EX AUDITOR CULPA GESTORES
POR PREJUÍZOS NA PETROBRAS
Mauro
Cunha, ex-integrante do Comitê de Auditoria da Petrobras, fez nesta terça-feira
(28), em depoimento à CPI que investiga irregularidades na estatal, fortes
críticas à gestão da empresa. O Comitê de Auditoria foi criado para assessorar
o Conselho de Administração da companhia, do ponto de vista contábil e de
controle interno, uma exigência da lei americana – que a Petrobras tem que
seguir por ter ações na Bolsa de Nova Iorque. Em março de 2014, Cunha
questionou o modelo de avaliação contábil das obras das refinarias da Petrobras
e votou contra a aprovação do balanço da empresa. O balanço foi publicado mesmo
assim.
Cunha foi eleito para o cargo pelos acionistas minoritários da Petrobras e,
depois de se recusar a aprovar o balanço, foi afastado, segundo ele, pelo
presidente do Conselho Administrativo da estatal, o ex-ministro da Fazenda,
Guido Mantega.
“Eu
estava há apenas um ano no comitê e fui expulso, sob a alegação de que seria
feita uma renovação total, o que não ocorreu. Só eu saí, depois que não quis
referendar o balanço da empresa. A partir daí o conselho passou a ser
controlado apenas por pessoas indicadas pelo controlador, ou seja, pelo
governo”, explicou.
Entre os motivos que ele alegou para não aprovar o balanço está a perda de
valor contábil da Refinaria Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco, e o que ele
chamou de “mascaramento” de problemas cambiais ao se analisar os ativos da
empresa. “O comitê foi aparelhado”, disse Cunha à CPI.
Segundo Cunha, o sistema de controle interno da Petrobras falhou e não
identificou atos de corrupção na estatal, o que foi motivado por erros de
gestão – além dos atos irregulares de diretores. “O conselho de administração
não consegue enxergar atos isolados de corrupção. A Petrobras possui o sistema
de governança mais completo que já vi, mas ele só é fantástico no papel. Normas
internas não foram cumpridas. A governança falhou”, disse.

Cunha responsabilizou os gestores da Petrobras pelos prejuízos da empresa nos
últimos anos. “A enorme capitalização da Petrobras atropelou princípios. Foram
330 bilhões de dólares de prejuízos desde 2009”, disse. Segundo ele, somente a
política de combustíveis da Petrobras gerou prejuízos de 100 bilhões de dólares
nos últimos anos. “[foram feitos] investimentos ruins e procedimentos foram
ignorados para viabilizar projetos. ”
Outro
depoente na CPI, o ex-gerente jurídico da Petrobras Fernando de Castro Sá disse
que ele e a então gerente-executiva de Serviços da Petrobras, Venina Velosa da
Fonseca, levaram uma “bronca” do então diretor de Serviços, Renato Duque, que
os acusou de “criar problemas” ao se posicionarem contra a assinatura de
aditivos em contratos da estatal.
“Fomos chamados a uma reunião no gabinete de Duque pelo então diretor de
Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e chegando lá o diretor Duque disse que
nossos pareceres não seriam levados em consideração e que os aditivos seriam feitos
com base na decisão da área de engenharia”, disse Sá em depoimento na
sub-relatoria de Superfaturamento e Gestão Temerária na Construção de
Refinarias da CPI.
Venina tinha se recusado a celebrar aditivos em contratos que já tinham sido
encerrados, o que irritou Duque.
Segundo Sá, a Petrobras atendia pressões da Associação Brasileira de Montagem
Industrial (Abemi) na formalização de contratos e aditivos com as empresas
contratadas.
►DOCUMENTO BOMBA A CAMINHO
O ex-gerente jurídico Fernando de Castro Sá disse que as
pressões e o não atendimento dos pareceres jurídicos começaram em 2007, com as
obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Ele informou que chegou a
elaborar um dossiê, entregue ao Ministério Público, que contém comprovantes da
influência da entidade nos contratos. “Foi feita uma ata de reunião em que foi
consignado que uma minuta de contrato com a Petrobras seria submetida ao setor
jurídico da Abemi”, contou.

O advogado diz que foi perseguido por
denunciar interferências na estatal, pois e questionava cláusulas atendidas
pela Petrobras a pedido da Associação Brasileira de Montagem Industrial quando
foi afastado do cargo que ocupava. Ele disse que passou a ser perseguido
na empresa quando começou a questionar os pareceres jurídicos elaborados para a
contratação de empresas pela Diretoria de Abastecimento, na época comandada por
Paulo Roberto Costa. Os questionamentos dele se referiam principalmente aos
aditivos que a Petrobras celebrou com as empresas contratadas.
Ao final do seu depoimento, Fernando de Castro Sá se comprometeu a enviar cópia
do dossiê à CPI.
