BASE ALIADA POR
CORRUPÇO
O ministro Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal
Federal, conclouiu nesta segunda (1º) seu voto no processo conhecido como do
mensalão, condenando todos os parlamentares denunciados por corrupção passiva.
Para Toffoli, foram os próprios réus que confessaram aceitar vantagem
viabilizada pelo grupo do publicitário Marcos Valério e pelo Banco Rural, sendo
indiferente o destino dado à verba.
Quanto aos réus que não eram parlamentares, o ministro
entendeu que nem sempre os denunciados tinham ciência que o dinheiro
disponibilizado pelo esquema tinha o objetivo de comprar apoio político. O
único réu sem mandato condenado por esse crime foi o então tesoureiro do PL
Jacinto Lamas.
O ministro também entendeu que todos os réus acusados do
crime de formação de quadrilha são inocentes, porque não se uniram com o
objetivo de cometer crimes em bando, e sim para obter vantagens individuais.
Toffoli seguiu a corrente inaugurada pela ministra Rosa Weber, para quem os
réus atuaram apenas na condição de copartícipes.
Toffoli entendeu que o Ministério Público não conseguiu
reunir provas suficientes para provar a participação de Antonio Lamas
(ex-assessor do PL absolvido por unanimidade até agora), do assessor do PP João
Cláudio Genu, do sócio da Bônus Banval Breno Fischberg e do ex-tesoureiro do
PTB Emerson Palmieri.
Com exceção dos réus que foram absolvidos de todos os
crimes, Toffoli condenou os demais acusados de lavagem de dinheiro. Segundo o
ministro eles sabiam que a verba vinha de esquema criminoso e usaram “astúcia”
para ocultar o recebimento e o rastro do dinheiro.
Com o voto de Toffoli, formou-se maioria de seis votos
para condenar por lavagem de dinheiro os ex-deputados Roberto Jefferson (PTB) –
primeiro a denunciar o esquema do mensalão –, Pedro Corrêa (PP) e Romeu Queiroz
(PTB).
PRESO BANDIDO QUE ROUBOU
BANCO DENTRO DA CÂMARA
Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos
(DRF) prenderam André Órfão dos Santos, apontado como chefe da quadrilha que
assaltou, em julho último, uma agência do Banco do Brasil situada no interior
da Câmara de Vereadores de Duque de Caxias. Segundo as informações divulgadas á
época, o bando, teria levado cerca de R$
350 mil, destinado ao pagamento de ocupantes de cargos de chefia no Legislativo
municipal.
Os integrantes do bando se disfarçaram de
policiais federais e. sob alegação de cumprir
ordem de busca e apreensão, entraram no prédio legislativo e foram até a agência bancária, onde
anunciaram o assalto.
Na ocasião do crime, André entrou na Câmara
de Vereadores e se apresentou como delegado da Polícia Federal. O criminoso foi localizado na noite de sábado
(29/09), no Shopping New York, na Barra da Tijuca. Contra ele foi expedido
mandado de prisão pelo Plantão Judiciário da Capital.
MASSACRE DE CARANDIRU
20 ANOS DE IMPUNIDADE
Passados 20 anos, apenas uma pessoa foi condenada e, mais
tarde, absolvida, pelo Massacre do Carandiru. Segundo documento de 2000, da Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos
Estados Americanos (OEA), havia superlotação no complexo. O único acusado pelos
resultados da tragédia que foi julgado até agora, coronel Ubiratan Guimarães, o
comandante da Polícia Militar à época, foi inocentado pelo Tribunal de Justiça
de São Paulo em fevereiro de 2006.
O Carandiru tinha, à época, 7.257 prisioneiros, mais do
que o dobro da capacidade comportada, sendo que 2.706 deles estavam recolhidos
no Pavilhão 9, onde ocorreu a revolta. A ação dos policiais é considerada um
dos mais violentos casos de repressão à rebelião em casas de detenção, segundo
a própria CIDH. Até hoje, não houve a responsabilização de nenhuma autoridade.
Em setembro do ano passado, o Tribunal de Justiça de São
Paulo negou recurso de defesa e decidiu manter a decisão de levar a júri
popular mais de 75 policiais acusados pelo massacre. Na última quinta-feira
(27), o juiz José Augusto Nardy Marzagão, da Vara do Júri de Santana, decidiu
levar 28 desses policiais a júri popular que marcou para o dia 28 de janeiro do
próximo ano. O processo será julgado em etapas, devido ao grande número de réus
envolvidos.
