LISTÃO
DOS INELEGÍVEIS DO TCU
TEM
OITO EX PREFEITOS DO RJ
Com 386
páginas e cerca de 6,5 mil nomes de ocupantes de cargos eletivos, servidores
públicos e de cargos de confiança, a lista do TCU foi entregue pelo presidente
da corte de contas, ministro Augusto Nardes, ao presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli. Dela constam 24 de ex-prefeitos do
estado do Rio de Janeiro, sendo nove deles da Baixada Fluminense. Segundo o
TSE, “o documento servirá de subsídio para a aplicação da Lei da Ficha Limpa (Lei
Complementar nº 135/2010), que incluiu dispositivos na chamada Lei de
Inelegibilidades (LC nº 64/1990). Entretanto, alguns nomes, a exemplo do que
ocorre com a relação do TCE-RJ, estão na lista do TCU desde 2006 e mesmo assim
conseguiram registrar candidaturas nos pleitos de 2008, 2010 e 2012 sem maiores
dificuldades.
Estão
na lista os ex-prefeitos Ademir Guimarães Ullmann e Charles Cozzolino (Magé),
Adilmar Arsênio dos Santos, o Mica e Antonio de Carvalho (São João de Meriti),
Aguinaldo Mello (Cambuci), Ailton Vivas (Guapimirim), Alberto Dauare Filho (São
João da Barra), Antonio Carlos Lacerda (Silva Jardim), Arnaldo Viana (Campos),
Carlos Busato Junior, o Charkinho (Itaguaí), Carlos Moraes Costa e Luiz
Barcelos (Japeri), Celso Jacob (Três Rios), Cesar de Almeida (Cachoeiras de
Macacu), Dalton Borges (Saquarema), Davi Dutra (Arraial do Cabo), Ercinio Pinto
(Conceição de Macabu), Francisco Carlos Fernandes Ribeiro, o Chiquinho do
Atacadão (Araruama), Gutemberg Damasceno (Miracema) Hugo Canelas (São Pedro Aldeia),
João Bravo (São Gonçalo), João Cesar Cáfaro (Itaboraí), Mario Marques (Nova
Iguaçu) e Waldir Camilo dos Santos, o Waldir Zito (Belford Roxo).
De
acordo com o TCU, a lista foi elaborada com a cooperação de órgãos de controle
externo das esferas federal, estadual e municipal, e inclui os nomes. A partir
do dia 5 de julho, com base na lista, partidos políticos, o Ministério Público
Eleitoral (MPE), coligações e os próprios candidatos poderão apresentar à
Justiça Eleitoral pedidos de impugnações do registro de candidaturas de
possíveis concorrentes a cargos públicos nas eleições deste ano.
Pela
Lei de Inelegibilidades, “são considerados inelegíveis aqueles que tiverem suas
prestações de contas rejeitadas por irregularidade insanável ou que configure
ato doloso de improbidade administrativa, se assim julgados em decisão
irrecorrível do órgão competente corroborada por sentença da Justiça Eleitoral.
Uma vez condenado, o gestor público permanece inelegível por oito anos”.
►TSE DERRUBA MINIRREFORMA ELEITORAL
O
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (24) que Lei nº
12.891/2013, conhecida como minirreforma eleitoral, não valerá para as eleições
de outubro. A maioria dos ministros entendeu que a regra, sancionada pela
presidenta Dilma Rousseff em dezembro do ano passado, só valerá para as
próximas eleições, pois deveria ter entrado em vigor em outubro de 2013, um ano
antes das eleições.
O TSE
entendeu que a norma não pode ser aplicada porque o processo eleitoral já teve
início, com as convenções partidárias. Além disso, as resoluções do tribunal,
que definiram as regras das eleições, já foram aprovadas. Com a decisão, a
minirreforma fica suspensa e só poderá ser aplicada nas eleições de 2016.
Segundo
o tribunal, o Artigo 14 da Constituição Federal prevê que qualquer regra sobre
eleições só tem validade se for aprovada um ano antes do pleito. “A lei que
alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se
aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”, informa o
artigo.
