ÁS URNAS EM 7 CIDADES
Sete municípios fluminenses escolherão seus prefeitos em
um segundo turno, no dia 28. Entre as cidades que terão uma segunda votação
está São Gonçalo, no Grande Rio, segundo maior colégio eleitoral do estado, com
665 mil eleitores. Na cidade, a disputa será entre Adolfo Konder (PDT), que
teve 192 mil votos (41,65% dos votos válidos) e Neilton Mulim (PR), com 116 mil
votos (25,22%).
Apesar de também terem mais de 200 mil eleitores, os
municípios do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, no norte do estado, e São
João de Meriti, na Baixada Fluminense, decidiram suas eleições no primeiro
turno com a reeleição de Rosinha Garotinho (PR) e Sandro Matos (IPDT).
Na cidade vizinha de Niterói, com 381 mil eleitores,
disputarão um segundo turno os candidatos Rodrigo Neves (PT), que obteve 105
mil votos (39,35%), e Felipe Peixoto (PDT), com 88 mil votos (32,96%).
Na Baixada Fluminense, três municípios terão segundo
turno. No maior colégio eleitoral da região, Duque de Caxias, os 607 mil
eleitores decidirão entre Alexandre Cardoso (PSB), que recebeu 154 mil votos no
primeiro turno (33,99%), e Washington Reis (PMDB), que teve 151 mil votos
(33,29%).
Já os 561 mil eleitores de Nova Iguaçu irão para o
segundo turno escolher entre o ex prefeito Nelson Bornier (PMDB), que teve 152
mil votos (39,05%), e Sheila Gama (PDT), que tenta a reeleição e teve 78 mil
votos (20,19%). Em Belford Roxo, passaram ao segundo turno Dennis Dauttmam
(PCdoB), com 92 mil votos (40,93%), e Waguinho (PRTB), com 74 mil votos
(33,08%). O prefeito Alcides Rolim, do PT e que tentava a reeleição, ficou com apenas
22,09%
No interior, duas cidades terão uma nova rodada. Em Volta
Redonda, no sul fluminense, os 216 mil eleitores voltarão às urnas para
escolher entre o atual prefeito Antonio Francisco Neto (PMDB), que recebeu 84
mil votos (49,6%), e Zoinho (PR), que teve 72 mil votos (42,93%).
A sétima cidade é Petrópolis, na região serrana
fluminense, que tem 241 mil eleitores. A disputa será entre Bernardo Rossi
(PMDB), que recebeu 52 mil votos, e o prefeito Paulo Mustrangi (PT), que tenta
a reeleição e obteve 45 mil eleitores (38,06%).
SÓ 13 VEREADORES VOLTAM A
CÂMARA DE CAXIAS
EM 2013
Dos 21 vereadores que estão no exercício do mandato em
Duque de Caixas, apenas Orlando Silva (PPS) não disputou a reeleição, cedendo a
sua vaga para o seu irmão, Gilberto Silva. O eleitor apenas renovou o mandato
de 13 para a próxima Legislatura, que terá 29 cadeiras de acordo com a nova lei
sobre o assunto.