Apesar de decorridos tantos anos após o massacre, o
promotor ainda acredita ser possível haver condenação dos responsáveis. “Embora
não seja a melhor justiça, porque justiça tarda é justiça falha, mas é possível
[condenar os responsáveis]”, disse ele.
Para Rodolfo Valente, advogado da Pastoral Carcerária em
São Paulo, o governador de São Paulo na época, Luiz Antonio Fleury Filho
(Promotor de carreira do MPSP), e o então secretário de Segurança Pública,
Pedro Franco de Campos, também deveriam ser responsabilizados pelo massacre.
DEPUTADOS DISCUTEM O
CORTE DE VERBAS DA FIA
A Comissão de Defesa da Pessoa com Deficiência da
Assembleia Legislativa do Rio promoverá audiência pública nesta terça-feira (02)
às 10h, na sala 316 do Palácio Tiradentes. O objetivo é discutir a redução de
verbas públicas repassadas às instituições filiadas à Fundação da Infância e
Adolescência (FIA).
Segundo o presidente da comissão, deputado Márcio Pacheco
(PSC), essas instituições sofreram grande redução em seus orçamentos, o que
pode comprometer seu funcionamento.
“Os repasses diminuíram, muitas instituições estão sendo
fechadas. O que vamos fazer nessa audiência é entender a situação da FIA e qual
o teto mínimo necessário para as entidades funcionarem”, acrescentou o
parlamentar.
A audiência contará com a presença do secretário de
Estado de Assistência Social, Antonio Claret, a presidente da FIA, Teresa
Cristina Cosentino, a presidente da Comissão de Assuntos da Criança, do
Adolescente e do Idoso, deputada Claise Maria Zito (PSD), e o presidente da
Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização Financeira e Controle, deputado
Coronel Jairo (PSC).
TRIOS ELÉTRICOS ARRASTAM
MULDÃO NA PARADA GAY
Com o símbolo maior do movimento - uma bandeira gigante
com as cores do arco-íris – a 7ª Parada do Orgulho LGBT de Duque de Caxias
(lésbicas, gays, bissexuais e travestis) lotou neste domingo (30) a Avenida Brigadeiro Lima e Silva, uma das
principais entradas da cidade. De acordo com os organizadores, cerca de 300 mil
pessoas participaram do evento que teve com tema: “O que esperamos da
família?”.

Para Ernane Alexandre, coordenador do Centro de
Referência LGBT Baixada I, localizado no segundo andar do Restaurante Popular,
em Duque de Caxias, a festa tem uma mensagem. “Queremos uma sociedade sem
preconceito, igualitária, plural e o reconhecimento de nossos direitos”, disse
Ernane.
Representando o prefeito Zito, o secretário de Meio
Ambiente, Samuel Maia, disse que a
cidade prega o amor e a tolerância. “Duque de Caxias é a cidade da democracia,
das conquistas e da liberdade”, disse o secretário do alto do trio. O
secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc, o superintendente de Direitos
Individuais, Coletivos e Difusos do Rio, Cláudio Nascimento, o presidente do
Grupo Arco-Íris, Júlio Moreira, e a atriz, Viviane Araújo também participaram
da abertura do evento.
Na ocasião, foi divulgado o trabalho que o Centro de
Referência da Cidadania LGBT (Rua Frei Fidelis, s/nº, em frente ao Shopping
Caxias), realiza, com atendimento às vítimas de descriminação e violência
homofóbica, retificação de nomes e sexo, retirada de documentos, acesso à
educação, etc. (Foto: Paulo Martins).
RÁPIDAS
• A
Secretaria de Meio Ambiente de Duque de Caxias está com as inscrições abertas
para a VI Conferência Municipal de Meio Ambiente, que será realizada de 22 a 24
de novembro na FEUDUC – Fundação Educacional Duque de Caxias (Avenida
Governador Leonel de Moura Brizola, 9422 - antiga Presidente Kennedy –São
Bento). Da conferência participarão representantes do poder público e da
sociedade civil organizada. As inscrições serão aceitas até 31 de outubro, na
sede da SMMAAA, na Rua Dona Teresa, s/nº, no bairro Jardim Primavera.
