MPF PEDE 35 ANOS DE CADEIA
PARA FILHO DE PAULO MALUF
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou
ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais na Ação Penal 477, que
apura irregularidades e desvios nas obras de canalização do córrego Água
Espraiada, em São Paulo, durante as gestões de Paulo Maluf como prefeito e
governador.
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MALUF REPETE LULA E NEGA DESVIOS |
Janot pede ainda que Paulo e Flávio Maluf sejam condenados a devolver aos cofres públicos cerca de R$ 32,5 milhões.
O pedido do PGR é para que Flávio Maluf cumpra 35 anos e
15 dias de reclusão em regime fechado, além de 1659 dias multa. Simeão
Damasceno teve a pena prevista em 7 anos e 6 meses de reclusão, em regime
semiaberto, e Vivaldo Alves a 8 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime
fechado.
Em relação a Paulo Maluf, as penas poderiam chegar a 23 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão, além de 920 dias multa. No entanto, por demora na instrução e em razão da idade do deputado, superior a 70 anos, o PGR se manifestou no sentido de que seja declarada a extinção da punibilidade pela prescrição em relação a todos os delitos cometidos por ele.
O caso - Durante o primeiro mandato de prefeito, em 1994, Paulo Maluf contratou as empresas Mendes Junior Engenharia S/A e Construtora OAS Ltda para a execução das obras de canalização do córrego Água Espraiada. Em investigações, o Ministério Público de São Paulo constatou diversas irregularidades na obra, como a emissão de notas fiscais e recibos que não correspondiam à prestação de serviços ou fornecimento de materiais relacionados nos documentos. Além disso, parte dos recursos destinados ao projeto Água Espraiada eram transferidos a doleiros e encaminhados a contas no exterior.
Em relação a Paulo Maluf, as penas poderiam chegar a 23 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão, além de 920 dias multa. No entanto, por demora na instrução e em razão da idade do deputado, superior a 70 anos, o PGR se manifestou no sentido de que seja declarada a extinção da punibilidade pela prescrição em relação a todos os delitos cometidos por ele.
O caso - Durante o primeiro mandato de prefeito, em 1994, Paulo Maluf contratou as empresas Mendes Junior Engenharia S/A e Construtora OAS Ltda para a execução das obras de canalização do córrego Água Espraiada. Em investigações, o Ministério Público de São Paulo constatou diversas irregularidades na obra, como a emissão de notas fiscais e recibos que não correspondiam à prestação de serviços ou fornecimento de materiais relacionados nos documentos. Além disso, parte dos recursos destinados ao projeto Água Espraiada eram transferidos a doleiros e encaminhados a contas no exterior.
Cerca de R$ 800 milhões foram investidos pela prefeitura
de São Paulo em Água Espraiada. Destes, a estimativa é de que R$ 250 milhões
foram destinados à obra e R$ 550 milhões desviados para pagamento de propinas.
"O valor do qual o réu se apropriou poderia significar, pelo menos, novas
obras ou investimentos públicos", afirma Janot.
Simeão Damasceno era o principal operador do caixa 2 da
empresa Mendes Junior. Conforme as investigações, Simeão dava ordens para
efetivar contatos com doleiros, que realizavam os depósitos em bancos do
exterior, praticando o crime de evasão de divisas. Os beneficiários pelo
montante enviado a outros países eram Paulo e Flávio Maluf.
O filho do ex-prefeito, Flávio Maluf, é acusado de encomendar a contratação e serviços para fins da lavagem do dinheiro no exterior e Vivaldo Alves, outro participante do esquema, de ser o responsável pela efetivação das operações "dólar cabo", que foram essenciais para possibilitar a remessa dos recursos para fora do país. (Com Ass. Comunicação PGR)
O filho do ex-prefeito, Flávio Maluf, é acusado de encomendar a contratação e serviços para fins da lavagem do dinheiro no exterior e Vivaldo Alves, outro participante do esquema, de ser o responsável pela efetivação das operações "dólar cabo", que foram essenciais para possibilitar a remessa dos recursos para fora do país. (Com Ass. Comunicação PGR)
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