quarta-feira, 12 de novembro de 2014

PRESIDENTE DO TCU CONDENA O USO
DE TRUQUES NAS CONTAS PÚBLICAS 
O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, condenou nesta quarta-feira (12) o “jeitinho brasileiro” com as contas públicas, que a oposição e a mídia vem chamando de contabilidade criativa, pois cria receitas virtuais e prováveis para cobrir despesas concretas já realizadas.
 “Nós precisamos fazer um pacto pela boa governança no Brasil. Como nós estamos começando novas gestões em nível nacional e de estados, estamos propondo esse grande debate. Esperamos que com isso minimize essa questão da improvisação. O chamado jeitinho brasileiro, a improvisação não pode existir mais, se nós continuarmos fazendo e tomando atitudes baseados na improvisação, o Brasil jamais vai se tornar um país líder em nível mundial”, afirmou depois de entregar ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) o balanço do trabalho de fiscalização do TCU durante o ano, o Fiscobras.
No relatório de 2014, o tribunal apontou “indícios de irregularidades graves” em nove obras e recomendou a paralisação de quatro delas – duas no Piauí, uma no Rio de Janeiro e uma no Rio Grande do Sul. O relatório vai ser submetido à Comissão Mista de Orçamento e vai servir como base para a decisão sobre a distribuição de recursos orçamentários para 2015.
O presidente do TCU também criticou a proposta do governo de mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), abandonando a meta fiscal acertada no início do ano. “É uma improvisação que nós não gostaríamos que acontecesse no país”, disse.
Na próxima segunda-feira (17) o TCU realizará um evento com o objetivo de apresentar a presidenta da República e a todos os governadores eleitos documento contendo diagnóstico sobre importantes temas do País, como saúde, educação, previdência social, segurança pública e infraestrutura. (Com Agência Senado)
TCU MANDA REFAZER CONTRATO 
DO PRÉ SAL COM A PETROBRÁS 
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou hoje (12) que o governo faça uma revisão no contrato de cessão onerosa, firmado em 2010, que permite à Petrobras explorar petróleo em áreas do pré-sal.
A revisão deve ser feita como condição para que seja firmado um novo contrato a fim de que a empresa seja contratada diretamente para explorar o volume excedente de petróleo nessas áreas.
“Na época da assinatura do primeiro contratos foram cedidos 5 bilhões de barris, mas agora se descobriu que a área pode ter muito mais, até 30 bilhões”, disse o relator do processo, ministro José Jorge. Ele explicou que o TCU não está questionando o mérito da contratação da Petrobras para a exploração do petróleo excedente, mas quer ajustes nos contratos para definir os parâmetros tecnicamente, com as novas informações sobre as áreas produtoras.

A cessão onerosa é um mecanismo criado pelo governo para permitir que a Petrobras produza até 5 bilhões de barris de petróleo em algumas áreas do pré-sal, sem a necessidade de licitação. Em junho, o Conselho Nacional de Política Energética aprovou a contratação direta da Petrobras para produção do volume excedente ao contratado sob o regime de cessão onerosa em quatro áreas do pré-sal – Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi. (Com Agência Brasil)
SENADO REJEITA PEC QUE ZERAVA
IMPOSTOS SOBRE MEDICAMENTOS 
A Proposta de Emenda Constitucional (115/11), conhecida como PEC dos Medicamentos, foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (12). Com isso a matéria deve ser arquivada. O objetivo da proposta apresentada pelo senador Paulo Bauer (PSDB-SC) era zerar os impostos sobre remédios de uso humano. Um substitutivo ao texto original de Bauer foi apresentado pelo relator da matéria, Luiz Henrique (PMDB-SC).
Durante a discussão, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que a proposta é inviável. “Não sou contra a redução de tributos sobre medicamentos e não sou contra a redução do preço de medicamentos, mas não podemos solucionar o problema criando um problema maior”, justificou ao pedir a rejeição da PEC aos colegas.
Gleisi Hoffmann votou contra a PEC
Segundo a senadora, a redução de carga tributária prevista na proposta resultaria em impacto negativo sobre os orçamentos estaduais e municipais, seja pela redução de Imposto sobre Produtos Industrializados nas localidades que sediam indústrias farmacêuticas ou por queda nos repasses dos Fundos de Participação dos Estados e dos municípios, o FPM. A forte concentração do setor de fármacos, para Glesi, indica que uma redução de tributos não resultaria em redução de preços.
Remédio para os humanos paga mais
imposto que o destinado aos animais
Em defesa da proposta, Paulo Bauer lembrou que os partidos políticos, as igrejas, os jornais e até as revistas sobre celebridades são isentos de impostos. 
“Se nós não pagamos imposto por pensamento ideológico, por informação e por fé, porque vamos pagar pela dor? A falta de saúde produz dor e a dor só se cura com medicamentos”, ressaltou.
O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) defendeu a medida. Para ele, a PEC beneficiaria especialmente a população de baixa renda. Ferraço avalia que o alto preço dos remédios se deve a alta carga tributária incidente sobre esses produtos, de aproximadamente 34%, contra uma média mundial em torno de 6%. A única chance de a matéria ir para votação em plenário será a apresentação de um recurso neste sentido.


NOVA UPA DE CAXIAS VAI FAZER
15 MIL ATENDIMENTOS POR MÉS 
Duque de Caxias ganhou, nesta terça-feira (11), uma nova UPA (Unidade de Pronto Atendimento), a primeira unidade desse tipo a funcionar integrada a um hospital geral. De um custo total de R$ 35 milhões, resultante de uma parceria entre o município, o Estado e o Governo Federa, recebeu também investimentos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, de R$ 671.310,26 em equipamentos.

