AÇÃO POPULAR
ACUSA CEDAE
DE FAVORECIMENTO
DA DELTA
Deu entrada na 6ª
Vara de Fazenda Pública do Rio, uma Ação Popular (Proc. Nº 0148352-72-2012.8.19.001)
movida pelo advogado Jamilton Moraes Damasceno contra o presidente da CEDAE,
Wagner Victer, outros diretores da estatal e a Delta Construções. O objetivo é obrigar
os réus a devolvam aos cofres públicos, acrescidos de multa, juros e correção monetária,
os R$ 11,2 milhões de um contrato sem licitação entre a estatal e a
construtora.
Em 2010, a CEDAE
abriu uma licitação (R$ 11,2 milhões) para a continuidade dos serviços de
reparo e manutenção na Zona Sul. Quando o Edital foi submetido ao Tribunal de
Contas do Estado, os conselheiros constataram inúmeras irregularidades e
determinaram que o Edital fosse refeito na forma prescrita pela Lei de
Licitações.
Ao invés de se
submeter à determinação do TCE, a direção da Cedae resolveu desafiá-lo,
firmando um contrato no mesmo valor, sem a necessária licitação. Para
justificar essa ilegalidade, a Cedae alegou tratar-se de uma emergência, quando
se tratava de um contrato para a continuidade dos serviços anteriormente
contratados, o que seria perfeitamente possível mediante um aditamento ao
contrato original.
Com pedido para
que Wagner Victer e os demais responsáveis sejam obrigados a devolver aos
cofres públicos os R$ 11,2 milhões do contrato, a Ação Popular aponta domo
réus, além do Governo do Estado do Rio, a Delta e a Cedae, os Srs. Armando
Costa Vieira Jr., Wagner Granja Victer, Hélio Cabral Moreira e a Sra. Andréia
Pereira Neves.
TCU VAI INVESTIGAR AS RELAÇOES
ENTRE SERGIO CABRAL E A DELTA
O Tribunal de Contas da União
e o Ministério Público Federal decidiram investigar possíveis irregularidades praticadas
pelo governo do Rio de Janeiro no repasse de verbas liberadas pelo Governo
Federal para a reconstrução na Região Serrana, depois das chuvas do ano
passado.
Segundo as denúncias recebidas
pelos dois órgãos, o governo do Rio destinou R$ 27,4 milhões a um grupo de
empresas que atuariam na recuperação da Região Serrana. Os contratos foram
fechados em caráter de emergência, sem licitação. A Delta ficou com R$ 4,7
milhões, seguida da Carioca Christian, com R$ 3,8 milhões.
O TCU já confirmou a
existência de irregularidades: os recursos teriam sido repassados para as
empresas antes mesmo de os contratos serem formalizados. O estado nega qualquer
irregularidade nesse caso.
O primeiro lote de recursos
foi repassado pelo Ministério da Integração Nacional para contas do governo
estadual e de sete municípios da Região Serrana atingidos. Foram R$ 70 milhões
para o estado e R$ 30 milhões diretamente para os municípios.
Segundo o Sistema Integrado de
Administração Financeira para Estados e Municípios (Siafem), em 2010, ano em
que o governador Sérgio Cabral foi eleito, a empresa recebeu R$ 554,8 milhões,
sendo R$ 127,3 milhões (22%) sem licitação.
No ano seguinte, a Delta foi
contemplada com mais R$ 358,5 milhões, sendo R$ 72,7 milhões (20%) sem passar
por concorrência pública. E este ano, já são R$ 138,4 milhões empenhados.
FUNCIONÁRIO ENCONTRA FETOS EM
LIXEIRA DE HOSPITAL NA BAIXADA
O delegado da 58º DP/Queimados
vai decidir se instaura, ou não, inquérito para investigar a denuncia de um
funcionário do Hospital Geral de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, que encontrou
25 fetos na lixeira do hospital, cuja maternidade está fechada devido à demissão
em massa do corpo médico.
Os fetos e as placentas estavam
em sacos de lixo, depositados na lixeira do hospital e foram encontrados na
tarde desta terça-feira (17). O funcionário fez a denúncia à PM, que apreendeu
os fetos e os levou para a Delegacia.
Por meio de nota, a direção do
Hospital disse que um perito esteve no local na noite de terça-feira e garantiu
que não houve crime no estranho descarte dos fetos e das placentas. A direção
da unidade informou ainda que obedece ao regulamento de descarte de Resíduos de
Serviços de Saúde
PRESO EM CAXIAS PASTOR
ACUSADO DE ESTUPRO
Policiais da 60ª DP (Campos
Elíseos) prenderam, na tarde de terça-feira, (17) o pastor Adriano Dias da
Silva, 28 anos, pelo crime de estupro de vulnerável. A polícia não revelou, no
entanto, qual a denominação evangélica a que o preso pertence.