►AUMENTA O DESEMPREGO: 6,2% EM MARÇO
A taxa de desemprego medida mensalmente pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) subiu de 5,9%, em fevereiro, para
6,2% no mês de março, informou hoje (28) o instituto na Pesquisa Mensal de
Emprego. Para o IBGE, essa variação mostra estabilidade. Em março do ano passado,
a taxa alcançou 5%.
O desemprego registrado em março de 2015 igualou a taxa de
março de 2012, quando também chegou a 6,2%. O percentual é o maior registrado
em um mês de março desde 2011, quando a taxa foi 6,5%.
Segundo a gerente da Pesquisa Nacional de Amostra por
Domicílios, Maria Lúcia Vieira, que participou da divulgação da Pesquisa Mensal
do Emprego, os primeiros meses do ano costumam apresentar alta da taxa de
desocupação, que perde força a partir de abril. "De janeiro até março, há
uma tendência de elevação da taxa de desocupação. É a tendência de início de
ano de todos os anos", disse ela, ao acrescentar que há mais gente
procurando emprego em março deste ano que no ano anterior.
Desde dezembro de 2014, o percentual da população ocupada
teve queda, partindo de uma redução de 0,7% no último mês do ano passado que se
intensificou para -0,9% em janeiro e -1% em fevereiro. Em março, a queda foi
0,2%, o que, apesar do enfraquecimento, mostra que pessoas que perderam seus
empregos podem não estar encontrando novo. "Isso revela que pessoas estão
saindo de seus postos de trabalho e nem todas estão conseguindo se
recolocar", destaca a gerente.
De acordo com o IBGE, o rendimento real habitual do
trabalhador foi R$ 2.134,60, menor que o registrado em fevereiro de 2015 e
março do ano passado, meses em que foram registradas, respectivamente, rendas
de R$ 2.196,76 e de R$ 2.200,85.
Em termos percentuais, o rendimento real habitual em março
caiu 2,8% em relação a fevereiro deste ano e 3% na comparação com março do ano
passado.
As seis regiões pesquisadas pelo IBGE na Pesquisa Mensal de
Emprego são Recife, que teve desemprego de 8,1%, Salvador (12%), Belo Horizonte
(4,7%), Rio de Janeiro (4,8%), São Paulo (6%) e Porto Alegre (5,1%).
O número de desocupados nas seis regiões aumentou em 280
mil pessoas na comparação com março do ano passado e se manteve estável na
comparação com fevereiro. O nível de ocupação se manteve estável em 52,1% em
relação a fevereiro deste ano, mas caiu 0,9 ponto percentual em relação a março
de 2014.
►PROCON PROMOVE
OPERAÇÃO ARAPUCA
O Procon Estadual realizou nesta segunda-feira (27) a
Operação Arapuca, que verificou se as ofertas realizadas em estabelecimentos do
Rio de Janeiro de mais produto por menos valor eram verdadeiras. Dos treze
estabelecimentos vistoriados, doze foram autuados por oferta enganosa.
O Prezunic da Av. Brás de Pina, anunciava um pacote de
escova de dentes no valor de R$16,11, no qual o consumidor levaria duas pelo
preço de uma. Mas cada escova era vendida a R$8,99. Assim, adquirindo o pacote,
o cliente não levaria uma de graça, tendo apenas um pequeno desconto. Outro
exemplo de produtos anunciados como gratuitos, mas que na verdade seu custo
estava embutido no valor total do kit à venda, foi encontrado no Guanabara da
Avenida Monsenhor Félix, em Irajá. No estabelecimento, a embalagem de sabão em
pó com duas unidades de 2kg anunciava que trazia um tira manchas gratuito e
custava R$13,98. Mas o preço de duas unidades do sabão em pó adquiridos
separadamente era R$9,98. Ou seja, o tira manchas não saia de graça.
O consumidor também pode ser induzido ao erro quando a embalagem econômica, que
contém maior quantidade do produto, é vendida com preço maior que a original.
No Pão de Açúcar da Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, por exemplo, os
fiscais encontraram a maionese de 500g no valor de R$5,59. O supermercado
vendia também outra embalagem do mesmo produto com 550g com o custo de R$6,49,
ou seja, R$0,34 mais cara que a original. Já no WalMart, de Cachambi, a
irregularidade consistia na porcentagem de desconto ofertado, que era 14%
inferior ao anunciado na compra da segunda unidade de um desodorante.