Emergência odontológica
Administrada pela prefeitura, a unidade é a 58ª do Estado do Rio e funciona anexará ao Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, na Rodovia Washington Luís, no Parque Beira Mar. 
A UPA tem uma área total de 1.300 m² e capacidade para realizar, aproximadamente, 15 mil atendimentos por mês. Para isso, ela conta com setor de emergência, odontologia, clínica geral, Raio X e emergência cardiológica. Por ser do tipo 3, a UPA municipal oferecerá ainda serviços de urgência e emergência em clínica médica e pediatria.
Para a aposentada Miraci Fidalgo, de 70 anos, a nova UPA vai dar mais tranquilidade aos moradores de Duque de Caxias que precisam de atendimento médico de urgência.
A enfermaria dispõe de 32 leitos
– Sabendo que temos atendimento rápido e de qualidade perto de nós, nos sentimos mais protegidos. Essa UPA chegou em boa hora e espero que ajude a salvar muitas vidas – disse a aposentada.
Já a revendedora Jaciara Rodrigues, de 60 anos, acha importante a unidade contar com médicos especializados no atendimento de emergências coronarianas.
– Sofro de problemas do coração e sei como é importante um atendimento rápido e especializado para salvar vidas. Tenho certeza de que essa UPA vai ser referência para Caxias e para todo o estado – explicou Jaciara. (
Fotos: Marcelo Horn)
ESTADO ATENDE VÍTIMAS DAS
CHUVAS DE 2011 EM FRIBURGO 
O Governo do Estado, em parceria com a União, entregou nesta quarta-feira (12) mais 280 apartamentos do Conjunto Habitacional Terra Nova, em Nova Friburgo, na Região Serrana. As moradias beneficiam famílias que viviam em áreas de risco e foram desabrigadas durante as enchentes que atingiram o município em 2011. Com a entrega, o número de apartamentos inaugurados no condomínio, localizado no distrito de Conselheiro Paulino, chega a 1,4 mil. A previsão é de que até dezembro outras 780 unidades sejam entregues. 
Durante a entrega das chaves dos apartamentos, o governador Luiz Fernando Pezão reafirmou o compromisso do Governo do Estado em conceder moradias às famílias da Serra. Os governos estadual e federal estão investindo R$ 532,4 milhões na construção de 4.575 unidades habitacionais para desabrigados pelas enchentes na Região Serrana: 2.337 em Nova Friburgo, 1,6 mil em Teresópolis, 204 em Areal, 224 em Bom Jardim e 150 em Sumidouro. Já foram entregues 50 moradias em Petrópolis e 10 em São José do Vale do Rio Preto. 
– É uma alegria imensa entregar esses novos 280 apartamentos em Nova Friburgo. Temos um compromisso com a Região Serrana e estamos cumprindo. Entregar todas essas obras em três anos e meio é um grande sucesso. Estamos investindo também em obras em encostas, dragagem de rios e reflorestamento. Além das obras de infraestrutura, vamos levar para Nova Friburgo um curso de Engenharia de Petróleo, uma parceria entre a Uerj e a Petrobras, criando um polo de ensino na área – disse o governador.
Os apartamentos do Terra Nova são distribuídos em 14 blocos com cinco pavimentos, totalizando 20 unidades em cada um. Com área construída de 42 metros quadrados, o apartamento conta com sala, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço. O Governo do Estado já entregou 1.557 imóveis na cidade de Friburgo, sendo 1,4 mil no Terra Nova, 96 no Conjunto Habitacional Bela Vista e 61 no Parque das Flores. No total, serão investidos R$ 318,4 milhões em moradias no município. 
– Essas famílias que sofreram com as enchentes ganham, agora, habitações seguras e confortáveis para poder reconstruir a vida de maneira digna – afirmou o secretário de Obras, José Iran Peixoto Júnior. 
O soldador Marcelo de Souza Cruz, de 24 anos, é um dos novos moradores do Conjunto Habitacional Terra Nova. 
– O apartamento é ótimo, bem confortável. É o começo de uma nova vida para a minha família – disse o soldador, que vai morar com a esposa e a filha de oito meses de idade. 
Para a dona de casa Sebastiana de Souza Moreira, de 40 anos, receber o apartamento marca o início de uma nova vida. 
– Estou muito satisfeita com a entrega das chaves. Sinto que nasci de novo, minha vida está começando agora – afirmou a dona de casa.  (Fotos: Marcelo Horn)
SENAI RIO INAUGURA LABORATÓRIO
DO MIT PARA INOVAÇÃO NO ENSINO
Estimular a criatividade e o espírito inovador para a criação de protótipos de novos produtos para a indústria. Com este objetivo o Sistema FIRJAN inaugurou nesta terça-feira (11) o SENAI FabLab, laboratório que faz parte de uma rede mundial criada no Center for Bits and Atoms, do Instituto de Tecnologia Massachusetts (MIT). 

No Brasil, o SENAI FabLab é o primeiro laboratório da rede focado em educação profissional. 
Impressão em 3D revolucionou a produçáo
 de protótipo de novos produtos
De acordo com o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, este é mais um passo para que o país dê um salto de competitividade já realizado por outros países como Coreia, Japão e Singapura. “Temos a convicção de que a educação é a base da construção de uma cultura de inovação. E também a convicção de que a inovação é imprescindível para a competitividade”, disse.
O SENAI FabLab foi instalado no Centro de Tecnologia Senai Automação e Simulação (CTS), em Benfica, Zona Norte do Rio de Janeiro. O laboratório está disponível para alunos dos cursos técnicos da unidade e fará parte da grade curricular. No local, os estudantes terão acesso ao que há de mais moderno em equipamentos como impressora 3D, scanner 3D manual, máquinas de corte a laser e os kits Arduino para montagem de circuitos eletrônicos.
O  SENAI RIO tem um dos mais
modernos laboratórios do mundo
Além de serem apresentados aos conceitos de inovação, os alunos serão estimulados a pensar soluções para problemas reais da indústria, podendo elaborar projetos desde a criação até a programação, e desenvolver protótipos. Tudo isso em resposta às mudanças nos processos produtivos das indústrias que têm colocado importantes desafios para a educação profissional.
“O principal é que os estudantes vão aprender através de um trabalho interdisciplinar, interativo e colaborativo, em que a criatividade é a peça chave. Assim, estaremos formando profissionais competentes para atender às necessidades atuais da nossa indústria e, portanto, as necessidades do país”, completou Eduardo Eugenio.
O SENAI FabLab está conectado a todos os laboratórios da rede mundial. Desta forma, os alunos terão a oportunidade de trocar informações e experiências com pesquisadores do mundo todo para que seus projetos sejam executados de maneira colaborativa. Fotos: Antonio Batalyha/Divulgação)

