CUSTO
MÉDIO DA ENERGIA CHEGA A
R$ 313
POR MWH PARA A INDÚSTRIA

Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 1º de julho, pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), através do site “Quanto custa a energia elétrica para a indústria do Brasil?” (www.firjan.org.br/quantocusta).
No ranking estadual de custo médio industrial, o estado do Rio Grande do Sul passou da 17ª para a 13ª posição mais cara, com o aumento de 8,48% no custo da energia após os reajustes da RGE, Demei e Eletrocar. O Rio de Janeiro se manteve na 5ª posição com o aumento de 0,26% após o reajuste da ENF, como também o estado de Minas Gerais que se manteve na 8ª colocação, após o reajuste de 0,15% da EMG.
O
site “Quanto custa a energia elétrica para a indústria do Brasil? do Sistema FIRJAN,
permite o acompanhamento permanente do custo da energia elétrica para a
indústria brasileira, com comparações internacionais, recortes estaduais e
informações por distribuidoras, que são atualizadas imediatamente a cada
reajuste de tarifa.
►A INFLAÇÃO VOLTA A
ASSUSTAR
Influenciada principalmente pelos preços dos alimentos e
de serviços, a inflação tem ficado ao redor do teto da meta (6,5% ao ano) e tem
dado sustos nos últimos anos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) somava 6,37% no acumulado entre junho de 2013 e maio deste ano.
Apesar de ter ultrapassado várias vezes 6,5% no acumulado
em 12 meses ao longo dos últimos três anos, o IPCA, indicador oficial calculado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem conseguido
encerrar o ano sem estourar o teto da meta. Em 2011, o índice encostou em 6,5%,
recuando para 5,84% em 2012 e 5,91% em 2013. Apesar de a inflação não ter
fugido do controle, a resistência em convergir para o centro da meta, de 4,5%,
preocupa economistas e consumidores, que alegam perda do poder de compra no
aniversário de 20 anos do Real.
Fundadora e presidenta do Movimento das Donas de Casa de
Minas Gerais, Lúcia Pacífico diz que a inflação voltou a rondar o bolso dos
brasileiros. “Nossa entidade constantemente monitora os preços. São aumentos
pequenos, R$ 0,50 aqui, R$ 1 ali, mas que corroem o poder aquisitivo de quem
vai aos supermercados. Hoje, vejo pessoas voltando mercadorias no caixa porque
o dinheiro não deu”, reclama.
A sucessão de aumentos pequenos nos preços também
preocupa o vendedor de banca de revistas José Edinaldo da Silva, 55 anos.
Apesar de estar em nível menor que nos últimos anos, ele constata a volta da inflação.
“Claro que não está como naquele tempo [antes do Plano Real], mas, meio por
baixo do pano, a inflação está se manifestando. As revistas [da banca] estão no
mesmo preço há muito tempo porque as editoras estão segurando, mas é só sair
por aí para ver os aumentos”, diz.
No início do Plano Real, o governo usava a âncora cambial
para conter a inflação. Com o dólar próximo de R$ 1 até 1999, o câmbio
sobrevalorizado estimulava a importação de produtos baratos para competir com
as mercadorias nacionais. Depois da crise de 1999, o governo liberou o câmbio e
criou o regime de metas de inflação, pelo qual o Comitê de Política Monetária
do Banco Central mantém o IPCA dentro de um intervalo por meio do controle da
taxa Selic – juros básicos da economia. .(ABr)
►CONFIANÇA DO SETOR
DE SERVIÇOS EM QUEDA
O Índice de Confiança de Serviços caiu menos de maio para
junho, mas atingiu o menor patamar desde abril de 2009, divulgou hoje (1º) o
Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas. O recuo de
0,7% foi o quarto consecutivo e teve intensidade 5 pontos percentuais menor que
o de maio (5,7%).
A piora do Índice da Situação Atual (ISA-S) teve mais
peso na queda do indicador, pois caiu 1,5%, enquanto a percepção do futuro,
medida pelo Índice de Expectativas (IE-S), ficou em -0,2%. De acordo com a FGV,
o resultado mostra que "prevalece a percepção de um cenário de
deterioração no ritmo de negócios". Apesar disso, a fundação pondera que a
melhora do indicador Tendência de Negócios nos seis meses seguinte, que compõe
o IE-S e subiu 0,8%, é um sinal favorável. A outro componente dessa parte do
indicador, a Demanda Prevista, caiu 1,3%.
A pesquisa mostra que há mais empresas apostando numa
melhora na situação dos negócios, proporção que subiu de 32,2% para 33,6%,
enquanto a avaliação oposta diminuiu de 11,8% para 11,2%. Quanto à demanda,
caiu de 33,6% para 31,9% o percentual de empresas que esperam aumento. Na outra
ponta, também caiu o número das que acreditam na redução da demanda, de 14%
para 13,8%.
A percepção da demanda atual foi decisiva para a
avaliação do ISA-S, com recuo de 1,9% em relação a maio. Apesar de ter crescido
– de 10,8% para 12,3% – o número de empresas que avaliam a demanda como forte,
a alta não compensou o crescimento de 25,9% para 29% dos que a consideram
fraca. A situação atual dos negócios recuou 1,1%.
Produção teve a maior queda em 33 meses, de acordo com o
Índice de Gerentes de Compras divulgado nesta terça-feira; categoria de bens de
investimento mais uma vez foi a que registrou o pior desempenho entre os três
subsetores monitorados, .(ABr)
►JOAQUIM BARBOSA COM A "ALMA LEVE"
O
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse
hoje (1º) que deixa a Corte de forma tranquila e com a “alma leve”. Barbosa
participou nesta terça-feira de sua última sessão como ministro do Tribunal.
