terça-feira, 14 de julho de 2015

POLÍCIA FEDERAL FAZ BUSCA E
APREENSÃO NA CASA DA DINDA 
A notória Casa da Dinda, mansão com torneiras de ouro reformada com dinheiro de contas fantasmas movimentadas Paulo César Farias, tesoureiro da campanha de Fernando Collor, voltou ao cenário político nesta terça-feira na Operação Politéia, da Polícia Federal. Residência oficial do senador Fernando Collor (PTB-AL) na época em que ele era presidente da República, a casa abrigava uma valiosa coleção de carros de luxo. Na manhã desta terça-feira, porém, os automóveis do senador, entre eles um Porsche, uma Ferrari vermelha e um Lamborghini foram levados pelos policiais. Apenas o Lamborghini é avaliado em 3 milhões de reais.
Collor é um dos senadores alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato e um dos parlamentares contra os quais pairam mais provas de envolvimento no petrolão. Em acordo de delação premiada, o doleiro Alberto Youssef afirmou, por exemplo, que Collor era beneficiário de propina em uma operação da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. A distribuição do dinheiro sujo contava com a participação do ex-ministro de Collor, Pedro Paulo Leoni Ramos, dono da GPI Investimentos e amigo de longa data do senador.
Na triangulação do suborno, foi fechado um contrato com uma rede de postos de combustível de São Paulo e que previa a troca de bandeira da rede, para que o grupo se tornasse um revendedor da BR Distribuidora. O negócio totalizou 300 milhões de reais, e a cota de propina, equivalente a 1% do contrato, foi repassada a Leoni Ramos, que encaminhava finalmente a Collor. Na explosiva delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, Fernando Collor também foi citado como o destinatário de 20 milhões de reais em propina, pagos pela construtora entre 2010 e 2012, para que o senador defendesse interesses da companhia com a BR Distribuidora.
Desde que foi citado por delatores da Lava Jato, Fernando Collor montou uma ofensiva para desqualificar o Ministério Público e elegeu como alvo preferencial de seus ataques o procurador-geral da República Rodrigo Janot. Depois dos mandados de busca desta terça-feira, o senador se fez de vítima e disse ter sido alvo de medidas com o objetivo de "constranger" e "alimentar o clima de terror e perseguição". "A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos. Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas A medida invasiva traduz os tempos em que vivemos, em que o Estado Policial procura se impor ao menoscabo das garantias individuais", disse. Sobre os carros de luxo, nenhuma palavra. (Com Veja.com)

LULA E PT QUEBRAM O BRASIL- PRA CHINESES COMPRAR EMPRESAS FALIDAS POR PR...


DILMA ESCONDEU DESPESAS
ACIMA DO QUE ARRECADOU
No final do seu primeiro mandato (2014), Dilma Rousseff gastou mais de R$ 21 bilhões. Esse descontrole será paga a partir deste ano com o chamado ajuste fiscal. Nem o bolsa desemprego está agradando empresários e trabalhadores. O primeiro, por se comprometerem a não demitir por um ano, sem garantia do Governo de que a inflação vai cair. No caso dos trabalhadores, eles não aceitam a redução de salários, o que só pode ser feito se houver acordo entre patrões e empregados, chancelado pelo sindicato da categoria;

Para Agripino, ministros devem explicações ao TCU



PARA SENADOR, MINISTROS
DEVEM EXPLICAÇÕES AO TCU

O senador José Agripino (DEM-RN) afirmou que o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) e o advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams, têm que ser ouvidos “civilizada e educadamente” em audiência nesta terça-feira (14) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ”. Agripino ressalvou, porém, que é ao Tribunal de Contas da União que os dois devem explicações. Barbosa e Adams vão à CAE dar a versão do Executivo a respeito das chamadas “pedaladas fiscais”.


SUSPENSO O  DEPOIMENTO DE
EMPREITEIRO DO PETROLÃO
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo suspendeu hoje (14) de manhã o depoimento do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa. A audiência foi suspensa para aguardar autorização do ministro Teori Zavascki, relator da ação da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
O dono da UTC foi orientado a ficar calado
O depoimento do empreiteiro ao TRE foi autorizado na quinta-feira (9) pelo ministro Celso de Mello, do STF. Ricardo Pessoa seria ouvido na ação de investigação eleitoral proposta pelo PSDB contra a coligação da presidenta Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014.
A autorização para o depoimento foi solicitada pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes. Ricardo Pessoa assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), órgão responsável pelas investigações da Lava Jato.
Segundo o MPF, Pessoa é um dos líderes do cartel de empreiteiras que pagava propina para fraudar licitações e obter contratos superfaturados na Petrobras. Desde abril, ele cumpre prisão domiciliar. 
De acordo com reportagens divulgadas pela imprensa, o empreiteiro citou 18 pessoas que receberam recursos de sua empresa. O depoimento de Ricardo Pessoa foi autorizado em junho pelo ministro João Otávio de Noronha, do TSE.
O empreiteiro chegou à sede do TRE paulista por volta das 9h e deixou o prédio na Bela Vista, região central da capital paulista, por volta das 11h50. O depoimento seria acompanhado pelo juiz auxiliar do Tribunal Superior Eleitoral Nicolau Lupianhes Neto, pelo procurador Luís Carlos dos Santos Gonçalves, que representa a Procuradoria Geral da República, e por oito advogados, três do PSDB, três do PT e dois do empresário.
O dono da UTC cumpre prisão domiciliar na capital paulista e foi liberado para depor pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba (PR). Pessoa chegou ao TRE-SP em um carro da Polícia Federal, acompanhado de seus defensores.
Também seriam ouvidos na mesma ação, nesta semana, os ex-dirigentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Marcelo Côrtes Neri e Rogério Boueri Miranda. Eles iriam falar sobre a suspeita de que o Ipea represou a divulgação de dados desfavoráveis ao governo federal durante a campanha, mas houve desistência das oitivas.
De acordo com o advogado do PSDB e da coligação Muda Brasil, José Eduardo Alckmin, processo é assim mesmo. "O importante é que os atos sejam praticados de acordo com a lei, de modo que se atinja o resultado que queremos. Haverá o encaminhamento de um ofício para o relator e, tão logo seja possível, certamente ele examinará".
Os advogados do PT saíram do prédio sem dar declarações. Segundo eles, o processo corre em segredo de Justiça.
COLLOR PEDE AUDITORIA DO
TCU EM CONTRATOS DO MPF
 Foi aprovado nesta terça-feira (14) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) pedido de auditoria pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em dois contratos firmados pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2014, ambos sem licitação. Os pedidos ao TCU foram propostos por Ivo Cassol (PP-RO), relator das Propostas de Fiscalização e Controle (PFS) 3/2015 e 4/2015, apresentadas pelo senador Fernando Collor (PTB-AL).
A primeira proposta pede investigação de contrato celebrado entre o Ministério Público Federal e a empresa Lúcia Bittar e Filhos Incorporadora, para aluguel de imóvel em Brasília. Collor questiona, entre outros aspectos, os motivos para a dispensa de licitação, os valores pactuados, a finalidade do contrato e a realização de benfeitorias feitas no imóvel pelo MP.
Conforme o senador, o imóvel – um prédio de dois pavimentos no Lago Sul, em Brasília – foi alugado em 14/10/2014 por R$ 67 mil por mês, por cinco anos, com dispensa de licitação, para “atender as necessidades da Procuradoria-Geral da República”.
Collor afirma que o MP já pagou R$ 536 mil de aluguel e “mais de um milhão de reais com reformas e adaptações já feitas”, mas o imóvel ainda não estaria sendo ocupado por dificuldade de obtenção de alvará de funcionamento, uma vez que estaria localizado em área destinada à instalação de creche.
No outro contrato questionado pelo senador alagoano, o Ministério Público contratou a empresa Oficina da Palavra, em 26/12/2014, por R$ 605,9 mil, “para implantação de mecanismos de governança interna com o intuito de melhorar o diálogo entre o Gabinete do Procurador-Geral da República, a alta administração, os membros e servidores do Ministério Público Federal”.
Collor afirma que dois meses antes da assinatura desse contrato, a Procuradoria da República em Mato Grosso instaurou Inquérito Civil Público para apurar irregularidades na contratação da empresa Oficina da Palavra pela Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo, para prestação de serviços de consultoria.
Além disso, informa, 40 dias após a assinatura do contrato, o diretor executivo da empresa foi contratado como secretário de Comunicação Social do MPF.
Ivo Cassol apresentou relatório prévio em que atesta a oportunidade e a conveniência das propostas e solicita as auditorias pelo TCU, aprovadas pela CMA, que poderão ser complementadas por diligências e audiências públicas, para que ele conclua o relatório da PFS 3/2015 e PFS 4/2015. (Com Agência Senado). 

