POLÍCIA
APURA SE ADVOGADO
AJUDOU
NA FUGA DE WHELAN
O Chefe
da Polícia Civil do Rio de janeiro, delegado Fernando Veloso, classificou de
problemática e cogitou abrir um procedimento de investigação contra a conduta
do advogado de Raymond Whelan, diretor da empresa Match que está foragido da
justiça por suspeita de participação em um esquema de venda ilegal de ingressos
para a copa do mundo.

"Pessoas
que são alvo de investigação da polícia não a elogiam. Isso é normal e faz
parte do nosso dia a dia, desde que seja uma crítica respeitosa. O problema é na
conduta do advogado, quando ele dá fuga ao seu cliente. O advogado pode
assessorá-lo e deve assisti-lo, e pode até orientá-lo, se achar melhor, para
que ele não se apresente em determinado momento. Mas, segundo o delegado do 18º
Distrito Policial, há indicativos de que o advogado teria saído do Copacabana
Palace com o cliente. Ele teria, inclusive, levado a informação do mandado de
prisão. Aí, a conduta do advogado merece ser avaliada e, salvo engano, deve
haver procedimento instaurado nesse sentido".
Veloso
afirmou que, durante uma reunião no Hotel Sofitel, na quinta (10), recebeu um
pedido de membros da FIFA para avisar à delegacia responsável pelo caso que
Whelan se apresentaria no período da noite, o que não aconteceu. O chefe da
Polícia Civil disse que a Fifa está colaborando com as investigações e
reafirmou que o diretor da Match é considerado foragido pela justiça. "as
pessoas que, por ventura, estejam ajudando o senhor Whelan a se subtrair da
ação da justiça também podem estar tendo uma conduta criminosa. É importante
que se diga isso".
De
acordo com Fernando Veloso, o Disque-Denúncia recebeu ligações com informações
que poderiam levar ao paradeiro do britânico, mas elas não se confirmaram.
Policiais civis já conferiram endereços na sesta à noite e neste sábado pela
manhã, e o delegado preferiu não "fazer conjecturas" sobre a
possibilidade do britânico fugir do país, mesmo com o passaporte apreendido.
"Prefiro não me antecipar a isso", disse ele, que afirmou ter
entregue as informações do processo à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária
Federal e a todas as bases de dados convenientes para impedir a saída dele do
brasil.
Veloso
afirmou que as investigações continuam, com policiais civis transcrevendo e
traduzindo as ligações interceptadas. "É claro que esta situação é
tormentosa. Esta investigação está acontecendo em um momento conturbado. Ela
deve ser concluída com essas pessoas aqui, sob pena de elas já terem saído do
país e o cumprimento da lei brasileira se tornar mais difícil. Então, algumas
informações a polícia precisa com uma certa celeridade".
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