PERDE A CIDADANIA
Em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a AMB – Associação dos Magistrados Brasileiros – lançou ontem (10) a campanha Não Vendo Meu Voto, com o objetivo de conscientizar o cidadão sobre a importância da escolha de seus candidatos. Mozart Valadares presidente AMB e que participou da criação da Lei dos Fichas Limpas, o maior prejudicado com a venda de votos é o eleitor, que “perde a cidadania, o direito de escolher livremente seus
“A campanha visa a fazer com que o eleitor tenha consciência da importância da democracia e de sua participação no processo eleitoral”, disse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski. “É preciso que o eleitor conheça as ideias e planos do candidato, saiba com um pouco de detalhe o que faz cada ocupante do cargo em disputa e entenda que seu voto é muito precioso e está protegido de qualquer tipo de pressão”, completou.
A legislação eleitoral pune com a cassação do registro ou do diploma – além do pagamento de mil a 50 mil Ufir (R$ 53.205) – o candidato que doar, oferecer, prometer, ou entregar bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, ao eleitor com a intenção de obter seu voto.
A campanha também vai orientar o eleitor quanto às novas regras eleitorais, como a que exige a apresentação de documento com foto, além do título de eleitor, no momento da votação.
PARA ESPECIALISTA, AS UPPs
NÃO CONTROLAM A VIOLÊNCIA
A Polícia Militar iniciou ontem (10) a ocupação de mais uma comunidade do Rio de Janeiro para a implantação do projeto de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A escolhida foi a do Morro do Turano, a quinta da Tijuca. Alguns especialistas, no entanto, veem o projeto das UPP com ressalvas. É o caso do coordenador do Núcleo de Estudos em Cidadania, Conflito e Violência Urbana da Universidade Federal Fluminense (UFRJ), Michel Misse, que lembra que a maioria das unidades de polícia pacificadora está concentrada em áreas mais nobres, como a zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

O sociólogo também diz que a UPP não conseguiu nem conseguirá acabar com a venda de drogas, já que, segundo ele, enquanto houver demanda por drogas, haverá pessoas vendendo a substância ilegal. “Tem gente vendendo drogas no Santa Marta [primeira comunidade a receber a UPP, no final de 2008], só não tem mais aquele controle de território, ostensivo, armado”, afirma. Michel Misse também acredita que a implantação do projeto em comunidades como o Complexo do Alemão, o Complexo da Maré e o Jacarezinho, na zona norte da cidade, será muito mais complicada do que as instalações de UPP feitas até hoje.
O planejamento estratégico da Secretaria de Segurança prevê que o projeto da UPP poderá chegar a até 40 áreas nos próximos quatro anos, o que incluirá 165 comunidades (nos cálculos da secretaria), das mais de mil que hoje estão sob controle de quadrilhas armadas no estado do Rio de Janeiro.
RÁPIDAS
• Dez homens armados renderam uma equipe de jornalistas e levaram um carro da TV Brasil, na estrada do Sumaré, próximo a um dos acessos ao Morro do Turano, onde o BOPE fez operação para implantar uma UPP. A equipe da emissora estava no local para fazer manutenção em uma das torres de transmissão quando foi surpreendida pelos bandidos.
• Na fuga, os bandidos deixaram cair uma escopeta calibre 12. A equipe da TV Brasil foi resgatada por policiais do Bope que iniciavam a ocupação.
• A PM informou que foram registrados pequenos confrontos, mas não com traficantes do Turano. Durante a madrugada, o BOPE enfrentou traficantes do chamado Complexo de Santa Teresa, que temiam uma possível invasão dos policiais a comunidades do local, no alto do Sumaré
• O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, disse ontem (10) que

