PARA REESTRUTURAR A FEUDUC
Uma reunião na manhã desta quarta-feira (16) poderá
dar uma sobrevida à Fundação Universitária de Duque de Caxias – FEUDUC – que
vive uma das suas piores crises desde a sua fundação, há mais de 40 anos. Com
um espaçoso campus em S. Bento, no segundo distrito de Duque de Caxias, a
FEUDUC foi uma instituição de ensino pioneira na Baixada Fluminense criada para
oferecer ensino de qualidade para população de baixa renda da região. Nessa
reunião, um grupo de mantenedores da Feuduc assinará a cessão de direitos
hereditários em favor do grupo de professores. Com isso, os cedentes terão seus
bens desbloquados pela Justiça, sequestrados para garantir o pagamento da divida
da instituição, principalmente com professores, entre salários e direitos.

Recentemente, a Justiça decidiu bloquear os bens
dos fundadores e mantenedores da instituição, o que forçou parte desses
mantenedores a abrirem mão do titulo, de caráter hereditário, em favor de um
grupo de professores, que se propõem a reerguer a Feuduc. E é esse acordo que
será formalizado nesta quarta-feira.
Para dirigir a nova Feuduc, o grupo convidou o
professor Antonio Augusto Braz (foto) para ser o diretor acadêmico, que foi
imediatamente aceito. Nos próximos dias, o novo diretor da Feuduc vai tentar
levanta a penhora sobre a receita da instituição para que ela volte a operar novamente
com a rede bancária, primeiro passo para regularizar a sua situação com os
credores e os próprios alunos.
GOVERNO IMPÕE CENSURA AO
CONSELHO DE SEGURANÇA

A partir de
agora, o Conselho se limitará a discutir apenas os problemas envolvendo
Segurança Pública. Numa correspondência enviada aos líderes comunitários que
participam das reuniões mensais do Conselho, o presidente Jailson Liberato
alerta que na próxima reunião, dia 23, serão ouvias "exclusivamente as demandas da população voltadas especificamente para
Segurança Pública, logo após a fala das Autoridades Policiais, conforme
resolução nº 781/2005 (SESEG/RJ)". Agora, é proibido aos participantes das reuniões do Conselho
formularem queixas ou fazerem comentários sobre o abandono da Av. Governador
Leonel Brizola, que está em obras desde o final do governo de Rosinha
Garotinho, ou à falta de conservação das escolas estaduais ou ainda aos atrasos
dos trens da Supervia ou ao preço das tarifas dos ônibus intermunicipais.
Na próxima reunião, dia 23, o convidado era o prefeito Zito, que
declinou do convite alegando um compromisso inadiável, fora da cidade, naquela
data. Por isso, o encontro que seria no Teatro Municipal Raul Cortez, foi
transferido para o auditório da Secretaria de Educação, na Rua Prefeito José
Carlos Lacerda, ao lado do Mercado Municipal, às 9:00 horas.
Resta saber se as lideranças comunitárias, que tem sido presença
constante nas reuniões anteriores, terão vez e voz para criticar a política de
segurança pública adotada pelo Governo Sérgio Cabral em Duque de Caxias,
invadida por bandidos expulsos da favelas ocupadas pelas UPPs na Capital. Os moradores do Centenário, por exemplo, que
sofrem com a presença de bandidos armados de fuzis nos morros vizinhos, querem
saber quando o contingente do 15º Batalhão será reforçado. Afinal, Duque de
Caxias, com cerca de 1 milhão de habitantes e a segunda cidade do Estado em
arrecadação, tem apenas 630 PMs para garantir a segurança em seus 642 km2
, enquanto a Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro e com pouco mais de 70 mil
habitantes, dispõem de mais e 700 PMs.
O presidente da Cedae não gostou das críticas feitas na reunião do Conselho de Segurança pela falha no abastecimento d'água a cargo da empresa estatal.
TURISTAS BRASILEIROS AJUDAM
A CRIAR EMPREGOS NOS EE.UU.
