SEGURADO MORRRE PORQUE
PLANO
NEGOU VAGA EM CTI
A Bradesco Saúde foi condenada a indenizar em R$ 40
mil, por danos morais, um portador de HIV e sua esposa. A decisão é do
desembargador Juarez Fernandes Folhes, da 14ª Câmara Cível do Tribunal de
Justiça do Rio.
De acordo com a autora, seu marido (associado do plano
há mais de 26 anos) estava internado no Hospital Barra D’or devido a
complicações decorrentes da doença e o plano de saúde negou o pedido de
transferência para o CTI do hospital, alegando exclusão contratual da cobertura
para doenças contagiosas e suas consequências. Ela também afirma que o
companheiro só teve a transferência autorizada após ordem judicial, mas ele não
resistiu e faleceu.
A operadora de saúde, em sua defesa, manteve a
alegação da existência de cláusula que permite a exclusão de doenças contagiosas
e sustentou que não há nada de ilegal ou abusivo nesse tipo de procedimento.
Afirmou ainda que não agiu de má-fé e que houve apenas um mero descumprimento
contratual.
Para o desembargador, a forma como a ré agiu foi
ilegal. “Acresce notar que os planos de saúde visam, justamente, a amparar os
segurados nas horas de maior fragilidade de sua saúde, a par da grande
deficiência do serviço público de saúde. No entanto, é pacifico o entendimento
de que é nula a cláusula que exclui da cobertura dos planos de saúde às doenças
infecto-contagiosas, entre elas a Aids. Por essas razões, conclui-se que a ré
agiu ilicitamente, devendo indenizar os autores pelos danos sofridos”,
concluiu. (Nº de processo:
0202890-08.2009.8.19.0001).
BAIXADA AINDA SOFRE COM
ESGOTOS A CÉU ABERTO
As verbas de Brasília somem antes da canalização dos valões
Apesar do governo badalar o tema "Saneamento
Básico", a Baixada Fluminense, vizinha da Capital do Estado e que irá
abrigar a Conferência Rio+20 a partir de junho, continua imbatível na lista das
10 piores cidades [com mais de 300 mil habitantes] sem rede de esgotos
tratados. Em estudo divulgado
recentemente, o Instituto Trata Brasil revela que as dez piores cidades no
ranking refletem a falta de investimentos nos serviços avaliados: Nova Iguaçu
(RJ), com população de 855 mil habitantes e sem coleta de esgoto; São João do
Meriti (RJ), com 0% de cobertura de esgoto e uma população de 468 mil
pessoas; Belford Roxo (RJ) com mais de
495 mil habitantes e 1% de atendimento com serviço de esgoto; Duque de Caxias
(RJ), na rabeira da lista, com população de 864 mil habitantes sem tratamento
de esgoto.
Segundo o estudo, no grupo das dez piores, vale
destacar que as cidades da Baixada Fluminense – Nova Iguaçu, Belford Roxo, São
João do Meriti e Duque de Caixas – que já ocupavam esse grupo no último ranking
divulgado, confirmando a situação crítica do saneamento nessas cidades, cujo
esgoto é a principal fonte de poluição da Baia da Guanabara, que deverá receber
as competições de iatismo das Olimpíadas de 2016. Ele também destaca a entrada
de dois municípios no grupo das dez piores: Ananindeua, que recebeu menos
investimentos; e Rio Branco, que estreou no ranking após atingir mais do que
300.000 habitantes.
Apesar de não investir um centavo em saneamento
básico, as prefeituras da Baixada continuam incentivando a industria da
Construção Civil. Em Duque de Caixas, os gabaritos para os arranhacéus já
passaram dos 15 pavimentos. Numa só quadra do Jardim 25 de Agosto, por exemplo,
foram construídos, em dois empreendimentos, 300 novos apartamentos. Mais de um
ano depois de ocupados, os dois conjuntos continuam sendo abastecidos por
carros pipas, pois a Cedae exige que as construtoras ampliem a rede
distribuidora. Enquanto isso, os donos de carros pipas deitam e rolam nas
constas dos consumidores, cobrando um mínimo de R$ 100 por 10 mil lieros de
água, doada aos pipeiros pela própria Cedae. Quanto ao esgotos das novas
residências, continua sendo lançados na rede pluvial, que só deveria receber
ágau da chuva.
