ATÉ FALTA D'ÁGUA ATRAPALHA A
EDUCAÇÃO EM DUQUE DE CAIAS
Cerca de 150 pessoas – em sua maioria, professores e pais
de alunos – participaram da primeira audiência pública do projeto “Ministério
Público pela Educação” (MPEduc) em Duque de Caxias. Realizado na manhã desta 2ª
feira (17) no Teatro Raul Cortez, no Centro, o evento organizado pelos
Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MP-RJ) abriu a palavra para
profissionais de ensino e cidadãos discutirem problemas e soluções nas redes
públicas de educação. Em quase três horas de debate, os participantes abordaram
queixas como escolas com infraestrutura precária, obras paradas, escolas e
turmas fechadas, falta de acessibilidade, insegurança, falta de água e diretores
não eleitos.
Além do procurador da República Eduardo El Hage e da promotora de Justiça
Elayne Christina Rodrigues, coordenadores locais do MPEduc, formaram a mesa do
evento o secretário municipal de Educação Marcos Villaça, a diretora regional
administrativa Simone Maria Melo (SEEDUC-RJ) e representantes dos alunos e
pais, da Prefeitura, Câmara Municipal, Sindicato Estadual dos Profissionais de
Educação (SEPE-RJ) e Cedae.
“Foi uma oportunidade rara para a população dialogar com o poder público sobre como melhorar a educação na cidade”, disse o procurador da República Eduardo El Hage. “O resultado foi muito interessante para colher informações para elaborarmos um diagnóstico e tomarmos medidas eficazes em Duque de Caxias.”
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Parte da rede escolar é abastecida por carros pipas da prefeitura |
“Foi uma oportunidade rara para a população dialogar com o poder público sobre como melhorar a educação na cidade”, disse o procurador da República Eduardo El Hage. “O resultado foi muito interessante para colher informações para elaborarmos um diagnóstico e tomarmos medidas eficazes em Duque de Caxias.”
Entre as intervenções do público, sobressaíram queixas de
problemas detectados fora da sala de aula e que prejudicam os alunos e seu
desempenho escolar. Fabiana Marques, mãe de dois alunos, atacou o fechamento da
escola de seus filhos e cobrou soluções para a evasão de professores, que obriga
os alunos a ficarem vários dias sem aula. O professor de matemática Fábio
Menezes, do Colégio Est. Prof. José de Souza Herdy, criticou o fechamento de
escolas e turmas na rede estadual, a desinformação sobre a aplicação do Fundeb
nas folhas salariais e a incompletude do questionário do MPEduc, que não
verificaria variáveis como a adoção de normas da ABNT relativas ao som e ruído
no ambiente de trabalho.
“O governo está
mais interessado em ficar bem nos índices e rankings, mesmo que à custa de
escolas fechadas”, criticou Menezes. Foi citado um estudo da Universidade
Federal Fluminense (UFF) que mostra o Estado do RJ como o único no país com
rede pública menor do que a particular.
O professor Wagner Santana, integrante do SEPE-RJ, quis saber sobre a inclusão nas escolas e citou a denúncia já feita ao MP-RJ de que um aluno cadeirante é carregado no colo até a sala de recursos multifuncionais numa escola tida como referência em acessibilidade: "Se isso acontece numa escola referência, como andará a questão da inclusão em outras escolas?". O aluno Jéferson Barbosa, da União dos Estudantes de Duque de Caxias, propôs questões sobre o conteúdo do currículo, a falta de eleição para diretores, a presença da Polícia Militar na escola e os obstáculos aos grêmios estudantis. Entre as respostas a seus questionamentos, houve convites para uma visita ao 15º Batalhão da PM e para uma reunião com dirigentes da SEEDUC para debater a questão dos grêmios.