De acordo com os agentes,
Adriano era investigado por agentes da delegacia há cerca de um mês, por abusar
de crianças e adolescentes que frequentavam a igreja da qual era pastor, no
Jardim Primavera, no segundo distrito de Duque de Caxias. A investigação teve
início a partir de relatos de mães que perceberam alteração no comportamento
dos filhos e procuraram auxílio na delegacia.
Durante a investigação, os
policiais descobriram que o pastor, aproveitando-se da condição de líder
espiritual, promovia encontros com os adolescentes e crianças, e com a
justificativa de realizar estudos bíblicos, cometia os crimes em um quarto nos
fundos da igreja.
Segundo as informações, alguns
adolescentes recebiam valores entre R$ 30,00 e R$ 70,00 além de alguns
presentes, enquanto outros eram ameaçados de morte caso contassem sobre os
encontros.
De acordo com o titular da 60ª
DP, delegado Felipe Curi, algumas vítimas se recusaram a depor em razão das
ameaças feitas pelo pastor, mas agora, com a sua prisão, novos depoimentos
deverão ser colhidos, fazendo com que Adriano seja responsabilizado ainda por
outros crimes.
CASOS DE POLÍCIA
Policiais da Delegacia de
Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam, na
manhã desta terça-feira, 23.815 mídias piratas. O material foi apreendido
durante uma ação para combater a pirataria no Mercado Popular de Duque de
Caxias, conhecido como “Caracol”, localizado na Avenida Presidente Kennedy, em
frente ao Centro Cultural Oscar Niemeyer.
Segundo os agentes, durante a
ação dois ambulantes que comercializavam mídias falsificadas foram capturados
em flagrante. Ainda de acordo com os policiais, novas operações irão acontecer
em dias e horários indeterminados para reprimir o comércio de produtos
falsificados naquela localidade.
O delegado titular da
especializada, Alessandro Thiers, disponibiliza o e-mail alessandrothiers@pcivil.rj.gov.br para
as pessoas que queiram colaborar com o trabalho da unidade no combate à pirata.
Ele também garante o sigilo absoluto.
RÁPIDAS
• Um
grupo de pastores e políticos se reuniu segunda-feira (16) para um jantar em
que se discutiu as soluções possívels para os principais problemas de Duque de
Caxias. O enconro foi no Restaurante Petra
e dele participaram o verador Mazinho, Presidente da Câmara, o deputado federal
Fransciso Floriano, o vice-prefeito de São João de Meriti, Carlos Correia, um
representante do apóstolo Valdemiro Santiago além de lideranças comunitárias.
Segundo seus organizadores, cerca de 300
pessoas participaram do evento.
• Para o vereador Mazinho, esses encontros são fundametnais pois resultam no somatório de forças
de todas as camadas da sociedade. Para ele, só assim é possível construir uma
Duque de Caxias mais forte e de todos.
• Já
para o Deputado Francisco Floriano só diagnosticando os problemas é possível
encontrar maneiras de resolvê-los. O deputado ainda elogiou a iniciativa e
disse que é necessário que haja mais encontros como esse.
• Na
ocasião, foram exibidos vídeos mostrando projetos de sucesso promovidos por diversas
prefeituras. Oa que mais chamaram a atenção foram os de Angra dos Reis e Cabo
Frio, onde os moradores da região pagam apenas um real para se locomoverem de
ônibus por todo o município.
• Para
o presidente da Câmara, é possível implantar um projeto semelhante em Caxias, o que beneficiaria
centenas de milhares de pessoas.
• O deputado federal
Antony Garotinho não perdeu tempo e denunciou, nesta terça-feira (17), da
tribuna da Câmara, a distribuição na Justiça do Rio de uma Ação Popular contra
Sérgio Cabral, a Cedae e a Delta. Segundo a denúncia, a Delta
"ganhou" um contrato sem licitação depois que o Tribunal de Contas do
Estado encontrou uma série de irregularidades no Edital preparado pela Cedae,
que tem como assessora da Presidência a ex advogada Georgina de Freitas.
• Em
1954, na crise que resultou no suicídio de Getúlio Vargas, eleito em 1953, o
jornalista Carlos Lacerda, diretor d Tribuna da Imprensa e implacável inimigo e
opositor ao Governo, tachou de "Mar de Lama" os fatos ocorridos nos
bastidores do Palácio do Catete, dominados por um grupo de guarda costas de
Vargas, comandados pelo chefe da segurança pessoal do presidente, Gregório
Fortunato.
