NAS MÃOS DE WASHINGTON REIS

Esta é a terceira tentativa do Governo Federal em urbanizar a antiga Favela do Lixão, ao lado da Linha Vermelha. A primeira foi iniciativa do Bispo Mauro Morelli, que conseguiu com os alunos de arquitetura e engenharia de uma universidade do Rio de Janeiro o projeto para melhorar as condições de vida de cerca de 5 mil famílias, que construíram, ao longo de décadas, seus barracos em cima do lixão que ali existia. Estimado em R$ 25 milhões, o projeto foi recusado pelo Governo FHC. Diante disso, o então prefeito Zito resolveu assumir a paternidade do projeto, que foi refeito e seu custo reduzido para R$ 16 milhões, o que não foi aceito pelo Ministério do Planejamento, devido ao elevado custo/benefício da sua execução. Depois de nova revisão, o custo baixou para R$ 8 milhões e a Caixa Econômica Federal foi autorizada a financiar a sua execução. Como o Governo Marcello Alencar chegou ao fim, não houve tempo de iniciar as obras, que ficaram a cargo do seu sucessor. O primeiro passo de Garotinho foi baixar um decreto, excluindo a Prefeitura da fiscalização do projeto, o daria ao prefeito Zito, que apoiara César Maia no segundo turno, o poder de autorizar, ou não, qualquer pagamento. A segunda mudança importante foi criar a Secretaria de Recursos Hídricos, entregue ao deputado Alexandre Cardoso, presidente do PSB. O passo seguinte foi rever o projeto, cujo custo subiu para R$ 16 milhões. Quando estourou o escândalo da Construtora Gautama, veio a público que Garotinho havia pagado mais de R$ 43 milhões, sem que as obras contratadas, inclusive a construção de um conjunto habitacional para abrigar as famílias que teriam seus barracos demolidos, por se encontrarem em situação de ricos ou impedirem a abertura de vias de trânsito na favela. Agora, a favela do Lixão volta a merecer a atenção do Governo Federal, sem que a Gautama tenha devolvido aos cofres públicos – do Estado e da União – os 43 milhões recebidos indevidamente. Depois dos últimos acontecimentos envolvendo a má aplicação dos dinheiros públicos, até pelo MST em programas de alfabetização, o povo tem o direito de questionar a oportunidade da realização dessas obras e cobrar transparência na aplicação desses R$ 315 milhões do PAC.
LULA NÃO VERÁ O
LADO ‘B’ DE CAXIAS
Pelo roteiro da visita, distribuído pela Assessoria de Imprensa (?) da Prefeitura, a reunião entre Lula, Sérgio Cabral e Washington Reis será longe do povo, em recinto fechado, no Restaurante Popular, construído por Garotinho em terreno da Prefeitura durante o Governo Zito. Esse terreno fora doado ao município em 1968 pela empresa que construiu o Shopping Center e deveria abrigar a nova rodoviária da Cidade. Por pressão das empresas e omissão de várias administrações, o terreno ficou sem uso até que Garotinho, numa retaliação a Zito, resolveu construir o restaurante.
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2 comentários:
O PAC E A GEOGRAFIA DE CAXIAS
Bem elaborada e bem patrocinada a propaganda do PAC de Caxias!
Eu não sabia, porém, que a configuração territorial do municipio mudou, pois aparece no item 4º Saneamento e asfalto para C.Eliseos como 3º distrito.
Pelo que me consta, da divisa do rio Sarapui, no Gramacho, até os limites do rio Saracuruna, tudo é
2º Distrito, que tem tambem as divisas estabelecidas pelas torres da Ligth que vem desde Areal.
Exemplo: a Vila Canãa, cortada por essas torres, parte está no 4º Distrito, parte no 3º. Saba Cruz da Serra, antes da ponte, é 3º Distrito, do outro lado, 2 º.
Em Capivari, temos parte no 2º e parte no 4º Distrito.
Parque Eldorado, de um lado é 2º e, do outro, 4º Disstrito.
Confuso, não?
Mas era assim. Sera que mudou ?
Pastor Paulo Sérgio Feijolli
Muita boa essa de divulgar aquilo que Lula não viu em Caxias. Emblemática demais essa foto da pessoa dormindo no Centro, com o guarda ao fundo.
Parabéns.
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