Ao fim do evento, o procurador da República Eduardo El Hage e a promotora de Justiça Elayne Christina Rodrigues convidaram os presentes a entrarem no site do MPEduc (www.mpeduc.mp.br) para conhecer mais sobre o projeto em Duque de Caxias e no restante do país. O público também foi convidado a acompanhar os membros do MP numa inspeção que aconteceria em seguida à Creche Laura Menezes, no bairro 25 de Agosto, a primeira da rede municipal.(Com Assessoria de Comunicação/MPRJ)
O professor Wagner Santana, integrante do SEPE-RJ, quis saber sobre a inclusão nas escolas e citou a denúncia já feita ao MP-RJ de que um aluno cadeirante é carregado no colo até a sala de recursos multifuncionais numa escola tida como referência em acessibilidade: "Se isso acontece numa escola referência, como andará a questão da inclusão em outras escolas?". O aluno Jéferson Barbosa, da União dos Estudantes de Duque de Caxias, propôs questões sobre o conteúdo do currículo, a falta de eleição para diretores, a presença da Polícia Militar na escola e os obstáculos aos grêmios estudantis. Entre as respostas a seus questionamentos, houve convites para uma visita ao 15º Batalhão da PM e para uma reunião com dirigentes da SEEDUC para debater a questão dos grêmios.
Ao fim do evento, o procurador da República Eduardo El Hage e a promotora de Justiça Elayne Christina Rodrigues convidaram os presentes a entrarem no site do MPEduc (www.mpeduc.mp.br) para conhecer mais sobre o projeto em Duque de Caxias e no restante do país. O público também foi convidado a acompanhar os membros do MP numa inspeção que aconteceria em seguida à Creche Laura Menezes, no bairro 25 de Agosto, a primeira da rede municipal.(Com Assessoria de Comunicação/MPRJ)
►BETHLEM ESCAPA DA CASSAÇÃO
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos
Deputados rejeitou nesta terça-feira (18), por 8 votos a 2, o relatório
preliminar do deputado Paulo Freire (PR-SP) que pedia a abertura de processo
contra o deputado Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ). Ele foi acusado de desvio de
recursos enquanto ocupava a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura do
Rio de Janeiro.
Após a rejeição do relatório, o colegiado decidiu
arquivar o processo de abertura de investigações contra o deputado. O pedido de
arquivamento foi formulado pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), em razão,
segundo ele, da falta de provas materiais que comprovem as denúncias.
O requerimento para averiguar a suposta quebra de decoro
parlamentar foi proposto pelo Psol. Na justificativa, a legenda menciona a
divulgação pela mídia de conversas telefônicas, em julho, que apontam possível
recebimento de vantagens indevidas por Bethlem, enquanto ele estava licenciado
do cargo na Câmara e ocupava a secretaria no Rio de Janeiro.
Bethlem afirmou que os danos a sua honra e imagem são
irrecuperáveis como consequência das denúncias feitas pelas revistas Veja e
Época. “Nos últimos cinco anos, fui secretário de várias pastas importantes no
governo do Rio de Janeiro; sendo assim, eu não gostaria de terminar o meu
mandato como deputado com uma espada dessa na minha cabeça.”
O deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), que apresentou voto em
separado, manteve sua defesa à rejeição do relatório. Segundo ele, o conselho
deveria aguardar decisão da Justiça sobre a culpabilidade de Bethlem, em vez de
dar continuidade a um processo baseado em denúncias publicadas na mídia e
motivadas por conflitos de foro íntimo entre Bethlem e a ex-mulher.
►EVANGÉLICOS PODEM SER CASSADOS NO RJ
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RJ) propôs uma
ação contra dois políticos do PR – Marcos Soares, eleito deputado federal, e
Filipe Soares, eleito deputado estadual – e três pastores da Igreja
Internacional da Graça de Deus. Os cinco vão responder por abuso de poder
econômico por usarem os templos da igreja para atividades de campanha
eleitoral.

Na ação, a PRE pede que o Tribunal Regional Eleitoral
(TRE) casse o diploma dos deputados recém-eleitos e os declare inelegíveis até
2022 assim como os outros réus: os pastores Luis Claudio Andrade, Antonilton
Alves de Souza e Luciano Moreira de Sá – os quatro da Igreja Internacional da
Graça de Deus. Devido à conduta abusiva, todos os réus serão julgados por
captar votos durante as celebrações religiosas.
