GOVERNADOR ADMITE: A BAIXADA
FOI INVADIDA PELA BANDIDAGEM
O governador Sérgio Cabral reconheceu nesta
terça(11) que lideranças criminosas, fugidas de áreas pacificadas pela Polícia
Militar, estão em outras favelas do estado se reorganizando e tentando “manter
a estrutura do poder paralelo”. Ele fez a declaração ao comentar a morte de
seis jovens na Favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense,
controlada por criminosos armados.
As unidades de Polícia Pacificadora (UPP) são
a principal política de segurança pública do estado e já foram implantadas em
cerca de 140 favelas da Capital. No entanto, ainda há mais de mil favelas em
todo o estado controladas por criminosos armados. Até o momento, nenhum outro
município fluminense recebeu uma UPP.
Perguntado por jornalistas, Cabral não
confirmou se alguma favela da Baixada Fluminense será alvo de uma unidade
pacificadora. “As comunidades que ainda são dominadas pela presença física da
marginalidade armada acabam hospedando marginais líderes nas comunidades
pacificadas que fogem, que não foram presos. Eles conseguem escapar e ir para
essas comunidades se reorganizar e tentar manter a estrutura do poder paralelo.
Isso tem sido bem claro para a gente. A gente não tem ilusão”, disse o
governador.
Durante o processo de expansão das UPPs, o
governador adotou a postura de avisar o local de instalação da próxima unidade,
o que gerou críticas de que o anúncio permitia a fuga de criminosos e a
retirada de armas dessas comunidades. A Favela da Chatuba foi ocupada na
madrugada desta terça-feira (11) pela Polícia Militar, que vai que instalar no
local um posto permanente.
CABRAL PROMETE REABRIR
O “MERGULHÃO” DE CAXIAS
Fechada desde dezembro de 2011, a passagem subterrânea
sob os trilhos da Supervia, no centro de Duque de Caxias, só deverá voltar a
funcionar em 2013. A promessa foi feita esta semana, durante o programa
eleitoral do candidato Washington Reis (PMDB), ao revelar que estivera no
Paládio Guanabara, onde o governador confirmara seu compromisso de concluir a
duplicação da Av. Presidente Kennedy, iniciada no Governo Rosinha Garotinho, e
a reabertura do “Mergulhão” que liga as avenidas Dr. Plínio Casado e Presidente
Vargas.

A obra, uma parceria da Prefeitura com o
governo do Estado, custou mais de R$ 32 milhões e incluía a reforma da estação,
a passagem subterrânea e uma escada rolante. Por erros no projeto de reforma da
estação, o “Mergulhão” sofre, desde a época das obras, com a infiltração de
água proveniente do lençol freático, porque o leito da antiga Estrada de Ferro
Leopoldina foi implantando sobre um aterro feito numa área que costumava ser
invadida pelas águas do rio Meriti no momento da subida das marés. Na época, o
blog advertira o prefeito dos problemas do solo onde foi construído o
mergulhão, mas nada foi feito para garantir a segurança da passagem subterrânea.
No programa eleitoral, Washington Reis acusa
a prefeitura de não ter feito a devida manutenção, embora a estação e toda a
área adjacente pertençam ao Estado, pois a Central Logística, que substituiu a
Flumitrens, herdou todo o acervo da antiga Rede Ferroviária Federal, inclusive
os trens de Santa Tereza, que estão há um ano sem circular devido à falta de
manutenção, como comprovou a perícia feita no bonde que tombou em agosto de
2011, quando seis pessoas morreram e 56 ficaram feridas.
DUQUE DE CAXIAS ABRE
NA SEXTA O
IX FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO
A Baixada Fluminense já respira os ares do 9º Festival
Nacional de Teatro de Duque de Caxias, que será aberto oficialmente na
sexta-feira (14), às 19h30, no Teatro Municipal Raul Cortez. Trinta e um
espetáculos (16 adultos e 15 infantis) estão concorrendo entre 89 inscritos,
através de grupos oriundos de vários estados, como o Rio de Janeiro, Ceará,
Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Representando Duque de Caxias, três grupos
estão concorrendo: a Cia de Artes Popular, com um espetáculo infantil e outro
adulto; a Cia Teatral Terceiro toque, com um infantil; e o Em Cena Sesi, com um
espetáculo adulto.
