domingo, 8 de junho de 2014

LULA EXIGE PUNIÇÃO RÁPIDA
PARA DEPUTADOS PETISTAS
Ao contrário do que fez em todo o processo do mensalão, o ex presidente Lula cobrou do PT uma ação mais ágil enérgica em resposta a denúncias envolvendo dois deputados do partido numa desesperada tentativa  para diminuir os desgastes principalmente sobre os candidatos Dilma Rousseff e Alexandre Padilha, que visam as disputas da Presidência da República e do governo de São Paulo, respectivamente. Pesquisas internas indicam que os dois principais nomes do PT para a disputa de 2014 têm perdido votos especialmente em São Paulo.
Lula se refere aos recentes casos de denúncias envolvendo o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP), flagrado numa reunião com membros da organização criminosa PCC, e do ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PR), após ser revelada pela Operação Lava Jato sua ligação com o doleiro Alberto Youssef, acusado de comandar um esquema de lavagem de dinheiro e que se desfiliou do PT.
"Ou a gente endurece no tema corrupção, ou podemos ir para casa", escreve o jornal Folha de S. Paulo. citando “um aliado da presidente Dilma Rousseff”. Um outro “interlocutor de Lula”, ainda segundo a Folha, diz que os dois casos são especialmente prejudiciais por associarem petistas a criminosos comuns.
Em maio, num encontro nacional do partido, Lula instou correligionários a fazer uma defesa mais contundente da sigla, que não "nasceu para fazer tudo que os outros fazem".
Segundo a Folha, pesquisas encomendadas pelo PT sugerem que a questão da corrupção é especialmente preocupante em São Paulo, maior colégio eleitoral do país e Estado governado pelo PSDB há quase duas décadas.
Os petistas entendem que vitórias obtidas após as condenações da Ação Penal 470, o chamado mensalão, mostram que o eleitorado deu ao PT uma segunda chance, mas o partido teme que essa boa vontade esteja se esgotando.
O PT já adotou uma linha mais dura. Moura foi suspenso na última terça-feira (3) e não poderá concorrer à reeleição em outubro. O caso preocupa Lula porque sua associação com o PCC enfraquece o discurso que Padilha pretende adotar contra o governador Geraldo Alckmin na área de segurança pública.

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