►CPI CORRE ATRÁS DE R$ 6 BI
Em reunião nesta terça-feira (14), a CPI do Carf aprovou uma série de requerimentos convocando para depor representantes de empresas e de escritórios de advocacia e de contabilidade suspeitas de pagarem propinas para pagar menos impostos. Foram convocados ainda servidores investigados pelo suposto envolvimento no esquema que desviou cerca de R$ 6 bilhões por meio da manipulação de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão auxiliar ao Ministério da Fazenda.
Por solicitação de José Pimentel (PT-CE), foram convocados os presidentes do HSBC no Brasil, da Boston Negócios, da Indústria Irmãos Júlio, da Mundial S.A. e do Grupo Penha. De acordo com lista divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, todas essas empresas, além de outras credoras da União em processos conduzidos na Receita, teriam feito parte do esquema de suborno a integrantes do Carf, que manipularam processos com o objetivo de reduzir multas.
- No caso do HSBC por exemplo, a Polícia Federal identificou depósitos do banco para a SGR Consultoria Empresarial, que é uma das investigadas por intermediar o pagamento de propina a conselheiros do Carf - citou Pimentel.
Também a pedido do senador, foram convocados Jeferson Salazar, que é ex-auditor fiscal da Receita Federal; Antônio Lisboa e Valmar Fonseca, conselheiros titulares do Carf.
Já por requerimento do presidente da CPI, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), foram convocadas outras 12 pessoas, entre elas Cristina Mautoni, Flávio Rogério da Silva, Hugo Borges e Maurício Taveira. Cristina Mautoni é sócia da empresa Marcondes & Mautoni Empreendimentos, investigada por suposto envolvimento na manipulação do julgamento da Mitsubishi no Carf. Taveira, representante do Fisco, é suspeito de ter sido cooptado neste caso. Já Rogério da Silva e Borges seriam ligados a José Ricardo Silva, ex-conselheiro do órgão e alvo das investigações.
Ainda por solicitação de Ataídes Oliveira foi requerida à 10ª Vara Federal do DF o compartilhamento, com urgência, de todos os documentos em posse da Polícia Federal relacionados à Operação Zelotes.
- Principalmente os recobertos por sigilo e os que foram obtidos em buscas e apreensões - explicou o senador.
Já por solicitação de Vanessa Graziottin (PC do B-AM), relatora da CPI, foram convocados representantes das empresas Alfa Atenas e Planeja Assessoria, além de outros investigados. (Com Agência Senado)

►PESQUISAS ELEITORAIS SOB CONTROLE
A Comissão Especial da Reforma Política enviou nesta segunda-feira (13), ao plenário do Senado, mais cinco projetos sobre reforma política para serem apreciados em regime de esforço concentrado esta semana, quando as votações irão até sexta-feira.
Um deles é o que impõe limitações à atuação dos institutos de pesquisa. O texto propõe que os órgãos de imprensa fiquem impedidos de contratar esses institutos, se eles também prestarem serviços para os partidos políticos.
“Pesquisa é importante, mas não dá para um instituto de pesquisa ser contratado por um governo, seja federal, estadual ou municipal, e ao mesmo tempo ser contratado por um veículo de comunicação, seja ele qual for, fruto de uma concessão pública, e divulgando pesquisa durante o período eleitoral. Isso me parece que é importante para disciplinar esse instituto importante das pesquisas”, afirmou o presidente da comissão, senador Jorge Viana (PT-AC).
Outro projeto aprovado é o que institui a possibilidade de os partidos se unirem na chamada federação. Diferente das coligações, em que os partidos se unem apenas para eleger um candidato, durante o período eleitoral, nas federações eles adotam um projeto comum de atuação no Congresso e se unem por quatro anos. Eles conservam as características individuais, mas votam conjuntamente.
 “Ao permitir a federação, com mandato mínimo de quatro anos para essa federação ser nacional, damos uma porta de encaminhamento para que pequenos partidos possam se unir no sentido de representar esse trabalho aqui no Congresso Nacional”, explicou o relator da comissão, senador Romero Jucá (PMDB-RR).
Foi aprovado também pela comissão projeto que estabelece quarentena de dois anos para que integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público possam se candidatar a cargos eletivos. Na comissão foi discutida a proposta de que a quarentena fosse de quatro anos, mas no texto enviado ao plenário ficou definida a carência de dois anos.
As outras duas propostas aprovadas pela comissão tratam de regras para o afastamento de detentores de mandatos eletivos. A primeira estabelece efeito suspensivo imediato quando prefeitos e vice-prefeitos recorrerem de decisões nesse sentido. A segunda estabelece que o afastamento de detentores de mandatos eletivos só poderá ser determinado por corte colegiada, nunca por juiz em decisão monocrática.
O Senado realiza esta semana esforço concentrado para votar essas e outras matérias da reforma política até a próxima sexta-feira. Outros cinco projetos sobre o tema já estão na pauta do plenário da Casa aguardando votação.
“A partir de amanhã vamos conversar seriamente sobre uma estratégia de votação para essas matérias todas que estão aí na nossa ordem do dia”, disse hoje o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), ao convocar reunião com os líderes partidários para amanhã, às 12h. 
  
►MPF COMBATE A PESCA PREDATÓRIA NO RJ
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) expediu recomendação ao Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama) e à Marinha do Brasil para que promovam, de forma independente ou por ação integrada, fiscalizações rotineiras na Baía de Sepetiba (RJ), com o intuito de coibir a prática de pesca clandestina.
O MPF recomenda a saída de embarcações fiscalizatórias com frequência mínima quinzenal, mantendo-se diariamente agentes fiscalizadores no cais, para conferir a carga das embarcações e exigindo documento que comprove a origem do pescado. Em caso de ilícito, deve-se lavrar autos de infração ambiental, quando constatada a ilegalidade.
Dentre outros danos, a pesca predatória na região afeta o boto-cinza (Sotalia guianensis), espécie incluída na Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. A Baía de Sepetiba é, atualmente, a área de ocorrência dos maiores grupos de Sotalia guianensis da costa brasileira. A espécie utiliza os recursos do bioma durante todo o ciclo de vida, utilizando-o como sede das atividades de alimentação, socialização, descanso, reprodução e cria de filhotes.
A recomendação fixa o prazo de 20 dias para as instituições adotarem as providências objeto da notificação do MPF.
  