Com o dólar abaixo dos R$ 2,00, os turistas
brasileiros estão aquecendo a economia dos Estados Unidos. A cada 65 vistos
autorizados no Brasil, um emprego formal é criado no país, segundo dados da
embaixada norte-americana . De janeiro a
abril deste ano, 400.148 brasileiros obtiveram o visto para viajar aos Estados
Unidos. Segundo as contas da embaixada, 6.156 novos postos de trabalho foram
abertos em função dos viajantes brasileiros. Em 2011, foram concedidos 945 mil
vistos a brasileiros. O volume rendeu 14.538 empregos formais aos
norte-americanos.
No que depender do interesse dos brasileiros em
atravessar o continente, esse número deve continuar crescente. Só em abril,
103.511 novos vistos foram processados. O índice é 51% maior que o apurado no
mesmo período de 2011.
Para o cientista político da Universidade de Brasília
(UnB), João Paulo Peixoto, o perfil do brasileiro é “viajar para consumir”,
devido à diferença de preços praticados nos dois países. “Sempre tivemos o
fluxo muito grande com os Estados Unidos, mas antes o foco era turismo.
Atualmente o consumo é visível. Esse turismo de consumo é novo, pessoas que
viajam exclusivamente para comprar”.
Segundo o diretor superintendente da Câmara de
Comércio Americana (Amcham-Rio), Helio Blak, o ingresso da classe C no mercado
de consumo, aliado a oferta de crédito contribuiu para o crescimento do
interesse dos brasileiros nos Estados Unidos. “A ascensão de classes
influenciou esse processo. É expressiva a tendência de aumento nos vistos para
turismo. É um movimento expressivo que acaba por gerar aumento de emprego,
principalmente na área de serviços”.
Mesmo com o aumento crescente brasileiros em visita
aos Estados Unidos, Blak destaca que o interesse ocorre apenas em determinadas
localidades. “Na Flórida e em Nova York podemos ver parcela importante de
brasileiros, mas o mesmo não ocorre em outras regiões”.
MONTADORAS DECIDEM PRESSIONAR
BANCOS COM AJUDA DO GOVERNO
Representantes da Anfavea – Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores pediram nesta segunda (14) ao governo que
pressione os bancos a retomar a concessão de financiamentos para a compra de
veículos. Em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a entidade
informou que somente o impulso ao crédito pode reverter o cenário de queda das
vendas e alta dos estoques.
“O problema é fundamentalmente crédito”, disse o
presidente da associação, Cledorvino Belini. “Os bancos estão mais cuidadosos
por causa do aumento da inadimplência, que passou de 2,5% para 5% [dos
financiamentos com atraso de mais de 90 dias] desde o fim do ano passado”,
declarou.
De acordo com Belini, o travamento do crédito fez o
tempo de estoque dos veículos aumentar. Atualmente, informou ele, os caminhões
ficam de 45 a 50 dias no pátio das fábricas e das distribuidoras, e os carros
levam de 40 a 45 dias para serem vendidos depois de saírem da linha de
montagem.
Para o presidente da Anfavea, a redução de juros
pelos bancos dará impulso às vendas de carros. “Assim que a inadimplência cair,
a situação do crédito vai se normalizar e as vendas voltarão a subir”,
destacou. Em relação aos caminhões, no entanto, Belini disse que as
perspectivas não são muito otimistas porque a demanda está sendo influenciada
pela desaceleração da economia.
Segundo Belini, a procura pelos financiamentos do
Finame – linha de crédito para a compra de máquinas e equipamentos com recursos
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – destinados a
compra de caminhões está abaixo do esperado. “Também pedimos que o governo
acelere a concessão de financiamentos para o setor”, ressaltou.
Sobre a redução dos preços dos veículos fabricados
no Pais, muito mais caro que os mesmos modelos fabricados em outros países, a
Anfavea não deu uma só palavra. A redução de preços é uma alternativa de
mercado para baixar os estoques. Com as montadoras, as coisas mudam!
RÁPIDAS
• Para
tentar descolar o Governo das trapalhadas da dupla Carlinhos Cachoeira-Fernando
Cavendish (dono da Delta), a ordem da presidente Dilma Rousseff é tirar a Delta
do noticiário, inclusive pela falência.