Os 29 vereadores eleitos no domingo. segundo informações
do site do TRE/RJ, são os seguintes: Eduardo Moreira (PT) 5.911 votos (foto), Junior
Reis (PMDB) 5.717 votos, Carlinho da Barreira (PSC) 5.366 votos, Marcelo do Seu
Dino (PV) 5.091 votos, Leide (PRB) 5.065 votos, Josemar Padilha (PMN) 4.888
votos, Celso do Alba (PP) 4.699 votos, Chiquinho Caipira (PSB) 4.598 votos, Carlos
de Jesus (PMDB) 4.565 votos, Marquinho Oi (PSDB) 4.505 votos, Fatinha (PP)
4.315 votos, Chico Borracheiro (PSB)
4.138 votos, Osvaldo Lima (PSC) 4.024 votos, Quinzé (PMDB) 4.007 votos, Juliana
do Taxi (PSB) 3.964 votos, Serginho Samuquinha (PR) 3.885 votos, Boquinha (PDT)
3.370 votos, Claudio Thomaz (PRTB) 3.297 votos, Thiago Barreto (PSD) 3.028
votos, Mazinho (PDT) 3.028 votos, Dr. Mauricio (PR) 2.811 votos, Ademir Martins
(PV) 2.776 votos, Wendell (PMDB) 2.560 votos, Gaete (PSD) 2.334 votos, Marcos
Tavares (PSDC) 1.894 votos, Allan Macarrão (PSDC) 1.870 votos, Sandro Lelis
(PSL) 1.843 votos, Fabricio Cordeiro (PT) 1.705 votos e Moa (PT) 1.674 votos
JUSTIÇA PODE ANULAR OS
VOTOS DOS FICHAS SUJAS
Os eleitores que optaram por votar em candidatos que
tiveram o registro negado pela Justiça Eleitoral já sabiam do risco de ter seu
voto anulado. A situação foi destacada no domingo (7) pela presidenta do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, em entrevista
coletiva concedida após o encerramento da votação. Perguntada se o sistema atual
não prejudica o eleitor, que fica sem saber se seu voto tem validade, Cármen
Lúcia disse que a Justiça nunca deixou o cidadão sem resposta sobre a situação
do candidato. Hoje, há 6,7 mil recursos
pendentes de análise no TSE, sendo que 2,9 mil são sobre a Lei da Ficha Limpa.
“Houve resposta do juiz, do Tribunal Regional Eleitoral.
Quando o candidato apareceu como indeferido e com recurso pendente, significa
que a lei garante a ele o direito de, por sua conta e risco, levar seu nome às
urnas, e disso é dada ciência ao cidadão. Quando o cidadão votou no exercício
de sua liberdade, que queremos preservar mais do que tudo, lutamos muito por
isso, sabia que isso podia acontecer.”
A ministra lembrou que a Lei da Ficha Limpa não é
novidade, embora esteja sendo efetivamente aplicada pela primeira vez nesta
eleição municipal. “Isso não é uma jurisprudência nova, não é uma legislação
nova, e foi, portanto, no exercício da liberdade de cada um que se teve essa
situação”. A lei foi editada em 2010, mas não pôde ser aplicada naquele ano
porque a norma precisava estar em vigor por pelo menos 12 meses antes de ter
efetividade.
Cármen Lúcia ressaltou que, embora o candidato tenha
direito de recorrer ao TSE, a tendência é que sua situação permaneça a mesma,
já que o registro foi analisado por uma dupla instância. Segundo a ministra, o
TSE deve terminar de julgar todos os recursos sobre registros de candidatura
até dezembro, quando ocorre a diplomação dos eleitos.
Perguntada sobre o impacto da Lei da Ficha Limpa nas
eleições, a ministra afirmou que é preciso que o eleitorado conheça melhor os
pormenores da norma, mas que o resultado já pôde ser sentido nas urnas. “Como
foi a própria cidadania que conseguiu a ficha limpa, houve um ânimo maior nessa
eleição”, concluiu.
ANVISA PROIBE A VENDA
DE CHÁ VERDE
INJETÁVEL
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
suspendeu nesta segunda (8) a fabricação, a manipulação, a distribuição, o
comércio, a divulgação, a administração e o uso de medicamentos injetáveis à base de extratos
vegetais como o chá verde.
De acordo com resolução publicada no Diário Oficial da
União, a medida foi tomada após a identificação de propagandas na internet de
tratamentos estéticos para emagrecimento e combate à gorduras localizadas
sugerindo o uso de formulações injetáveis contendo chá verde isolado ou
associado a outras substâncias.
A Anvisa ressaltou que não há estudos que comprovem a
segurança e a eficácia da aplicação de formulações subcutâneas contendo chá
verde ou outros extratos vegetais, isolados ou em associação. A resolução entrou em vigor nesta segunda-feira (8).
RÁPIDAS
• Médicos em todo o país vão suspender o atendimento a
pacientes de planos de saúde por um período de até 15 dias. O protesto, na
maioria dos estados, está previsto para começar nesta quarta-feira (10). Esta é
a quarta paralisação anunciada pela categoria em dois anos. De acordo com o
Conselho Federal de Medicina (CFM), serão suspensas apenas consultas e
cirurgias eletivas – serviços de urgência e emergência não serão afetados.