Em maio, ele anunciou que se aposentaria antecipadamente neste mês, após
11 anos como ministro da Corte. O decreto que vai oficializar a aposentadoria
deve ser publicado até o fim deste mês. Com a saída de Barbosa, a presidência
do Tribunal será exercida pelo atual vice-presidente, Ricardo Lewandowski.
Barbosa
descartou pretensões de seguir a carreira política após a aposentadoria.
"A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como
objeto de estudos e reflexões. Mas uma política em um senso bem elevado do
termo, uma política examinada sob a ótica das relações entre os Estados, entre
as nações. Eu não tenho esse apreço todo pela política, por essa política do
dia a dia. Isso não tem grande interesse para mim”, afirmou.
Para ele,
foi um “privilégio imenso” o período que passou no Supremo. “Foi um período em
que, não em razão da minha atuação individual, mas coletivamente, o Supremo
Tribunal Federal teve um papel extraordinário no aperfeiçoamento da nossa
democracia. Isso é que é o fundamental para mim”, destacou.
Após a
despedida do presidente, o ministro Marco Aurélio reconheceu que Barbosa ficará
na história do Tribunal pela sua atuação como relator da Ação Penal 470, o
processo do mensalão. Melo disse, porém, que a gestão do vice-presidente
Ricardo Lewandowski, que assumirá a presidência com a saída de Barbosa, deverá
retomar o padrão do STF. “O resgate da liturgia, que precisa ser observada. As
instituições crescem quando proclamamos valores, quando observamos a
necessidade de manter o alto nível.”
Barbosa tem 59 anos e poderia continuar na Corte até 2024, quando completará 70 anos e teria de ser aposentado compulsoriamente. Ele nasceu na cidade mineira de Paracatu e foi o primeiro negro a presidir o STF. Ele ocupa a presidência do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça desde novembro de 2012. O ministro foi indicado à Suprema Corte em 2003, no mandato do ex-presidente Lula em 2003. (ABr)
Barbosa tem 59 anos e poderia continuar na Corte até 2024, quando completará 70 anos e teria de ser aposentado compulsoriamente. Ele nasceu na cidade mineira de Paracatu e foi o primeiro negro a presidir o STF. Ele ocupa a presidência do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça desde novembro de 2012. O ministro foi indicado à Suprema Corte em 2003, no mandato do ex-presidente Lula em 2003. (ABr)
►TSE MANTÉM AS BANCADAS DE 13 ESTADOS
O
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (1º) que não haverá
mudanças na composição das bancadas de 13 estados para as eleições de outubro.
A decisão foi tomada horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter criado um
impasse, provocado pelo vácuo legislativo, com a falta de uma lei complementar,
para definir os critérios de distribuição das bancadas por estado. Para
resolver a questão, o TSE decidiu validar uma resolução aprovada em 2010 e
manter o número atual de cadeiras.
A
polêmica sobre a mudança no número de deputados por estado começou após decisão
do TSE, em abril do ano passado, ao julgar recurso apresentado pela Assembleia
Legislativa do Amazonas, sob o argumento de que a representação do estado na
Câmara dos Deputados não condizia com o número de habitantes, pois tinha como referência
um censo defasado.
O
Legislativo amazonense argumentou que estados com menor população, como Alagoas
e Piauí, têm maior representatividade na Câmara – com nove e dez deputados
federais, respectivamente, enquanto o Amazonas tem oito.
Conforme
a decisão do TSE, perderiam uma cadeira os estados de Alagoas e Pernambuco, do
Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Ficarão sem duas
cadeiras a Paraíba e o Piauí. Ganhariam uma cadeira o Amazonas e Santa
Catarina; duas cadeiras, o Ceará e Minas Gerais. O maior beneficiado seria o
Pará, com mais quatro deputados.
A nova
composição das bancadas foi definida de acordo com o Censo de 2010 do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os cálculos levaram em conta a
população do estado e os números mínimo (oito) e máximo (70) de parlamentares
permitidos por lei para uma unidade da Federação, além do quesito de
proporcionalidade exigido pela Constituição.
No
entanto, em novembro do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou o Decreto
Legislativo 1.361/13, que anulou a resolução do tribunal sobre o número de
deputados de cada estado para as eleições de outubro. Ao retomar o julgamento
da questão, no dia 27 do mês passado, os ministros do TSE decidiram derrubar o
decreto e restabelecer a decisão original. .(ABr)
►CEDAE TERÁ R$ 3,4 BI
PARA GUANDU 2
A Caixa Econômica Federal assinou nesta terça-feira (1º)
um contrato de empréstimo de R$ 3,4 bilhões para a Companhia Estadual de Águas
do Rio de Janeiro, com o objetivo de construir nova estação de tratamento de
água potável no Grande Rio. O Complexo Guandu 2 atenderá a 3 milhões de pessoas
na região metropolitana fluminense, área que ainda sofre com desabastecimento
de água.
Além da estação de tratamento, que terá a capacidade para
12 mil litros por segundo e de armazenar 57 milhões de litros, serão
construídos 16 elevatórias (que bombeiam a água até locais mais distantes), 17
reservatórios, 95 quilômetros de adutoras (para abastecer os reservatórios) e
760 quilômetros de tubulações.
Também está prevista a reforma de nove reservatórios que
estão fora de operação na região metropolitana. .(ABr)
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