SUPREMO ADIA DECISÃO SOBRE
A CORREÇÃO DA POUPANÇA
O plenário do
Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta (27) que o voto dos
ministros no julgamento das ações sobre perdas no rendimento de cadernetas de
poupança por causa de planos econômicos será proferido somente em fevereiro do
ano que vem. Os ministros decidiram, porém, iniciar o julgamento, para que as
partes envolvidas e os advogados façam a sustentação oral.

O julgamento vai
definir se os bancos têm de pagar a diferença das perdas no rendimento de
cadernetas de poupança causadas pelos planos econômicos Cruzado (1986), Bresser
(1998), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991). Ao todo, 390 mil
processos estão parados em várias instâncias do Judiciário aguardando a decisão
do Supremo.
A principal ação
em julgamento é a da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), que
pede confirmação da constitucionalidade dos planos econômicos. Os ministros do
Supremo também vão analisar conjuntamente ações dos bancos do Brasil, Itaú e
Santander.
Na mesma ação, o
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) pede que os bancos paguem
aos poupadores os prejuízos financeiros causados pelos índices de correção dos
planos inflacionários.
Segundo o
procurador do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, o sistema bancário
pode ter prejuízo estimado em R$ 149 bilhões se o Supremo decidir que os bancos
devem pagar a diferença. De acordo com o procurador, o governo federal prevê
retração de crédito nos bancos públicos e privados, com a redução de crédito no
sistema financeiro.
O Idec discorda da
estimativa de perdas feitas pelo Banco Central. Para o instituto, o montante a
ser pago pelos bancos aos poupadores é R$ 8,465 bilhões. (Agência Brasil).
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