O texto
sancionado proíbe, em vias públicas, propaganda eleitoral em cavaletes e a
afixação de cartazes, mas libera o uso de bandeiras e de mesas para
distribuição de material, contanto que não dificultem o trânsito de pessoas e
veículos. Também proíbe a substituição de candidatos a menos de 20 dias das
eleições e obriga a publicação de atas de convenções partidárias na internet em
até 24 horas. A nova lei também limita – a 1% do eleitorado, em municípios com
até 30 mil eleitores – a contratação de cabos eleitorais. Acima disso, será
possível empregar uma pessoa a cada mil eleitores a mais.
A
validade da minirreforma eleitoral foi decidida em consulta formulada pelo ex-
senador Sérgio de Souza (PMDB-PR). De acordo com o Código Eleitoral, cabe ao
tribunal responder consultas sobre matéria eleitoral, feitas por autoridades ou
partidos políticos.
►MESMO RACHADO, PP
APOIA DILMA
O PP anunciou hoje (25) o apoio à reeleição de Dilma
Rousseff. A decisão foi tomada pela Executiva Nacional, em uma rápida reunião
no gabinete do presidente da legenda, Ciro Nogueira. Antes, a convenção
nacional havia terminado de maneira tumultuada com várias lideranças divididas
sobre o apoio à candidatura do PT.

Na convenção nacional, que ocorreu antes da reunião da
Executiva, um grupo liderado pela senadora Ana Amélia, pré-candidata ao governo
do Rio Grande do Sul, e pelo governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho,
apresentou uma moção propondo, a exemplo do que foi feito em 2010, a
neutralidade do partido na disputa presidencial deste ano. A ideia era que
oficialmente a legenda não apoiasse nenhum candidato, e que assim o tempo de
rádio e TV da sigla fosse dividido entre os candidatos.
A divergência começou quando, apesar dos apelos de vários
integrantes, o presidente do PP, Ciro Nogueira, decidiu não colocar a
moção, apoiada pelos diretórios do RS, de MG, SC, GO, do RJ, AM e CE em
votação. Sob muitos protestos, ele colocou em votação simbólica uma
resolução que transfere para a Executiva Nacional do partido a palavra final
sobre o apoio à aliança com Dilma. Em meio a gritos e vaias de convencionais,
Nogueira declarou que a resolução havia sido aprovada e encerrou a convenção,
sem falar com a imprensa. Logo em seguida, o presidente foi para o gabinete e,
pouco depois, anunciou que a Executiva havia tomado a decisão de apoiar a
reeleição de Dilma. “Nós entendemos que esta convenção está sem validade, não
houve deliberação da manifestação dos convencionais. Eu penso que essa
convenção está sem efeito legal. Saio daqui não feliz como eu gostaria, não
aceitamos um prato feito, uma convenção de cima para baixo”, reclamou Ana
Amélia. De acordo com a senadora, o grupo pró-neutralidade vai estudar o que
pode ser feito para anular a convenção.
O partido decidiu ainda que os diretórios estaduais estão
livres para formar alianças, independentemente da aliança nacional.
►STF ACELERA PROCESSOS CONTRA DEPUTADOS
O
Supremo Tribunal Federal (STF) começou a acelerar esta semana o julgamento de
processos criminais envolvendo autoridades. Pela primeira vez após mudança no
Regimento Interno, aprovada no mês passado, as duas turmas do Tribunal julgaram
inquéritos contra parlamentares. A alteração retirou do plenário a competência
exclusiva para julgar ações penais contra agentes públicos com prerrogativa de
foro, como parlamentares e ministros de Estado.
Nesta
terça-feira (24), a Primeira Turma abriu ação penal contra a deputada federal
professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), por peculato e dispensa de
licitação na compra de material didático. Segundo o Ministério Público
Federal (MPF), os crimes ocorreram entre 2003 e 2004, quando a deputada exercia
o cargo de secretária de Educação e Cultura do estado do Tocantins. A defesa da
deputada alegou que ela não tinha responsabilidade pela licitação, que foi
dispensada pelo então secretário da Fazenda.
Os
ministros também receberam denúncia contra o deputado federal Oziel Oliveira
(PDT-BA), por desvio de verbas públicas e dispensa de licitação, na época em
que era perfeito de Luís Eduardo Magalhães (BA). Segundo o Ministério Público,
houve desvios na compra de combustível para abastecer os veículos da
prefeitura. Para a acusação, as notas fiscais apresentadas eram muito
superiores à média da quilometragem dos carros. De acordo com a defesa, a
compra de gasolina e diesel seguiu pareceres da comissão de licitação da
prefeitura.
