AS LIÇÕES DE MANDELA E AS
PRISÕES DOS MENSALEIROS
A morte do líder sul-africano Nelson Mandela, Prêmio
Nobel da Paz, na quinta-feira (5), coincidiu com a prisão de mais quatro
condenados no processo do mensalão. Nascido num País em que 70% da população
era negra ou parda, mas escravizada pela minoria branca, Nelson Mandela desde
jovem começou uma campanha contra o execrável “Apartheid”, uma expressão que significava o desenvolvimento em
separado. Embora pregasse uma campanha não violenta, acabou preso e condenado à
prisão perpétua. Depois de 27 anos isolado da família e do resto do mundo,
Mandela foi libertado e anistiado por uma violenta pressão internacional.

Por aqui, os políticos que romperam a tênue fronteira
entre o privado e o público, apresentam-se como presos políticos, vítimas de um
“Golpe” da Mídia e do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, tendo a
direção do PT, prometido fazer no seu congresso nacional um grande ato de desagravo aos petistas que
hoje estão na Penitenciária da Papuda, depois de um processo iniciado agosto de
2007, onde foram oferecidos aos acusados todos os meios de defesa previstos na
Constituição e no nosso arcaico Código de Processo Penal, inclusive os extintos
embargos infringentes.
Diante do “circo’ em que o PT transformou as
manifestações de insatisfação contra o resultado do julgamento, que um dos
acusados garantiu que terminaria como uma grande piada de salão, a única voz
dissonante foi a do ex ministro de Lula e ex governador do Rio Grande do Sul,
Olívio Dutra, ao contestar a teoria da perseguição política defendida pelo
deputado paulista Rui Falcão, presidente do PT.
Para o líder petista gaúcho, José Dirceu e Genoíno não
foram julgados pelo passado, de luta armada contra a Ditadura, mas pelos
desvios a que levaram o Partido dos Trabalhadores, ao adotar a “expropriação”,
que era praticada pelos grupos de esquerda contra o regime militar, como o
roubo de um cofre na Tijuca, onde estariam guardados mais de dois milhões de
dólares, ou os assaltos a uma agência do Banco do Brasil, comandados pelo
próprio gerente, cujo apelido se tornou famoso: o Bom Burguês. Para Olívio Dutra, Dirceu e Genoíno não foram
condenados por ator libertários, de oposição a uma Ditadura, mas por
apropriação de recursos públicos para financiar a pura e simples cooptação de
parlamentares que se mostram sensíveis ao soar das moedas caindo no chão!
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