O Festival é promovido pela Secretaria de Cultura e
Turismo e organizado pelo Centro de Pesquisas Teatrais (CPT). Todos os
espetáculos, que serão apresentados até o dia 30, são gratuitos. As peças
infantis acontecerão sempre às 15h e os adultos às 20h. Serão oferecidos
prêmios em dinheiro ao primeiro, segundo e terceiro Melhor Espetáculo
(respectivamente R$ 5.000, R$ 2.500 e R$ 1.500) e troféus ao Melhor Diretor, Melhor
Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz coadjuvante, Melhor
Figurino, Melhor Maquiagem e Melhor Cenografia.
Da abertura constarão apresentações e desfiles
organizados pelo coreógrafo João Bosco e apresentação do espetáculo “Tribobó
City”, com o CPT.
Mais informações sobre o evento podem ser obtidas com os
organizadores, através dos telefones
(21) 2671-3056 ou 9202-3994 e 9854-8379, email cptdc@hotmail.com.
RÁPIDAS
• Nesta terça, um funcionário da Prefeitura,
com mais de 20 anos de serviços, estava furioso, pois, mais uma vez, fora ao
banco e a sua conta continuava zerada. Pela tabela distribuída pela Prefeitura
no mês passado, ele deveria receber na quinta (6), véspera do feriado.
• O minicomicio foi feito na manhã desta terça
(11), na saída de um supermercado da Av. Brigadeiro Lima e Silva e o que mais
irritou o servidor foi ver na propaganda eleitoral uma nota da Prefeitura,
rebatendo as críticas da candidata Ivonete, do Psol, que acusava a prefeitura
de pagar com atraso os servidores da ativa, aposentados e pensionistas.
• No mesmo horário, quem fosse ao gabinete do
Secretário de Fazenda, no segundo andar da antiga prefeitura, na Praça Roberto
Silveira, encontraria o presidente do IPMDC, Edécio Cordeiro, na fila para
falar com o poderoso homem da grana, Raslan Abbas (foto).
• É que o secretário prometera liberar a folha
de aposentados e pensionistas, que recebem pelo IPMDC, na segunda (10), o que não
ocorreu, muito menos nesta terça (11).
• Em 2008, o então prefeito Washington Reis
tentou vender para o IPMDC o hospital Moacyr do Carmo, ainda em construção, por
DR 110 milhões. Esse dinheiro fazia parte da reserva técnica da autarquia e
fora repassado pelo INSS como indenização pelo número de empregados da
prefeitura, que antes recolhiam para o INSS, mas que, efetivados como servidores
municipais, passaram a ser vinculados ao IPMDE, que seria responsável pelas
aposentadorias e demais benefícios desses novos servidores.
• O Conselho de
Administração, onde os servidores tem representação, bombardeou a proposta.
Como também era contra a operação, o advogado Antonio Batista entregou o cargo
de presidente do IPMDC. Mesmo assim, o ex prefeito ainda conseguiu sacar R$ 45
milhões essa reserva para pagar pensões e aposentadorias depois das eleições de
2008.
• Enquanto Washington Reis levanta a bandeira
branca, com o novo slogan “Sou da Paz”, Zito
reforça os ataques na TV, lembrando que os bens do candidato do governador
Sérgio Cabral e de parentes foram bloqueados pela Justiça para garantir o
pagamento de futuras indenização por conta de uma praça fantasma em Xerém.
• Em outra frente, Zito espalhou pelos
principais cruzamentos da cidade uma reprodução do contrato que o vereador
Junior Reis, na condição de prefeito interino (era presidente da Câmara em
2008), prorrogando por mais 30 anos o contrato de concessão em favor da Cedae,
firmado originalmente em 1954.
• Esse contrato só foi encontrado ás vésperas
da campanha eleitoral e Zito promete rescindi-lo na Justiça. Nos termos do referido
documento, a Cedae se comprometia a elaborar um completo relatório de atividades,
que seriam divulgado em jornal de grande circulação a partir de 2010, junto com
um balanço patrimonial, em que seriam relacionados todos os bens da empresa
utilizados na distribuição de água no município, como dutos, reservatórios e
outros equipamentos.