"A possibilidade de captar votos em eventos
religiosos é enorme. Daí a recomendação de que candidatos a cargos eletivos não
celebrem cultos, ou mesmo participem deles, salvo como meros
espectadores", afirma o procurador regional eleitoral Paulo Roberto
Bérenger, autor da ação. (Com Assessoria de Comunicação
da PRERJ)
►TSE MANTÉM CONDENAÇÃO DE DEPUTADA
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a condenação
da deputada estadual no Rio de Janeiro Graça Pereira, eleita suplente este ano,
que teve o seu diploma cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em 2012.
A representação que provocou a condenação foi proposta em 2010 pela
Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ), que denunciava a
prática de conduta vedada pela então candidata pelo uso assistencialista do
centro social Grupo Comunitário Equipe Jorge Pereira (GCE). Jorge Pereira é
ex-marido de Graça.
O GCE funcionava na Ilha do Governador, reduto eleitoral da deputada, e
oferecia serviços como atendimento médico, odontológico e creche. Embora as
unidades do CGE não fossem credenciadas pela rede pública de saúde, os
profissionais que atuavam ali utilizavam sua matrícula nesta rede para atender
e encaminhar pacientes. Com isso, a prática de conduta vedada se caracterizou
pelo uso de bens e serviços públicos para atender fins eleitoreiros. Na entrada
do centro, havia o seguinte aviso: “A deputada Graça Pereira convida você a
acompanhar seu trabalho através de sua página na internet. Acesse www.gracapereira.com.br e deixe seu recado, sugestão, dúvida e também
sua crítica.”A decisão tem impacto sobre a eleição deste ano, já que a deputada não poderá ser diplomada e não poderá se candidatar novamente até 2018 (oito anos a partir da eleição em que foi cometida a conduta vedada). (Com Assessoria de Comunicação/PRRRJ)
►MP QUESTIONA CONTAS DE RODRIGO MAIA
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE/RJ) propôs ação
impugnando o deputado federal Rodrigo Maia (DEM) por gastos de sua campanha à
reeleição que não foram declarados à Justiça Eleitoral. Na ação, a PRE pede que
o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) intime o impugnado para comprovar gastos
não declarados em serviços da gráfica Stamppa e para complementar a prestação
de contas até três dias após a intimação.
A PRE requer ainda que, se os gastos eleitorais não forem
declarados e comprovados, o TRE rejeite as contas do deputado por
irregularidade.
Pela legislação eleitoral, os candidatos e partidos têm o
dever de informar doações, os doadores e suas despesas durante a campanha. A
rejeição das contas não impede a diplomação do eleito, que fica sujeito a
responder a outra ação do Ministério Público Eleitoral – desta vez pela
cassação do diploma caso sejam demonstrados os gastos ilícitos com fins
eleitorais.
Para comprovar a despesa não declarada, a procuradora
regional eleitoral substituta Adriana Farias e o procurador eleitoral auxiliar
Maurício da Rocha Ribeiro citam na ação um relatório de fiscais do TRE a partir
de apreensões feitas em julho. Entre os descompassos na prestação de contas
atestados por perícia da PRE, está a tiragem de 800 mil panfletos declarados em
nome de Rodrigo Maia e de candidatos a deputado estadual, enquanto os fiscais
computaram 862 mil panfletos.
Um dia após as buscas e apreensões na gráfica Stamppa,
foram produzidas cerca de duas mil cópias de notas fiscais que a PRE atribui à
tentativa de justificar o material ilícito de propaganda. O material apreendido
também incluía peças em nome do candidato a senador Cesar Maia, cuja prestação
de contas ainda não foi publicada pela Justiça Eleitoral, inibindo a tomada de
eventuais providências pela PRE visando sua impugnação. (Com Assessoria de
Comunicação da PRE/RJ)
►MP FAZ BUSCA E APREENSÃO EM MANGARATIBA
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, com o apoio da Polícia Federal
e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, cumpriu, na manhã desta
terça-feira (18), três mandados de busca e apreensão nas sedes da Prefeitura de
Mangaratiba e do Jornal Povo, em Vila Isabel e no Centro do Rio. A operação é
resultado de uma ação cautelar da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva
de Angra dos Reis, que apura fraudes em contratações realizadas pela Prefeitura
nos anos de 2011 e 2012.
