MP FEDERAL QUER DERRUBAR
DECRETO DE ZITO SOBRE FDE

O Ministério Público Federal em São João de
Meriti move ação civil pública contra o
município de Duque de Caxias e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
(FNDE) pedindo a anulação do decreto nº 6132/2011, que fere a autonomia do
Conselho de Alimentação Escolar (CAE). De acordo com a lei nº 11.494, o
Conselho tem a função de fiscalizar a aplicação das verbas federais. Com base
nesse decreto, foram destituídos irregularmente membros do CAE que haviam sido
eleitos para um mandato de quatro anos.
Segundo o MPF, o decreto é ilegal já que a
prefeitura não tem competência para legislar sobre a execução e fiscalização de
programas federais. No pedido de liminar, o procurador da República Renato
Machado pede a anulação do decreto e a suspensão de todas as substituições e
destituições de membros de Conselhos Municipais que foram feitas com base no
mesmo. A prefeitura expediu o decreto em 2011, após o MPF receber várias
denúncias sobre possíveis irregularidades na terceirização da merenda escolar
em Duque de Caxias. A partir de uma representação feita por integrantes do
Conselho, foi instaurado um inquérito civil público para apurar as irregularidades
denunciadas.
"Os conselhos municipais de fiscalização
garantem a participação popular na fiscalização de verbas públicas, sendo peça
fundamental da democracia. É inaceitável que o município destitua sem base
legal e por questões políticas os conselheiros democraticamente eleitos pelos
seus representantes", disse o procurador.
Segundo a ação, houve perseguição política,
já que a aplicação do decreto teve a intenção de enfraquecer a atuação de
conselheiros que denunciaram ao MPF condutas ilícitas na gestão de diversos
programas e verbas federais. Mesmo após o MPF expedir uma recomendação/determinação,
em maio deste ano, pedindo a revogação do decreto por violar as normas de
execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o prefeito José
Camilo Zito dos Santos Filho sustentou e manteve o decreto.
IMPUGNAÇÕES DO MP ELEITORAL
ATINGEM 1.174 CANDIDATOS NO RJ
O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ)
ajuizou 1.174 ações de impugnação de registros de candidaturas às eleições
deste ano nos 92 municípios fluminenses. Deste total, 456 são relativas à Lei
da Ficha Limpa e envolvem desde candidatos com condenação criminal pela prática
de improbidade administrativa; rejeição de contas pelos tribunais de contas da
União (TCU), do estado (TCE) ou do município (TCM) até condenação por captação
de sufrágio ou abuso de poder político ou econômico.
Em Paracambi, onde o Ministério Público
impugnou os registros de dois dos três candidatos a prefeito, o terceiro
candidato – que busca reeleição – responde por conduta vedada a agente público,
o que pode levar à cassação do registro. “Se julgadas procedentes as ações pelo
juiz eleitoral, os partidos terão de substituir todos os atuais candidatos
apresentados”, diz nota distribuída pelo MPRJ.
O número de candidatos com condenação
criminal também chamou a atenção dos promotores: são 44, sendo 11 somente em
Belford Roxo, na baixada Fluminense. De acordo com a Promotoria Eleitoral,
todos são candidatos a vereador. As principais condenações referem-se a
estelionato, uso de documento falso e receptação de veículos.
Segundo o MP Eleitoral, o município com o
maior número de pedidos de impugnações foi registrado em Nilópolis, na Baixada
Fluminense, com 183 ações no MPRJ.
Para o Procurador-Geral de Justiça do Estado
do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, o saldo é positivo e demonstra a efetividade
do trabalho desempenhado pelas promotorias eleitorais. “O nosso compromisso –
dos promotores, do Centro de Apoio Operacional e da Procuradoria-Geral de
Justiça – é com a legalidade e a normalidade das eleições, respaldados na
isenção e na credibilidade do Ministério Público”.
Em sua totalidade, a desaprovações de contas
de campanha referentes ao pleito de 2008 levaram a 243 pedidos de impugnação,
com destaque para os municípios de Rio das Ostras (com 29 ações); Itaboraí
(28); e Teresópolis, com 12.
As ações ajuizadas pelo Ministério Público
serão julgadas na primeira instância da Justiça Eleitoral, que tem até 5 de
agosto para julgar os pedidos e, assim, definir os que estarão aptos a
concorrer. A partir das decisões, eventuais recursos das ações de impugnação
seguem para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) para serem julgadas em
segunda instância.
