CÂMARA PROMETE RESISTIR À
CASSAÇÃO DOS MENSALEIROS
O processo da AP 470, chamado “Mensalão”, deve terminar nesta
quarta-feira (13), no julgamento de recursos do Supremo Tribunal Federal, para
pelo menos treze réus. Entre eles, os deputados federais Valdemar Costa Neto
(PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Os dois devem cumprir pena em regime semiaberto
e, assim, perder automaticamente seus cargos públicos. Pelo menos é o que dita
o STF. Mas uma manifestação da Secretaria Geral da Mesa da Câmara, principal órgão
de assessoria do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), promete
barrar essa decisão.

"Tenho a convicção plena de que, do ponto de vista institucional,
não há hipótese de a Câmara cumprir eventual determinação do STF de perda
imediata do mandato sem que o plenário se pronuncie, assegurada ampla defesa
aos acusados", disse o secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna.
Além dos dois citados, a questão diz respeito ainda aos deputado João
Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), entrou com pedido de aposentadoria
na Casa por invalidez.
A favor deles, existe o histórico do caso do deputado Natan Donadon
(ex-PMDB-RO). Preso em junho por ordem do STF, a Câmara submeteu o caso ao
plenário, que em votação secreta manteve o mandato do parlamentar.
O novo desentendimento do Congresso em decisões do STF promete reabrir a
crise institucional entre os Poderes. Em maio deste ano, depois de reclamarem
de "invasão" do Supremo na pauta legislativa, os presidentes da
Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), se encontraram com o ministro Gilmar Mendes para acertar os pontos.
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