domingo, 8 de dezembro de 2013

AS LIÇÕES DE MANDELA E AS
PRISÕES DOS MENSALEIROS 
A morte do líder sul-africano Nelson Mandela, Prêmio Nobel da Paz, na quinta-feira (5), coincidiu com a prisão de mais quatro condenados no processo do mensalão. Nascido num País em que 70% da população era negra ou parda, mas escravizada pela minoria branca, Nelson Mandela desde jovem começou uma campanha contra o execrável “Apartheid”, uma expressão que significava o desenvolvimento em separado. Embora pregasse uma campanha não violenta, acabou preso e condenado à prisão perpétua. Depois de 27 anos isolado da família e do resto do mundo, Mandela foi libertado e anistiado por uma violenta pressão internacional.
Em liberdade, ele disputou e venceu a primeira eleição multirracial da África do Sul. Mesmo se reconhecendo um preso político, Mandela em momento algum levou seus partidários a desafiarem o Governo que ele combatia e pelo qual era perseguido.
Por aqui, os políticos que romperam a tênue fronteira entre o privado e o público, apresentam-se como presos políticos, vítimas de um “Golpe” da Mídia e do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, tendo a direção do PT, prometido fazer no seu congresso nacional  um grande ato de desagravo aos petistas que hoje estão na Penitenciária da Papuda, depois de um processo iniciado agosto de 2007, onde foram oferecidos aos acusados todos os meios de defesa previstos na Constituição e no nosso arcaico Código de Processo Penal, inclusive os extintos embargos infringentes.
Diante do “circo’ em que o PT transformou as manifestações de insatisfação contra o resultado do julgamento, que um dos acusados garantiu que terminaria como uma grande piada de salão, a única voz dissonante foi a do ex ministro de Lula e ex governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, ao contestar a teoria da perseguição política defendida pelo deputado paulista Rui Falcão, presidente do PT.
Para o líder petista gaúcho, José Dirceu e Genoíno não foram julgados pelo passado, de luta armada contra a Ditadura, mas pelos desvios a que levaram o Partido dos Trabalhadores, ao adotar a “expropriação”, que era praticada pelos grupos de esquerda contra o regime militar, como o roubo de um cofre na Tijuca, onde estariam guardados mais de dois milhões de dólares, ou os assaltos a uma agência do Banco do Brasil, comandados pelo próprio gerente, cujo apelido se tornou famoso: o Bom Burguês.  Para Olívio Dutra, Dirceu e Genoíno não foram condenados por ator libertários, de oposição a uma Ditadura, mas por apropriação de recursos públicos para financiar a pura e simples cooptação de parlamentares que se mostram sensíveis ao soar das moedas caindo no chão!
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