SERVIDORES DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS
VÃO
SUBSTITUIR OS FEDERAIS EM GREVE
A presidenta Dilma Rousseff determinou aos
ministros cujas áreas sofrem com a série de paralisações no país que garantam o
funcionamento dos serviços públicos com normalidade. A ordem está em um decreto
publicado nesta quarta (25) no Diário
Oficial da União. A norma, que vale a partir desta quarta-feira, também tem a
assinatura do advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams.
Pelo decreto, Dilma diz que compete aos
ministros de Estado – supervisores dos órgãos ou entidades onde ocorre a greve,
paralisação ou o retardamento de atividades e serviços públicos – buscar
alternativas para garantir o atendimento à população. O decreto dispõe de
quatro artigos. No texto, o governo orienta que sejam fechadas parcerias com
estados e municípios para assegurar a regularidade dos serviços.
“[Cabe a cada ministro] promover, mediante
convênio, o compartilhamento da execução da atividade ou serviço com os
estados, o Distrito Federal ou os municípios”, diz o decreto. “[É
responsabilidade da autoridade federal] adotar, mediante ato próprio,
procedimentos simplificados necessários à manutenção ou realização da atividade
ou serviço.”
A validade do decreto acaba quando se
encerrar o período de greves. “As medidas adotadas nos termos deste decreto
serão encerradas com o término da greve, paralisação ou operação de
retardamento e a regularização das atividades ou serviços públicos”, diz a
norma.
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço
Público Federal (Condsef), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT),
informa que há 25 categorias em greve no país atingindo 25 estados e o Distrito
Federal. De acordo com a Condesef, está marcado para terça-feira (31) o Dia
Nacional de Luta que pretende promover manifestações nas principais cidades do
país em defesa de melhorias salariais.
GM E SINDICATO NÃO CHEGAM A ACORDO
SOBRE FECHAMENTO DE OITO FÁBRICAS
Após três horas de reunião mediada pelo
Ministério do Trabalho, a General Motors (GM) e o Sindicato dos Metalúrgicos de
São José dos Campos não chegaram a um acordo sobre o futuro da fábrica da GM no
município.
A montadora vem, gradualmente, transferindo a
sua produção local para unidades localizadas em outras regiões do país. O
sindicato diz que o processo poderá causar a demissão de até 1,5 mil
trabalhadores.
A GM informou, por meio de sua assessoria,
que a partir desta quarta (25) a fábrica de São José, que era responsável pela
montagem de quatro modelos, passou a produzir apenas o Classic. Com a
diminuição da produção, a empresa admite um excedente de mão de obra, mas não
precisou quantos trabalhadores poderiam ser dispensados.
Ainda de acordo com a GM, ficou acertado que
nem a empresa, nem o sindicato, tomarão qualquer medida até a nova reunião,
marcada para o dia 4 de agosto.
RÁPIDAS
٠Segundo o coordenador
do Centro de Apoio às Promotorias Eleitorais, promotor Rodrigo Molinaro
Zacharias, os promotores de Justiça não têm medido esforços para atuar em
defesa do regime democrático, visando à realização de eleições éticas em que
prevaleça a soberania popular
٠“O processo eleitoral de 2012 começou, na verdade, no ano
passado. E o Ministério Público se preparou para os inúmeros desafios de uma
eleição municipal com o especial ingrediente de aplicação da Lei da Ficha
Limpa. A atuação dos promotores é apartidária, imparcial e voltada para a
lisura do pleito, que é o objetivo da Justiça Eleitoral no ano em que completa
80 anos de existência”, disse.
٠ Entre as motivações que levaram aos pedidos de impugnação
está o analfabetismo de candidatos, apresentação de documentação incompleta,
falta de desincompatibilização e ausência ou desaprovação de contas de
campanhas eleitorais passadas.
٠ Em alguns municípios, a situação pode ser considerada
crítica. Em Natividade e Varre-Sai, no noroeste do estado, todos os candidatos
aos cargos de prefeito e vereador tiveram seus registros impugnados, a maioria
por falta de documentos: em Natividade, foram 118 ações ajuizadas pelo
Ministério Público; e em Varre-Sai, 85.
٠Segundo a Promotoria Eleitoral de Natividade, os dois
candidatos a prefeito e 103 dos 116 candidatos a vereador não apresentaram
certidões criminais. Em Varre-Sai, a situação é semelhante: os três candidatos
à prefeitura não incluíram certidões criminais na documentação enviada à
Justiça Eleitoral, assim como 75 dos 82 candidatos a vereador.
٠ Servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ) protestaram hoje (25) contra o reajuste oferecido ontem (24) pelo
governo, que varia entre 25% e 40%. A manifestação ocorreu no prédio da
reitoria da instituição, na Ilha do Fundão, na zona norte da capital
fluminense.
