FÓRUM DISCUTE A CARTA
DE SERVIÇOS AO CIDADÃO
O estímulo à adoção da chamada Carta de Serviços ao
Cidadão pelos órgãos públicos do âmbito estadual foi defendido durante reunião
da Câmara Setorial de Gestão e Políticas Públicas do Fórum Permanente de
Desenvolvimento Estratégico do Rio, realizada sexta-feira (01). A Secretária
Geral do Fórum, Geiza Rocha, explicou que a ideia é apresentar os modelos já
implementados em outras instâncias de Governo para diversos órgãos do estado, e
sugerir a criação de suas próprias versões.

A Carta de Serviços ao Cidadão é um instrumento que
busca, de forma padronizada, orientar gestores e servidores públicos quanto ao
atendimento dado à população. Produzida pelo Programa Nacional de Gestão
Pública e Desburocratização (Gespública), a Carta tem como principal propósito
estabelecer padrões de qualidade para o atendimento público ao cidadão,
agilizando processos e eliminando burocracias. Também está estabelecido que
seja feita, periodicamente, uma análise dos resultados obtidos através de
pesquisa direta com os cidadãos atendidos por cada serviço público.
Durante a reunião, o coordenador-executivo do Gespública,
Luiz Fernando Bergamini de Sá, apresentou os principais pontos da Carta, que
tem respaldo no decreto federal 6.932/09, que a instituiu e regulamentou. A
Carta já está presente em 68 instituições federais, entre elas a Caixa
Econômica Federal, a Fiocruz, a Coppe/UFRJ e as Forças Armadas.
"Este é um
instrumento que visa mostrar quais serviços aquele órgão presta à população,
quais os documentos necessários para cada pedido além dos prazos para o
atendimento de cada solicitação. É uma ferramenta que chega num momento certo e
vai permitir maior sinergia e colaboração entre diversos setores do serviço
público" explica Bergamini.
No estado do Rio, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)
regulamentou a Carta ao Cidadão através da lei 6.052/11, de autoria do
presidente da Casa, deputado Paulo Melo (PMDB), e dos deputados Luiz Paulo
(PSDB), Edson Albertassi (PMDB), André Correa (PSD) e Paulo Ramos (Psol). A
norma, em seu texto, dá destaque à dispensa de reconhecimento de firma e
autenticação de documentos produzidos por órgãos nacionais, criando nas
relações entre poder público e população a presunção da boa-fé e simplificando
procedimentos, que antes esbarravam em longos processos burocráticos. No âmbito
estadual, a Carta já está presente em instituições como o Hemorio e o Hospital
Estadual Adão Pereira Nunes, ambos ligados à Secretaria de Estado de Saúde.
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