• Essa
"caça às bruxas" da Delta já provocou impacto no Rio de Janeiro, onde
a Petrobras rescindiu dois
contratos com a empresa de engenharia Delta, para a construção de módulos do
Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, na Região
Metropolitana do Rio de Janeiro. Com a rescisão dos contratos, 800 trabalhadoes
perderam o emprego "por baixa produtiviade".
• Sem explicar por quais motivos, a estatal
manteve, no entanto, um contrato com a Delta para a reforma e modernização da
Unidade de Tratamento de Águas Ácidas da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na
Baixada Fluminense.
• Segundo a Petrobras, os dois contratos foram
rescindidos por “baixo desempenho” dos dois consórcios integrados pela Delta e
pelas empresas TKK Engenharia e Projectus Consultoria: Itaboraí URE e Itaboraí
HDT.
• O Consórcio Itaboraí URE era responsável pela
construção e montagem da Unidade de Tratamento, Recuperação e Armazenamento de
Enxofre. Já o Itaboraí HDT construiria a Unidade de Hidrotratamento de Nafta.
Os dois contratos tinham o valor total de R$ 843,5 milhões.
• A estatal informou, por meio de nota, que
“está estudando a melhor solução para evitar impactos no cronograma do
Comperj”.
• Os atrasos nas obras do Comperj e na
Refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, obrigaram a Petrobrás a aumentar para 80
mil por dia a importação de gasolina. Com isso, mais empregos são gerados ou
mantidos nos EE.UU.
• O
presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou nesta terça (15) a
decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que
concedeu ontem habeas corpus ao empresário de jogos ilícitos Carlos Augusto
Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A decisão adiou o depoimento dele na Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira, que estava marcado para esta
terça.
• "A
decisão do Supremo Tribunal Federal é para ser cumprida, por mais que nós
tenhamos a noção de que é uma decisão que pode ser errada, na realidade nós
entregamos ao Supremo a guarda da Constituição e é ele que interpreta",
disse Sarney.
• Na
segunda-feira (14), o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal
(STF), acatou pedido da defesa de Carlinhos Cachoeira para adiar o depoimento.
Segundo decisão liminar do ministro, o depoimento fica suspenso até o
julgamento do mérito do pedido.
• Perguntado
se a decisão poderia ser meramente protelatória, Sarney enfatizou que por mais
que seja inadequada, a medida tem que ser respeitada. "Por mais que a
gente possa julgar errada, essa decisão é do Supremo".
• A procura
dos consumidores brasileiros por crédito nas instituições financeiras caiu
11,2% em abril ante março, segundo dados divulgados hoje (15) pela empresa de consultoria
Serasa Experian. Na comparação com abril do ano passado, o recuo foi de 9,8%.
• Esta foi a
quarta queda consecutiva do indicador, que fechou o primeiro quadrimestre deste
ano com um recuo de 7,6% em relação aos quatro primeiros meses de 2011. De
acordo com a Serasa, esse foi o pior desempenho para o período desde 2008.
• O
movimento de retração está presente em todas as faixas de renda. No segmento
dos consumidores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês houve uma queda
de 12,5% na procura por crédito em abril, no comparativo com o mês
imediatamente anterior.
• Na análise
por regiões, a queda também foi generalizada. O maior recuo foi apurado nas
regiões Sul e Sudeste, com retrações de 15% e 11,6% em abril ante março. Na
Centro-Oeste a queda foi 9,2%. No Nordeste a procura foi 8,5% menor. Já na
Norte, houve recuo de 6%.
• Segundo os
economistas da Serasa, o aumento da inadimplência verificado desde o início do
ano passado tem levado os consumidores a priorizar a quitação de suas dívidas
em atraso em vez de contratar novos financiamentos. Além disso, com
inadimplência mais elevada, aumenta o rigor na aprovação de novos créditos, o
que também contribui para desestimular o consumidor na busca por novos
financiamentos.
• A denúncia
de que corpos de militantes de esquerda foram incinerados em uma usina de
cana-de-açúcar no município de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, será
investigada pelo Ministério Público Federal (MPF).
• O
procurador da República Eduardo Santos de Oliveira se baseou no relato do
ex-delegado Cláudio Antonio Guerra, que foi um dos chefes do extinto
Departamento de Ordem Pública e Social (Dops) durante a ditadura militar
(1964-1985).