►NOVO MINISTÉRIO PODE ESPERAR
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (12) que não fará imediatamente a reforma ministerial para montar a equipe de seu segundo mandato. Segundo ela, não há um prazo para que as mudanças comecem. Dilma também comentou a decisão da ministra Marta Suplicy de entregar a carta de demissão quando a presidenta deixou o Brasil em viagem oficial. Ela disse que conversou com Marta antes de viajar e conhecia o teor da carta.
“Não estabeleci prazo e não vou fazer a reforma [ministerial] imediatamente, vou fazê-la por partes”, disse a presidenta a jornalistas em Doha, no Catar.
Na avaliação da presidenta, Marta Suplicy não teve qualquer atitude incorreta na forma como entregou a carta de demissão. “Ela me disse o teor da carta antes de eu viajar, mas logo depois que fui reeleita a ministra falou comigo que sairia. Ela não fez nada de diferente, não teve nenhuma atitude incorreta, ela me disse que sairia e eu aceitei. Acertamos que ela me enviaria uma carta, a estrutura de praxe”, disse.
Sobre o trecho onde Marta diz que os brasileiros desejam que a presidenta seja iluminada na escolha de sua equipe de trabalho e que a equipe econômica possa resgatar a confiança e credibilidade ao seu governo, Dilma se limitou a dizer que “essa é uma opinião dela e as pessoas têm direito a dar opinião”.
Perguntada por jornalistas se há preocupação em relação à investigação sobre a Petrobras nos Estados Unidos, a presidenta respondeu que não. “Não. Isso faz parte das regras do jogo. Empresas cotadas na Bolsa de Nova York tem de prestar contas segundo as regras da Bolsa de Nova York, que também não são muito diferentes das brasileiras. Além disso, os Estados Unidos têm de investigar se tem cidadãos americanos envolvidos em alguma irregularidade”, avaliou.
No Catar, Dilma se reuniu com o emir do país, xeque Tamim Bin Hamad Al Thani, e com a xeica Mozah Bint Nasser. Ela relatou que um dos temas discutidos com o emir foi a crise no Oriente Médio. Com a Xeica, tratou de educação e destacou as conversas sobre cooperação para o Programa Ciência sem Fronteiras.
Do Catar, a presidenta Dilma segue para a Austrália onde participará, nos dias 15 e 16, da reunião do G20 – grupo que reúne os líderes das 20 maiores economias do mundo. “O G20 é sobre como se prossegue na reforma do Fundo Monetário e como se traduz o desejo do G20 de um desenvolvimento sustentável e equânime, como isso se traduz em medidas concretas. Acho que o emprego vai ser um foco muito forte”, disse.

►FRACASSA REUNIÃO DA CPI DA PETROBRÁS
Depois de quatro meses parada, fracassou a tentativa dos parlamentares de retomarem, nesta quarta-feira (12), as atividades da comissão parlamentar de inquérito (CPI) exclusiva do Senado que investiga irregularidades na Petrobras. Com a presença de apenas quatro do mínimo de sete senadores necessários, os requerimentos que estavam na pauta não puderam ser votados e o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), sequer conseguiu abrir a sessão.
Desde que iniciou os trabalhos, a CPI só tem a participação de senadores governistas, já que a oposição adotou a estratégia de concentrar esforços na comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) instalada com o mesmo objetivo. Agora, diante do esvaziamento da CPI do Senado, Vital do Rêgo não descarta que informações colhidas pela CPMI sejam usadas para elaborar o relatório final da comissão exclusiva.
Vital do Rego trocará a Câmara pelo TCU
“Os trabalhos são compartilhados, a CPI do Senado e a [comissão] mista têm documentos e essas reservas documentais são compartilhadas por força de um objetivo comum: apurar as irregularidades acontecidas na Petrobras. Nós tentamos hoje, mais uma vez, organizar uma sessão deliberativa da comissão parlamentar de inquérito do Senado, depois do esforço que eu fiz para compatibilizar o calendário da CPI com o da CPMI, eu espero que até o último dia útil do ano legislativo possamos ter o relatório que possa compatibilizar os objetivos alcançados”, disse Vital.
Na pauta da reunião desta quarta-feira, havia seis requerimentos na pauta. Entre eles o do senador Aníbal Diniz (PT-AC), que pede ao Tribunal de Contas da União (TCU) cópias de todas as auditorias, tomadas de contas e demais fiscalizações relacionadas à compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Também estava previsto um requerimento de pedido de informações à Controladoria-Geral da União sobre os processos de segurança nas plataformas da Petrobras.
O relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), evitou a abordagem de jornalistas ao final da reunião e deixou a sala por uma saída alternativa. A próxima reunião foi agendada para terça-feira (18), quando haverá uma oitiva. No entanto, o nome do participante ainda não havia sido divulgado até o fechamento desta matéria.
A CPI da Petrobras exclusiva do Senado teve seus trabalhos oficialmente prorrogados até 22 de dezembro, último dia da sessão legislativa. (Com Agência Senado).

►IPTU – NOVA ARMA CONTRA AS INVASÕES
Apesar de o déficit de moradia nas cidades se configurar como um dos grandes problemas sociais do país, questões políticas travam a adoção de medidas que poderiam subsidiar programas de habitação social, analisam especialistas e movimentos sociais. Uma dessas medidas seria a cobrança do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) progressivo, que foi adotado recentemente em São Paulo, para imóveis fechados ou subutilizados, com a possibilidade de desapropriação após cinco anos. De acordo com o Ministério das Cidades, o país tem um déficit de 5 milhões de habitações.
Para o professor aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Núcleo de Estudos Urbanos e Regionais, Ricardo Farret, os prefeitos não têm demonstrado disposição de enfrentar o desgaste político de aprovar uma lei com aumento de imposto.
 “Tem um custo político [a aprovação do IPTU progressivo] e é por isso que, apenas agora, a primeira capital do Brasil resolveu enfrentar o problema. Não é todo prefeito que quer encarar isso. Futuramente vai haver ações na Justiça também. Então é um desgaste político que nenhum prefeito quer encarar”, observou o urbanista.
Para ele, a medida é oportuna e uma tendência mundial. “Não é mais possível as cidades brasileiras continuarem a se espalhar, na expressão urbanística, como manchas de óleo. Essa era tendência que o Estatuto da Cidade tentava corrigir. Estimular que as áreas que tenham infraestrutura sejam ocupadas”, analisou. O “crescimento horizontal” das cidades gera custos ao Estado e desgaste físico e psicológico para os cidadãos, reforçou Farret.
“Está na hora de as cidades serem mais compactas, uma tendência no mundo todo. Porque os custos embutidos nessa expansão horizontal das cidades são muito altos. Não só os custos financeiros, mas os psicológicos, com trânsito e o tempo que as pessoas perdem no deslocamento de casa para o trabalho e vice-versa. Não tem sentido um prédio ou um terreno ficarem ociosos no centro da cidade, com toda uma infraestrutura”, defendeu.
Para a coordenadora da Frente de Luta por Moradia e do Movimento sem Teto por Reforma Urbana, Antônia Nascimento, a medida adotada pela prefeitura de São Paulo deve ser seguida por todas as grandes cidades do Brasil. Para ela, “a conta” de um imóvel ficar fechado por anos no centro das cidades é paga pelos trabalhadores, visto que as prefeituras usam os impostos para promover melhorias nas cidades.
“Esses imóveis ficam parados dez, 20 anos, sem nenhuma função social, e o trabalhador fica sem moradia, sem condição de pagar aluguel. Achamos que o imóvel, e isso está na Constituição e no Estatuto da Cidade, tem que ter função social. Se você tem um imóvel e não dá função social, você passa a não ser dono desse imóvel”, destacou.
Para ela, a adoção do IPTU progressivo deve fazer com que os donos dos imóveis fechados ou subutilizados comecem a rever o uso desses locais. “Pode acontecer, os donos darem uma função social, não ficarem esperando a valorização, a especulação imobiliária. Prédio vazio, abandonado e sem função é um atraso para as grandes cidades”, defendeu Antônia Nascimento.

