores e promotores também querem verificar a efetividade dos programas do MEC/FNDE, bem como ouvir os órgãos da Administração Pública Municipal e Estadual, comunidades e instituições locais sobre as demandas na área. As audiências servem para orientar a atuação do MPF e MP, que após diagnosticarem as condições da educação pública, apresentam as medidas corretivas aos gestores e prestam contas à sociedade das providências adotadas.
"A participação da sociedade é fundamental para o sucesso da audiência pública. Por meio do evento, o Ministério Público pretende ouvir a comunidade para tentar, junto com o gestor, identificar os principais problemas que afetam a qualidade da educação no município" afirma o procurador da República Eduardo El Hage.
Os profissionais da educação, autoridades e cidadãos de Duque de Caxias estão sendo convidados para participarem das audiências. As inscrições para os eventos deverão ser realizadas através do e-mail: andrezamith@mpf.mp.br, e a participação é limitada a capacidade dos auditórios.
No dia 21, às 9h, a audiência será na Escola Municipal Professor Valter Russo de Souza (Estrada Velha do Pilar, nº 50, Figueira, Duque de Caxias – RJ)
No dia 28, às 9h30, o encontro será na sede campestre da Associação Atlética dos Funcionários do Banco do Brasil (Alameda Santa Alice, n° 310, Xerém, Duque de Caxias – RJ)
Lançado em abril, o Ministério Público pela Educação (MPEduc) já mostrou que representa um novo paradigma na atuação do Ministério Público no direito à educação. Mais de 100 municípios já aderiram ao projeto, que está em plena execução em mais de 70 cidades brasileiras, alcançando cerca de 500 escolas em todo o País. Mais informações sobre o projeto no site http://mpeduc.mp.br/ (ABr)

►INCIDÊNCIA DE RAIOS AUMENTA NO RJ
O Sistema de Monitoramento de Descargas Atmosféricas da concessionária de energia Ampla registrou, nos seis primeiros dias deste mês, um total de 3.939 raios em toda a área de concessão da companhia, que abrange 66 dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro.
O engenheiro Keison Thurler, responsável pela Área de Distribuição da companhia, disse hoje (9) à Agência Brasil que o número de raios foi recorde para o início do ano, registrando aumento de 681% em relação ao mesmo período do ano passado. “Foi praticamente oito vezes maior do que o registrado no início do ano passado. Foi, de fato, um aumento de descargas muito significativo.” Na primeira semana de janeiro de 2014, foram 504 descargas na área de concessão da distribuidora de energia elétrica.
A incidência de raios se intensifica na época do verão e pode acarretar instabilidade no fornecimento de energia elétrica e até causar mortes. Thurler lembrou o caso de quatro pessoas da mesma família que morreram no dia 29 de dezembro, atingidas pela queda de um raio em Praia Grande, em São Paulo.
Thurler disse que, como a empresa já tem conhecimento da intensidade das descargas nos diversos períodos do ano, foi montado um plano de manutenção que instala equipamentos de proteção na rede. Esses equipamentos, chamados para-raios, têm a função de minimizar o impacto da descarga. “Na verdade, são equipamentos que seguram a descarga elétrica e não deixam que ela provoque problemas na fiação, como rompimento ou queima de aparelhos, para que consigamos manter o sistema com continuidade”, explicou o engenheiro.
Os municípios de Resende e Itatiaia, no centro-sul do estado, apresentaram a maior incidência de raios no início de janeiro, com 1.675 e 340 descargas elétricas, respectivamente, seguidos  por Paraty (181), na Costa Verde; e Petrópolis, na região serrana, com 178. Em todo o ano passado, a Ampla registrou a incidência de 28.516 descargas atmosféricas em sua área de concessão.
A empresa recomenda alguns cuidados: dentro de casa, os principais são permanecer dentro da residência enquanto durar a tempestade, não ficar perto de partes metálicas, evitar fazer conserto de instalações elétricas, evitar o uso de celular, secador de cabelo e ferro elétrico conectados à tomada; evitar usar telefone, chuveiro ou torneira elétrica.
Fora de casa, as pessoas devem procurar um lugar para se abrigar, evitando campos abertos, piscinas, lagos e praias, assim como locais com árvores isoladas, postes e áreas elevadas. Thurler destacou que os raios são atraídos por árvores e locais mais amplos, o que aumenta o risco de pessoas serem atingidas. Deve ser evitado também contato com objetos metálicos, como cercas de arame, tubos metálicos e, principalmente, linhas telefônicas ou elétricas.
O responsável pela Área de Distribuição da concessionária descartou a necessidade de cobrir espelhos durante tempestades. “São mitos das pessoas mais antigas”. Em caso de dúvidas ou danos elétricos por problemas de fornecimento de energia que sejam causados por descarga elétrica, o cliente deve procurar a companhia em até 90 dias da data do dano, por meio das lojas de atendimento ou do telefone 0800 28 00 120.  Será feita uma perícia no local e um técnico capacitado identificará se o problema foi mesmo causado pelo raio. (ABr)