• Com a Operação Monte
Carlo, a Polícia Federal desvendou um caudal de patifarias perpetradas pelo contraventor
Carlos Augusto de Almeida Ramos,
vulgo Carlinhos Cachoeira.
• Assim, fazendo um "upgrade" no
noticiário político-policial do mais novo escândalo da Era Lula, podemos dizer
que hoje, a vida política do País está sendo arrastada por uma incontrolável
cachoeira de lama, que atinge ministérios, governos estaduais, prefeituras, além
dos partidos políticos, sem exceção por enquanto
• Por isso, é motivo de
gargalhada e soa como um deboche a notícia de que, por determinação do
governador Sérgio Cabral – amigo íntimo do empresário Fernando Cavendish, dono
da Delta Construções e parceiro de negócios e aventuras de Carlinhos Cachoeira –
a Comissão de Ética do Governo do Estado vai investigar os contratos que a
empresa Delta mantém com o estado. Ele
já determinou a instalação de uma comissão de sindicância para auditar esses
contratos.
• O chefe da Casa
Civil, Régis Fichtner, disse que caso sejam encontradas irregularidades os
contratos serão cancelados. Ocorre que os contratos firmados entre o Governo e
as empreiteiras, sem licitação, passam pelo crivo justamente da Casa Civil.
• O que todos os que
tem a cabeça acima do pescoço se perguntam é qual a autonomia de Régis Fichtner
para apresentar um relatório apontando a participação do governador ou de
secretários no esquema fraudulento que sempre beneficiou a Delta .
• Como exemplo de falta de
autoridade política do Dr. Régis Fichtner para
investigar as relações de amizade entre Sérgio Cabral e diversos empresários, basta
lembrar que o procurador-geral de Justiça do Rio, Cláudio Lopes, depois de um longo
estudo, concluiu que Cabral não cometeu improbidade ao aceitar carona no jatinho
de Eike Batista.
• O caso dos passeios do
governador em helicóptero de Eike Batista e lanchas de Fernando Cavendish nos
remete ao escândalo da "Casa Rosa", envolvendo o então Chefe da Fazenda
Antonio Palocci e a "República de Ribeirão Preto" para fazer os acertos
com de empresários que tinham negócios com o Governo
• No escândalo da
"Casa Rosa" de Brasília, resultou na quebra do sigilo bancário de um
modesto caseiro Francenildo dos
Santos Costa, ou Nildo. No processo em que pediu indenização por danos morais,
Francenildo acusou Palocci de haver ordenado a quebra do sigilo na conta de poupança
que ele mantinha na Caixa. Como não havia nos autos nenhum documento assinado
por Palocci, a Justiça decidiu que o ex prefeito de Ribeirão Preto devia ser excluído
do processo.
• Sobrou para Jorge Matoso, então presidente da Caixa, que acabou lançado no despenhadeiro pelo seu chefe e ex amigo Antonio Palocci.
Matoso foi o único responsabilizado pela
quebra do sigilo bancário de Francenildo.
• O dinheiro de origem não explicada encontrado
na conta do caseiro, eram R$ 30 mil reais, fora depositado por seu pai biológico,
pequeno empresário no Ceará, para que o filho comprasse uma pequena casa nos
arredores de Brasília.
• Por ser casado, o pai de Francelino não podia
reconhecê-lo, mas o escândalo em torno de Palocci acabou arrastando o pequeno
empresário cearense para o lamaçal de Brasília.
• O Ministério Público Federal no DF acionou a
Justiça para impedir que o delegado Ângelo Fernandes Gióia, da Polícia Federal,
exerça a função de adido policial da Embaixada brasileira em Roma. O delegado,
que responde criminalmente por denunciação caluniosa, coação e abuso de
autoridade, foi indicado pela Direção-Geral da PF e designado por meio de
decreto presidencial para assumir o posto, em maio do ano passado, pelo prazo
de dois anos.

• Para o MPF “O afastamento do país (do delegado
Gióia) apresenta-se como ato incompatível com o princípio da moralidade
administrativa na medida em que as acusações sobre as quais se fundamentam a
ação de improbidade administrativa e a ação penal em desfavor do DPF Ângelo são
graves e, neste momento, a prestação de contas à sociedade é dever que se
sobrepõe à designação de uma função que pode tranquilamente ser exercida por
outro membro do Departamento de Polícia Federal, em respeito ao princípio do
interesse público”, conclui o procurador da República Peterson de Paula Pereira
na ação judicial.
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