RIO QUER A INTEGRAÇÃO
DAS
EMPRESAS DE PETRÓLEO
E GÁS
O Rio de Janeiro deu o primeiro passo para elaborar o
Cluster de Subsea - projeto que vai reunir fabricantes de equipamentos
submarinos e prestadores de serviços para exploração de óleo e gás no estado,
que já conta com fornecedores mundiais. Entre eles a FMC Technologies, a GE
Wellstream e a NOV, além dos centros de Pesquisa e Desenvolvimento da
Halliburton, da Schlumberger e da Baker Hugues, no Parque Tecnológico da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Fundão, zona norte da cidade.

A secretária de Desenvolvimento de Produção do MDIC,
Heloisa Menezes, informou que o ministério vai investir R$ 800 mil e a Onip
dará a contrapartida de R$ 320 mil. “O ministério entende as oportunidades
presentes no Brasil, na área de petróleo e gás, não só como uma questão de
energia, mas como uma oportunidade de política industrial e de desenvolvimento
da indústria nacional, como fornecedora de bens, e da engenharia nacional, como
fornecedora de serviços, e é também uma belíssima oportunidade de
desenvolvimento tecnológico internalizado no país”, disse à Agência Brasil.
Para o titular da Sedeis, Júlio Bueno, o Rio de Janeiro
tem condições favoráveis ao sucesso do projeto, como as empresas exploradoras
de petróleo já instaladas no estado, centros de pesquisa, escolas e
universidades para formação de pessoal. “É um projeto que tem tudo para dar
certo. Na verdade, a virtude de a gente criar o Cluster Subsea é a
possibilidade de criar um ambiente institucional que permita a identificação
das oportunidades e dos gaps aqui no Rio. E mais, na história do conteúdo
local, que é uma questão central na política industrial brasileira, em
particular neste setor, a gente dá um passo muito importante”, disse.
De acordo com a Firjan, se o Rio de Janeiro fosse um
país, seria o 19º maior produtor de petróleo do mundo. Conforme dados da ANP e
da BP Statistical Review of World Energy de 2013, o estado é responsável por
72% da produção bruta de petróleo e 36% da produção bruta de gás natural. O
diretor de Relações com o Mercado da Firjan, Alexandre dos Reis, destacou que,
no ano passado, 110 mil profissionais se formaram em cursos do Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial (Senai), dos quais 70% no setor de petróleo e gás.
O subsecretário de Energia, Logística e Desenvolvimento
Industrial da Sedis, Marcelo Vertis, informou que o World Energy Outlook de
2013 estima investimentos de U$ 90 bilhões por ano, entre 2013 e 2035, no setor
de energia no país, sendo que 71% seriam no segmento de óleo e gás. “São
valores altíssimos de investimento, o que nos permite projetar uma série de
ações que a gente pretende perseguir com o Cluster Subsea”, comentou.
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