►PEDALADA FISCAL MUDA BALANÇO DE 2014
A concentração de ordens bancárias de investimentos nos últimos dias do ano, deve inflar o superávit primário do ano passado, visto que eram despesas de 2014, mas que só afetarão o caixa do governo neste ano, quando serão sacadas.
Além das despesas cujas ordens bancárias foram emitidas nos últimos dias do ano passado, há também aquelas que ficaram “na boca do caixa”. Segundo estimativas do Contas Abertas, o governo federal fechará o ano com recorde de restos a pagar: R$ 243,9 bilhões. Em 2014 e 2013, os restos a pagar totalizaram, respectivamente, R$ 218,4 bilhões e 176,7 bilhões.
Convém ressaltar que desse montante, estima-se que R$ 36,8 bilhões sejam de restos a pagar processados, correspondente a pagamentos que deveriam ter sido feitos por conta de serviços e despesas já reconhecidas, mas não foram. Em 2014, os restos a pagar processados somaram R$ 33,6 bilhões, o que significa um crescimento de 9,5%.
Em outras palavras, os restos a pagar processados representam as despesas públicas liquidadas, ou seja, nas quais o serviço que deu origem a esse gasto já foi efetuado e reconhecido pelo ordenador de despesas, faltando, apenas, o desembolso efetivo do dinheiro (pagamento).
“Houve a ‘pedalada’. Espero que tenha sido a saideira. O fato é que o ministro Levy não está recebendo a pasta limpa das mágicas fiscais”, diz o secretário-geral do Contas Abertas, Gil Castello Branco.
A posse do ministro da Fazenda deve ser o principal evento político de hoje. Levy dará entrevista à imprensa e tomará posse no auditório do Banco Central, onde há espaço para um grande número de convidados. A expectativa é que o novo ministro anuncie sua equipe, além de receber apoio maciço do setor financeiro.
*Com informações do jornal Valor Econômico

►CESTA BÁSICA AUMENTOU EM 17 DE 18 CAPITAIS
O valor acumulado da cesta básica em 2014 aumentou em 17 das 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A exceção foi Natal, que apresentou recuo de 1,7%. A maior alta foi verificada em Brasília, com variação de 13,79%, seguida por Aracaju (13,34%) e Florianópolis (10,58%). Entre as capitais que registraram as menores altas estão Salvador (1,01%), Belo Horizonte (1,22%) e Campo Grande (2,36%).
No ano passado, o preço da carne bovina e do pão francês subiu em todas as cidades pesquisadas. O preço da carne, produto que tem grande peso na composição da cesta, apresentou variação entre 9,52% em Salvador e 27,71% em Belém. De acordo com o Dieese, a alta da carne foi motivada, entre outras razões, pela estiagem e pela crescente exportação do produto. Os preços do arroz e do café também subiram em quase todas as capitais, 17 delas. O feijão foi o único produto com redução em todas as cidades pesquisadas.
Em dezembro, duas capitais registraram queda no valor da cesta: Curitiba (-1,07%) e Fortaleza (-0,07%). As maiores elevações foram observadas em Salvador (4,73%) e no Recife (4,35%). São Paulo teve a cesta básica mais cara em dezembro, R$ 354,19, seguida por Florianópolis (R$ 353,10) e Porto Alegre (R$ 348,56). Os menores valores médios foram apurados em Aracaju (R$ 245,70) e Salvador (R$ 267,82).
Com base na Constituição, que estabelece que o salário mínimo deve suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese  calcula que o mínimo ideal, em dezembro, deveria ser R$ 2.975,55. O cálculo é feito considerando o valor da cesta mais cara, a de São Paulo. A estimativa do departamento revela que o salário mínimo brasileiro deveria ser 4,11 vezes o valor em vigor na época, que era R$ 724.  (ABr)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

DENGUE E FEBRE CHIKINGUNYA
DEIXAM A SAÚDE EM ALERTA 
Com objetivo de conscientizar os moradores de Duque de Caxias sobre a importância do combate aos mosquitos “Aedes Aegypti” e Aedes Albopictus”, transmissores da dengue que também transmite a febre chikungunya, a secretaria municipal de Saúde vai promover neste sábado (10/01) uma grande ação na Praça do Pacificador, no Centro.
O “Dia D” de combate a doença será realizado das 9h às 14h e contará com equipes do Departamento de Vigilância em Saúde que vão conversar com moradores e distribuir material informativo sobre a doença. Os agentes e profissionais de saúde também receberão denúncias de locais com criadouros do mosquito Aedes aegypti e pedidos para colocação de capas de caixa d’água nas residências. As ações serão realizadas em todo o município, segundo o coordenador de Vigilância Ambiental, Controle de Vetores e Zoonoses, Alessandro de Deus.
A febre chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus, e transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os sintomas são dor na cabeça e muscular e nas articulações, além de febre alta e manchas vermelhas pelo corpo, que podem durar de três a dez dias. A letalidade é rara e menos frequente que nos casos de dengue, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
No Brasil a febre chikungunya foi registrada pela primeira vez em setembro do ano passado. Já teriam sido identificados mais de mil casos da doença no país.
A orientação das autoridades de saúde é que as pessoas possam dedicar dez minutos de seu tempo em casa para reforçar as ações para eliminar criadouros dos mosquitos. Os moradores devem verificar se a caixa d’água está bem fechada, não acumular vasilhames no quintal, verificar se as calhas estão entupidas e colocar areia nos pratos dos vasos de planta entre outras medidas.