• Como o contrato era “de gaveta”, a direção da
Cedae não cumpriu a sua parte, como não fornece água para a população. A fixação
dos cartazes com o contrato de concessão vem reforçar a denúncia de Zito, de
que a Cedae está sabotando o abastecimento de água ao município para prejudicar
o atual governo.
• Na
caminhada que fez no fim de semana a Santa Cruz da Serra, o candidato Alexandre
Cardoso viu uma cena inimaginável em pleno Século XXI: moradores da segunda
cidade em riqueza do Estado do Rio continuam vivendo no Brasil pós Lei Área,
onde os aguadeiros eram muito requisitados.
• O
vigilante Joel de Oliveira Barbosa, por exemplo, pega sua bicicleta e anda
durante 40 minutos até uma bica na Rua Ceará para encher os garrafões que
servirão para sua família cozinhar e beber. Uma rotina que já dura 20 anos, tempo que reside naquela
localidade do segundo distrito
Situação semelhante vivem os moradores do 25 de Agosto,
da Paulicéia, Itatiaia e outros distritos. No feriadão do 7 de Setembro, os e
caros pipas não pararam um instante, pois a maioria dos domicílios continuam
sem água, apesar da Cedae haver construído e inaugurado (Governo Rosinha
Garotinho) um reservatório para 14,5 milhões de litros na esquina das ruas Piauí
e Minas Gerais, na parte alta do 25 de Agosto.
• Segundo
Alexandre Cardoso, problemas como a falta d’água, postos de saúde funcionamento
de forma precária e escolas precisando de reforma e lixo nas ruas mostram que
faltou planejamento nos últimos oito anos por parte da prefeitura.
• “A população quer uma administração que traga
soluções e que ofereça serviços de qualidade. Nosso governo tem como proposta
dar qualidade de vida aos moradores de Duque de Caxias. Vamos acabar com a
terceirização na saúde e na educação. O caxiense está cansado de necessitar dos
serviços básicos e não receber absolutamente nada de retorno”, diz Alexandre
Cardoso.
• A
juíza Simone Lopes da Costa, da 10ª Vara da Fazenda Pública do Rio, decretou o
sequestro dos bens e a perda da função pública do delegado de polícia Otavio
Seiler, atual secretário de Segurança de Mangaratiba, na Costa Verde do Rio.
Ele, sua esposa, Marisa de Souza Seiler, e seus dois filhos foram acusados de
terem acumulado patrimônio incompatível com os seus rendimentos. A ação com
pedido do sequestro foi proposta pelo Ministério Público e pelo Estado do Rio
de Janeiro.
• Otávio
e Marisa também foram condenados a pagar multa correspondente a três vezes o
valor do acréscimo patrimonial ilicitamente ocorrido a partir de 3 de junho de
1992. Laudo pericial contábil comprovou a variação dos bens e inúmeros
depósitos em dinheiro.
• “Forçosa
a conclusão que, apesar dos diversos documentos acostados aos autos, o primeiro
e a segunda ré não foram capazes de comprovar a origem de todo o patrimônio que
sustentam, ou seja, o aumento patrimonial foi superior ao total de rendimentos
declarados, restando caracterizado o acréscimo patrimonial a descoberto”,
afirmou a juíza.
• Na
lista de bens da família constam diversos carros, contas bancárias e imóveis em
Teresópolis, Saquarema e nos bairros de Jacarepaguá, Irajá, Madureira, dentre
outros. “Na verdade, existiram depósitos bancários sem origem comprovada a
partir de 1991. Não restam dúvidas acerca disso, diante dos extratos bancários
acostados aos autos da ação principal”, disse a juíza.
• O
policial também foi denunciado pela Procuradoria Geral de Justiça por
envolvimento na chamada “lista do jogo do bicho”, em maio de 1994. Otávio
Seiler ingressou no serviço público estadual em 1962, no cargo de
detetive-inspetor, chegando através de promoção à classe de 1ª categoria no
cargo de delegado de polícia a partir de outubro de 1991.