►CARTILHA PARA CORRIGIR O IPTU
Diante da dificuldade e da incapacidade da maioria das cidades de pôr em prática o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) progressivo, um dos principais instrumentos de política urbana para democratizar a moradia nas metrópoles do país, o Ministério das Cidades está elaborando uma “cartilha” para auxiliar gestores dos executivos municipais na regulamentação necessária para aplicação do mecanismo.
O IPTU progressivo, previsto no Estatuto da Cidade, em vigor desde 2001, prevê o aumento escalonado no valor do imposto para imóveis cujo aproveitamento seja inferior ao mínimo definido em plano diretor ou em legislação dele decorrente. Com isso, as prefeituras poderiam determinar aos proprietários de terrenos vazios, pouco edificados ou ainda de edificações abandonadas ou subutilizadas, que utilizem efetivamente suas propriedades sob pena de terem, após cinco anos, os imóveis desapropriados.
De acordo com o Ministério das Cidades, pesquisa feita pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou que os instrumentos do parcelamento, edificação ou utilização compulsórios e o IPTU progressivo foram incorporados ao plano diretor de 478 municípios de um total de 526 pesquisados. No entanto, raramente os instrumentos são regulamentados de forma a garantir a sua aplicação.
Realidade confirmada por outro levantamento, feito pelo Ministério da Justiça em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC). De forma preliminar, a pesquisa identificou que apenas 25 municípios com mais de 100 mil habitantes têm legislação que permite a aplicação do IPTU progressivo e do parcelamento, edificação ou utilização compulsórios. Desse total, apenas oito utilizam os mecanismos, em diversas fases de aplicação: São Paulo, Palmas, Goiânia, Curitiba e Maringá (PR), além das cidades paulistanas de Diadema, Santo André e São Bernardo do Campo.
Para maior eficácia social dos mecanismos em relação ao problema habitacional, o ministério sugere que os instrumentos sejam implementados somente em áreas que tenham condições de urbanização adequadas e favoráveis à ocupação, como no centro das grandes cidades. O governo também defende a utilização desses imóveis como forma de enfrentar o déficit habitacional municipal, atendendo o público que necessita de moradia.

►REFORMA POLÍTICA FORA DE PAUTA
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara adiou para o próximo dia 25 a decisão sobre a admissibilidade da Proposta de Reforma Política (PEC 352/13) que tramita na Casa. A decisão foi tomada hoje (12), por acordo. O texto que estava em pauta é o formulado pelo grupo de trabalho liderado pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), no ano passado, mas outras propostas deverão voltar à mesa do colegiado que decidiu promover uma audiência pública com entidades envolvidas com o tema, antes de votar a matéria.
NÃO FOI APENAS POR VINTE CENTAVOS
“Até porque em um debate a gente não controla”, destacou o presidente da comissão, Vicente Cândido (PT-SP), um dos entusiastas da PEC, que usou a reforma política como uma das principais plataformas para sua reeleição no estado.
Com dificuldade, os parlamentares conseguiram consenso e os partidos definirão ainda nesta quarta-feira quem será convidado para o debate marcado para as 14h30, de terça-feira (18). A proposta em tramitação altera seis artigos da Constituição Federal. Entre as principais mudanças estão o voto facultativo e o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo.
No texto, estão previstas mudanças do sistema eleitoral e de coligações e novas regras para o financiamento de campanhas eleitorais, estabelecendo cláusulas de desempenho para candidatos e partidos, prazo mínimo de filiação partidária e critérios para o registro dos estatutos do partido no Tribunal Superior Eleitoral. O deputado Assis Melo (PCdoB-RS) reconheceu que é preciso discutir a reforma, mas, segundo ele, a PEC não contempla a reforma necessária.
“Não queremos que o debate seja em cima dessa matriz do atraso para não admitir a castração da democracia”, criticou Melo. Uma das maiores preocupações dos partidos menores é o risco da perda de representatividade no Legislativo de legendas menores.
Não há consenso sobre a maior parte dos pontos e alguns deputados criticam a falta de amplitude da reforma argumentando que são “pedaços” de mudanças. Ainda assim, PSDB e PMDB tentaram avançar com a votação. O acordo só foi possível depois que alguns parlamentares ameaçaram obstruir a votação. A costura se complicou com a declaração de deputados do PSOL, PCdoB e parte do PT que não teriam como antecipar se vão repetir o movimento de obstrução na sessão do dia 25, antes de ouvir o posicionamento de cada legenda.

►DE TERÇA-FEIRA NÃO PASSARÁ
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, garantiu nesta quarta-feira (12) que na próxima terça-feira (18) entregará à presidenta Dilma Rousseff uma carta em que coloca o cargo à disposição. A medida, segundo ele, já estava prevista para que a presidenta “fique à vontade” para fazer as mudanças que entender necessárias à próxima gestão.
“No dia 18 entrego a carta que coloca o cargo à disposição um gesto para deixá-la bem à vontade. Todos estamos ciente que termina um governo, começa um novo e, como a própria presidenta pregou durante a campanha, governo novo, ideias novas”, ressaltou o ministro à Agência Brasil.
Manoel Dias disse esperar que o próximo governo seja “dinâmico e que dê prosseguimento às políticas empreendidas nos últimos anos”.
“Sou um homem de partido e estou lá [no ministério] em nome do PDT e em decorrência do apoio do partido ao governo da presidenta Dilma Rousseff. O partido vai conversar com a presidenta, o cargo é dela, que tem a disponibilidade a qualquer momento [de fazer mudanças].”