►LAVA JATO EM 7 ESTADOS
A Procuradoria-Geral da República, com o auxílio de diversos membros do Ministério Público, e em conjunto com a Polícia Federal, cumpriu nesta terça-feira (14), 53 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas e Santa Catarina. Os mandados foram expedidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski nas investigações em curso no STF relacionadas à Operação Lava-Jato.
Esta é a primeira fase da Lava-Jato no âmbito do STF, batizada de Politeia. Foram cumpridas buscas nas residências dos investigados, que, por deterem mandatos eletivos, tem foro privilegiado, em seus endereços funcionais, em escritórios de advocacia e nas sedes das empresas a eles vinculadas. Dentre os alvos da nova operação da PF estava o senador Fernando Collor, que, segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa, recebeu R$ 20 milhões de propina, dinheiro desviado da Petrobrás.
As medidas foram requeridas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“As medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF, sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas”, explica Janot. Segundo ele, as medidas ora executadas refletem uma atuação firme e responsável do Ministério Público Federal em busca dos esclarecimentos dos fatos. “Adsumus (aqui estamos) ”, concluiu.

►MPF COBRA BALANÇAS NA BR-040
O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) ingressou com ação civil pública para obrigar a empresa Via 040, concessionária da BR-040, a instalar e manter balanças de pesagem em quatro trechos da rodovia: no km 147 localizado no município de João Pinheiro/MG; no km 9, no município de Paracatu/MG; entre os kms 38 e 150 e entre São Gonçalo do Abaeté/MG e o trevo da BR-365 (preferencialmente antes da Serra do Abaeté, no sentido decrescente).
A ação também pretende obrigar a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a exercer efetiva fiscalização do transporte naquele percurso da BR-040, já que se trata de uma rodovia concedida. A Lei 10.233, de 2002, retirou tal atribuição do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT) quando se tratar de rodovia sob concessão, o que é o caso da BR-040.
Nos quatro trechos citados pela ação, há intenso e constante fluxo de veículos de grande porte, a maioria deles transportando cargas com peso acima dos limites permitidos pela legislação brasileira. Somente na subseção judiciária federal de Paracatu (MG), tramitam 39 ações civis públicas contra empresas e transportadoras flagradas trafegando naquela região com excesso de peso.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, embora sejam necessários pelo menos quatro equipamentos em diferentes pontos da rodovia, a única balança de pesagem hoje existente, instalada em João Pinheiro (MG), está inoperante há anos. Com isso, não há qualquer controle de tráfego na parte da BR-040 que cruza o noroeste mineiro.
Durante as investigações, a concessionária informou que irá implantar um único posto de pesagem veicular no trecho operado por ela, com previsão de funcionamento somente para julho de 2016.
Para o MPF, no entanto, não é possível esperar mais e a situação exige atuação rápida e eficiente tanto da concessionária quanto da ANTT. "A sobrecarga nas vias e pavimentos asfálticos das rodovias é nociva à durabilidade do pavimento, sendo, por óbvio, principal agente da redução do tempo útil das estradas pavimentadas e do aumento de insegurança dos usuários destas", causando, com isso, graves prejuízos ao patrimônio público, afirma a ação.
O excesso de peso coloca em risco a vida e a integridade física dos usuários da rodovia, já que interfere no tempo e na capacidade de frenagem dos veículos, agindo também no desgaste de seus componentes.
No que diz respeito à implantação e operacionalização de sistema de pesagem de veículos, tal obrigação foi prevista expressamente no item 3.4.7 do Programa de Exploração da Rodovia, que regulamentou a concessão. Portanto, não há dúvida de que, a partir do momento em que assumiu a rodovia, cabe à concessionária, em conjunto com a ANTT, "promover a instalação das balanças de pesagem, construir e adaptar espaços, comprar e manter as balanças", afirma a ação.
O MPF lembra que, desde que o Dnit foi substituído pela ANTT como órgão regulador da rodovia, não houve mais nenhuma autuação por excesso de peso, porque "as requeridas simplesmente se omitem no seu papel social de instalar balanças e fazê-las funcionar". (ACP nº 1917-97.2015.4.01.3817)

 ►SENADOR EUNÍCIO RIBEIRO E A GENROCRACIA
Líder do PMDB, o senador Eunício Oliveira se vê atualmente em duas missões extraparlamentares ligadas diretamente a seu nome: emplacar o genro recém-casado com sua filha numa diretoria importante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e se livrar o Movimento Rural dos Trabalhadores Sem-Terra, que invadiu, pela segunda vez, sua Fazenda Santa Mônica, em Goiás.
Segundo o jornalista Leandro Mazzini, em seu blog “Coluna Esplanada”, a missão-genro está avançada, com aval da presidente Dilma que, uma semana depois de prestigiar o seu casamento numa festa no Lago Sul, descobriu que Ricardo Fenelon das Neves Junior entende tudo de aviação. Resolveu escolher o prodígio para diretor da Anac e ganhar ainda mais a simpatia do senador padrinho.
Recém-graduado em Direito, em 2011, na UniCEUB, uma caríssima universidade privada. Fenelon fez TCC (Trabalho de Conclusão de Curso, a antiga monografia) sobre ‘A autorização no transporte aéreo regular’. E só. O caso revolta pilotos que criticam a nomeação, em fóruns online. Procurada sobre a situação e o contato do indicado, a Anac avisou que ‘não possui informações’. Procurada, a assessoria do senador informou não ter o contato de Fenelon.
O novo diretor, se aprovado na sabatina no Senado, terá salário de mais de R$ 20 mil, gabinete com uma dezena de assessores e carro com motorista. Além de passe livre nas companhias aéreas.
A regra da Anac é clara: ‘Os diretores serão de reputação ilibada, formação universitária e elevado conceito no campo de especialidade dos cargos’. Genro de político ou não.
Já o MST é uma dor de cabeça para o senador peemedebista. Mil famílias de sem-terra reocuparam a Fazenda Santa Mônica, que consideram improdutiva e ‘grilada’ – o que o senador já contestou.
A caixinha mensal dos sem-terra é de fazer inveja a muitos parlamentares colaboradores de seus partidos. O MST recebe R$ 20 por mês de cada família, o que se converte em ‘segurança’ no local e compra de sementes e plantações. Também recebem doações de cestas básicas de entidades.

►PROFESSORA É BALEADA DENTRO DE ESCOLA
Uma professora ficou ferida por bala perdida e mais de 5 mil alunos ficaram sem aulas na manhã de hoje (14), durante tiroteio entre policiais e criminosos na região da comunidade do Chapadão, em Costa Barros, zona norte da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a professora, cujo nome não foi divulgado, foi baleada na perna quando estava no pátio de uma unidade de educação infantil municipal.
A professora foi atendida em um posto de saúde em frente ao Espaço de Desenvolvimento Infantil de Costa Barros, mas já foi liberada. De acordo com a Secretaria de Educação, as atividades foram suspensas em oito escolas, três creches e dois espaços de desenvolvimento infantil (creches com mais atividades). Cerca de 5,6 mil alunos são atendidos por essas unidades.
A Polícia Civil fez hoje uma operação no Chapadão e em outras comunidades do Grande Rio. O objetivo é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um grupo criminoso envolvido com a venda de drogas. 