• Em
dezembro de 1991, a família constituiu a sociedade civil O.M.M.A.T. –
Consultoria, Planejamento, Execução e Zeladoria Patrimonial Ltda, que seria
utilizada para mascarar a percepção de rendimentos vedados legalmente. (Proc.
nº 0041464-12.1994.8.19.0001 e 1994.001.027683-1
• A
senadora Marta Suplicy (PT-SP) assume nesta quinta-feira o cargo de ministra da
Cultura, no lugar da artista e compositora Ana de Hollanda, que estava no cargo
desde o início de 2011. Ana anunciou sua saída, nesta terça-feira, em audiência
no Palácio do Planalto, onde colocara o cargo à disposição da Presidente Dilma
Rousseff.
• O
processo de fritura da ex ministra começou logo depois de anunciada a sua escolha
pela presidente Dilma, logo depois de sua posse. O processo chegou ao fim ao vazar
para a imprensa uma carta da Ana de Holanda, enviada á Ministra do Planejamento,
Miriam Belchior, reclamando mais recursos para a Cultura e aumento para os servidores
da Cultura.
• Por
outro lado, a nomeação da senadora petista é uma forma de compensação por ter
sido “atropelada” pelo ex presidente Lula, que indicou e manteve o nome do ex
ministra da Educação como candidato a prefeito de S. Paulo, cadeira ambicionada
por Marta Suplicy. A pedido de Dilma, Marta aceitou em participar da campanha
de Haddad, que ainda está em terceiro nas pesquisas mais recentes, atrás de Celso
Russomano, candidato do PRB e apoiado pela Igreja Universal, e por José Serra,
do PSDB.
• O
orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – avaliado pelo
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) –
disponibiliza R$ 47,3 bilhões para investimentos em 2012, a maior dotação do
programa desde a sua implementação em 2007. Entretanto, pelo menos 206
programas de trabalho ainda não apresentam empenhos (recursos reservados no
orçamento para execução) no ano, o que significa a não aplicação de R$ 6,8
bilhões.
• A
soma destinada a aplicações não incluiu o montante de responsabilidade das
empresas estatais – como os grupos Petrobrás, Eletrobrás ou Infraero –,
conforme salienta o professor da Universidade de Brasília (UnB) e membro do
Conselho Federal de Economia (COFECON), Roberto Piscitelli. As estatais, como
afirma o professor, “representam grande parcela do PAC”.
• Está
parado, por exemplo, o projeto de “aquisição de máquinas e equipamentos para
recuperação de estradas vicinais para municípios com até 50 mil habitantes”, do
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O programa está dividido em duas
ações que totalizam mais de R$ 1,1 bilhão em recursos.
• No entanto,
o problema é maior se observado o Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (Dnit) e o Ministério da Integração Nacional (MI). Apenas no Dnit,
105 ações apresentam empenhos zerados. Obras como a adequação do anel
rodoviário de Belo Horizonte, em Minas Gerais (orçada em R$ 154,9 milhões), ou
empreendimentos na BR-280, entre os municípios de São Francisco do Sul e
Jaraguá do Sul, no estado de Santa Catarina (R$ 120,7 milhões), ainda não
saíram do papel neste ano.
• Quanto ao MI, 35 projetos de trabalho
continuam no marco zero. Empreendimentos importantes como a construção da
Barragem Serro Azul e a implantação da Adutora do Agreste, no estado de
Pernambuco – orçadas em R$ 90 milhões e R$ 86,6 milhões, respectivamente –,
enfrentam a mesma sina das ações do Dnit. As obras de recuperação de
reservatórios estratégicos para a integração do Rio São Francisco - uma ambição
que vem desde o governo Lula – também não desembolsou os R$ 44 milhões orçados
para 2012
• Este
ano, até 31 de agosto, R$ 22,3 bilhões foram pagos no PAC, que é dividido em
seis segmentos (Cidade Melhor; Água e Luz Para Todos; Comunidade Cidadã; Minha
Casa Minha Vida; Transportes; Energia). O valor executado representa 47,3% do
orçamento autorizado para 2012. Porém, R$ 16,5 bilhões se devem a restos a
pagar – liquidação de empreendimentos realizados em exercícios anteriores.
