ATUAÇÃO DA LIGHT E DA AMPLA
Uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Duque de Caxias vai avaliar nesta segunda-feira (6) a atuação das distribuidoras Light e Ampla,
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Por iniciativa do vereador Dalmar Lírio, presidente da Câmara, foram convidados para a audiência o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia,; o presidente da Ampla, Christian Fierro; o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), João Alziro Herz da Jornada; e o presidente da Light, José Luiz Alqueres. Também foram convidados o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson José Hubner Moreira, e o superintendente da agência, Paulo Henrique Silvestri Lopes. A audiência, marcada para começar às 10:00 horas, contará com a presença de consumidores e dirigentes de entidades de classe do município.
GAROTINHO DEIXA O PMDB E
ENFRENTARÁ SÉRGIO CABRAL
Começou neste fim de semana, para valer, a sucessão estadual, com o anúncio de que o ex-governador Anthony Garotinho decidiu deixar o PMDB, onde ocupava a presidência do Diretório Regional. A notícia foi divulgada na tarde de sábado (4) pelo blog “Militar Legal” e esse fato provocará muitas mudanças no panorama político do Estado do Rio. Sem espaço no PMDB para defender a sua candidatura ao Palácio Guanabara e como o governador Sérgio Cabral já admitiu que não terá como

A ida de Garotinho para o PR foi negociada diretamente entre o ex-governador e o presidente nacional do partido, o deputado federal Waldemar da Costa Neto. O acordo garantiu plena liberdade ao ex-governador para reorganizar o partido, cujo diretório regional será presidido por Garotinho. Até o final de 2008, o PR era dirigido pelo deputado federal Sandro Matos, que deixou o cargo para assumir a prefeitura de São João de Meriti.
RÁPIDAS
• Zito ainda tem 24 horas para reunir a sua “tropa de choque” e definir se os vereadores da sua base votarão a favor do relatório do Tribunal de Contas, que poderá afastar o ex-prefeito Washington Reis da vida política por oito anos, ou se omitirão, como fizeram na quinta-feira.
• O relatório do conselheiro José Nader é nitroglicerina pura e, em cerca de 80 páginas, foram identificadas diversas irregularidades, que violam os termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, inclusive a abertura de crédito extraordinário de mais de R$ 400 milhões, quando a Câmara havia autorizado pouco mais de R$ 200 milhões.
• Além do crivo do TCE, que o condenou, as contas de 2007 do “Xerife de Xerém” também estão sob o exame do Ministério Público do Estado, que poderá ingressar a qualquer momento com Ação Civil Pública por improbidade contra o ex-prefeito, cumulada com o pedido de devolução dos valores gastos indevidamente, como são os casos dos pagamentos de cursos para professores na FEUDUC e a compra de um colégio particular, em dificuldades financeiras, com recursos do Fundo Nacional de Educação de Base, que se destina à complementação dos salários dos professores.
• Quem esteve na Câmara na tarde do último dia 2 pode verificar a concentração de vereadores contra e a favor de Washington Reis nos corredores e, embora insistentemente chamados para ingressarem no plenário e darem quorum para deliberação, omitiram-se vergonhosamente.
• Seria natural que os vereadores eleitos com ajuda do ex-prefeito tentassem obstruir a sessão, como Júnior Reis fez, ao entrar no plenário em manga de camisa, o que o regimento interno proíbe. O que ninguém entendeu é porque outros vereadores, eleitos sob a bandeira de oposição a Washington Reis, fizessem “corpo mole”, fugindo do plenário como os bandidos fugiam da Polícia antes do Governo Sérgio Cabral.
• Será que meia dúzia de empregos em órgãos da Prefeitura é mais importante do que o cumprimento da Lei, que manda as Câmaras julgarem e votarem as prestações de conta dos Prefeitos? Afinal de contas, o legislativo foi criado na Inglaterra com a finalidade de restringir os poderes absolutos do Rei para gastar o dinheiro dos impostos, isto é, fiscalizarem a execução do Orçamento.