►IBGE REGISTRA QUEDA NA RENDA E NAS VENDAS
A queda de 4,5% nas vendas do comércio varejista do país em maio deste ano, em relação ao mesmo período de 2014, reflete as restrições ao crédito e a diminuição da renda do trabalhador, segundo a técnica responsável pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Juliana Vasconcelos.
De acordo com ela, a redução das vendas foi puxada, principalmente, pelo setor de móveis e eletrodomésticos, que registrou queda de 18,5% em maio, na comparação com igual mês do ano passado, e acumula recuo de 10,9% nos primeiros cinco meses do ano. Em 12 meses, o setor apresenta queda de 6,1%.
 “Este é um setor que, historicamente, sempre apresenta um desempenho positivo em maio em função do Dia das Mães e que em maio deste ano chegou a fechar em queda de 18,5% na comparação com maio do ano passado”, disse.
Juliana Vasconcelos também ressaltou a redução das vendas no segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos, que fechou maio com queda em todas as bases de comparação. Houve recuo de 2,1% em relação a maio do ano passado, de 1,6% no acumulado do ano e de 0,9% em 12 meses.
“A queda do setor reflete a influência direta da restrição do poder de compra das famílias, que em função do poder de compra menor passam também a comprar menos alimentos ou alimentos mais baratos. Reflete, ainda, o fato de que maio deste ano teve um dia útil a menos do que em 2014”, explicou.
Se consideradas as vendas do comércio varejista ampliado (que inclui também veículos, motos, partes e peças e material de construção), a queda de 10,4% de maio de 2015 em relação a maio do ano passado foi motivada, principalmente, pelo setor de veículos, que registrou queda de 22,2% na mesma base de comparação. “É um setor que também está sofrendo com a restrição do crédito, a diminuição da renda e, principalmente, a falta de confiança do consumidor”, disse Juliana Vasconcelos.
O IBGE ressaltou o fato de que a queda nas vendas do comércio só não foi ainda maior em decorrência do comportamento do setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que cresceu 1,8% na comparação com maio do ano passado. Isso acontece, segundo Juliana Vasconcelos, porque é um setor que engloba produtos que apresentam preços favoráveis. “Preço é um dos fatores que influenciam o consumo das famílias e ainda por cima está abaixo da inflação, favorecendo o consumo. São também produtos considerados bens essenciais [farmacêuticos] e que envolvem a saúde das famílias. ”

►RETRAÇÃO NO COMÉRCIO CHEGA A 2%
As vendas do varejo restrito (que não incluem veículos automotores e materiais de construção) caíram 0,9% em maio em relação a abril, passando a acumular nos primeiros cinco meses de 2015 retração de 2%. Em comparação com maio do ano passado, a retração no volume de vendas chegou a 4,5%, mas a receita nominal do setor subiu 1,9%. Já a receita nominal do setor não apresentou variação de abril para maio, mas cresceu 4,1% de janeiro a maio deste ano e 5,7% no acumulado dos últimos 12 meses.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, a queda no volume de vendas do comércio varejista restrito de abril para maio é a quarta consecutiva. 
As vendas do comércio varejista ampliado (que incluem alimentos, combustíveis, veículos automotores e materiais de construção) do país caíram 7% nos cinco primeiros meses de 2015 e 5% nos últimos 12 meses.
Já a receita nominal (que não leva em conta a inflação do período) registrou declínio de 1,1% de janeiro a maio deste ano e aumento de 0,8% nos últimos 12 meses.
O comércio varejista ampliado do país fechou maio deste ano, em relação ao mesmo mês de 2014, com quedas de 10,4% para o volume de vendas e de 4,2% na receita nominal de vendas.

►LISTA DO CALOTE SOBE 4,52% EM JUNHO
A quantidade de consumidores com contas a pagar em junho de 2015, o popular calote, aumentou 4,52%, na comparação com junho de 2014. Os dados foram divulgados hoje (14) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Os números indicam que a variação ficou próxima da estabilidade, com queda de 0,03% em relação a maio de 2015, quando o índice chegou a 4,79%.
Segundo o SPC Brasil, em junho deste ano 56,5 milhões de consumidores constavam de cadastros de devedores inadimplentes. O número representa 39,8% da população brasileira entre 18 e 95 anos.
No período, o número de dívidas em atraso aumentou 5,75%, na comparação com o mesmo mês de 2014. A variação entre maio e junho de 2015 foi de queda de 0,86%. Para a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, cresceu o volume de dívidas por devedor. “Hoje, um único brasileiro inadimplente tem, em média 2,12 dívidas em atraso. ”
De acordo com a CNDL, além da piora na confiança do consumidor, a aceleração da inflação e o aumento nas taxas de juros prejudicaram a capacidade de pagamento do brasileiro. Em relação a junho de 2014, os maiores registros de altas são de dívidas com até 90 dias de atraso (8,47%) e de 3 a 5 anos de atraso (15,76%).
Os destaques são para os setores de água e luz, com crescimento de 15,61% no ano, e de bancos, com 9,55% dívidas a mais que em junho de 2014. O setor de bancos segue como credor de 48,4% das dívidas cadastradas.
Marcela Kawauti explicou que a maioria das pessoas acredita que as dívidas mais antigas são impagáveis por causa dos juros. “O que há são dívidas negociáveis. A negociação é sempre a melhor saída e sempre dá para negociar. O ideal é a educação financeira preventiva. Temos de, se ajustar antes do problema ficar mais sério”, concluiu.

►PROCON PUNE EMPRESA POR RODA SOLTA
O Procon Estadual, interditou, na madrugada desta terça-feira (14), 26 ônibus da empresa Transportes Paranapuan, em uma nova etapa da Operação Roleta Russa. Os fiscais e policiais militares do 17º BPM (Ilha do Governador) foram à garagem da empresa, na Ilha do Governador. Foram vistoriados 35 ônibus. Além dos 26 interditados, dois foram consertados na hora e outros sete não apresentavam irregularidades.
Entre os problemas encontrados, estão bancos soltos, elevador para cadeirantes com defeito, documentação atrasada, luzes de seta, ré, faróis e lanternas quebrados ou queimados, sujeira, campainha sem funcionamento e limpadores de para-brisa quebrados.
O Procon Estadual também instaurou nesta terça-feira (14) um ato sancionatório contra a Paranapuan por causa do acidente ocorrido, na noite de segunda-feira, (12), em são Cristóvão, no qual uma roda de um dos ônibus se soltou, atingindo uma pessoa. O veículo envolvido foi vistoriado pela fiscalização, que constatou que sua documentação estava vencida desde 2014. Como, porém, o ônibus se encontrava em manutenção, não entrou no balanço da operação.
O ato sancionatório vai proibir a circulação dos veículos da Paranapuan com a documentação atrasada e determinar que a empresa peça a reposição desses ônibus junto à concessionária da qual faz parte, para que a frota não fique desguarnecida e não haja prejuízo à prestação do serviço. A empresa terá 15 dias para se pronunciar. Caso o prazo não seja cumprido ou os argumentos não sejam aceitos pelo setor jurídico do Procon Estadual, a companhia será multada.
  