• Em livro
intitulado Memórias de uma Guerra Suja, o ex-delegado contou que corpos dos
opositores do regime militar foram incinerados na Usina Cambaíba, em Campos
• Na
portaria que instaura a investigação, Oliveira pede que sejam expedidos ofícios
à Comissão Nacional da Verdade e à Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos,
requisitando informações e documentos relacionados ao caso. Para o MPF, os
policiais agiram a serviço do Estado, o que submete os crimes à jurisdição
federal.
• “Em um regime de exceção, pouco se pode
conhecer dos procedimentos adotados para manutenção do Poder. Somente com a
abertura ao diálogo e à manifestação pública, podemos reaver o contato com o que nos foi negado, e buscar a verdade
sobre fatos quase perdidos em um tempo de restrição às liberdades”, escreveu o
procurador, em nota divulgada pelo MPF.
• A
tolerância zero ao consumo de álcool por motoristas voltou a ser a tônica da
audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a
Lei Seca, que teve nesta segunda (14) sua segunda etapa, dando sequência ao
debate que começou há uma semana. Dos 17 palestrantes do dia, 14 defenderam que
a segurança coletiva deve estar acima de direitos individuais e de questões
comerciais nas discussões sobre o tema.
• Números,
opiniões científicas, fotografias de pessoas mutiladas em acidentes e dramas
pessoais de vitimados pela embriaguez ao volante foram os principais argumentos
usados para convencer o ministro Luiz Fux sobre a necessidade de manter a lei
como está. Fux é relator de uma ação de inconstitucionalidade que pretende
anular trecho da Lei Seca, editada em 2008, cujo julgamento deve ocorrer até o
final do ano. Ele convocou as audiências públicas para ter elementos técnicos e
científicos, e não apenas jurídicos, para apreciar o assunto.
• A maioria
dos especialistas defendeu que não há limite seguro de álcool no sangue para
condutores e que o ideal é a tolerância zero. A legislação brasileira determina
responsabilidade criminal a partir de 0,6 grama por litro (g/l) de sangue. “Não
é só o condutor embriagado o responsável por acidente. Muita gente que bebe
pouco também não consegue reagir adequadamente a situações inesperadas”,
defendeu Jailton da Silva Tristão, representante da Polícia Rodoviária Federal.
• Segundo
Flávio Pechansky, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do
Ministério da Justiça, a única diferença entre cada caso é o aumento das
chances de acidente dependendo da quantidade de álcool ingerido, passando de
chances 2,5 vezes maiores com ingestão de 0,2 g/l para pelo menos 11 vezes mais
chances com ingestão acima de 0,8 g/l.
• O
representante da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Flávio
Adura, também usou números para convencer o relator da ação dos benefícios da
Lei Seca, como a redução de 25% nas chamadas de ambulância, de 36% nos atendimentos
de emergência e até do número de postes danificados em São Paulo. “Em 40 anos
de médico, não vi vacinas e antibióticos que reduziram em tão curto espaço de
tempo a mortalidade e a morbidade”.
• Já para o
representante da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Alesandro
Abreu, o paralelo entre a redução de acidentes e a edição da Lei Seca é uma
“ilação”, já que não há, segundo ele, uma ação de fiscalização consolidada
nacionalmente. Abreu defendeu que a Lei Seca deve ser proporcional à gravidade
de cada caso e criticou propostas que tramitam no Congresso Nacional para
endurecer ainda mais a norma, como a que tira a tolerância de 0,6 g/l. “Com
tolerância zero, como vai reagir agente da lei quando a pessoa come bombom com
licor? Será uma situação hilária”.
• O defensor
público Renato Devitto também acredita que o endurecimento da lei penal não é
suficiente para inibir o álcool no trânsito, já que, na maioria dos casos, o
motorista embriagado dificilmente ficará preso. “Se cria uma expectativa na
população de que a lei penal pode atuar como uma varinha de condão para
resolver um problema de nuance cultural, mas não vai resolver”. Segundo
Devitto, as sanções administrativas e a disseminação de uma nova cultura podem
ser mais eficazes para a construção de um trânsito mais seguro.
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