• Entre os itens que podem gerar discussão no Supremo, segundo Lewandowski, está o que trata do prazo para que leis eleitorais entrem em vigor. A Constituição prevê que leis que alteram o processo eleitoral entrem em vigor apenas um ano depois de sua aprovação. Mas, o presidente do TSE explica que a jurisprudência do STF – quando analisou a lei de inelegibilidade na década de 90 – pode ser aplicada ao caso.
• A norma, em vigor há 20 anos, lista os casos em que candidatos tornam-se inelegíveis, como os que tiveram as contas rejeitadas e os que respondem por abuso do poder econômico ou político. “A Lei da Ficha Limpa não alterou o processo eleitoral, apenas criou mais uma condição para as candidaturas.”
• Outro ponto que pode ser questionado no Supremo é o que trata da presunção de inocência. Lewandowski disse que, se por um lado ninguém pode ser condenado antes do trânsito em julgado do processo, por outro é preciso pensar na coletividade de mais um direito fundamental: o que trata da probidade administrativa. “No Brasil temos quatro instâncias recursais. Se formos esperar o trânsito em julgado fica difícil. Além disso, a probidade administrativa é um valor que afeta a coletividade como um todo. Será preciso pesar dois valores de mesmo nível”, disse.
• Para o cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília, o problema é quanto à aplicação da lei nos pequenos municípios do país. “Cerca de 20% dos votos no Brasil são comprados. Isso só das pessoas que admitiram a prática”, disse. “Acredito que haverá grandes lacunas na aplicação da lei este ano. E no interior, se antes tínhamos o coronelismo com a troca de votos por dentaduras e sapatos, agora temos o clientelismo, quando os votos são trocados por dinheiro e cargos”, acrescentou.
• Emocionado, Jeferson posou para fotos com o livro e na companhia da mãe, Leda Marcolino dos Santos, que era só alegria. “Ele nem dormiu direto, preocupado com o lançamento desse livro”, contou Leda.
• Como prêmio pela iniciativa, Jeferson ganhou de presente uma vaga para participar do Programa de Intercâmbio Cultural promovido pelo Colégio Carlos Gomes (particular), em parceria com a Prefeitura e a Escola Modelo de Educacion Integral (EMEI), da Argentina.
• Ele será o representante dos alunos da rede municipal de ensino no projeto. Estiveram presentes ao lançamento do livro, 10 dos 20 estudantes que estarão com Jeferson nessa empreitada. O grupo embarca no dia 5 de setembro para a Patagônia, onde conhecerão os hábitos e costumes do país vizinho e permanecerá durante uma semana.
• No livro, de 26 páginas, com imagens do fotógrafo Everton Barsan, o estudante conta como surgiu o bairro Nossa Senhora do Carmo. Para o trabalho, ele colheu depoimentos dos moradores mais antigos, que lembram a trajetória de lutas por melhorias e a rotina de sacrifícios para sobreviver – principalmente durante o período de temporais, quando o bairro sofre com as enchentes, já que fica bem próximo do Rio Sarapuí.
• “Hoje temos asfalto e uma série de outras melhorias sendo implementadas pela Prefeitura”, observa o comerciante Eliseu do Nascimento, há 48 anos morador do bairro e um dos personagens da obra. Segundo ele, Jeferson chamou a atenção de todos para a região, quando anunciou que escreveria o livro contando a história do bairro Nossa Senhora do Carmo.
• “Ele entrou em minha barraca e disse que estava escrevendo o livro que mudaria a história de nossa comunidade. Não sei por que, mas acreditei na hora no que ele estava dizendo”, revela o comerciante, satisfeito com o lançamento. “Ele terá um futuro brilhante, só precisa continuar estudando”, concluiu Eliseu.
• A prefeitura do Rio terá que pagar R$ 5 mil, a título de dano moral, por queda em bueiro. A decisão é da desembargadora Denise Levy Tredler, da 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que manteve a sentença de primeiro grau.
• Valéria Machado da Silva caiu em um bueiro destampado no bairro de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio, em novembro de 2007. Devido ao acidente, a autora da ação permanece sentindo dores no pé ao caminhar, além de ter ficado com uma enorme cicatriz em sua perna esquerda.
• Para a relatora do processo, desembargadora Denise Levy Tredler, é certo que o acidente somente ocorreu em razão da deficiência na conservação dos bueiros e das vias públicas.
• “Não se pode olvidar que o dever de fiscalização da via pública é do Município. Logo, a este cabe a fiscalização dos bueiros, e os reparos que se façam necessários, fato que deixou de demonstrar nos autos. Assim, a falta do ente municipal com o seu poder-dever de atuar na esfera administrativa configura omissão, pela qual há de responder”, completou a magistrada.
• O Secretário de Cultura Gutemberg Cardos ainda mantém viva a esperança de que possa salvar, pelo menos a fachada, da antiga Matriz de Santo Antonio. Um conhecido e respeitado empresário da área imobiliária está tentando fechar um acordo com os investidores do futuro shopping que será construído no local, que seria a manutenção da fachada da velha matriz, mesmo já desfigurada, além de abrir espaço para iniciativas daquela Secretaria, como vem fazendo a administração do Caxias Shopping, para utilização dos espaços abertos daquele centro comercial como exposição de artistas da cidade.
• Só nos resta torcer para que os donos do futuro shopping tenham para coma a cidade um pouco mais de respeito, o que faltou por parte da Diocese, ao vender a velha igreja e omitir o fato da opinião pública.
• Pelo visto, a turma da Cedae resolveu se alistar na turma que prefere conservar a fechar os buracos provocados por rompimento da rede de água. O buraco na Rua Piauí, a poucos metros dos reservatórios da empresa da Rua Minas Gerais, na divisa entre o 25 de Agosto e a Paulicéia,

• Agora, os moradores temem que o poste, situado ao lado do buraco, possa tombar por falta de base devido à remoção da calçada, feita por uma retroescavadeira da Cedae há mais de 15 dias.
• Com relação ao buraco da Rua Minas Gerais, a Cedae fechou a caixa de manobras dos registros de entrada dos reservatórios,No momento, o poste está apoiado na rede elétrica, que pode se romper a qualquer momento, levando perigo para os moradores e os motoristas que circulam pela rua em direção aos acessos à Rodovia Washington Luis.
TSE FARÁ SESSÕES EXTRAS PARA
JULGAR OS FICHAS SUJAS
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Lewandowski, disse hoje (10) que, pelos prazos da lei eleitoral, é possível que candidatos já barrados pela Lei da Ficha Limpa possam continuar na campanha e até tomar posse se o TSE não tiver julgado os recursos a tempo.
“Temos prazos processuais que não podem ser descumpridos. Vamos dar celeridade a esses julgamentos, inclusive com sessões extraordinárias a partir da semana que vem para dar conta

É o caso do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), que teve a candidatura barrada no Tribunal Regional Eleitoral, mas recorreu ao TSE. Enquanto o recurso não for julgado, Roriz poderá continuar sua campanha e, inclusive, ser eleito. “É uma lei complexa. Não pode ser decidida com base no tudo ou nada”, disse Lewandowski.
O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, disse que pode haver uma sensação de impunidade por parte dos eleitores, mas que não se trata de privilegiar a classe política. “O recurso não é só para políticos. Qualquer cidadão pode recorrer à uma instância superior e pedir o reexame de uma decisão que ele entende que não foi examinada corretamente”, disse.
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