►EMPREGOS CAEM 0,7% NA INDÚSTRIA
O número de empregados da indústria recuou 0,7% em setembro, na comparação com agosto, informou hoje (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a sexta taxa negativa consecutiva nessa comparação. No ano, o número de pessoas empregadas na indústria caiu 2,8% e, nos últimos 12 meses, 2,6%. Desde abril de 2013, o indicador é negativo.
Redução do IPI não resolveu
De acordo com o IBGE, com a queda de setembro, o número de pessoas empregadas na indústria em relação a setembro de 2013, diminuiu 3,9% – a redução mais intensa desde outubro de 2009 e o 36º resultado negativo seguido. O resultado reflete ainda queda no indicador trimestral, de 3,7%, e estende a trajetória descendente na taxa anualizada desde setembro de 2013.
No mês, a pesquisa também mostra redução de 0,2% do número de horas pagas em relação a agosto, pela quinta vez. Na comparação com setembro de 2013, o recuo foi 4,2%. A folha de pagamento do setor, dessa forma, diminuiu 1,3%, diluindo o aumento de agosto.
Dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, 13 tiveram redução de vagas, sendo que São Paulo, o maior parque industrial do país, foi o mais atingido, com queda 5,2%, seguido de Minas Gerais (-4,1%); do Rio Grande do Sul (-5,3%); do Paraná (-5,6%); das regiões Norte e Centro-Oeste (-3,3%); e do Nordeste (-2,3%). Pernambuco, com alta de 3%, é o único resultado positivo no Nordeste.
Já dos 18 ramos pesquisados, 15 também têm resultados negativos que indicam corte de vagas. As principais influências vieram de máquinas e equipamentos (-8,3%); meios de transporte (-7,7%); produtos de metal (-10,1%); calçados e couro (-9,3%); máquinas e aparelhos eletrodomésticos e de comunicações (-7,4%); outros produtos da indústria de transformação (-6,3%); vestuário (-3,9%); metalurgia básica (-6,9%); e alimentos e bebidas (-0,8), por exemplo.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