٠ Para o presidente da Associação de Docentes da UFRJ
(ADUFRJ), Mauro Iasi, o governo federal precisa apresentar proposta mais ampla
para que a greve termine. “Nós vamos insistir para que o governo responda aos
pontos que foram apresentados na reunião passada. Enquanto não responder, a
greve continua”, destacou. Os professores e servidores reivindicam
reestruturação das carreiras e investimentos nas universidades públicas.
٠ A coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores em
Educação da UFRJ, Noemi Andrade, que representa os servidores administrativos
da universidade, criticou a forma de negociação do governo.“É pelo menos um
descaso, então ele [governo] está privilegiando uma classe de trabalhadores.
Assim, joga na desmobilização porque negocia com um grupo e só debate com
outro”, reclamou.
٠ Além da paralisação dos servidores, cerca de 200 alunos
da UFRJ ocuparam ontem (24) o prédio onde funcionava a casa de eventos Canecão,
que foi devolvido à universidade há cerca de dois anos. Os estudantes querem
que o local seja transformado em um centro cultural aberto ao público. O grupo
diz que deixará o local somente depois de ser recebido pela reitoria da UFRJ.
٠ O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse hoje
(25) que o decreto editado pelo governo para assegurar o funcionamento de
serviços essenciais durante a greve de servidores federais tem foco no
funcionamento dos portos e é uma resposta do governo à paralisação.
٠ “O governo está atento às greves, mas ao mesmo tempo não
pode ficar paralisado, precisa tomar medidas que garantam o funcionamento pleno
das atividades essenciais”, justificou.
٠ O decreto prevê, por exemplo, que ministros que comandam
áreas em greve possam reduzir a burocracia para dar agilidade a alguns
processos e fechem parcerias com estados e municípios para substituir
servidores parados. A compensação a estados e municípios por essa cessão será
negociada em convênios assinados com cada área, de acordo com Adams.
٠ O objetivo imediato da medida, segundo Adams, é facilitar
o desembaraço aduaneiro nos portos do país. A liberação da entrada de
embarcações no Brasil depende de autorizações ligadas à vigilância sanitária, à
vigilância agropecuária e à fiscalização tributária, atividades que estão
paradas ou em operação padrão por causa da greve
٠“Essa atividade de desembaraço aduaneiro é essencial. A
paralisação gera prejuízos econômicos e pode gerar prejuízos de vida, quando se
trata [do transporte] de medicamentos e equipamentos para funcionamento de
hospitais”, disse.
٠ Segundo Adams, o decreto não enfraquece o processo de
negociação com os servidores em greve, que continua sendo conduzido pelo
Ministério do Planejamento. No entanto, segundo ele, o governo não descarta a
possibilidade de medidas judiciais para garantir a prestação de serviços públicos
prejudicados pela paralisação.
٠ O advogado-geral ainda defendeu o corte de ponto dos
grevistas e disse que a medida é uma obrigação do governo. “O corte de ponto é
obrigatório, já é jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, do
Tribunal Superior do Trabalho e do Superior Tribunal de Justiça. É um dever
fazer o desconto. O que acontece na greve, é que, por conta da negociação, você
pode abonar a falta, compensar as faltas, mas isso é uma faculdade do processo
de negociação. No decurso da greve, o corte de ponto é uma obrigação”, disse.
٠ A greve tem adesão de 350 mil servidores federais em todo
o país, de acordo com sindicatos da categoria.
٠ Em reunião do Centro de Controle e Comando das Eleições
2012, realizada nesta terça-feira, dia 24, o TRE-RJ definiu as primeiras
regiões que vão estar sob controle imediato do Tribunal. O esquema especial de
segurança começa por Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Itaboraí, Macaé, Magé,
Rio das Ostras, São Gonçalo, Zona Oeste do Rio de Janeiro e Complexo da Maré.
. Essas mesmas áreas serão alvo da atuação
das forças federais, solicitadas ao Tribunal Superior Eleitoral. O presidente
do TRE-RJ, desembargador Luiz Zveiter, adiantou que, já na próxima semana,
haverá uma grande operação de fiscalização, em local ainda a ser definido.
"A fiscalização do TRE-RJ vai ter
presença ostensiva nessas áreas, para coibir abusos e também esclarecer que os
eleitores poderão votar com liberdade e consciência", disse o
desembargador Luiz Zveiter. "Não existe a possibilidade de que alguém seja
obrigado a dizer em quem votou, todos devem estar seguros disso",
acrescentou
٠ Além do TRE-RJ, integram o Centro de Controle e Comando a
Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Comando Militar do Leste, as
Polícias Federal e Rodoviária Federal, a Secretaria Estadual de Segurança
Pública e a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.