Carros pipas atravancam uma rua no bairro 25 de Agosto por falta de rede para abastecer conjunto com 300 apartamentos.
ÚLTIMO DIA PARA ELEITOR
REGULARIZAR SEU TÍTULO
O eleitora fluminense tem até às 19:00hs desta
quarta-feira (9) para regularizar a sua situação eleitoral. Estão enquadrados
os que mudaram de residência, os que perderam o título ou que completarão 18
anos até o dia 7 de outubro. Os que completarem 16 anos até aquela data e
quizerem votar, terão que cumrpir a mesma exigência.
Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de
Janeiro ampliou em duas horas o
atendimento nas 249 zonas eleitorais do estado. A medida só vale para hoje (9)
último dia de emissão e regularização do título de eleitor para quem vai votar
nas eleições municipais de outubro. A expectativa do TRE é que cerca de 50 mil
pessoas procurem, nesta quarta-feira, os cartórios eleitorais, que ficarão
abertos das 9h às 19h.
De acordo com o chefe de sessão de cadastro do TRE,
Bruno Andrade, muitas pessoas deixaram para resolver a situação na Justiça
Eleitoral nos últimos dias de prazo, por isso, a grande procura.
“O volume de eleitores cresce muito.
Aproximadamente 20% do que a gente atende em seis meses atendemos em dois dias.
Então, estendendo o horário de atendimento conseguimos atender mais rapidamente
as pessoas e assim acabar com as filas”, destacou.
Andrade alerta que a pessoa com situação pendente
na Justiça Eleitoral pode sofrer sanções importantes, como ficar impedida de
tomar posse em cargos públicos e até de estudar em faculdades. “Um estudante
que está na faculdade fica impedido de renovar sua matrícula, pessoa que queira
pegar um empréstimo em uma instituição financeira pública fica também impedida”,
explicou.
Segundo o TRE fluminense, as pessoas podem tirar
dúvidas pelo site www.tre-rj.gov.br.
CAXIAS SAI NA FRENTE E
INAUGURA
LABORATÓRIO DE GENÉTICA
HUMANA
A Unigranrio inaugura seu Laboratório de
Genética Humana (LabGen) nesta quarta-feira ( ), às 10h, no campus I, à Rua
Prof. José de Souza Herdy, 1.160, bairro 25 de Agosto, Duque de Caxias. Primeiro laboratório de genética humana da
Baixada e de uma Universidade privada no Estado do Rio, o objetivo desse centro
de pesquisa é propiciar qualidade de vida da população da Baixada e do estado,
dar apoio a médicos, clínicas, laboratórios e hospitais, além de chamar à
responsabilidade todos os que têm compromisso com a vida humana.
Aprovado e apoiado
financeiramente pela FAPERJ, o primeiro serviço que o LabGen oferecerá as
autoridades do Poder Judiciário será o de investigação de paternidade e
identificação forense. Pedro Hermán
Cabello (doutor em Ciências Biológicas pela USP e chefe do Laboratório de
Genética Humana do Instituto Oswaldo Cruz) é o responsável por esse
Laboratório, inédito em instituições particulares do estado.
. “No início de nossas
atividades, não poderemos oferecer um atendimento contínuo à população, mas num
futuro breve, montaremos uma infraestrutura apropriada para dar assistência,
através de serviços de geneticista clínico, auxiliar de enfermagem, entre
outros”, adianta o cientista e chefe do LabGen da Unigranrio.
RÁPIDAS
• Depois de muitos adiamentos, a prefeitura entregou
no último domingo (6) dois conjuntos construídos em Santa Cruz da Serra, no
segundo distrito, que irão beneficiar 389 famílias de baixa renda, que viviam
em locais considerados de risco pela Defesa Civil. Essas unidades integram os
condomínios Santa Lúcia e Sana Helena, construídos numa parceria
município-estado-união, o que garantiu uma série de benefícios para os novos
moradores.