A
Segunda Turma da Corte abriu ação penal contra a deputada federal Dalva de
Figueiredo (PT-AP), também por dispensa de licitação e peculato. Em 2002, a
parlamentar foi governadora do Amapá e contratou uma empresa de assessoria
tributária sem licitação, segundo a acusação. Os desvios foram de R$ 2,4
milhões. A defesa da deputada alegou que o contrato foi assinado na gestão
anterior, e previa uma cláusula de êxito que deveria ser paga a empresa, mesmo
após a mudança de governo.
►STF ACEITA DENÚNCIA
CONTRA GAROTINHO
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu
hoje (25) ação penal contra o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) pelo
crime de difamação e calúnia. A ação foi movida por Giuliano GIacomo, um dos
sócios da empresa GMF, que tem contratos com a Companhia Estadual de Águas e
Esgotos (Cedae) do Rio de Janeiro.
Em junho de 2010, o parlamentar escreveu em seu blog que a empresa GMF "tem uma
péssima fama" em Mato Grosso e que "está sendo acusada pelo
Ministério Público de envolvimento em licitações fraudulentas”. Garotinho
também disse que a empresa está na lista das 500 maiores devedoras do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS).
Por maioria de votos, os ministros entenderam que há
indícios que justificam a abertura da ação penal. A defesa de Garotinho alegou
ao STF que o texto tinha caráter informativo, por repercutir apenas afirmações
dos funcionários da empresa. O deputado responde a outro processo no Supremo
sobre o mesmo caso. O processo foi movido por outro sócio da empresa, Hiroshi
Matsuyama.
►CONFIANÇA DA INDÚSTRIA CONTINUA CAINDO
A
prévia de junho da Sondagem da Indústria de Transformação registra queda de
3,4% do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao resultado final de
maio, considerando-se dados livres de influência sazonal. Com o resultado, o
índice atingiu 87,6 pontos – o menor desde os 86,4 pontos de maio de 2009.
Os
dados referentes ao ICI foram divulgados hoje (25), pelo Instituto Brasileiro
de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o
indicador mantém trajetória de queda iniciada em janeiro passado.
Como já
ocorreu em maio, o resultado de junho reflete a piora tanto das avaliações
sobre o momento presente quanto das expectativas em relação aos meses
seguintes. Segundo o Ibre, o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 2,1%, para
90,4 pontos; enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu 4,9%, para 84,8
pontos.
Os
dados preliminares de junho indicam, ainda, redução de 0,8 ponto percentual no
Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), para 83,5% – menor nível
desde novembro de 2011, quando a indicador acusou 83,3%.
Para a
prévia de junho da Sondagem da Indústria, foram consultadas 806 empresas entre
os dias 2 e 18 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na
próxima segunda-feira, dia 30 de junho.
►TAXAS DE JUROS E INADIMPLÊNCIA EM ALTA
As
taxas de juros e a inadimplência subiram em maio, de acordo com dados do Banco
Central (BC) divulgados hoje (25). A alta nos juros para as famílias chegou a
0,5 ponto percentual de abril para maio, com taxa média de 42,5% ao ano. Para
as empresas, os juros subiram 0,1 ponto percentual, para 23% ao ano.
A taxa
do cheque especial subiu 6,7 pontos percentuais e chegou a 168,5% ao ano. O
crédito pessoal (incluídas operações consignadas em folha de pagamento) subiu
0,2 ponto percentual, para 25,5% ao ano. No caso do crédito para a compra de
veículos, a taxa ficou em 23% ao ano, com alta de 0,4 ponto percentual.
A
inadimplência, considerados atrasos superiores a 90 dias, subiu 0,2 ponto
percentual tanto para empresas (3,5%) quanto para famílias (6,7%).
Esses
dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o
dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.
No caso
do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados
basicamente aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de
juros do crédito para as famílias subiu 0,2 ponto percentual, para 7,9% ao ano.
Para as empresas, a taxa ficou em 8,7% ao ano. A inadimplência ficou estável
para pessoas físicas (1,9%) e jurídicas (0,5%).
O saldo
das operações de crédito do sistema financeiro, incluídos recursos livres e
direcionados, chegou a R$ 2,804 trilhões em maio, com elevação de 1% no mês e
de 12,7% em 12 meses. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de
todos os bens e serviços produzidos no país, esse estoque correspondeu a 56,1%,
contra 56% em abril e 54,5% em maio de 2013.
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