CONQUISTAM A CASA PRÓPRIA

O drama de 700 famílias de ex-operários da extinta FNM, moradores das Vilas Santa Alice e Nossa Senhora das Graças e do Conjunto Salgado Filho, em Xerém, começam nesta terça-feira a receber as escrituras de compra e venda das casas que ocupam desde os anos 40, quando elas começaram a ser erguidas. As vilas faziam parte do projeto de implantação da Fábrica Nacional de Motores, na década de 40, mo governo Vargas. Com recursos do IAPI - Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários, o Governo comprou uma área de cerca de 6 mil hectares, onde seriam construídas três unidades industriais: a Fábrica Nacional de Motores, a Fábrica Nacional de Tratores, e a Fábrica Nacional de Aviões de Transporte. Essas três fábricas absorveriam mais ou menos 5 mil operários, que necessitariam de uma cidade de pelo menos 25 mil habitantes. Uma área de 20 alqueires foi reservada para a criação de gado para a produção de leite e laticínios, carne, cultura de feijão, arroz e outros gêneros, além de aves destinados ao consumo local, o que permitiram à FNM servir gratuitamente, todos os dias, de três a quatro mil refeições aos seus operários. O excedente era vendido a baixo preço às famílias dos camponeses de Xerém, que constituíram uma cooperativa. Tanto os operários como os trabalhadores rurais tinham carteira assinada pela fábrica, com todos os direitos trabalhistas assegurados. Com a venda da FNM para a Fiat, em 1968, a produção foi transferida para uma nova fábrica em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Com a demissão dos empregados da FNM, as vilas operárias e o Conjunto Salgado Filho, este construído para abrigar os engenheiros da Alfa Romeu, passaram para o Serviço do Patrimônio da União, que vinha cobrando “Taxa de Ocupação” das famílias dos ex-empregados da FNM. Em janeiro de 2007, a Prefeitura propôs à União a venda dos imóveis aos seus moradores, todos descendentes dos antigos operários da FNM. O preço final foi fixado em R$ 15 mil e, nesta terça-feira, a Prefeitura começa a entregar, em Jardim Primavera, as primeiras escrituras de compra e venda desses imóveis, pondo fim à agonia em que viviam essas 700 famílias desde 1968.
LARGO DO GANSO GANHA
PONTO DE MOTO-TÁXI

INCÊNDIO EM GALPÃO SÓ
DESTRUIU PROPAGANDA

• O problema é que, até hoje, a Polícia não conseguiu esclarecer nem o assassinato do vereador Tião do Táxi, nem as tentativas contra Chiquinho Grandão e Quinzé, muito menos descobrir os autores dos tiros de fuzil contra a Câmara de Vereadores e a Biblioteca Leonel Brizola.
• Segundo denúncia do blog Campinarte, a única praça do bairro Nova Campinas, em Imbariê, está às escuras, apesar dos moradores pagarem até uma taxa de até 10% sobre seu consumo residencial, comercial ou industrial, a título de Contribuição de Iluminação Pública (CIP), cobrada pela concessionária Ampla. Pelo contrato firmado entre a Prefeitura e a CELF, hoje pertencente à Ampla, cabe à empresa realizar os serviços de manutenção da iluminação pública, inclusive troca de lâmpadas, cujas despesas são cobertas pela CIP. Quem deve fiscalizar o contrato de concessão e a cobrança da CIP é a inoperante Secretaria de Serviços Públicos.
• Aliás, o bairro Nova Campinas, construído pela CEHAB/RJ no primeiro Governo Leonel Brizola, nos anos 80, foi resultado da grilagem de terras que pertenciam ao ex-deputado Hugo Borghi, um dos líderes da campanha que levo Getúlio de volta ao poder em 1950 e um dos fundadores do Lóide Aéreo Nacional.
• Além de estelionato, as terras de Nova Campinas também serviram para o enriquecimento de políticos ligados a Brizola, inclusive com o uso de cheques sem fundos e a “compra de direitos” de posseiros já motos. A situação chegou a tal ponto que Brandão Monteiro e o advogado João da Penha, ambos ligados a Brizola, deram entrevista ao JB, logo depois das eleições de 82, denunciando as fraudes envolvendo a compra e posterior venda das terras de Nova Campinas para a CEHAB/RJ.
• Fazer e assistir filmes são atividades plenas quando acontecem no plural. E o Cine-clube Mate com Angu promove uma parceria com o site OVERMUNDO, para a exibição, nesta quarta (29) de filmes disponibilizados pelos usuários no portal. São obras produzidas e publicadas no site por pessoas comuns, que serão exibidos a partir das 20 horas, com entrada gratuita.
• No programa desta quarta-feira, serão exibidos os filmes CULTURA DIGITAL, de Pedro Bayeux, SAL GROSSO, de André Amparo e Ana Cristina Murta, DEKASSEGUI, de Roberto Maxwel, BALETÉIA E A BONECA MISTERIOSA, dos Alunos do Núcleo de Artes Alencastro Guimarães, IMPARCIAL, de Thelmo Corrêa, Rogério Farandola e Bruna Freitag. O cine-clube Mate com Angu funciona na sede da Lira de Ouro, Rua Sebastião de Oliveira, 72, próximo ao calçadão da AV. Nilo Peçanha, Centro de Caxias. Para os cinéfilos da Capital, haverá um ônibus especial saindo da Escola de Música da UFRJ, na Rua do Passeio, às 19horas. Maiores detalhes em www.matecomangu.com.br e www.overmundo.com.br
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