• Enquanto a Prefeitura garantiu a infraestrutura
necessária e isentou os compradores do pagamento do Imposto de Transmissão de
Bens Imóveis, o tão execrado ITBI, que corresponde a 3% do valor do imóvel, a
Cedae concordou em fixar uma tarifa menor para essas 389 famílias no
fornecimento de água.
• Com
um torneio de futebol soçaite, o Pólo Gastronômico e Esportivo Fome de Bola, em
Jardim Primavera, no segundo distrito de Caxias, promove no sábado (12),a
partir das 9h, uma grande festa para o lançamento da Escolinha do Flamengo. As
partidas serão disputadas entre jogadores de outras sedes e para avaliação dos
novos alunos. O Fome de Bola fica na Alameda Xavier Filho, 65, ao lado da
prefeitura.
• As
aulas vão acontecer três vezes por semana pela manhã e a tarde com alunos nas
categorias fraldinha, de 5 a 9 anos; pré-mirim, 10 e 11 anos; mirim, 12 e 13
anos; infantil, 14 e 15 anos e juvenil, 16 e 17 anos. Os 100 primeiros não
pagarão taxa de inscrição. Outras informações poderão ser obtidas pelos
telefones 2676-1080 / 7731-0535.
• Colocar
na mesa o conjunto de 13 produtos considerados básicos para a alimentação do
brasileiro ficou mais caro no mês de abril, em 15 das 17 capitais pesquisadas
pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos). Os alimentos que mais influenciaram o aumento da cesta básica
foram o óleo de soja, o feijão, o leite, o pão, o tomate e a batata.
• A
Pesquisa Nacional da Cesta Básica constatou que, em abril, o movimento de alta
foi inverso ao apurado em março, quando a cesta ficou mais barata em 11
cidades, principalmente, por influência da queda dos preços da carne bovina
naquele mês.
• No
grupo de alimentos que mais influenciaram o aumento do valor médio, o óleo de
soja subiu em 14 cidades; o feijão apresentou alta em 12 localidades; e o
leite, o pão e o tomate tiveram elevação em dez capitais. A batata também subiu
de preço em oito das nove capitais em que o custo do produto é acompanhado, com
destaque para Goiânia, onde os preços subiram 20,87% em abril, e Belo
Horizonte, onde o aumento foi de 19,01%.
• No
caso do feijão, as altas expressivas foram influenciadas pela seca que
prejudicou as safras, especialmente na Bahia. Os maiores aumentos foram
encontrados em Fortaleza (19,52%), São Paulo (13,56%), Belém (12,96%), Recife
(12,67%) e Goiânia (10,30%).
• Considerando o
acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o custo médio da cesta básica caiu
em seis localidades. As maiores baixas foram apuradas em Vitória (-4,81%),
Goiânia (-4,60%) e Rio de Janeiro (-4,13%). Os aumentos mais expressivos foram
registrados em João Pessoa (6,24%), Natal (6,15%) e Aracaju (5,65%).
• Na
análise anual, em que é considerado o período entre maio de 2011 e abril
último, apenas as cidades de Natal, Rio de Janeiro e Goiânia apresentaram
retração no custo médio, com reduções de -1,74%, -1,22% e -0,76%, respectivamente.
Já as maiores elevações foram encontradas em capitais do Norte e Nordeste:
Recife (10,86%), João Pessoa (9,14%), Manaus (7,77%), Belém (7,35%) e Salvador
(7,15%).
• Pelos
cálculos do Dieese, para atender às necessidades básicas de uma família, o salário
mínimo, em abril, deveria ter sido R$ 2.329,35, o que corresponde a 3,74 vezes
o mínimo em vigor (R$ 622). Em março, o valor estimado era um pouco menor, R$
2.295,58 , ou seja, 3,69 vezes o mínimo atual.
• A criação de salas especiais para que crianças
e adolescentes possam prestar depoimentos como vítimas ou testemunhas foi
defendida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).
Contrariando recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a medida ainda
não foi implementada pelo Tribunal de Justiça do Estado.
• O tema foi debatido em seminário no MP-RJ e
contou com a participação de representantes do Tribunal de Justiça do Rio
Grande do Sul. Pioneiras nesse tipo de tomada de depoimento, as comarcas
gaúchas contam com o maior número de salas de escutas para menores: 26.
