GOVERNO REGISTRA O
MAIOR
DÉFICIT DESDE MAIO DE
1999
O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e
Banco Central) registrou em maio o pior resultado primário para o mês desde o
início da série histórica, em 1999. Segundo números divulgados há pouco pelo
Tesouro, o déficit primário totalizou R$ 10,502 bilhões no mês passado. A piora
no desempenho fiscal é explicada porque os gastos cresceram mais do que as
receitas.

O resultado de maio diminuiu para R$ 19,158 bilhões o
superávit primário acumulado nos cinco primeiros meses do ano. O valor é 42,4%
menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Uma das explicações
para o desempenho ruim em maio está nos dividendos de estatais (parcela do
lucro das empresas federais repassadas ao Tesouro Nacional), que totalizaram R$
779,9 milhões em maio contra R$ 2,341 bilhões em abril.
A piora no desempenho fiscal ocorre porque os gastos
aumentaram mais do que as receitas. De janeiro a maio, as receitas líquidas
aumentaram 6,5% em relação aos mesmos meses de 2013. Impulsionadas pelos
investimentos, no entanto, as despesas subiram 11,1% na mesma comparação.
As despesas de custeio – manutenção da máquina pública –
subiram 14,5% no acumulado do ano, com desaceleração em relação à alta de 19,2%
registrada no mesmo período do ano passado. As despesas com o funcionalismo
público aumentaram 6,6% na mesma comparação, também apresentando desaceleração
em relação à alta de 7,1% registrada nos cinco primeiros meses de 2013.
Os investimentos federais – obras públicas e compras de
equipamentos – evoluíram no sentido oposto e totalizaram R$ 34,9 bilhões nos
cinco primeiros meses de 2014 (aumento de 30%), contra alta de 19,1% registrada
até o mesmo período de 2013. As despesas com o Programa de Aceleração do
Crescimento somaram R$ 26,1 bilhões de janeiro a maio, alta de 43,3% na
comparação com 2013.
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