SECRETÁRIO DE SAÚDE CULPA O
POVO PELA VOLTA DA DENGUE
O Secretário de Saúde Oscar Berro percorreu
domingo, com máquinas portáteis de fumacê, os 70 quilômetros da malha ferroviária que corta o município na “Operação Caxias Sem Dengue”. Pelo caminho havia grande quantidade de pneus velhos, garrafas de vidro e plástico, latas de cerveja e refrigerantes, além de milhares de sacos plásticos (foto) que podem reter água e se transformarem em criadouros do mosquito “Aedes Aegypti”. E o Secretário culpou o povo pela volta da Dengue. “Com 33 anos de Saúde Pública, nunca vi nada parecido. A própria comunidade constrói essa condição”, disse o Secretário de Saúde, mostrando-se revoltado com a grande quantidade de lixo encontrada junto à linha férrea, esquecido que a coleta de lixo é da responsabilidade da Prefeitura. (Foto: Arquivo/Blog)
OS FORA-DA-LEI ( I )
POVO PELA VOLTA DA DENGUE
O Secretário de Saúde Oscar Berro percorreu
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OS FORA-DA-LEI ( I )

• O professor Orlandino dos Santos promoveu sexta-feira, no plenário da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, uma grande festa em comemoração ao “Dia Internacional da Mulher”. E o intrépido professor conseguiu realizar dois feitos numa só reunião: lotar o plenário do Legislativo – coisa rara nas modorrentas e improdutivas sessões do Legislativo às terças e quintas-feiras – e a presença da primeira mulher eleita vereadora no Município, a professora Dalva Lazzaroni, e da primeira deputada estadual eleita por Duque de Caxias, a também professora Magaly Machado.
• A única falha involuntária do professor foi a de não conseguir a presença de representantes do próprio Poder Legislativo, que tem 21 vereadores. Nem as únicas representantes femininas na Casa, as vereadoras Leide e Gaete, prestigiaram a festa. Certamente, elas estavam muito ocupadas cuidando dos seus próprios interesses.
• O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa ouviu, nesta segunda-feira (10/03), cinco mulheres, vítimas da fraude do auxílio-educação, e Eduardo Rocha Orsino, funcionário do Departamento de Transportes da Casa, que foi reconhecido por três depoentes como um dos envolvidos no suposto esquema.
• O presidente do conselho, deputado Paulo Melo (PMDB), ressaltou que toda a apuração realizada será enviada, através da Mesa Diretora, ao Ministério Público. “Já foi constatado que há aliciamento e apuraremos tudo, para que os inocentes sejam absolvidos, e que arquem com as conseqüências os culpados”, apontou.
• “Diante das dificuldades de termos instrumentos para averiguar o caso, o presidente da Casa, deputado Jorge Picciani (PMDB), nos disponibilizou um carro e fomos atrás dessas pessoas prejudicadas, na sexta-feira, no sábado e no domingo, visitando suas casas, colhendo informações. Elas vivem em condições de dificuldade, em locais distantes, sem saneamento básico e dá nojo saber que pessoas que já têm privilégios dos quais elas não usufruem, ainda as utilizam para ter vantagens”, indignou-se Paulo Melo.
• As cinco vítimas, todas com mais de sete filhos, contaram como caíram na suposta fraude. As três primeiras mulheres a serem ouvidas citaram três nomes de homens, ainda não identificados, que as procuravam para oferecer o “benefício” que seria concedido em função da quantidade de filhos: Leonardo, de apelido Bolinha, Norival e Ubiratan Ferreira, chamado de Bira. Segundo os relatos, elas eram levadas para a realização de exames médicos e abertura de contas por outras duas pessoas: Wanderley Galdeano Pereira, já ouvido pelo conselho, e Eduardo Orsino.
• As vítimas relataram que a promessa era a de receber cerca de R$ 200, em alguns casos, R$ 350, mas muitas receberam apenas uma vez e não tiveram mais contato com os supostos aliciadores, que ficaram com seus cartões bancários. Maria Eliane dos Santos Couto, mãe de 12 filhos e moradora de Cachoeiras de Macacu, disse que nunca trabalhou com políticos e que jamais assinou um cartão de ponto. “A gente vive com dificuldade, são muitas crianças, e elas nunca estudaram em escolas particulares”, contou.
• Após o depoimento das mulheres, na presença de uma advogada, o funcionário Eduardo Orsino foi conduzido à sala para prestar esclarecimentos sobre o fato. Questionado pelos deputados sobre o possível esquema, Rocha afirmou não ter conhecimento sobre as fraudes, senão através dos jornais. Ele afirmou conhecer Galdeano e freqüentar o gabinete da deputada Renata do Posto (PTB), a quem fez uma doação de campanha de R$ 3 mil. Segundo algumas vítimas, os supostos aliciadores disseram que o benefício seria concedido pela deputada.
• Durante o depoimento de Orsino, as cinco mulheres ouvidas entraram na sala e as três que haviam citado o nome do funcionário da Casa o reconheceram. Dirigindo-se ao presidente do conselho, Maria Eliane afirmou, chorando, que não poderia mentir. “Foi esse homem que me levou ao banco. Quem ficou com meu cartão foi o Bolinha, mas ele estava junto”, denunciou.
O deputado Paulo Melo disse que, apesar de Orsino não admitir sua participação, teve o resultado que esperava. “Ele foi desmascarado na frente dessas pessoas humildes e decentes, que foram enganadas”, lamentou o parlamentar.
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