Financiadas pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República,
mais dez serão inauguradas até julho.
• As declarações em salas de escuta são dadas a
um facilitador capacitado e transmitidas ao vivo durante as audiências. Têm
como principal vantagem evitar o contato
das vítimas ou testemunhas com os acusados e assegurar uma abordagem menos
agressiva, segundo um dos principais responsáveis pela adoção da medida no Rio
Grande do Sul, o juiz José Antônio Daltoé
• "A vítima passa a ser ouvida conforme sua
idade, de acordo com o seu ritmo e com respeito ao tempo das declarações",
explicou o juiz. Também evita o constrangimento de perguntas indiscretas de
advogado para vítima.
• Representando a Escola de Magistratura do Rio,
o juiz André Côrtes Vieira avaliou que no estado a criação das salas depende de
"iniciativa política". Ele lembrou que quando a proposta foi
apresentada, em 2004, sofreu críticas dos conselhos federais de Psicologia e de
Serviço Social, que não autorizam que profissionais atuem como facilitadores .
• A falta de previsão legal para a função de
facilitador no Código Penal gera controvérsia no Judiciário. De acordo com o
subprocurador-geral de Justiça do MP-RJ, Antonio José Campos Moreira, para
contornar o problema, uma das alternativas é classificá-lo "por
analogia", como "intérprete" , assim como é feito no caso de
surdos ou de estrangeiros.
• Defensor da criação das salas, Campos Moreira
disse que o órgão faz "gestão política" para que o Tribunal de Justiça no Rio adote a
medida "em prazo razoável". "Sabemos que o Judiciário já se
sensibilizou, agora é o momento de implantar", acrescentou.
• Por
unanimidade, o Conselho de Ética do Senado decidiu abrir processo disciplinar
por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres (sem
partido - GO). Em votação aberta e nominal, os integrantes do conselho
aprovaram nesta terça (8) o relatório do
senador Humberto Costa (PT-PE).
• No
relatório, Humberto Costa também fundamentou que o que está em jogo é a imagem
do Senado e não só a do senador. Ele argumentou ainda que Demóstenes entrou em
contradição ao se dizer contrário à legalização dos jogos e defender, nas
votações do Senado, a legalização dos bingos
• A
representação contra Demóstenes no Conselho de Ética foi apresentada pelo PSOL.
O parecer enfatizou o caráter político do processo no Conselho de Ética e as
contradições identificadas nas posturas adotados pelo parlamentar em diferentes
momentos de sua defesa.
POSTO MULTADO EM R$ 172 MIL
POR ADULERAR COMBUSTÍVEIS
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de
Janeiro, a partir de ação civil pública promovida pelo procurador da República
Márcio Barra Lima, conseguiu na Justiça a condenação de um posto de gasolina em
Vila Isabel acusado de vender combustível adulterado. A 2ª Vara Federal do Rio
de Janeiro condenou o Autoposto e Garagem Vila Igutemi Ltda e seus sócios a
indenizar os danos materiais causados aos consumidores que utilizaram o
combustível adulterado, conforme comprovou fiscalização da Agência Nacional do
Petróleo (ANP).

O juiz condenou os réus, ainda, a pagar R$ 80 mil
de danos morais coletivos, a serem corrigidos desde julho de 2005 – data da
fiscalização da ANP. O valor, que corrigido fica em torno de R$ 172 mil, será
revertido para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que financia projetos
nas áreas de direito do consumidor, meio ambiente, entre outros.
A ação foi motivada por fiscalização da ANP que, em
14 de julho de 2005, verificou que o posto operava sem autorização e vendia
gasolina em condições impróprias, com a presença de marcador (solvente). Em
nova diligência, a ANP verificou que os produtos interditados foram destruídos
por uma empresa contratada pelo posto, sem autorização da agência.
Em nota técnica, a ANP afirma que a presença de
solvente na gasolina pode ocasionar perda de potência do motor, aumento do
consumo, além de ressecamento e corrosão acelerada dos componentes plásticos e
de borracha do motor do veículo.
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