• Com o
tema “Avanços, Dificuldades e Desafios na Implementação da Política do Meio
Ambiente”, a conferência vai discutir seis subtemas. São eles: “Educação
Ambiental e Agenda”, “Áreas protegidas municipais, estaduais e
federais”,“Controle das atividades poluentes e riscos industriais”, “Recursos
hídricos e saneamento”, “Saúde e qualidade do ar” e “Gestão de resíduos sólidos
e líquidos”. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone: 2773-6243.
• A
deputada Andreia Zito (PSDB-RJ) reiterou seu apoio às comemorações pela
terceira edição do Movimento Outubro Rosa, que começaram nesta segunda-feira
(1º), destacando que mantém a cobrança já feita ao Congresso pela votação de
seus projetos de lei 1.752 e 1.897, visando a garantir a prevenção, detecção,
tratamento e controle dos cânceres do colo uterino, da mama e da próstata. O
projeto de lei 1.752 estabelece prazo máximo de 20 dias para realização de
mamografia pelo SUS e tratamento em até três meses após o diagnóstico.
• Já
seu projeto de lei 1.897, determina que a realização de exames preventivos do
câncer de próstata seja iniciada a partir dos 45 anos de idade e que os pedidos
feitos por médicos credenciados SUS também sejam atendidos no prazo máximo de
20 dias. A parlamentar lembrou que o não cumprimento dos prazos estabelecidos
será considerado ato de improbidade administrativa do gestor responsável pelo
atendimento.
• “Não podemos deixar de fazer a cobrança ao
governo, porque sabemos que muitas brasileiras, de todas as partes do País,
estão necessitando de tratamento, e muitas delas sequer sabem por onde começar,
porque as dificuldades de acesso são imensas”, comentou a parlamentar. Ela
reconhece que por conta do trabalho de entidades civis e da organização
feminina, há hoje uma sociedade brasileira mais unida para fazer valer projetos
como o de sua autoria, mas dados do próprio governo revelam que a situação é
muito grave.
• Segundo
o Instituto Nacional do Câncer (INCA), este ano, esperam-se, para o Brasil,
52.680 casos novos de câncer da mama, com um risco estimado de 52 casos a cada
100 mil mulheres. De acordo com o Instituto, sem considerar os tumores da pele
não melanoma, esse tipo de câncer é também o mais frequente nas mulheres das
regiões Sudeste (69/100 mil), Sul (65/100 mil), Centro-Oeste (48/100mil),
Nordeste (32/100mil). No Norte é o segundo tumor mais incidente (19 para cada 100
mil).
• O
Inca informa também que para o Brasil, este ano, esperam-se 17.540 casos novos
de câncer de colo do útero, com risco estimado de 17 casos para 100 mil
mulheres. “Esses números confirmam que o Governo precisa atuar mais fortemente
na prevenção da doença e meus projetos são para isso. O governo precisa agir
rápido diante de uma situação de tamanha gravidade”, enfatizou Andreia Zito.
• No dia
2 de outubro de 1992, uma sexta-feira, quando foi chamado para fazer a perícia
no Pavilhão 9, na Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecida como Carandiru,
o perito Osvaldo Negrini Neto achou que se tratava de um evento de resistência
seguida de morte, ou seja, que os detentos haviam morrido em decorrência de
confronto com a Polícia Militar, mas logo mudou de ideia.
• “Depois percebi que foi um massacre seguido de
muitas mortes”, disse o ex-perito, em entrevista à Agência Brasil. Na época,
contou, era perito de uma seção especial do Instituto de Criminalística (IC) de
São Paulo que analisava exatamente os casos de resistência seguida de morte.
Após o episódio, chegou a sofrer ameaças.
• O que
o levou a classificar o episódio como um massacre estava, segundo ele, “escrito
nas paredes” do Pavilhão 9. “Todas as celas que eu examinei tinham muito poucos
tiros nos corredores. No corredor, eu contava dois ou três buracos de balas.
Mais de 90% dos tiros estavam dentro das celas. E sempre da porta para o fundo,
ou seja, impossível que tenha sido algum tiro dado pelos presos em direção aos
policiais militares. E, realmente, não tinha nenhum policial ferido por balas.”
• Negrini
Neto foi o autor do principal laudo sobre a morte dos presos no Carandiru.