• Sete unidades federativas anunciaram a suspensão do
atendimento a todas as empresas de saúde suplementar do país. Em oito estados,
o protesto vai atingir apenas operadoras de planos locais. Há ainda sete
estados que irão realizar assembleias para definir os planos a serem atingidos.
• Além do reajuste de honorários de consultas e outros
procedimentos, a pauta de reivindicações inclui a inserção, em contrato, dos
critérios de reajuste, com índices definidos e periodicidade e o fim da
intervenção dos planos na relação médico-paciente.
• De acordo com o vice-presidente do órgão, Aloísio
Tibiriçá, as receitas dos planos de saúde no Brasil crescem, em média, 14% ao
ano, mas o reajuste não é passado aos médicos. Segundo ele, o valor pago por
consulta realizada já chegou a representar 40% dos gastos pelas operadoras, mas
atualmente fica entre 14% e 18%.
• “Defasou muito e
está bem aquém da própria necessidade de sobrevivência do médico no
consultório”, disse. “Vivemos um conflito permanente com os planos de saúde. Os
quase 50 milhões de usuários estão em um gargalo de atendimento médico. Os
planos não credenciam mais serviços ou mais médicos por contenção de custos”,
completou.
• Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
indicam que, entre 2003 e 2011, a receita das operadoras cresceu 192%, enquanto
o valor médio pago por consulta aumentou 65%. Cálculos da própria categoria,
entretanto, indicam que o reajuste foi 50%.
• “A ANS suspendeu
mais alguns planos por conta do tempo de espera. As emergências estão
superlotadas, praticamente igual ao Sistema Único de Saúde (SUS). O mercado de
saúde suplementar não atrai mais o médico, eles estão saindo. A situação vai
piorar”, ressaltou Tibiriçá.
• Para o vice-presidente da Associação Médica Brasileira
(AMB), Lairson Vilar, as operadoras têm
“boicotado” tratamentos de alto custo, reduzindo períodos de internação e
dificultando exames mais caros.
• Segundo ele, estudo feito em São Paulo indica que dois em
cada dez usuários de planos de saúde têm procurado o serviço público no lugar
das clínicas credenciadas. “É impossível oferecer um serviço de qualidade face
a um desequilíbrio tão grande”, destacou.
• Quando
é que o Governo vai entender que Plano de Saúde não é apenas um ramo de Seguro,
em que a indenização é paga se houver acidente, como é o caso do seguro de um
automóvel?
• No
caso do atendimento médico, o objetivo do segurado, ao contratar o Plano de
Saúde, é ter o atendimento devido na hora em que precisar, sem alquimias de
economistas para alavancar o lucro das administradoras, que ficam cada vez mais
ricas ás custas da viça dos segurados.
• Na
renovação de nomes para a Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, está um
sobrenome ilustre, que sempre representou (e bem) o quarto Distrito. Trata-se
do jovem Thiago Barreto (foto), neto do saudoso e dedicado José Barreto, que ganhou um
busto na praça principal de Xerém.
• Pelas
informações disponíveis, ele deverá honrar o nome do ilustre avô, cuja ambição
política não ia além da posse de um fusquinha. Como membro da Mesa Diretora, José
Barreto mantinha um automóvel à sua disposição, que, mesmo sem sirene ou
bigorrilho, era um veículo de socorro, que levava os moradores do bairro,
geralmente lavradores como o velho Barreto (plantador de bananas, vendia para reforçar
as refeições dos empregados da FNM), para hospitais de Petrópolis nos anos 50 e 60 do
Século XX.
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• Ainda
nesta segunda-feira (8), um internauta, que sofreu uma queda em casa, chegou ao
Hospital Moacyr do Carmo (administrado por uma ONG) antes das 7:00 horas e não
pode ser atendido por causa da troca de plantão. Às 8:00 horas e com muita dor
no pulso direito, ele foi informado que o ortopedista ainda não havia chegado.
• Com
ajuda de parentes, ele rumou para a UPA 24 Horas do bairro Sarapuy (administrado
por uma ONG), onde também não havia médicos. O internauta resolveu, então,
procurar o Posto 24 Horas (administrado por uma ONG) do bairro do Pilar .