segunda-feira, 13 de julho de 2015

DÍVIDA DO TESOURO COM O BANCO
DO BRASIL CHEGA A R$ 16,4 BI
 A dívida pendurada pelo Tesouro Nacional no Banco do Brasil cresceu 1.692% em dez anos, em termos nominais. Segundo reportagem de João Villaverde, na edição de sábado (11) do jornal Estado de S. Paulo, entre o fim de 2005 e o primeiro trimestre de 2015, o total devido pelo Tesouro ao BB saiu de R$ 919,6 milhões para os atuais R$ 16,4 bilhões. Apenas no governo Dilma Rousseff, que começou em janeiro de 2011, o avanço desse passivo foi de 182%.
Essa forma de “pedalada fiscal” já foi condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que, em julgamento realizado em abril, decidiu que o governo federal deveria acertar todos os seus passivos com bancos públicos. Além do BB, o Tesouro também mantém dívidas com o BNDES. O governo entrou com um recurso no TCU, alegando que há prazos para esses pagamentos serem realizados.
São três modalidades de dívida do Tesouro inscritas nos balanços do BB, segundo o economista Ebenézer Nascimento, que fez levantamento com os balanços anuais do BB de 2005 ao início de 2014. O estudo foi atualizado pelo Estado com os dados de 2015.
As modalidades são o “alongamento” do crédito rural, subsídios agrícolas e créditos a receber do Tesouro.
Segundo o Estadão, as maiores dívidas do Tesouro com o BB estão concentradas na modalidade de equalização de taxas agrícolas. Essa é a forma como é chamado o gasto do governo com subsídios. O BB toma recursos no Tesouro a um custo mais elevado do que aquele que ele cobra dos tomadores de crédito agrícola subsidiado. Para cobrir essa diferença entre taxas, o Tesouro deve pagar ao banco uma “equalização”.
A mesma operação ocorre na relação entre o Tesouro e o BNDES no Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado em 2009 para estimular investimentos. No caso do PSI, o governo federal está “despedalando”, afirma o analista de finanças públicas Fábio Klein, economista da Tendências Consultoria. Segundo dados levantados por Klein, o governo pagou R$ 2,12 bilhões ao BNDES pela equalização de juros do PSI entre janeiro e maio deste ano. No mesmo período do ano passado o governo pagou somente R$ 54 milhões. 
“Já com o BB, o saldo em descoberto aumentou, porque o volume de operações de crédito rural do BB saltou muito nos últimos anos. Mas ter R$ 16 bilhões em dívidas do Tesouro não é bom para o banco, que poderia usar o dinheiro para outro fim. O Tesouro, por outro lado, melhora seu quadro fiscal dessa forma”, disse Klein. 
O Banco do Brasil afirmou, por meio de nota, que a equalização de juros com operações de crédito rural é regulamentada pela Lei 8.427 e por portarias do Ministério da Fazenda. “O valor da equalização é atualizado pela taxa Selic desde a sua apuração, que ocorre de acordo com a respectiva portaria, até o pagamento pelo Tesouro, que é realizado segundo programação orçamentária daquele órgão. A atualização pela Selic preserva a adequada remuneração ao banco e contribui para a evolução do saldo”, disse o BB.
O BB justificou o aumento da dívida do Tesouro com o salto no crédito agrícola subsidiado. No Plano Safra de 2004/2005, os desembolsos do BB foram de R$ 25,8 bilhões – já no plano 2014/2015, o volume chegou a R$ 73,3 bilhões. “Consequentemente, aumentou o volume de recursos equalizáveis.”
Segundo Ebenezer Nascimento, economista aposentado do BB, não há “lógica” para o banco “manter esse passivo aplicado a um rendimento qualquer, mesmo sendo a Selic”. Segundo ele, “ao manter-se inadimplente para com o banco, o Tesouro mostra estar insensível ao problema que está sendo causado”.
Por meio de nota, o Tesouro informou que o pagamento dos subsídios agrícolas “observa as regras vigentes e a programação financeira, de modo que nesse exercício já foi pago cerca de R$ 1,4 bilhão”. O Tesouro informou que o pagamento dos valores “será oportunamente tratado, conforme vier a se pronunciar o TCU, após apreciação do recurso submetido pela União àquela corte”. (Com o Estado de S.Paulo)

Lula age como chefe de bando ao ordenar ataque à Polícia Federal



LULA EXIGE A CABEÇA DE
JOSE EDUARDO CARDOZO
A presidente Dilma foi pressionada por petistas a agir para reduzir o desgaste e tomar medidas para proteger as empresas envolvidas na Lava Jato do risco de quebradeira. O que incomoda os petistas é a ação da Polícia Federal que, no cumprimento de seu dever, vem atuando com rigor no combate à corrupção, como evidencia a Operação Lava Jato. Por isso, o ex presidente Lula determinou ao PT que exija a cabeça do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que, do ponto de visa de Lula, perdeu as condições mínimas para permanecer no cargo, pois não controla a ação da Polícia Federal, segundo escrever a  jornalista Vera Rosa, do Estado de S. Paulo. O vídeo do Diário Virtual, que pode ser acessado no You Tube, acusa Lula de comandar a pressão dos petistas contra a presidente Dilma.


DÉFICIT NOS FUNDOS DE PENSÃO
ULTRAPASSA OS R$ 31 BILHÕES
 Administradores, fiscais e beneficiários dos fundos de pensão divergem sobre a solidez e a eficiência na gestão da previdência complementar no Brasil. O tema foi debatido quarta-feira (8), em audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados.  Criados como alternativa à Previdência Social, os 317 fundos de pensão do País beneficiam hoje cerca de 7 milhões de pessoas, entre participantes, assistidos e dependentes. O patrimônio é superior a R$ 710 bilhões, equivalentes a 13% do PIB. No entanto, alguns fundos acumulam déficits que, somados, chegam a R$ 31 bilhões. Os maiores são registrados no Petros, da Petrobras (R$ 6,2 bilhões); no Funcef, da Caixa Econômica Federal (R$ 5,5 bilhões); e no Postalis, dos Correios (R$ 5,6 bilhões).
Por conta dessas divergências, os integrantes da Comissão de Defesa do Consumidor analisam a possibilidade de pedir auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) nos fundos de pensão. Também na quarta, foi instalada uma comissão especial para estudar o aperfeiçoamento da legislação e fiscalização dos fundos. Câmara e Senado têm pedidos de CPI para investigar irregularidades no setor. A do Senado já foi aprovada, mas ainda não iniciaram os trabalhos.
O representante do Ministério da Previdência e da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), Jaime Mariz Junior, garantiu que o sistema de fundos de pensão brasileiro "está robusto e com reservas suficientes".
"Dos R$ 31 bilhões de déficit, os gestores terão de apresentar plano de equacionamento para 70% desse valor até o fim do ano, em uma prova de que o sistema é solvente e tem mecanismos para corrigir problemas. Temos 107% de reservas para garantir os benefícios prometidos”, argumentou. De acordo com Mariz Junior, Postalis, Funcef e Petros são “pontos fora da curva”, que apresentam débitos, “muitas vezes conjunturais” por conta de um mercado financeiro instável.
Essa afirmação causou revolta de deputados da oposição e de beneficiários dos fundos de pensão de estatais que acompanhavam o debate. Para eles, os déficits estão ligados à gestão temerária dos fundos, devido à indicação política dos dirigentes e ao uso do patrimônio para investimentos orientados pelo governo, como o aporte de recursos para a empresa Sete Brasil, criada para atuar na exploração de petróleo na camada pré-sal e alvo de irregularidades investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Uma das autoras do requerimento de audiência pública, a deputada Eliziane Gama (PPS-MA) também não poupou críticas a falhas na atuação governamental. “A Previc não tem autonomia e não está fazendo a fiscalização devida. Os fundos erram porque estão eivados de indicações político-partidárias, fazendo investimento em títulos podres e jogando o dinheiro do povo brasileiro no ralo", declarou.
O deputado Carlos Melles (DEM-MG) se disse surpreso com o tamanho do rombo no setor. "Talvez até precise de um Proer", afirmou em referência a um plano de reestruturação dos bancos implantado no governo Fernando Henrique Cardoso.
A reunião contou com a presença de beneficiários dos fundos de pensão de estatais, principalmente do Postalis, que vestiam camisetas com a frase "SOS Postalis: cadê o dinheiro que estava aqui?".
O presidente da Associação dos Profissionais dos Correios, Luiz Barreto, disse que os beneficiários vivem um drama. "Tenho recebido muitas pessoas desesperadas e descrentes da Justiça e dos órgãos de fiscalização", relatou.