٠ O Ministério Público e os tribunais terão 90 dias para
adotar uma série de medidas de segurança com o objetivo de garantir o andamento
e julgamento dos processos envolvendo organizações criminosas. A Lei 12.694,
aprovada pelo Congresso Nacional, foi sancionada pela presidenta Dilma
Rousseff. O texto está publicado na edição desta quarta (25) do Diário Oficial da União.
٠A iniciativa ocorre
um ano depois do assassinato da juíza Patrícia Acioli, de 47 anos, em Niterói
no Rio de Janeiro. A juíza foi morta por dois homens encapuzados que dispararam
pelo menos 16 tiros. Patrícia Acioli investigava o crime organizado na região.
O caso ganhou repercussão nacional porque os magistrados classificaram o crime
de atentado à democracia
٠ No texto, publicado hoje, os juízes, integrantes do
Ministério Público e seus parentes poderão receber proteção especial, se considerarem
que estão sob ameaça. A proteção especial poderá ser feita pela Polícia
Judiciária, por órgãos de segurança institucional e agentes policiais. “A
prestação de proteção pessoal será comunicada ao Conselho Nacional de Justiça
ou ao Conselho Nacional do Ministério Público, conforme o caso”, diz o texto.
٠ A decisão permite que o juiz responsável por processos
envolvendo organizações criminosas tome medidas como revogação de prisão e
transferência de suspeitos para penitenciárias de segurança máxima. Pelo texto,
é compreendida como organização criminosa a associação de três ou mais pessoas,
que dividem tarefas com o objetivo de obter vantagens mediante prática de
crimes. A associação em organizações criminosas pode levar a quatro anos de
prisão. Para definir as medidas de segurança, o magistrado pode convocar um
colegiado.
٠ A lei prevê ainda que os tribunais tomem medidas para
reforçar a segurança dos prédios da Justiça em caso de ameaças ao processos em
julgamento. Pelo texto, poderão ser reforçados o controle de acessos das
pessoas aos prédios e instalados sistemas de detectores de metais e de câmeras
de vigilância. Além disso, os veículos usados nas ações de investigações e
julgamento dos casos de organizações criminosas poderão ter temporariamente ter
placas especiais para a impedir a identificação dos usuários.
٠ Sete policiais militares acusados de participação na
morte da juíza Patrícia Acioli tiveram a prisão preventiva decretada ontem
(22), pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, por envolvimento em um outro
assassinato, contra Anderson Matheus da Silva. Os suspeitos já estavam presos
por causa da morte da juíza, no ano passado, junto com outros quatro policiais.
. Segundo acusa o Ministério Público, no dia
29 de julho de 2011, em São Gonçalo, os policiais militares Daniel Benitez, Jovanis
Falcão, Jeferson de Araújo, Charles Tavares, Sérgio Junior, Alex Ribeiro e
Junior Medeiros mataram a tiros Anderson Matheus da Silva.
. Anderson era conhecido de uma mulher que
testemunhou um assassinato na favela do Salgueiro, em São Gonçalo. Segundo o
Ministério Público, a morte de Anderson foi um “recado para calar” a
testemunha.
Os policiais também são acusados de fraude
processual, por terem retirado a vítima do local do assassinato e terem forjado
um confronto armado com Anderson.
٠ No início de maio, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de
Justiça do Rio manteve a decisão de levar os 11 acusados de envolvimento na
morte da juíza Patrícia Acioli a júri popular.
٠ A Justiça Federal em São Paulo aceitou a denúncia do
Ministério Público Federal (MPF) contra 11 acusados de desviar recursos
públicos na construção da Avenida Água Espraiada, na zona sul da capital
paulista. Entre eles estão executivos das empreiteiras Mendes Júnior e OAS e
funcionários da antiga Empresa Municipal de Urbanização (Emurb).
٠ Os crimes de peculato e lavagem de dinheiro, de acordo
com o MPF, foram cometidos durante as administrações Paulo Maluf (1993 a 1996)
e Celso Pitta (1997 a 2000), na prefeitura paulistana
٠ Segundo o MPF, a prefeitura fazia medições falsas na obra
e atestava os serviços não realizados, autorizando a liberação de recursos para
as empresas envolvidas no esquema. Parte do dinheiro desviado foi para Maluf e
Pitta por meio de contas no exterior.
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