Depois de rodar um bom tempo por uma estrada esburacada, com postes no meio da
pista (Av. Presidente Kennedy, um velho canteiro de obras do DER/RJ), ele chegou
ao seu objetivo. No Posto do Pilar, também não havia médicos e ele foi
orientado a procurar os hospitais Moacyr do Carmo e Adão Pereira Nunes (administrado
por uma ONG).
• Ele
preferiu o Souza Aguiar, na Capital. Lá, ele rapidamente foi atendido, uma radiografia
descartou a hipótese de uma possível fratura, foi devidamente medicado e voltou
para casa. De ônibus.
• Para
os que chegaram agora: a verba do SUS, distribuída na base do per capta, será
paga à Prefeitura da Capital e descontada do que seria o repasse para Duque de
Caxias por conta desse atendimento. Com a saúde ruim, não é só a população que
perde. O Município também fica desfalcado da verba do SUS.
• Os
eleitores que se ausentaram do primeiro turno das eleições municipais poderão
participar da segunda rodada de votação, marcada para o dia 28 deste mês. O
segundo turno será realizado nos municípios com mais de 200 mil eleitores, cujo
candidato mais votado não tenha conquistado mais de 50% dos votos. Ele
disputará a preferência do eleitor com o segundo candidato mais votado.
• As
regras de participação no segundo turno são as mesmas: têm voto obrigatório
eleitores entre 18 e 70 anos e os estrangeiros naturalizados. Para os eleitores
entre 16 e 18 anos e com mais de 70 anos o voto é facultativo.
• Mesmo
com a participação no segundo turno, o leitor que deixou de votar ontem (7)
precisa justificar a ausência até o dia 7 de dezembro no cartório eleitoral
mais próximo. Para aqueles que não puderem votar em segundo turno, a
justificativa deve ser apresentada à Justiça Eleitoral até 28 de dezembro.
• Os
eleitores faltosos que não apresentarem justificativa por três votações
seguidas poderão ter o título cancelado. A legislação também prevê o pagamento
de multa, além do impedimento para prestar concurso público ou tirar
passaporte.
• Os
candidatos que disputarão a preferência do eleitor no segundo turno das
eleições municipais estão autorizados a retomar a propaganda eleitoral já nesta
segunda-feira (8). A partir das 17h, no horário local, é permitida a
distribuição de material de campanha, o uso de alto-falantes e amplificadores
de som até as 22h e a realização de comícios e carreatas até a meia-noite.
• A
propaganda no rádio e na televisão, porém, só começa dois dias após a
divulgação oficial dos resultados do primeiro turno e vai até 26 de outubro,
antevéspera da nova votação. A propaganda será dividida em dois períodos
diários de 20 minutos, inclusive aos domingos, às 7h e às 12h no rádio, e às
13h e às 20h30, na televisão.
• Com a
retomada da propaganda no rádio e na TV, o candidato com a maior votação faz a
estreia, com alternância de ordem nos programas seguintes. No segundo turno,
não é permitida a participação em programas de rádio e TV de filiados a
partidos que tenham formalizado o apoio a outros candidatos anteriormente. O
debate entre candidatos é permitido até a meia noite do dia 26 de outubro.
• No
dia 25 de outubro, três dias antes do segundo turno, encerra-se a propaganda
política em reuniões públicas e comícios. No dia seguinte (26), é o fim do
prazo para a propaganda no rádio e na TV, para a divulgação paga na imprensa
escrita e para a realização de debates.
• No sábado
(27), véspera da eleição, será o último dia para a propaganda eleitoral por
meio de alto-falantes ou amplificadores de som e para a distribuição de
material gráfico, realização de caminhada ou carreata, até as 22h.
• A estreia da Lei da Ficha Limpa nas eleições municipais
deste ano provocou um efeito colateral: a impossibilidade de apurar a
quantidade de votos nulos, assim como as situações em que algum candidato não
recebeu um voto sequer.
• Quando o candidato está com o registro negado, mas ainda
pendente de análise na Justiça, ele fica em uma espécie de limbo. Seus votos
são registrados, mas não aparecem na totalização porque entram na conta dos
nulos. Com isso, muitos candidatos aparecem sem voto na consolidação dos resultados.