O presidente do Postalis, Antônio Conquista, admitiu problemas na gestão do fundo que levaram a sucessivos déficits e a um termo de ajustamento de conduta (TAC) com a Previc. O fundo de pensão dos Correios terá até abril de 2016 para colocar em vigor um novo plano de equacionamento do débito atual (R$ 5,6 bilhões), possivelmente em um prazo de 15 anos. "Posso garantir aos beneficiados que esses recursos voltarão para o Postalis", comentou.
PROJETO PROÍBE SAQUE NA BOCA 
DO CAIXA DE  REPASSE DA UNIÃO 
O saque "na boca do caixa" de recursos liberados pela administração pública federal em favor dos estados, Distrito Federal e municípios poderá ser proibido, se for transformado em lei projeto do então senador Lobão Filho (PMDB-MA) a ser votado nesta terça-feira (14) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle (CMA). A decisão da CMA é terminativa.
O projeto (PLS 226/2013) tem por finalidade reforçar o controle e a fiscalização sobre o uso de verbas federais repassadas aos demais entes federativos. Segundo o texto, os recursos dos convênios, acordos ou qualquer outro tipo de instrumento firmado pelo governo federal com os demais entes serão depositados, mantidos e movimentados por meio de contas bancárias específicas e individuais, para cada um dos termos do acordo, sem permissão para transferência para outra conta do ente atendido.
Para Lobão, o saque em espécie feito genericamente em nome de entidade civil de direito público cria obstáculo à aferição da correta aplicação dos recursos. Segundo ele, fica impossível verificar se os valores foram destinados a fornecedor ou prestador de serviço efetivamente vinculado à finalidade que justificou o repasse. De acordo com o autor, a mesma dificuldade ocorre quando os recursos federais são transferidos da conta específica para outras contas do ente federado, como a Conta Única do Tesouro do Estado ou do Município ou a conta do Fundo de Participação, entre outras. “Essas operações misturam o recurso da União com valores do outro componente da Federação”, observou na justificação.
O relator, senador Ivo Cassol (PP-RO), recomenda a aprovação da proposta na forma do substitutivo que apresentou. Por considerar "temerário" que os repasses aos estados sejam mantidos em bancos oficiais geridos pelos próprios governos estaduais, Cassol propõe que os recursos financeiros sejam depositados obrigatoriamente em instituições financeiras federais.
O substitutivo também determina que o dinheiro só poderá sair da conta, para os pagamentos devidos, por meio eletrônico que identifique a finalidade do pagamento e a titularidade da pessoa física ou jurídica beneficiária. No texto original, Lobão estabelecia a possibilidade de pagamento por meio de cheque administrativo, ou ordem de pagamento.
Apesar de apresentar apenas uma modificação de conteúdo ao projeto, o relator considerou que o teor abrangente das mudanças propostas por Lobão justificaria a criação de uma nova lei e não a modificação da Lei 9.452/1997, como propunha o autor. Essa lei em vigor obriga os órgãos da administração federal, inclusive autarquias e empresas, a notificarem as câmaras de vereadores sobre a transferência de recursos para o município, no prazo de até dois desde a liberação. Pela proposta apresentada por Lobão, essa notificação também deverá ser dirigida à Câmara Legislativa do Distrito Federal e às assembleias estaduais, no caso do repasse de recursos ao DF e aos estados. Ainda pelo projeto, assim como já acontecia com as prefeituras, os governos do DF e dos estados ficam também obrigados a notificar dessa liberação aos partidos políticos, entidades empresariais e sindicato dos trabalhadores, no prazo de dois dias úteis, contado da data do recebimento dos recursos. (Com Agência Senado)
GOVERNADORES DO RIO E ESPÍRITO
SANTO APOSTAM EM NOVA FERROVIA
A ferrovia é o meio de transporte mais barato
Os governos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) querem agilizar a elaboração do projeto da Ferrovia EF-118, que ligará portos dos dois estados. O detalhamento das obras ocorreu sexta-feira (10), durante audiência pública na Associação Comercial do Rio de Janeiro. O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse esperar que o que cabe ao planejamento seja finalizado este ano, de modo a avançar em 2016.
"Não tem data. Estamos na fase de audiências públicas, mas quero que cheguemos ao fim do ano com a engenharia para começar em 2016", informou o governador. "É uma ferrovia muito importante para nós e vital para o Rio, o Espírito Santo, Minas e o Brasil inteiro. Passará por todos os portos e pelo Porto do Açu, que é uma nova fronteira do desenvolvimento. Será um porto com capacidade para receber grandes navios."
O projeto está orçado em R$ 7,6 bilhões e faz parte do Programa de Infraestrutura e Logística, lançado no mês passado pela presidenta Dilma Rousseff. A extensão da ferrovia será de 577,8 quilômetros, com bitola larga e mista.
Do total, 404,6 quilômetros serão no Rio e 169,2 quilômetros, no Espírito Santo, interligando terminais portuários de características diferentes nos dois estados, entre eles Sepetiba, Itaguaí e Macaé, no Rio, e Ubu, Vitória e Tubarão, no Espírito Santo. Além do Porto do Açu, o sistema integrará o porto capixaba Central, que também tem calado para navios maiores.
A ferrovia cortará 25 municípios, partindo de Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio, onde se conectará com a malha concedida à MRS Logística S.A, antiga Central e que liga o Rio a São Paulo e Minas. No Espiríto Santo, haverá ligação na cidade de Cariacica com a Estrada de Ferro Vitória a Minas, concedida à Vale S.A.
Em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, a ferrovia será ligada à futura Estrada de Ferro Transcontinental, projeto que pretende estabelecer um caminho sobre trilhos para o Oceano Pacífico, chegando ao Peru.
Depois das audiências públicas, o projeto será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), para que possa ser licitado pelo governo federal e se torne uma parceria público-privada.
De acordo com Pezão, a frustração foi grande com o trem-bala. "Discutimos por três, quatro anos e jogamos o projeto na lata de lixo. Deixamos de realizar sonhos quando o Brasil crescia a 5%. "Segundo ele, obras de outros modais, como o metrô, poderiam ter sido discutidas no período.
O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, destacou que o projeto garante competitividade ao Brasil e retoma a visão do desenvolvimento ferroviário, "perdida de forma equivocada no país", com a priorização de rodovias.
Para Hartung, é preciso estabelecer uma agenda que enfrente "o baixo astral no país". "Vivemos um momento em que, se deixar, o baixo astral toma conta. Precisamos enfrentar essa tendência negativa que toma conta do país. Não podemos enfrentar de cabeça baixa, muito menos pensar 2018 em 2015", acrescentou o governador.
O diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, também afirmou que o projeto é fundamental para o Brasil e precisa ser executado "o mais rápido possível". "Ele terá capilaridade para cargas diversas e ligará os dois maiores portos em desenvolvimento no Brasil."

►CAE VAI OUVIR BARBOSA E ADAMS
Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (14), o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, deverão prestar informações sobre as "pedaladas fiscais". A expressão é usada para designar os artifícios contábeis utilizados pelo Executivo para melhorar as contas públicas em 2014. O convite foi aprovado no dia 7 pela CAE, por requerimento do senador Acir Gurgacz (PDT-RO).
Gurgacz considerou de “extrema importância” o comparecimento dessas autoridades para esclarecer os repasses do Tesouro Nacional ao Banco do Brasil (BB), à Caixa Econômica Federal (CEF) e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O senador pediu também a participação na audiência do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, que não poderá comparecer.
O problema foi detectado pelo TCU no exame das contas do governo referentes ao ano de 2014. Conforme o tribunal, ao adiar repasses para instituições como BB, CEF e BNDES, o Tesouro Nacional obrigou esses bancos públicos a usarem recursos próprios para honrar despesas que eram da União. Essa ação configuraria empréstimo das instituições a seu controlador - no caso, a União -, o que é vedado por lei. (Com a Agência Brasil)

