INFRAERO PATINA NAS
OBRAS DOS AEROPORTOS
A um ano da Copa do Mundo de 2014, o valor das passagens para
turistas nacionais e estrangeiros já está nas alturas, podendo ser até 10 vezes
maior do que o preço normal. Porém, é provável que esses passageiros encontrem
aeroportos com diversas limitações de serviços. Em 2013, doze aeroportos de
cidades que irão receber o mundial deveriam ser contemplados com investimentos
da Infraero. Ao todo, R$ 1 bilhão está autorizado especificamente para essas
localidades. No entanto, até o final de agosto apenas 54% dos recursos foram
aplicados, o equivalente a R$ 551,5 milhões.

Outra ação que ainda está com a execução “pela metade” é
a de adequação do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio
de Janeiro. Do total de R$ 153,6 milhões autorizados, somente R$ 69,8 milhões
foram aplicados pela Infraero até o final de agosto.
Quando considerados, todos os investimentos da Infraero
para este ano, a empresa bateu recorde na aplicação dos recursos. Do total de
R$ 1,6 bilhão autorizado para obras e compra de equipamentos em 2013, R$ 884,5
milhões já foram aplicados. Em valores constantes (atualizados pelo IGP-DI, da
FGV), o montante é o maior para o período desde 2000.
Para Carlos Campos, pesquisador de infraestrutura do
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o aumento de investimentos é
uma pressão da sociedade para a qualidade dos aeroportos, mas também da própria
Copa do Mundo. “O Mundial de 2014 é uma parede intransponível para o setor aéreo”,
explica Campos.
Segundo o especialista a demanda dos aeroportos cresceu
muito nos últimos anos e, por isso, passou-se a trabalhar acima da capacidade.
“A resposta acabou tendo que ser fazer um ajuste no programa de investimentos,
que começa a ter bons resultados em 2013”.
De acordo com Campos é extremamente positivo que as
aplicações estejam acontecendo de maneira mais rápida, já que o setor necessita
de maior qualidade de infraestrutura. “Além disso, devemos ver uma acentuação
ainda maior desses investimentos até o final do ano, já que nos próximos meses,
historicamente, a empresa investe mais”.(Contas Abertas)
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