• É o caso da cidade de Alexânia, em Goiás, onde 45
vereadores aparecem sem nenhum voto. Neste caso, só é possível saber a real
situação com uma pesquisa sobre cada registro. Em Osasco (SP), 42% dos votos
registrados para prefeito são nulos, mas neste caso muitos podem ter sido
destinados a um dos líderes nas pesquisas, Celso Giglio (PSDB), atualmente com
o registro negado.
• Outra dificuldade para medir os votos nulos e brancos é
que eles não aparecem nas pesquisas de totalizações por estado ou nacional. Na
eleição presidencial de 2010, os números estavam disponíveis, mas agora só é
possível checar os brancos e nulos com a pesquisa por cidade.
• O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu
para 0,64% na primeira semana de outubro, ficando 0,1 ponto percentual acima da
taxa da apuração anterior. Os dados foram divulgados hoje (8) pela Fundação
Getulio Vargas (FGV).
• A pesquisa mostra que seis das oito classes de despesa
componentes do índice tiveram aumento em suas taxas: alimentação (de 1,23% para
1,38%), vestuário (de 0,6% para 1,1%), habitação (de 0,4% para 0,49%), saúde e
cuidados pessoais (de 0,42% para 0,51%), comunicação (de 0,51% para 0,62%) e
despesas diversas (de 0,25% para 0,35%).
• Nesses grupos, os itens que mais subiram são: arroz e feijão
(de 3,95% para 5,38%), roupas (de 0,74% para 1,18%), taxa de água e esgoto
residencial (de 0,72% para 1%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,57%
para 0,88%), tarifa de telefone móvel (de 0,89% para 1,28%) e alimentos para
animais domésticos (de 0,92% para 1,51%), respectivamente.
• Segundo a FGV, as duas classes de despesa que
apresentaram decréscimo nas taxas de variação são transportes (de 0,14% para
0,13%) e educação, leitura e recreação (de 0,07% para 0,01%). Entre os
destaques nessas classes de despesa estão os itens serviços de oficina (de
0,69% para 0%) e excursão e tour (de 1,47% para -1,21%), nessa ordem.
DETRAN COBRA MULTAS
DE
CARRO VENDIDO EM
LEILÃO
A 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do
Rio condenou o Detran/RJ a pagar R$5 mil à proprietária de um veículo GM/Corsa
Wind, ano 1997/1998. O carro foi apreendido em uma blitz da Polícia Militar e
levado a leilão, por falta de pagamento das taxas e impostos, mas a
proprietária passou a receber tempos depois cobranças de multas cometidas em
São Paulo e Santo André. Para a
desembargadora Inês da Trindade Chaves de Melo, relatora do recurso, o Detran
tem responsabilidade objetiva, uma vez que – com base no artigo 37, parágrafo
sexto da Constituição da República –, as pessoas jurídicas de direito público e
as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos
que seus agentes causarem a terceiros.
“As multas e as cobranças por infrações de
trânsito, incidentes sobre um veículo que já não é mais de sua propriedade, a
toda evidência, têm o condão de causar
imenso abalo no estado de espírito da demandante, deflagrando verdadeiro
transtorno, sensação de impotência e de irritação, provocadas pelo atuar do Estado,
tendo a requerente que se socorrer da máquina judiciária para fazer valer um
direito seu, qual seja, de ver seu nome livre de quaisquer anotações perante a
Administração Pública, mormente quando não deu causa para tanto”, considerou a
relatora em seu voto.
A decisão foi proferida no recurso do Detran
contra sentença da 15ª Vara da Fazenda Pública que julgou procedente, em parte,
pedido da autora.
De acordo com os autos, o automóvel foi
apreendido no dia 29 de abril de 2010 e levado para um depósito público em
Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No dia 1º de dezembro de 2010, o
veículo foi leiloado por R$ 3 mil e as cobranças de multas começaram a chegar à
residência da autora nos meses de
janeiro, fevereiro e abril de 2011. (Proc.
Nº 0184054-16.2011.8.19.0001)
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