segunda-feira, 11 de maio de 2015

YOUSSEF MOVIMENTOU QUASE
R$ 200 MILHÕES DO PETROLÃO
O doleiro Alberto Youssef disse à CPI da Petrobras que movimentou algo entre R$ 180 e 200 milhões no esquema de lavagem de dinheiro proveniente de propina paga por empresas contratadas pela Petrobras.
Youssef disse que operava preferencialmente para o PP, mas chegou a participar de operações para o PT, o PMDB e o PSB. Ele disse também que houve pagamento da empreiteira Queiroz Galvão para o PSDB, como maneira de abafar uma CPI para investigar o caso.
Durante quase quatro horas de depoimento à CPI da Petrobras, Youssef pediu desculpas à família por causa de seu envolvimento com desvios na Petrobras, “À sociedade brasileira também”, disse.
O doleiro disse que está disposto a colaborar e reafirmou que está falando a verdade.  Youssef depôs no auditório do edifício-sede da Justiça Federal em Curitiba. O próximo a ser ouvido é Mário Góes (empresário acusado de ser operador).
Também serão ouvidos ainda hoje: Guilherme Esteves de Jesus (acusado de ser operador financeiro do estaleiro Jurong); Adir Assad (dono de empresas de terraplanagem); Iara Galdino (apontada como funcionária da doleira Nelma Kodama).
O empresário Fernando Soares, o Fernando Baiano, também optou por permanecer calado durante depoimento à CPI da Petrobras em Curitiba (PR). Antes dele, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, e o empresário Mário Góes, fizeram o mesmo.
Segundo Alberto Youssef, Fernando Baiano, era o operador do PMDB no esquema de corrupção. A acusação foi feita pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Costa disse ainda que recebeu R$ 1 milhão de Soares para não atrapalhar a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
Soares é mencionado ainda no depoimento do empresário Júlio Camargo, da empresa Toyo Setal, como intermediário do pagamento de propinas entre empresas contratadas e diretores da Petrobras. Segundo Camargo, Soares o pressionou para que pagasse propina em um contrato entre a Petrobras e uma empresa que alugava sondas de perfuração.
“Desse jeito, já que ninguém está querendo colaborar, é melhor a gente voltar para Brasília”, disse o deputado Izalci (PSDB-DF). “Diante da falta de interesse do depoente em falar vou me reservar o direito de não fazer perguntas”, disse o deputado Bruno Covas (PSDB-SP).
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