quinta-feira, 21 de maio de 2015

CRISE DA SAÚDE NÃO É FALTA
DE DINHEIRO, MAS DE GESTÃO
Numa análise comparativa do custo-benefício da assistência médica proporcionada pelos seis hospitais federais no Rio de Janeiro e três institutos especializados, todos sob a gestão do Ministério da Saúde em comparação com o atendimento e eficiência de três hospitais municipais do Grande Rio, feita pelo colunista José Casado, de “O Globo”, nesta terça-feira (19), os prefeitos Eduardo Paes (Rio de Janeiro), Nelson Bornier (Nova Iguaçu), ambos do PMDB, e Alexandre Cardoso (Duque de Caxias), ex PSB e hoje sem partido, saíram-se muito bem em matéria de gestão e eficiência.
A UPA Beira Mar liberou mais
leitos  no Moacyr do Carmo
Os dados sobre as administrações dos seis hospitais federais e três institutos a dos três municipais, mostram uma discrepância absurda em termos de custo-benefício, o que revela que o principal problema na área da Saúde no País não está em mais, ou menos recursos, mas na eficiência com que esses recursos são aplicados em benefício da população.
No caso dos três institutos e seis hospitais federais, eles gastaram R$ 50,6 mil por cada internação, enquanto nos três hospitais municipais (Lourenço Jorge, Hospital Geral de Nova Iguaçu e Moacyr do Carmo) o custo para o SUS de cada internação foi de APENAS R$ 6 mil por paciente internado.
Se comparado o número de pacientes atendidos, os seis hospitais federais (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores do Estado, e Instituto Nacional do Câncer, de Cardiologia e de Traumatologia) realizaram, juntos, um total de 51 mil internações, enquanto os três hospitais com gestão municipal (Lourenço Jorge, Geral de Nova Iguaçu e Moacyr do Carmo em Caxias) chegaram a 61 mil pacientes internados e devidamente tratados.
Como três hospitais gerenciados por três prefeitos conseguem atender 61 mil pacientes, com um custo de R$ 6 mil per capta, enquanto os seis hospitais e três institutos federais, todos sob o comando do Ministério da Saúde e que – por isso mesmo – deveriam dar o exemplo da boa e eficientes gestão, só conseguem atender a 51 pacientes e gastando oito vezes mais do que foi gasto nos hospitais municipais?
Essa conta não fecha e o Governo Federal e o Tribunal de Contas da União, como fiscal da gestão dos recursos da União, tem muito a explicar sobre a ineficiência da gestão federal em relação ao que é feito por três prefeitos da Baixada, cujos recursos orçamentários são bem menores do que a União investes no campo federal no Rio de Janeiro.
Postar um comentário