GOVERNO AMERICANO DECIDE
INVESTIGAR O "PLETROLÃO" 
Depois da vexatória decisão da justiça italiana, negando a extradição do mensaleiro Henrique Pizzolato sob a justificativa de que as cadeias brasileiras não respeitam os direito de dignidade humana dos preso, o País está às véspera de um vexame ainda maior. Segundo o jornal britânico Financial Times, autoridades americanas estariam tentando descobrir se a Petrobras, que tem ações na Bolsa de Nova York, teria violado a Lei de Práticas Corruptas Estrangeiras, estatuto anticorrupção que torna ilegal o pagamento de propinas a oficiais estrangeiros para vencer ou manter uma negociação
Diante das revelações do ex diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff em decorrência do pedido de delação premiada, o Departamento de Justiça dos EUA - o DOJ - abriu uma investigação para descobrir se a Petrobras (PETR3;PETR4) e seus empregados receberam propina, revelou o jornal britânico Financial Times citando pessoas familiarizadas com o assunto. Assim como o DOJ, a SEC (Securities and Exchange Comission), equivalente à nossa Comissão de Valores Mobiliários, que fiscaliza a Bolsa de Valores de São Paulo, também está investigando.
O FT ressalta ainda que o caso de corrupção na companhia emergiu como um dos maiores da história e que boa parte das situações alegadas ocorreu quando Dilma tinha um alto cargo [presidente do Conselho de Administração] na estatal antes de assumir a presidência, em 2011.
As autoridades americanas estariam tentando descobrir se a Petrobras, que têm ações na Bolsa de Nova York, teria violado a Lei de Práticas Corruptas Estrangeiras, estatuto anticorrupção que torna ilegal o pagamento de propinas a oficiais estrangeiros para vencer ou manter uma negociação.
Segundo o FT, a lei americana anticorrupção não se aplica a oficiais do governo que recebem supostos subornos, mas, nos últimos anos, o Departamento de Justiça dos EUA procura punir funcionários de forma mais agressiva, usando outras legislações, como a que pune os responsáveis por lavagem de dinheiro.
No caso da Petrobras, advogados ouvidos pelo FT afirmam que os americanos devem se concentrar na contabilidade da empresa e em controles internos. A Lei de Práticas Corruptas Estrangeiras inclui responsabilidade civil e criminal, se ficar provado que uma pessoa falsificou contas ou registros de uma empresa, ou evadiu controles internos. De acordo com a publicação, as instituições têm intensificado a aplicação da lei e abriram mais de vinte investigações contra empresas somente em 2013.
APESAR DE TURBINAS DESLIGADAS, SECA NÃO
VAI AFETAR A ENERGIA, AFIRMA SECRETÁRIO
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, assegurou na noite desta segunda-feira (10) que, apesar de o estado de São Paulo enfrentar uma das piores estiagens das últimas décadas, não haverá problemas com a distribuição de energia elétrica na região.
A barragem de Três Marias está no limite
"O consumidor pode dormir sossegado, tranquilo", disse ele, segundo reportagem do portal G1. "O próprio Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) rebateu uma matéria que havia saído sobre cortes de energia na madrugada, não há nada disso previsto", acrescentou, sobre reportagem divulgada pela Folha de S. Paulo.
"Estamos iniciando uma estação de chuvas, então é normal o setor passar por isso nessa época. A partir da segunda quinzena, começa a recuperação dos reservatórios", ressaltou Zimmermann, que participou, em Santos, no litoral paulista,a da abertura do XXI Seminário Nacional de Distribuição Elétrica (Sendi).
Zimermam, no entanto, não explicou por que, desde abril, o Operador Nacional do Sistema vem recomendando às usinas hidrelétricas, cuja energia é mais barata, que reduzam a sua produção como forma de economizar água, o que coloca em risco todo o sistema, pois as usinas térmicas, mais caras e mais poluentes, estão trabalhando no limite. Assim, qualquer fagulha pode provocar um apagão!
JUSTIÇA CASSA REGISTROS DE DEPUTADOS
DO RIO POR ABUSO DO PODER ECONÔMICO 
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro cassou os registros de candidatura e declarou inelegíveis por oito anos a deputada estadual eleita Daniele Guerreiro (PMDB) e o deputado estadual Roberto Henriques (PSD), eleito segundo suplente. As duas ações de investigação judicial eleitoral movidas pela Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) acusam o uso indevido dos meios de comunicação.
No caso de Daniele, a PRE/RJ sustentou que o jornal Panorama, de Mesquita (RJ), veiculou diversas notícias com o objetivo de beneficiá-la nas eleições de 2014. As notícias procuravam incutir a ideia de que a candidatura de Daniele, esposa do prefeito do município, Gelsinho Guerreiro, seria consenso em Mesquita e de que ela estaria sendo perseguida por poderosos. O fundador do jornal, Rogério Santana da Silva, e a presidente do periódico, Jania Bizarelli, também foram condenados. 
Já no caso de Roberto Henriques, o uso indevido do meio de comunicação se deu por abuso à liberdade de imprensa praticado pelo jornal Repórter, do norte-noroeste do RJ. De acordo com a ação da PRE/RJ, as notícias veiculadas exaltaram constantemente o cargo ocupado pelo deputado, com a seleção de discursos e frases de efeito e a confecção de fotos em tom de aclamação, além do uso de adjetivos que demonstram a promoção indevida do então candidato à Assembleia Legislativa (Alerj).
"Essa decisão é muito positiva, pois é fruto da fiscalização do Ministério Público Eleitoral e reflete o empenho da Justiça Eleitoral em manter a igualdade e a lisura das eleições no Estado do Rio de Janeiro", comentou o procurador regional eleitoral Paulo Roberto Bérenger.
Os réus ainda podem recorrer da decisão.
MP VAI PROMOVER ENCONTRO PARA
DEBATER A EDUCAÇÃO EM CAXIAS 
O Ministério Público, tanto federal, como estadual, decidiram unir esforços e convocar a sociedade para discutir projetos e sugestões que posam melhorar o nível da Educação em Duque de Caxias, Para isso,
MP colhe opiniões para melhorar educação em Duque de Caxias (RJ).
Com esse objetivo,  profissionais de educação, autoridades e cidadãos de Duque de Caxias (RJ) são convidados pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) para um debate amplo e franco sobre a qualidade da educação básica na cidade. A audiência pública, que abre o projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc) à participação dos caxienses, será na próxima terça-feira (17, às 9h, no Teatro Raul Cortez Praça do Pacificador, no centro do município
A expectativa do MPF e MP-RJ é debater problemas e soluções para a educação pública local, pois Duque de Caxias registrou notas muito baixas no Índice da Educação Básica (Ideb 2013): 3,3 nos anos finais e 4,4 nos anos iniciais, sendo o ideal de, no mínimo, 6 (escala de 0 a 10). Outro indicador crítico apurado pelo MPF é que apenas 30 das 230 escolas municipais são acessíveis a pessoas com deficiência.
A falta d'água e a insegurança nas escolas estão entre os maiores problemas, de acordo com depoimentos de membros de conselhos sociais (Conselho Tutelar, Cons. Municipal de Educação, Cons. de Alimentação Escolar e Cons. de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb). O procurador da República Eduardo El Hage e a promotora de Justiça Elayne Christina Rodrigues, responsáveis pelo MPEduc em Duque de Caxias, também já se reuniram com dirigentes da Cedae e autoridades policiais para debater aqueles desafios.
Para esta audiência, estão convidados diretores das cerca de 90 escolas do distrito-sede – os outros distritos serão focalizados em eventos posteriores. As autoridades convidadas são o prefeito Alexandre Cardoso, o presidente da Câmara Municipal, Eduardo Moreira, os demais vereadores, secretários de Educação (municipal e estadual), secretário municipal de Obras e membros dos conselhos sociais e da Coordenadoria da Regional Metropolitana V.
"O objetivo da audiência pública é estabelecer um dialogo coma sociedade civil e o poder público para identificar os motivos do baixo Ideb do Município, a fim de solucioná-los”, afirma o procurador da República Eduardo El Hage.
A promotora de Justiça Elayne Christina Rodrigues também destacou a relevância do evento: “É importante que a sociedade civil participe diretamente das decisões a serem tomadas pelo poder público, já que são diretamente afetadas por elas, bem como as custeiam por meio do pagamento de tributos.”
O projeto MPEduc  tem como objetivos como identificar os motivos do baixo Ideb; acompanhar as políticas e destinação de recursos públicos na educação; verificar a efetividade dos conselhos sociais nessa área; e levar ao conhecimento do cidadão informações essenciais sobre seu direito a uma educação de qualidade e seu dever em contribuir para o serviço ser ofertado adequadamente. Lançado em abril, o projeto MPEduc é realizado em três etapas: diagnóstico das condições do serviço de educação pública; apresentação de medidas corretivas aos gestores públicos; e prestação de contas à sociedade das providências adotadas e de resultados obtidos.


►CEF ABUSA NO EMPRÉSTIMO CONSIGNADO
As facilidades do empréstimo consignado podem virar uma dor de cabeça para muitos consumidores. As mensalidades já descontadas em folha de pagamento, atraem os clientes. Mas, no Espírito Santo, a Caixa Econômica federal foi acusada de realizar cobrança cumulativa de prestações vencidas. A instituição financeira deixava de cobrar uma ou mais parcelas do contrato de empréstimo e, no mês seguinte, debitava tudo de uma só vez. A prática desrespeita o limite de 30% da margem consignável determinado em lei.
Por isso o Ministério Público Federal no estado teve que entrar com uma ação contra a Caixa. O MPF/ES conseguiu decisão judicial, válida para todo o território nacional, proibindo a cobrança cumulativa.

►PETROLÃO NOS EE. UU. VAI FERVER
O vice-presidente da República, Michel Temer, disse nesta segunda-feira (10), durante a 66ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), em Campinas (SP), que a investigação dos Estados Unidos sobre a Petrobras deve prosseguir.
“A Constituição brasileira determina a autodeterminação dos povos. Se os Estados Unidos abriram investigação, têm que seguir, como o Brasil está fazendo. A expressão ‘doa a quem doer’ é muito correta em relação às investigações que já estão sendo feitas pelo governo federal”.
A declaração do vice-ministro refere-se a uma matéria divulgada este final de semana pelo jornal Financial Times com informações de que a empresa brasileira está sendo investigada pelas autoridades norte-americanas. De acordo com o jornal, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal enquanto a SEC (Securities and Exchange Commission), uma civil. As autoridades querem saber se autoridades e funcionários da empresa receberam suborno.
A Agência Brasil entrou em contato com a Petrobras, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

