segunda-feira, 25 de novembro de 2013

NA PRIVATIZAÇÃO DO GALEÃO
GOVERNO ENTRA COM R$ 17 BI 
Enquanto a presidente Dilma Rousseff estoura champanhe para comemorar o sucesso da privatização do Aeroporto do Galeão (Tom Jobim), técnicos do Governo começam a detalhar o plano de desembolso financeiro para socorrer o consórcio vencedor do leilão, liderado pela empreiteira Odebrecht, que construíra o próprio Galeão.
Os felizes vencedores do leilão terão 25 anos para pagar, a partir de 2015, os R$ 20,8 bilhões do lance vencedor em parcelas anuais, enquanto a Infraero, que ficou com 49% do capital do consórcio, terá de entregar nada menos de R$ 10,2 bilhões. Ao mesmo tempo, o BNDES terá de arranjar outros R$ 6,4 Bi  prometidos pelo governo como empréstimos, a juros camaradas do tipo “Minha Casa, Minha Vida”. E, para pior o que já está ruim, os R$ 20,8 do lance vitorioso terão como destino o Fundo Nacional de Aviação Civil, criado para bancar a manutenção e operação de aeroportos regionais operados diretamente pela Infraero.
No caso da Infraero, os R$ 10,2 bilhões irão diretamente do Tesouro Nacional, com o carimbo de “Obras do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – responsável pelo uso de dinheiros públicos em obras de infraestrutura que se arrastam por décadas, como a transposição das águas do São Francisco, da pavimentação de rodovias privatizadas ou de ferrovias supervisionadas pela Valec e pelo Denit, que se perdem pelos ralos da burocracia e da corrupção sistêmica do setor.
Crítico contumaz das privatizações do Governo FHC, que vendeu dezenas de estatais, como Tejerj, Embratel e Álcalis, além de empresas distribuidoras de em energia elétrica, acabando com um imenso cabide de emprego para parentes, amigos e políticos sem votos, o PT e o Governo Dilma escamoteiam a privatização com o eufemismo da concessão, onde o poder público entra com o capital, ficando as vantagens para os vencedores dos leilões. A compra do Banco Panamericano, para salvar da falência o empresário Silvio Santos, por exemplo, é um retrato fiel da privatização petista: a CEF pagou mais caro pela sua participação minoritária do Panmericano, cujo controle foi vendido pelo ex dono do Baú da Felicidade para o grupo BTG Pactual, banco de investimentos de André Esteves.
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