DA LIGAÇÃO CAXIAS-PRAÇA XV
A ideia
de um ligação por barcas entre Duque de Caxias e a Praça XV de Novembro, presente
em todas as campanhas do prefeito Alexandre Cardoso na disputa por uma cadeira
de deputado fedeeral, agora poderá se tornar realidade, na forma de um projeto para ser
apresentado ao Governo do Estado, visando desafogar o trânsito do município, e
melhorar a mobilidade urbana dos caxienses, no deslocamento entre a Baixada
Fluminense e a capital fluminense.
Na última quinta-feira (26), o Conselho
Municipal de Trabalho do município (CMTDC) se reuniu com conselheiros e
técnicos da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos (AGETRANSP), representantes da Concessionária Barcas S/A, da Secretaria de
Estado de Transportes, e representantes da sociedade civil de Caxias para
discutir a implementação da iniciativa na região.

“Temos
a certeza que chegou o momento de Caxias ter um grande transporte de massa. O
município passa por um momento de crescimento econômico com a implantação de
grandes empresas (Coca-Cola, Arcelor Mirtall, Moinho Fluminense e Rolls-Royce).
A chegada de um tão sonhado transporte aquaviário melhoraria a nossa mobilidade
urbana, criando um desafogo no transtorno em vias importantes do município,
como, a Rodovia Washington Luiz e a Linha Vermelha. Precisamos desta união do
Governo do Estado, da AGETRANSP, para que possamos tirar esta ideia do papel e
colocar em prática este projeto de grande necessidade para o caxiense, que hoje
leva em média duas horas e meia para chegar ao centro do Rio de Janeiro”,
afirmou o secretário municipal de Trabalho, Emprego e Renda, Ezequiel Lourenço,
que também preside o Conselho Municipal de Trabalho de Caxias.
O
conselheiro da AGETRANSP, Carlos Correia que já participou de encontros
anteriores, reafirmou a importância de se buscar soluções para a melhoria da
mobilidade urbana na Baixada Fluminense.
“O
objetivo desta iniciativa é relevante e oportuno, e ressalta a importância de
trazer para o debate sobre a mobilidade e o transporte de massa que hoje é
deficitário na Baixada Fluminense, atendendo uma pressão da sociedade pelo
transporte aquaviário. Antes de definirmos eventuais tarifas que seriam
cobradas da população, temos que caminhar seguindo os passos com a apresentação
do projeto, custos operacionais, viabilidades técnicas, entre outras”, destacou
o conselheiro.
O
diretor de operações da CCR Barcas, Francisco Pierrini, mostrou-se receptivo ao
projeto, afirmando que a concessionária trabalha em prol do crescimento e o
desenvolvimento do transporte de massa no Estado.
“A CCR
está sempre aberta a bons projetos. Temos que ver todo o processo de
viabilidade técnica e econômica da iniciativa. Hoje, o transporte de massa
passa fundamentalmente pelo metroviário e o aquaviário”, destacou Pierrini.
Houve
ainda a apresentação por parte da empresa BGV, que já utiliza embarcações em
Manaus (AM), no modelo Hovercraft, com tecnologia ecologicamente correta, sem
impacto ambiental, com transposição de obstáculos, sem necessidade de dragagem,
já que seu sistema tem calado zero (anda acima da água 1,20m), sem contato com
eventuais impedimentos, atingindo velocidade de 110 km/por hora.
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