►PAIM CONDENA MUDANÇAS NOS PRECATÓRIOS
O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou preocupação com a tramitação de proposta de emenda constitucional destinada a mudar a sistemática de pagamento de precatórios - nome dado às ordens de pagamento provenientes de sentenças judiciais contra a Fazenda Pública da União, dos estados e municípios. Segundo ele, ao reabrir uma questão já solucionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Legislativo pode estar cometendo um equívoco.
- Meu receio é de que estejamos repetindo erros do passado e desperdiçando a chance de resolver, de uma vez por todas, essa questão que é da mais alta relevância para a vida de um conjunto significativo de pessoas e instituições – salientou.
A proposta em questão é a PEC 74/2015, que começou a tramitar na Câmara dos Deputados com o apoio de diversos partidos, conforme Paim. O texto cria regras que assegurem aos governos condições mais facilitadas para quitar os precatórios, inclusive adotando um teto de comprometimento das receitas para os pagamentos. A proposta também autoriza a liberação de depósitos judiciais em favor do poder público de modo que esses recursos sejam empregados na quitação de precatórios.
O senador destacou nota técnica da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de junho passado, em que a entidade critica a flexibilização das regras. Segundo a OAB, a nova PEC reduz o comprometimento orçamentário mensal fixado pelo Supremo sem estabelecer qualquer sanção para punir administradores que lançarem mão dos depósitos judiciais ou de financiamentos acima do limite global de endividamento global, sem efetivamente usar os recursos para quitar as ordens de pagamento.
- Em tese, o gestor público poderá utilizar os recursos auferidos para satisfazer outras necessidades, deixando de efetuar o pagamento dos precatórios. Assim, a OAB também revela a preocupação de que as normas possam gerar descontrole nas finanças dos estados e municípios – comentou Paim. (Com

►EX PARLAMENTAR TERÁ EMENDAS LIBERADAS
O governo federal vai responder, nos próximos dias, a uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinando que garanta ao ex-deputado Beto Albuquerque acesso à execução de suas emendas parlamentares individuais. A liminar foi deferida no dia 1º e os representantes do governo responsáveis pelo cumprimento da medida já foram comunicados da decisão.
Além de reclamar que a decisão não tenha sido cumprida até o momento, Beto Albuquerque diz que pretendia entrar, nesta segunda-feira (13), com uma notificação ao governo para que a decisão seja cumprida. Ele alega ter tentado, sem sucesso, comunicar-se com os órgãos da administração pública nos últimos dias para conseguir acessar o sistema. “Durante toda a semana, o governo ignorou e está descumprindo uma decisão judicial.”
A decisão da Justiça é considerada inédita porque foi tomada com base nas novas regras para concessão das emendas, após a aprovação, no ano passado, do Orçamento Impositivo, que obriga a União a conceder os repasses de forma igualitária aos deputados federais.
Na liminar, o ministro Napoleão Nunes, do STJ, determinou que o Ministério do Planejamento e a Secretaria de Relações Institucionais forneçam o acesso e a senha ao ex-deputado e que ele tenha o mesmo prazo que os deputados reeleitos para fornecer os dados sobre os beneficiários das emendas. Ainda na decisão, Napoleão Nunes solicita a notificação do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e ao vice-presidente Michel Temer, que comanda a secretaria, que cumpram a decisão e apresentem informações sobre o assunto.

►PESSIMISMO RONDA O PAC E O MINHA CASA
As empresas de construção civil que executam obras dos programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida estavam mais pessimistas em junho na comparação com dezembro do ano passado. É o que revela uma edição especial da Sondagem da Construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), feita com empresas que atuam nos programas federais.
Foram consultadas 667 empresas. Entre as construtoras pesquisadas, 32,5% disseram executar obras do PAC. Destas, 51,7% preveem que o volume de obras diminuirá nos próximos 12 meses. Em dezembro, o percentual era 28,1%. As empresas que apostam em aumento do volume de obras representam 11,1%, uma queda em relação aos 17,2% verificados em dezembro do ano passado. Outros 37,2%, acreditam em estabilidade. Na apuração anterior, 54,8% disseram que a execução se manteria estável.
Em relação ao Minha Casa, Minha Vida, 24,9% das 667 empresas consultadas disseram fazer obras do programa habitacional. Mais da metade delas (57%) apostam em uma diminuição do volume de obras para os próximos 12 meses. Em dezembro, os pessimistas representavam 20,7%. O percentual dos que acreditam em crescimento caiu de 24,5% em dezembro para 7,2% nesta apuração. Os que estimam um ambiente de estabilidade representam 35,8%. Em dezembro, o percentual era 54,8%.
As empresas também disseram haver atraso no pagamento dos serviços prestados. Entre as que fazem obras do PAC, 65,2% informaram que as medições físicas dos serviços executados para permitir os desembolsos mensais de financiamento para a construção não estão sendo feitos no prazo. No Minha Casa, Minha Vida, a demora é de pelo menos 60 dias para 55,7% das construtoras.
Os indicadores da pesquisa revelam também que o descontentamento com o ambiente de negócios entre as empresas que executam serviços para o governo federal já se aproxima da percepção do setor como um todo. O Índice de Confiança da Construção (ICST) terminou o semestre 23,5 pontos percentuais abaixo do nível verificado em dezembro. O índice apenas para as empresas do PAC recuou 24,7 pontos percentuais e, no Minha Casa, Minha Vida, 25,1 pontos percentuais.

►CAI O CONSUMO DE GÁS NATURAL
Pesquisa divulgada na sexta-feira (10) pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) revela queda de 5,3% no consumo de gás natural em maio, em comparação a abril deste ano. Em relação a igual mês do ano passado, a redução do consumo alcançou 5,4%.
Segundo o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon, a retração no consumo de gás natural foi provocada pela baixa atividade industrial e pela queda de competitividade das empresas, devido ao cenário econômico desfavorável no país. “O gás natural vem perdendo espaço, estamos vivendo uma forte concorrência com o óleo combustível e o gás liquefeito de petróleo (GLP)”, destacou Salomon.
De acordo com o presidente da Abegás, foi a primeira vez, nos últimos meses, que todos os segmentos pesquisados apresentaram queda do consumo. Na indústria, a retração foi de 2,2%, em relação ao mês anterior, mostrando estabilidade no acumulado do ano. A indústria automotiva, por exemplo, que apresentava recuperação no consumo de gás natural, teve queda de 0,9% em maio, comparativamente a abril, acumulando redução de 3,5% nos cinco primeiros meses deste ano.
A pesquisa mostra que, em decorrência do desempenho da indústria, a cogeração a gás foi a mais prejudicada, com queda de 13,2%, em relação a abril, e de 6,9% no ano, em comparação ao mesmo período de 2014.
O setor comercial encerrou o mês de maio com redução no consumo de gás de 3,68% ante abril, embora mostrasse incremento de 2,3% de janeiro a maio deste ano. Salomon atribuiu o resultado positivo no ano aos investimentos em expansão das redes de distribuição.
Já o setor residencial, que havia apresentado balanços positivos nas últimas pesquisas, terminou o mês de maio com queda de 3,5% no consumo de gás em maio, em comparação a abril, acumulando no ano alta de 1,3%.