• Piscitelli
reitera o fato de as destinações ao PAC, em valores reais, crescerem
substancialmente a cada exercício. Entretanto, “os empenhos em relação às despesas
autorizadas (orçadas) vêm apresentando queda. Quando as despesas não são sequer
empenhadas no respectivo exercício, a dotação fica ‘perdida’, pelo princípio da
independência dos exercícios”, diz.
• Desde
a criação, já foram investidos no PAC R$ 109,1 bilhões em obras de
infraestrutura no país. Os recursos provêm do Orçamento Geral da União. Para o
professor, “a relação entre valores pagos pela dotação de cada exercício [sem
considerar restos a pagar] é sempre muito baixa. 2009 apresentou o mais alto percentual
(31,09%). Mas quando se considera o período até agosto, é mais ‘lenta’ ainda,
mas, apesar de tudo, um pouco maior este ano: 12,32%”.
• Piscitelli
ainda ressalta o fato de os valores referentes a restos a pagar superarem os
pagamentos das dotações do próprio exercício, com exceção de 2007. “É como se a
gente dissesse que o orçamento de cada ano é executado no(s) ano(s)
seguinte(s)”, afirma.
• A Comissão
do Senado aprovou projeto que considera crime hediondo desviar verba da
educação ou saúde. A medida de incluir entre os crimes hediondos as fraudes
praticadas em licitações, contratos e programas nas áreas da saúde e educação
públicas deve ser apreciada pela comissão especial do Senado que analisa o
projeto de lei do novo Código Penal.
• Nesta terça (11), a Comissão de Educação
aprovou o projeto de lei que prevê tal punição àqueles que se envolverem em
formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, além de peculato com o
objetivo de desviar recursos da educação e saúde.
• O
presidente da comissão, Roberto Requião (PMDB-PR), lembrou que a matéria será
remetida à apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo ele,
como se trata de tipificação criminal, o projeto deve ser encaminhado pela CCJ
à comissão especial do Código Penal.
• O
autor da proposta, Lobão Filho (PMDB-MA), lembrou que o Departamento de
Patrimônio e Probidade da Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou estudo em
que demonstra que praticamente 70% dos recursos públicos desviados no país são
das áreas da saúde e educação.
• O
Ministério da Saúde vai liberar R$ 12,8 milhões para o Projeto Vida no Trânsito
para capitais e municípios de todo o país com mais de 500 mil habitantes. A
média repassada para cada cidade será de R$ 200 mil – os valores serão
reduzidos ou ampliados conforme o número total de habitantes do município.
• Os
recursos são oriundos do Fundo Nacional de Saúde e serão investidos em
educação, saúde e prevenção de acidentes de trânsito. A autorização de
liberação de recursos foi publicada hoje (11) no Diário Oficial da União.
• Os
recursos para o Projeto Vida no Trânsito, criado em 2010, devem ser investidos
na implantação de observatórios de trânsito que se destinam à integração de
dados e informações sobre feridos e mortes.
• Os
recursos serão utilizados também na capacitação e formação de pessoal, como
profissionais de saúde, de trânsito e também de educação. Os responsáveis pelo
Distrito Federal, pelas capitais e pelos municípios atendidos pelo programa
terão de elaborar planos de ações, que serão examinados pela Secretaria de
Vigilância em Saúde (SVS), ligada ao Ministério da Saúde.
• Estudos
da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2009, indicam que 1,3 milhão de
pessoas morre anualmente no trânsito e que, até 2030, esse número poderá chegar
a 2,4 milhões, caso medidas não sejam tomadas. Mais de 90% dos acidentes com
mortes ocorrem em países de baixa e média renda, que concentram menos da metade
da frota mundial de veículos motorizados.
• Os
usuários mais vulneráveis são os pedestres, motociclistas e ciclistas. Os dados
mostram, também, que 44% dos países no mundo não têm políticas que estimulem o
uso de transporte público como alternativa aos automóveis.
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