Aposentado desde 2010, ele conversou com a Agência Brasil por telefone.
• “Colhi material das paredes e vi que, em
muitos casos, não era bala de revólver, mas de metralhadora. Os tiros seguiam
uma sequência quase na mesma linha. Uma pistola e um revólver não fazem isso.
Colhi material daquilo para saber se tinha cobre presente no buraco, porque o
cobre caracteriza que a bala é encamisada, ou enjaquetada [revestida com metal,
a exemplo de cobre, para aumentar a
penetração no alvo], como a de metralhadora.”
• A
propósito do Massacre do Carandiru, o perito, descreveu com detalhes a situação
de um dos andares mais atingidos: “No terceiro, a coisa estava bárbara. Na
primeira cela em que entrei, tinha mais de 20 buracos de bala. Na outra, 15, na
outra, dez. Fui contando e havia mais de 450 buracos de bala na parede. Em
alguns, tinha [marca] no chão como se tivesse matado gente que estivesse
sentada ou ajoelhada”, descreveu.
• Negrini
Neto só conseguiu entrar na Casa de Detenção por volta das 21h30 daquele dia.
“Tive que entrar escondido, junto com meu fotógrafo, na viatura do delegado,
abaixados no banco de trás, porque a Polícia Militar tinha dado ordem de que
não queria perícia lá dentro”, relatou.
• O
Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (SindiPetro-RJ) denunciou ao TCU a
Transpetro, subsidiária da Petrobras, que
teria mais de mil terceirizados que deveriam ser substituídos por aprovados em
concurso que ainda não foram convocados. A Petrobras disse que não existem
irregularidades ou beneficiamento político-partidário na contratação de
terceirizados e que isso será comprovado pela companhia no andamento do
processo.
• A
Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e
Similares (Fentect), sindicato dos funcionários dos Correios, reclama que há
contratados terceirizados exercendo atividades-fim na empresa que deveriam ser
realizadas por concursados.
• Os
casos de coqueluche e catapora, doenças comuns entre crianças, registraram
aumento no Rio de Janeiro, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. Os
casos de coqueluche em 2012 somam 186 contra 166 registrados em todo ano de
2011. Somente este ano foram confirmados no estado 2.857 casos de catapora,
sendo 572 em agosto.
• De
acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da
secretaria estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, não há uma explicação
científica para o aumento da doença neste período do ano. No entanto, a mudança
do clima associada ao período escolar, devido ao confinamento dentro das salas
de aula, podem contribuir para o aumento dos casos.
• Para
evitar o contágio das doenças, Chieppe ressalta que alguns cuidados devem ser
reforçados. Ele destaca a importância de os pais manterem em dia a caderneta de
vacinação e prestar a atenção aos sintomas das doenças. “Sempre que aparecer os
sinais sugestivos dessas doenças, os pais devem procurar o serviço de saúde, pois,
com o tratamento precoce, nós conseguimos tanto tratar a criança quanto
interromper a cadeia de reprodução da doença”, explicou.
• Duas
vacinas são importantes para prevenir a coqueluche: a DTP (que imuniza contra
difteria, tétano e coqueluche) aplicada em crianças com idade até 6 anos e a
Tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenza B –
HIB) para crianças até 1 ano de idade.
• Outras
medidas para evitar a contaminação estão nos cuidados com a higiene e situações
do dia a dia. “Sempre lavar as mãos após ir ao banheiro, utilizar álcool em gel
e ter cuidado ao espirrar para evitar a propagação do vírus”, destacou Chieppe.
• A 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou o banco
Bradesco a pagar R$ 2 mil, por danos morais, ao cliente Paulo Virgílio Preard.
A porta da área dos caixas eletrônicos da agência travou e ele ficou preso por
quase duas horas, na noite de uma sexta-feira, sendo resgatado pelo Corpo de
Bombeiros. A relatora do recurso, desembargadora Leila Albuquerque,
considerou que houve falha na prestação de serviço.
• “A responsabilidade do banco réu é objetiva e reside na falha na
prestação de seus serviços ao permitir que o autor ficasse preso e sem prestar
qualquer tipo de auxílio ou socorro, fatos que, inegavelmente, causaram danos
extrapatrimoniais ao autor, cabendo ao réu a obrigação indenizatória”, afirmou
a desembargadora. ( Proc. nº
0001778-17.2011.8.19.0001).
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