• Conforme o relatório aprovado por unanimidade pelo Tribunal de Contas do Estado, Washington Reis ludibriou a Câmara ao exceder em 100% (de R$ 200 para R$ 400 milhões) o limite de gastos extraordinários que o Legislativo havia concedido em 2006/2007.
• O que o eleitor – que paga os impostos gastos por prefeitos e vereadores – gostaria de saber é o que o ex-prefeito fez com esses R$ 400 milhões adicionais, que não eram vinculados a nenhum projeto específico, com era no caso dos R$ 800 milhões da previsão orçamentária. Em que o ex-prefeito gastou mais de R$ 1,2 bilhão de reais em 2007?
• A confusão com os medidores eletrônicos vem de longe. Em 2003, a Ampla foi autorizada pelo Inmetro a implantar, durante seis meses, chips nos municípios de São Gonçalo, Duque de Caxias, Magé, Itaboraí e Macaé. Seria um teste de campo, em que os dois sistemas iriam operar juntos para que o Inmetro avaliasse a qualidade e fidelidade dos dados fornecidos pelos chips utilizados pela empresa na medição do fornecimento de energia elétrica.
• Contrariando a autorização do Inmetro, a Ampla substituiu mais de 200 mil medidores convencionais pelos chips. Por conta dessa mudança, os consumidores estariam sendo prejudicados por falhas nos medidores digitais, principalmente após o registro de queda de tensão, muito freqüentes na região, segundo técnicos do Inmetro.
• Em agosto de 2007, foi criada a CPI da Ampla, na ALERJ. O prefeito Zito, na época deputado, participou da CPI, ao lado do deputado Marcos Figueiredo, autor do requerimento pedindo a investigação e que presidia a CPI. Com a ampla participação dos consumidores, a CPI constatou que contas, que antes variavam entre R$ 20,00 e R$ 30,00, passaram a ser tarifadas em R$ 270,00. Um aumento excessivo para quem sempre teve um histórico de consumo baixo. Depois de muitas reclamações, o Inmetro aferiu o equipamento e detectou um aumento irregular de 58,9%, quando a margem de erro tolerada, segundo o órgão, seria de no máximo 2%.
• A propósito da troca do PMDB pelo PR: esse fato não mudará o projeto pessoal de Garotinho de disputar o Governo do Estado numa grande coligação com outros partidos, a começar pelo PSDB, aliança que poderá ser reforçada pelo DEM, que hoje não dispõe de nome para enfrentar a máquina de Sérgio Cabral.
• Da mesma forma que, ocupando a Secretaria de Agricultura, Garotinho resolveu se rebelar e desafiar o seu guru Brizola, Sérgio Cabral resolveu trocar Garotinho por Lula, na esperança de vir a ser o vice na chapa do PT, com ou sem Dilma Rousseff.
• Durante a campanha de 2004, Garotinho e Rosinha subiram em todos os palanques, firmaram todos os acordos (im)possíveis para garantir a eleição do então presidente da Assembléia Legislativa. Até a promessa de nomeação de cinco mil candidatos reprovados no concurso para detetive, Sérgio Cabral avalizou no famoso comício do Tijuca Tênis Clube.
• Na hora em que o delegado-deputado Álvaro Lins entrou em desgraça, Sérgio Cabral fingiu que não sabia de nada e deixou que seu “amigo” fosse sacrificado pela Alerj. Até a demissão do deputado cassado Cabral assinou, sem o menor constrangimento.
• A morte do professor Jocelan Tavares, na última quinta-feira (2}, interrompeu o seu mais novo projeto político. Era o de transformar o MR8, uma ala do PMDB, em um novo partido, o Partido da Pátria Livre. A organização da nova legenda na Baixada estava sob sua coordenação e a convenção para a criação do PPL está prevista para o próximo dia 21, quando se comemora a morte de Tiradentes, o mártir da Independência nacional.
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