CASO
TELEBRÁS: MPF RECORRE
DA ABSOLVIÇÃO
DE PIZZOLATO
A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) se manifestou
contrária à absolvição de seis ex-diretores da Previ em processo por gestão
temerária do fundo de pensão do Banco do Brasil. Para o Ministério Público
Federal (MPF), o crime foi cometido na aplicação de R$ 150 milhões da Previ no
fundo CVC/Opportunity para o leilão de privatização da Telebrás, em 1998. A
manifestação foi encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2)
no recurso do MPF/RJ (processo 20045101514862-5).

"A participação da Previ na privatização do sistema Telebrás foi imprudente e potencialmente ruinosa, sem documento formal que resguardasse os interesses da entidade, com base em suposto acordo verbal entre João Bosco e representantes do Fundo CVC Opportunity, para isentar a Previ do pagamento de taxas de administração e performance”, relata o parecer do MPF, segundo o qual os réus agiram “ao arrepio das cautelas exigidas ao homem médio”.
Para o procurador, os autos do processo reúnem evidências sólidas da prática de gestão temerária, um crime que não necessita de prejuízo para ser caracterizado. Na visão da PRR2, o processo deve ter um novo julgamento, garantindo-se o direito do acesso à justiça e ao contraditório, em lugar de uma absolvição sumária conforme a decidida em primeira instância.
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