Já foram apreendidas todas as edições do jornal Povo no
período da investigação e ainda estão sendo obtidos documentos referentes a
centenas de licitações na Prefeitura de Mangaratiba, que se encontra
interditada para a operação. O material servirá de base para ação de
improbidade administrativa contra o prefeito de Mangaratiba, Evandro Bertino
Jorge, secretários e servidores municipais. O procurador-geral do Município,
Leonel Silva Bertino Algebaile, acompanha a ação.
De acordo com o promotor Alexander Véras Vieira, que
ajuizou a ação cautelar, estão sendo analisados cerca de 40 contratos, no valor
estimado de R$ 60 milhões, para a aquisição de variados produtos, como cestas
básicas e merenda escolar, e para a execução de obras. Há indícios de que as
contratações eram realizadas sem licitação e sem a garantia de que os serviços
seriam executados. O fato é alvo de investigação da 2ª Promotoria de Justiça de
Tutela Coletiva de Angra dos Reis, que se encontra sob sigilo.
Ainda de acordo com o MP, a Prefeitura de Mangaratiba
pagava ao jornal Povo para que alterasse a matriz dos jornais que já haviam
circulado e inserisse editais de convocação e os resultados das licitações
fraudadas, sem que a informação tivesse sido realmente publicada. As edições
alteradas eram guardadas na sede do jornal e na Prefeitura e serviam para
respaldar os contratos irregulares.
►TRABALHO ESCRAVO EM PARACAMBI
O Ministério Público Federal (MPF) em Volta Redonda (RJ)
denunciou o empresário Agnaldo José da Nobrega por reduzir trabalhadores a
condição análoga à de escravo no município de Paracambi (RJ). As vítimas,
oriundas de Pombal, na Paraíba, foram transportadas para o Rio no interior de
caminhões-baú durante três dias, junto a mercadorias, e trabalhavam
comercializando redes e outros produtos. O empresário contratava verbalmente os
empregados, sem a formalização do contrato de trabalho, desrespeitando os
direitos trabalhistas, e os submetia a jornadas de trabalho de 14 horas por
dia.
Os trabalhadores contraíam dívidas de até 10 mil reais com empréstimos, transporte, acomodações, alimentação e eram obrigados a saldar a dívida com o empresário, restringindo o direito à liberdade. De acordo com a denúncia do MPF, o empresário remunerava os empregados com base na venda que obtivessem por dia, sendo repassado apenas um pequeno percentual sobre o preço dos produtos vendidos.
Em inspeção realizada por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho, também foi verificada a existência de empregados alojados, sem nenhum conforto, na cozinha, em quartos e na varanda da casa, dormindo em redes, além da ausência de armários na residência para guarda de objetos pessoais, falta de água potável e instalações elétricas precárias. O empresário foi denunciado por infringir os artigos 149 e 207 do Código Penal.
Os trabalhadores contraíam dívidas de até 10 mil reais com empréstimos, transporte, acomodações, alimentação e eram obrigados a saldar a dívida com o empresário, restringindo o direito à liberdade. De acordo com a denúncia do MPF, o empresário remunerava os empregados com base na venda que obtivessem por dia, sendo repassado apenas um pequeno percentual sobre o preço dos produtos vendidos.
Em inspeção realizada por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho, também foi verificada a existência de empregados alojados, sem nenhum conforto, na cozinha, em quartos e na varanda da casa, dormindo em redes, além da ausência de armários na residência para guarda de objetos pessoais, falta de água potável e instalações elétricas precárias. O empresário foi denunciado por infringir os artigos 149 e 207 do Código Penal.
►MPF NÃO DESISTE DE PIZZOLATO
O Estado brasileiro vai recorrer da decisão do Tribunal
de Bolonha, na Itália, que negou o pedido de extradição do ex-diretor de
marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado na Ação Penal 470,
conhecida como mensalão.O recurso será apresentado pelo escritório de advocacia italiano contratado
pela Advocacia-Geral da União (AGU), por sugestão do Ministério Público Federal
(MPF), dentro do prazo de 15 dias a partir da publicação da sentença. O prazo
termina nesta quarta-feira (19). O Ministério Público Federal, a AGU e o Departamento
Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen/MJ) forneceram material
complementar para subsidiar o recurso. (Com Assessoria de Comunicação Social/PGR)
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