Neste mês, o Procon Estadual instaurou um processo administrativo contra a
empresa justamente devido a uma oferta que induzia o consumidor a erro. Em
cartaz, a empresa anunciava três barras de chocolate por R$11,97, com a frase
“leve mais por menos”, porém, não havia diferença de preço para o consumidor
que levasse apenas uma unidade, por R$3, 99.No Extra (Carioca Shopping -
Vicente de Carvalho) a oferta do papel higiênico “leve 16 e pague 15”, cujo
pacote custava R$15,90, informava que a unidade do produto custava R$0,99,
quando na verdade custava R$1,06, já que a oferta dizia que uma unidade era
grátis. A oferta “leve 24 e pague 22”, induzia o consumidor a acreditar que na
compra de mais unidades o valor unitário do produto era menor, porém a unidade
custava R$1,22 nesta embalagem, mais cara que no pacote menor.
No Wal-Mart (Cachambi) o Creme dental individual (90g) custa R$2,88, já no
pacote “leve 4, pague 3” a unidade sai a R$2,96, portanto a quarta unidade da
embalagem promocional não é gratuita. Embalagem promocional com dois
desodorantes induz que o consumidor irá obter desconto de 40% na segunda
unidade, porém o desconto concedido é de 25,72%.
►MUTIRÃO
PARA SALVAR AS FINANÇAS DO RJ
Os
contribuintes do Estado do Rio em débito com impostos estaduais e
municipais poderão regularizar sua situação, com anistia de juros, no mutirão
que será realizado, em um prazo de 60 dias, no Maracanãzinho, pelo Governo do
Estado do Rio, em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ), a
Assembleia Legislativa (Alerj) e a Corregedoria Nacional de Justiça.
Nesta
segunda-feira (27), o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio,
desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho reuniu-se com o governador do
Estado, Luiz Fernando Pezão, e com a Corregedora Nacional de Justiça, ministra
Nancy Andrighi, no Palácio Guanabara, para o anúncio da adesão do Rio ao
Programa Nacional de Execuções Fiscais, promovido pela Corregedoria.
Na próxima
semana, o governador vai enviar à Alerj um projeto propondo a anistia dos
juros, com o objetivo de facilitar a renegociação dos débitos. A proposta é
para que seja cobrado o valor original da dívida com acréscimo apenas da
correção monetária. Segundo o governador, o débito dos contribuintes soma R$ 66
bilhões.
Para o
presidente do TJRJ, o mutirão vai proporcionar aos contribuintes em débito a
oportunidade de recuperar sua situação legal, saindo da inadimplência. Ele
lembrou que, durante o mutirão, magistrados do TJRJ realizarão audiências para
atendimento das grandes empresas que desejarem renegociar seus débitos.
“Estamos
apoiando totalmente essa iniciativa da Corregedoria Nacional de Justiça no
sentido de ter uma nova visão da cobrança da execução fiscal. Além de
diminuir o número de processos, que hoje está na casa dos 600 a 700 mil, o
programa também vai beneficiar os contribuintes que desejam regularizar seus
débitos. Para isso, é fundamental a união dos poderes Executivo, Judiciário e
Legislativo”, afirmou o presidente do TJRJ.
A
corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, aposta no sucesso do
mutirão no Rio de Janeiro, a exemplo do que aconteceu no Distrito Federal,
durante o lançamento do programa em fevereiro. No mutirão realizado em
Brasília, cerca de 37 mil contribuintes renegociaram seus débitos.
“Para
tanto, vamos unir os esforços. Vamos trabalhar junto com as secretarias de
fazenda do estado e dos municípios, com o Poder Judiciário e o Poder
Legislativo, apoiando no sentido de criar mecanismos de incentivos para que o
pagamento desses tributos seja feito”, disse a ministra.
O
governador alertou que o mutirão vai ser a única chance para o contribuinte
quitar seus débitos com a anistia das multas. “Nós vamos facilitar ao máximo,
em uma grande campanha de comunicação, mostrando que quem entrar neste
parcelamento não vai ter outro. O estado vai colocar todas as condições para o
cidadão e para o empresário ficarem legais”, frisou Pezão.
►CAI A
RENDA REAL DO BRASILERIO
A queda
de rendimento médio real habitual dos trabalhadores registrada em março de 2015
pela Pesquisa Mensal do Emprego (PME) foi a maior desde janeiro de 2003, se
considerada a comparação com mês imediatamente anterior. De acordo com o IBGE,
a renda caiu 2,8%, recuando de R$ 2.196,76 para R$ 2.134,60.
Na
comparação com março do ano passado, a perda do rendimento foi 3%, maior recuo
desde fevereiro de 2004. Com a queda, a renda dos trabalhadores ficou abaixo
também da registrada em março de 2013, quando era R$ 2.136,71. Em março de
2014, os trabalhadores recebiam, em média, R$ 2.200,85.
Os
funcionários públicos estatutários e militares foram os que mais perderam
rendimento na comparação com fevereiro, e também na comparação anual, com
quedas de 2,3% e 3,1%. No ano passado, a renda média desse grupo era R$
3.726,10, e, neste ano, o valor ficou em R$ 3.612,10. Segundo a coordenadora da
Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílio, Maria Lúcia Vieira, que apresentou
os dados da PME, a falta de reajustes pode ter sido uma das causas da queda.