►SUIÇA ENCONTRA R$ 78 MI NA LAVANDERIA
O crime organizado do Brasil transitou mais de R$ 75 milhões, o equivalente a 29 milhões de francos suíços, por contas em bancos suíços para lavagem de dinheiro, só em 2013.
Segundo dados oficiais da Polícia Federal Suíça, o volume movimentado é três vezes superior ao que foi identificado com as "gangues russas", mas inferior ao da máfia italiana, que atingiu R$ 150 milhões.
Drogas, vendas de passaportes e prostituição estavam entre as principais atividades, segundo Jamil Chade, do “Estadão”
Já a arrecadação com as multas aplicadas nos envolvidos na operação Lava Jato, sobre o esquema de corrupção em contratos da Petrobras montado pelo doleiro Alberto Youssef, podem render mais de R$ 1 bilhão.
O valor corresponde a acordos de delação premiada e leniência em negociação com empreiteiras suspeitas de pagamento de propina, como a de Marcelo Odebrecht, citadas em depoimentos de Youssef e do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.
Os acordos ainda estão em negociação com o Ministério Público Federal, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defende que o processo seja desmembrado, e não repita os moldes do chamado “mensalão”. Se prevalecer a tese da PGR, apenas réus com foro privilegiado seriam julgados pelo Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça. Os réus sem esse privilégio, serão julgados pela Justiça Federal, tal como está ocorrendo com os funcionários da Petrobrás.

HPV: SEGUNDA DOSE É FUNDAMENTAL
Mais de dois meses após o início da aplicação da segunda dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV), 2,2 milhões de meninas com idade entre 11 e 13 anos receberam o reforço da imunização. O número representa 45% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de adolescentes. Os números foram divulgados hoje (11) pelo Ministério da Saúde.
 “Para garantir 100% de proteção contra o HPV, que provoca o câncer de colo de útero, as meninas de 11 a 13 anos precisam tomar todas as doses previstas na vacinação: a segunda, seis meses depois da primeira, e a terceira, de reforço, cinco anos depois”, destacou o ministério.
A pasta ressaltou ainda que, embora a vacina faça parte do Calendário Nacional de Imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e esteja disponível durante todo o ano nos postos de vacinação, as adolescentes devem seguir o cronograma de intervalo previsto entre uma dose e outra. “A primeira dose sozinha não protege contra o vírus.”
Na sexta-feira (7), em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que o governo, por meio das secretarias estaduais e municipais, tenta identificar as meninas que ainda não receberam a segunda dose da vacina. “O que vamos fazer é um trabalho mais pontual. Estamos identificando meninas que não tomaram a segunda dose e convocando para comparecer aos postos”, explicou, ao se referir ao plano como uma estratégia para as faltosas.
Tomar a vacina na adolescência, segundo a pasta, é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer de colo de útero. A imunização não substitui a realização do exame preventivo nem o uso do preservativo nas relações sexuais. A orientação é que mulheres de 25 a 64 anos façam o exame preventivo conhecido como papanicolau a cada três anos.
O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Ele também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18.  
Em relação ao câncer de colo de útero, estudos mostram que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos no Brasil.

►ESTATÍSTICA MACABRA: 6 MORTES POR HORA
Quase seis pessoas foram assassinadas, por hora, no Brasil no ano passado, apontam dados da oitava edição do Anuário de Segurança Pública, divulgado hoje (11) pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Foram 50.806 vítimas de homicídios dolosos, ou 5,8 pessoas a cada hora, o que significa uma taxa de 25,2 mortes para cada grupo de 100 mil pessoas. Na comparação com os dados de 2012 – quando foi registrada taxa de 25,9 óbitos por grupo de 100 mil, houve redução de 2,6%.
Em números absolutos, no entanto, houve aumento de 1,1%, tendo em vista que foram contabilizados 50.241 de vítimas no ano anterior. Para a organização, a redução no indicador per capita pode ser explicada pelo crescimento da população.
 A FBSP avalia que é possível reduzir as taxas de homicídios em 65,5% até 2030, o que implica em uma redução anual de 5,7%. A projeção é feita a partir dos números do estado de São Paulo, que reduziu os índices desde a década de 1990.
São Paulo continua sendo o estado com menor taxa de vítimas, com 10,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Na comparação com 2012, quando foi verificada uma taxa de 12,4, houve recuo de 12,9%. Em números absolutos, o total de vítimas caiu de 5.209 para 4.739, uma melhora de 9,02%. A organização avalia, no entanto, que a qualidade de informações do governo paulista está no Grupo 2, o que indica que pode haver subnotificação.
Alagoas tem a pior taxa do país, com 64,7 vítimas para cada 100 mil habitantes, o que representa alta de 0,4% em relação a 2012. A Bahia, por sua vez, é o estado com maior número absoluto de mortes, com um total de 5.440 vítimas. A taxa de homicídio é 36,1. Apesar de alarmante, na avaliação do fórum, os números representam retração de 7,47% no total de vítimas e 12,9% na taxa de mortos em relação a 2012.

►COMEÇOU A REVOADA NO PLANALTO
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, entregou o caro hoje (11) do cargo à presidenta Dilma Rousseff. A senadora licenciada estava à frente da pasta desde setembro de 2012. Na carta, Marta agradece dizendo que, em meio às inúmeras demandas e carência orçamentárias do Ministério da Cultura, dirigiu seu trabalho para a inclusão da população na produção de cultura e ampliação do acesso aos bens culturais.
“Encerro hoje a presente etapa com minha missão cumprida, razão pela qual apresento meu pedido de demissão. (…) Tivemos a possibilidade de construir caminhos e encaminhar soluções para nossas sete importantes instituições e fundações coligadas, assim como também pudemos apresentar um país diferente no exterior”, disse a ministra na carta de demissão.
Marta citou seu trabalho para a aprovação de projetos pendentes no Congresso Nacional, como o Sistema Nacional de Cultura, o Vale-Cultura, a Lei da Cultura Viva, o Marco Civil da Internet, a Lei de Fiscalização do Ecad, a PEC da Música, além de ter enviado à Casa Civil, onde aguardam encaminhamento, o Direito Autoral e a Lei da Meia-Entrada.
“Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país”, disse à presidenta Dilma.
Marta Suplicy, senadora do PT pelo estado de São Paulo, volta a assumir o cargo no Senado Federal, por mais quatro anos. A assessoria do Ministério da Cultura não soube informar quem assume o comando da pasta.

