domingo, 2 de agosto de 2015

ODEBRECHT EMBOLSOU R$ 3 BI COM
PROJETO DO SUBMARINO NUCLEAR
 Em 2012, a Odebrecht se tornou a primeira empreiteira a receber mais de R$ 1 bilhão do governo federal. O motivo do alto “rendimento” foi o programa de submarinos da Marinha. O projeto recebeu R$ 3,3 bilhões de lá pra cá, deixando a Odebrecht no topo do ranking de empreiteiras da União. O volume dos negócios chamou a atenção da Polícia Federal depois que a empresa foi alvo da Operação Lava Jato. Em ação no início da semana, a PF procurou documentos para embasar suspeitas de que houve irregularidades na execução do programa.
As suspeitas surgiram em etapas anteriores da Lava Jato, em que a Odebrecht foi alvo das investigações. Os recursos destinados à empreiteira, maior parceira nacional do projeto, visavam a construção de submarino de propulsão nuclear, que tem previsão de ser colocado no mar em 2025. Além disso, a Odebrecht está implantando estaleiro e base naval para a construção e manutenção de submarinos convencionais e nucleares, em Itaguaí, no Rio de Janeiro.
O projeto chegou a receber R$ 1,13 bilhão no ano passado. Em 2013, o valor foi de R$ 833,2 milhões e em 2012, primeiro ano das obras, R$ 1,12 bilhão foi repassado para que a empresa tocasse as obras. A previsão é que o empreendimento custe R$ 25 bilhões aos cofres públicos.
Neste ano, os valores diminuíram. Até o momento, R$ 214 milhões foram repassados pelo governo federal para o programa. A previsão no orçamento é que R$ 1,4 bilhão fosse investido. De acordo com a Marinha, no entanto, para além das investigações da Lava Jato, o programa também enfrenta o ajuste fiscal deste ano. Houve redução de R$ 719,1 milhões no valor a ser investido este ano.
“Em face desse ajuste fiscal, o cronograma físico-financeiro do PROSUB vem passando por ajustes proporcionais ao valor inicialmente previsto e ao referido corte” explicou a Marinha. A Pasta ainda ressaltou que os objetivos do projeto serão concretizados. Assinado em 2009, o programa é parte do acordo militar Brasil-França, o maior da história do país. O trato foi uma das estrelas do segundo mandato de Lula. A parceria prevê que os franceses fornecerão tecnologia para a construção de quatro submarinos convencionais, movidos por motores diesel-elétricos, e um nuclear – a menina dos olhos dos almirantes, já que apenas seis países operam esse tipo de armamento hoje. A fabricação já está em curso, com seções do primeiro modelo convencional sendo integradas no Rio.
A Odebrecht foi subcontratada pelo estaleiro DCNS francês para assumir as obras da nova base por € 1,7 bilhão. A DCNS ter longo currículo de acusações de pagamentos de propina e outras suspeitas em negócios com os mesmos submarinos na Índia e Malásia. Os franceses sempre negaram irregularidades. A Odebrecht nega acusações contra ela no âmbito da Lava Jato. *Com informações jornal Folha de S. Paulo 
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