►”GATOS” NO RIO CUSTAM R$ 850 MILHÕES
As ligações clandestinas de energia, conhecidas como “gatos”, feitas nas comunidades carentes do Rio de Janeiro, provocam prejuízo anual de R$ 850 milhões à distribuidora Light, informou sexta-feira (10) a empresa. Na avaliação do presidente do Conselho de Consumidores da Light e do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico, Eletrônicos e Eletrodomésticos do Rio de Janeiro (Simerj), Antônio Florêncio, a população do Rio vive o resultado da desordem da ocupação urbana.
O furto de energia causa perda de arrecadação nos três níveis (federal, estadual e municipal), ao mesmo tempo em que faz a população ligada de forma regular ao sistema de distribuição pagar por quem rouba energia. “Pagaríamos 17% a menos na nossa conta de luz se todos pagassem”, afirmou Florêncio. Em algumas comunidades, de forma experimental, foram desenvolvidos projetos de regularização e eficiência energética, além de adequação paulatina à tarifa, com resultados positivos.
Um exemplo é a favela Santa Marta, no Morro Dona Marta, em Botafogo, zona sul do Rio, onde todas as ligações foram regularizadas, com substituição dos equipamentos das residências por outros mais eficientes em termos de consumo de energia, para tornar a conta mais acessível a quem paga.
Para Florêncio, a causa das ligações informais está atrelada ao custo da energia. “O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços [ICMS] do estado do Rio de Janeiro é o maior do Brasil”. O peso  dos encargos, tributos e taxas alcança mais de 60% da conta de energia.
Também a distribuidora de energia Ampla, que abastece 66 municípios fluminenses, ou 73% do território estadual, sofre com as ligações clandestinas. Nos 12 meses compreendidos entre abril de 2014 a março de 2015, as perdas de energia da concessionária atingiram 20,19% do total da energia distribuída pela empresa, contra 19,96% registrados de abril de 2013 a março de 2014. O valor econômico dos prejuízos não é divulgado pela empresa.
Para combater o furto de energia, a Ampla implantou em 2005 a medição eletrônica de energia nos municípios de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí, Duque de Caxias e Magé. Hoje, 708 mil clientes têm esse sistema instalado e mais 100 mil deverão operar com ele até 2018.

►INFLAÇÃO DA TERCEIRA IDADE CHEGA A 9,37%
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que apura a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, fechou o segundo trimestre do ano, com aumento de 2,46%, informou o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).
Os dados indicam que os preços da cesta das famílias da terceira idade vêm subindo mais do que os que compõem o Índice de Preços ao Consumidor para o total do país (IPC-BR). No segundo trimestre do ano, o IPC3i fechou 0,29 ponto percentual acima do IPC-BR (2,17%). Nos últimos 12 meses, enquanto o IPC para o total do país ficou em 9,15%, a inflação para as famílias da terceira idade fechou com inflação anualizada de 9,37%, resultado 0,22 ponto percentual superior.
Na passagem do primeiro trimestre de 2015 para o segundo trimestre de 2015, no entanto, a taxa do IPC-3i registrou desaceleração de 1,69 ponto percentual, passando de 4,16% para 2,46%, com quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação.
A principal contribuição partiu do grupo habitação, cuja taxa passou de 6,88% para 2,53%. O item que mais influenciou o comportamento desta classe de despesa foi tarifa de eletricidade residencial, que variou 2,91%, no segundo trimestre, ante 35,11%, no anterior.

►TRÊS NOVAS ÁREAS DE LAZER EM CAXIAS
Os moradores dos bairros Jardim Gramacho, Jardim Primavera e Parque Paulista ganharam sexta-feira (10), praças totalmente reformadas e modernizadas pela prefeitura. Em cada uma das áreas de lazer recebeu tratamento paisagístico, academia de ginástica e playground.
Na localidade de Paraíso, no Jardim Gramacho, a Praça José Domingos Neto passou por uma ampla reestruturação ganhando pista de skate, academia de ginástica, playground, o campo de futebol recebeu nova grama sintética, além da urbanização do calçamento. A área de lazer também recebeu melhorias, por parte da prefeitura.
Durante a solenidade de entrega das obras, o prefeito Alexandre Cardoso disse que a prioridade de sua administração foi a Educação e a Saúde. Como exemplou destacou a ampliação das unidades do Programa Saúde da Família (PSF), o investimento de mais R$ 9 milhões na área. “ Antes de investir na reforma de praças, optei por melhorar a qualidade da saúde do município. O Hospital Duque de Caxias foi reaberto, Caxias ganhou uma Central de Vacinas, o número de PSFs cresceu, a obra do Hospital Infantil Ismélia Silveira está em fase final. A prefeitura reformou mais de 90 escolas”, disse o prefeito.
“Agora chegou o momento de a prefeitura reformar e reestruturar áreas de lazer da cidade, como foi feito aqui no Paraíso. Outros bairros de Caxias também estão recebendo melhorias, além de contar com academias de ginástica”, explicou o prefeito.
Outro bairro beneficiado na modernização de praças foi o Jardim Primavera, onde a Praça da Rua 2. Campo de futebol com novo iluminação e grama sintético, área de convivência reformada, brinquedos para as crianças e academia de ginástica.
A última praça inaugurada foi a do Parque Paulista, no terceiro distrito. O local foi modernizado com a recuperação do campo de futebol e do playground, passando a contar com uma academia de ginástica.
Estiveram presentes a entrega das praças, secretários municipais, o presidente da Câmara Eduardo Moreira, vereadores, o deputado federal Celso Pansera, o deputado estadual Dica. (Foto: Ralff Santos)

►SENAI/BAIXADA REVELA ALUNOS DE OURO
Dos 12 alunos do SENAI Baixada Fluminense que disputaram a etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento, Marina de Oliveira Correa, 17 anos, do SENAI Nova Iguaçu; e Dennison Andrey Siqueira Brito (foto), 20, SENAI Duque de Caxias, foram destaques e levaram medalha de ouro nas modalidades Segurança do Trabalho e Eletricidade Industrial, respectivamente. A premiação foi na na sede do Sistema FIRJAN, no Centro do Rio. 
Mais de 800 alunos de todo o estado participaram da primeira fase da Olimpíada, a escolar, mas apenas 201 foram selecionados para a etapa estadual. Agora, os medalhistas da estadual nas 27 áreas profissionais poderão representar o Rio de Janeiro na fase nacional. 
A Olimpíada do Conhecimento é a maior competição de educação profissional da América Latina e foi criada para formar profissionais em nível de excelência para o mercado de trabalho da indústria, além de avaliar a qualidade da educação profissional no SENAI. No torneio, composto pelas etapas escolar, estadual, nacional e internacional, os competidores são desafiados a executar tarefas do dia a dia das empresas, dentro de prazos e padrões internacionais de qualidade.

►CAXIAS TAMBÉM CURTE ROCK
Escolhido para homenagear o Live Aid, megaevento que aconteceu no dia 13 de julho de 1985, simultâneo em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos com o objetivo principal do fim da fome na Etiópia, o Brasil comemora todos os anos o Dia Mundial do Rock. Em Duque de Caxias a data não passou em branco e foi antecipada. Na sexta-feira e no sábado (10 e 11), na Praça do Pacificador, sob a estrutura da Biblioteca Municipal Leonel Brizola, o evento reuniu nove bandas que atraíram muita gente, em sua maioria jovens que curtem Rock’n Roll. Muitos com mais de 40 anos também prestigiaram a comemoração, como o subsecretário municipal de Cultura e Turismo, André Oliveira.
Hero Beat Jack
No primeiro dia se apresentaram as bandas Hero Beat Jack, Quarto Teto, El Toco e Kapitu. No sábado os grupos Facção Caipira, Diabo Verde, Blind Horse, Jessie Mey e Zero9 sacudiram a galera que curtiu os trabalhos autorais de cada banda. O show, realizado excepcionalmente em dois dias faz parte do projeto Rock na Biblioteca, promovido na primeira sexta-feira de cada mês, e a cada evento atrai um número meios de expectadores. No local já se apresentaram bandas da Baixada Fluminense, da Região Metropolitana e de outros estados.
Para Luiz Renato um dos responsáveis pelo Rock na Biblioteca, o projeto está dando certo. “Nos dias de apresentação recebemos cada vez mais gente. Roqueiros e quem curte ou já curtiu rock param para ouvir o som e elogiam os músicos. Nosso propósito de formação de público está dando certo”, destaca Luiz Renato, que agradeceu também o apoio da Prefeitura, através da secretaria de Cultura e Turismo.