►GOVERNO PEDE SOCORRO AO CONGRESSO
A meta de superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) poderá ser diminuída no montante das desonerações de tributos e dos gastos relativos aos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A informação foi divulgada por meio de nota, pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Esta é a alteração, no Artigo 3º, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que o governo propõe ao Congresso Nacional para tentar cumprir a meta de superávit primário deste ano.
Na LDO, o limite fixo dos abatimentos era de R$ 67 bilhões. A LDO, estabelece regras e parâmetros para que a Lei do Orçamentária Anual (LOA) possa ser elaborada, com metas e prioridades do governo. A proposta da LOA é feita de acordo com o Plano Plurianual (PPA), montado no primeiro ano de governo e orientada pela LDO, que a cada ano é obrigatoriamente enviada ao Congresso Nacional.
Hoje, o governo federal encaminhou projeto de lei ao Congresso Nacional que propõe a alteração na LDO de 2014. Na exposição de motivos encaminhada ao Parlamento, “o Executivo ressalta que a previsão de crescimento da economia brasileira foi revisada ao longo deste ano em relação à utilizada no início de 2013 para a elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO)”.
As alterações já eram aguardadas pois, no dia 31 de outubro, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, admitiu que o governo seria obrigado adequar a meta prevista para este ano ante ao forte déficit de mais de R$ 20 bilhões nas contas do Governo Central.
Durante a apresentação dos números, o secretário informou que o resultado foi deficitário, de janeiro a setembro, em R$ 15,705 bilhões para uma meta anual de R$ 80,8 bilhões. Dados preliminares, no entanto, mostravam que a conta já era negativa em R$ 18,9 bilhões. A nota do ministério justifica a mudança com a revisão da previsão de crescimento que tem ocorrido em diversos países, levando instituições e organismos internacionais a revisarem para baixo a estimativa de crescimento da economia mundial para 2014.
“A redução do ritmo de crescimento afetou as receitas necessárias aos investimentos e [às] políticas públicas previstas. O Executivo está comprometido a realizar o máximo superávit primário e ao mesmo tempo garantir a execução de investimentos prioritários e a manutenção dos incentivos à economia nacional, por meio de desonerações de tributos”, diz a nota.
Segundo o ministério, a mudança proposta preserva o conceito de abatimento do superávit primário, restrito exclusivamente aos recursos executados pelo PAC e pelas desonerações feitas com impacto em 2014.

►FIRJAN ESTIMULA EMPREENDEDORISMO INOVADOR
O Sistema FIRJAN, através do Instituto Euvaldo Lodi (IEL do Rio) e iniciativa do Conselho de Jovens Empresários (CJE), realiza nesta quarta-feira (12), das 9h às 12h30, o VIII Seminário de Empreendedorismo, com o tema “Empreendedorismo Inovador”. 
O encontro abordará a importância da prototipagem para as empresas que querem inovar e aumentar suas vantagens competitivas, dentro do conceito FabLab (termo inglês que significa Laboratório de Fabricação, no qual soluções, como objetos e máquinas, são produzidos e testados. O evento é integrado a Semana Global de Empreendedorismo.  
O objetivo é fortalecer entre os empresários a importância da prototipagem e suas vantagens competitivas, além de mostrar que a inovação é um caminho real para empresas de todos os portes, inclusive micro e pequenas. 
Em seguida, Gregory Dibb, gerente sênior do Centro de Pesquisa da Nissan no Vale do Silício, falará do projeto do carro autônomo em parceria com o Google e também sobre as pesquisas em veículos conectados e interação homem-máquina.
Após a palestra haverá debate sobre “A importância da prototipagem para as empresas que querem inovar e as vantagens competitivas da utilização da prototipagem em diversos segmentos, com participação de Luiz Fernando Dompierri, da ROBTEC; Heloísa Neves, da Fablab Brasil; e Rodrigo Krug, da Cliever, primeira empresa brasileira a fabricar impressoras 3D 100% nacional.
O encontro contará também com o painel “Cases Empresas”, onde os empresários apresentarão como utilizam a tecnologia 3D e a prototipagem. Participam Poliana Botelho, do Laboratório Simões; que falará sobre a parceria realizada com o SENAI Rio que criou um processo de simulação para o treinamento de novos funcionários para a linha de produção; Claudio Patrick, da Clever Pack; empresa que desenvolve embalagens mais sustentáveis e inovadoras.
E, por último, Marcelo Brum, gerente de Operações da FMC Technologies, líder global de soluções de tecnologia para a indústria de energia. A companhia possui mais de 19 mil funcionários e opera 30 instalações de produção em 17 países. 

►SOCORRO PROVIDENCIAL DO BNDES
Em captação junto a BNDESPar, a Odebrecht Agroindustrial, braço sucroalcooleiro do grupo Odebrecht, fez uma emissão privada de debêntures de R$ 2 bilhões.
Segundo o presidente da companhia, Luiz Mendonça, a Odebrecht Energia, que concentra os ativos de energia elétrica do grupo, poderá utilizar os recursos para aquisição dos ativos de cogeração a partir da biomassa, fechada em julho deste ano.
"A operação, que integra o plano de capitalização do negócio sucroalcooleiro, é uma sinalização ao mercado de que a Odebrecht continuará apostando nesse segmento”, afirmou ao Valor No mês passado, o grupo fez um aumento de capital de R$ 836 milhões na companhia sucroalcooleira. 

►INVENTÁRIO CULTURAL NA BAIXADA
A animadora cultural Claudia Nunes está mobilizando os líderes dos diversos movimentos culturais que existes na Baixada Fluminense para participarem de um mutirão, cujo objetivo é fazer um mapa afetivo da Baixada, com a listagem de todas as instituições culturais da região, que será desenvolvido a partir do dia 1r, durante o cerimonial do Prêmio Baixada Fluminense, a partir das 17h na Vila Olímpica de Mesquita.
Igreja do Pilar
Para facilitar o trabalho de campo, Claudia Nunes listou as principais atividades e grupos da região, como
Academias de Letras e Artes, Animação, Animação com Bonecos, Artes Plásticas, Bibliotecas, Ciência, Cidadania,  Capoeira,  Cineclubes, Cinema, Circo, Contador de Histórias, Culinária típica, Dança, Educação,
Educação Ambiental, Fotografia, Grafite, Hip Hop, História, Jardinagem, Museus, Música, Quilombos, Rádio,
Saraus, Teatro, Terreiros, Troca de Livros, Patrimônio imaterial e Bens tombados.
Os contatos com a Claudia podem ser feitos através do claudinaoliveira@gmail.com