Os
trabalhadores com carteira assinada sofreram a segunda maior redução de
rendimento. Eles perderam 2,1% em comparação com fevereiro e 2,3% na comparação
com março. A renda média desse grupo caiu de R$ 2.005,37 para R$ 1.959,70,
enquanto os trabalhadores sem carteira assinada passaram de R$ R$ 1.518,63 para
R$ 1.560, com alta de 2,7%. Em relação a fevereiro, no entanto, esse grupo
também perdeu renda, com uma queda de 0,4%.
No
rendimento médio habitual dos trabalhadores nas seis regiões metropolitanas
pesquisadas, a maior queda ocorreu em Salvador: a renda caiu 6,8% na comparação
com fevereiro e 6,9% em relação a março de 2014, chegando a R$ 1.601,80, a
menor entre as seis regiões.
Quem mais
sentiu os efeitos da queda no rendimento em Salvador foi o trabalhador por
conta própria: a renda caiu 7% em relação a fevereiro e 18,7% em relação a
março de 2014. A renda do trabalhador sem carteira assinada no setor privado
subiu 9,1% em comparação com fevereiro e 18,8% em comparação com março.
Porto
Alegre teve a segunda maior queda no rendimento na comparação com o mês de
fevereiro, de 4,4%. Em relação a março do ano passado, a região metropolitana
gaúcha teve recuo de 3,5% no rendimento real habitual dos trabalhadores, que
ficou em R$ 2.099,30.
A região
metropolitana do Recife foi a única que teve aumento da renda na comparação com
o ano passado, com alta de 2,2%, de R$ 1.605,06 para R$ 1.641. Quando analisado
o mês imediatamente anterior, houve retração de 1,4% na renda.
Rio de
Janeiro (-2,6%), Belo Horizonte (-3,1%) e São Paulo (-2,3%) também tiveram
queda na comparação com fevereiro, e, quando comparadas a março de 2014, essas
três regiões metropolitanas tiveram queda de 2,2%, 2,8% e 3,4%.
►MERCADO
PREVÊ ALTA DA SELIC
O Comitê
de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia na tarde desta terça
(28) mais uma reunião para definir o patamar da Selic, taxa básica de juros da
economia, pelos próximos 45 dias. A expectativa de analistas e investidores do
mercado é que a autoridade monetária opte por um novo aumento de 0,5 ponto
percentual. Caso a projeção se confirme, a Selic, atualmente em 12,75%, chegará
a 13,25% ao ano. O comitê anunciará sua decisão amanhã (29).
A
expectativa de que a Selic chegará a 13,25% está no mais recente boletim Focus, pesquisa feita pelo BC semanalmente
com instituições financeiras. Os investidores ouvidos para o Focus também acreditam que a
taxa básica encerrará o ano nesse patamar, ou seja, eles apostam que não haverá
novas altas.
O Copom
retomou o ciclo de elevações da Selic em outubro do ano passado. Desde então, a
taxa, que estava em 11% ao ano, acumula alta de 1,75 ponto percentual. Na ata
da última reunião, que ocorreu em 2 e 3 de março, os integrantes do comitê
justificaram a decisão de elevar a Selic em 0,5 ponto percentual alegando que o
balanço de riscos da inflação estava “menos favorável”.
A taxa
básica de juros é o instrumento do BC para controle da inflação. Quando o Copom
aumenta a Selic, o objetivo é conter o movimento de alta de preços, reduzindo a
demanda por meio do encarecimento do crédito. Quando há redução da taxa básica,
a tendência é o crédito tornar-se mais barato, com estímulo à produção e ao consumo.
De acordo com a pesquisa Focus, o mercado projeta inflação
de 8,25% para 2015.
►ARQUIVADA
QUEXA-CRIME CONTRA BAZÃO
O Órgão
Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou,
por maioria de votos, na sessão desta segunda-feira (27) a queixa-crime
oferecida pela deputada estadual Cidinha Campos contra o deputado Domingos
Brazão.
No dia 3
de junho de 2014, durante sessão realizada na Assembleia Legislativa do Estado
do Rio sobre código de ética e decoro parlamentar, Brazão teria ofendido
pessoalmente a deputada.
Para o
relator do processo, desembargador Cláudio de Mello Tavares, o rompante de
Brazão teria ocorrido durante discussão acalorada em que estava ausente o dolo
específico, o que afastaria a tipicidade penal. Para o magistrado, os ânimos
estavam exaltados e as palavras foram lançadas a esmo, sem configurar ameaça. (Proc.
nº 0028970-20.2014.8.19.0000)
Brazão trocará
o mandato de deputado estadual por uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado).