quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CHUVAS DEIXAM TRÊS
MORTOS NA BAIXADA 
As chuvas dos últimos dias deixaram pelo menos três mortos, um jovem desaparecido e centenas de desalojados no estado do Rio de Janeiro. Na Baixada Fluminense, dois homens morreram ao serem arrastados pelo Rio Botas, sendo um deles em Nova Iguaçu e o outro em Belford Roxo. De acordo com boletim divulgado na tarde desta qujinta (12) pela Secretaria Estadual de Assistência Social, os números de desalojados são: 2 mil pessoas em Nova Iguaçu, 231 famílias em Mesquita e 11 famílias em Queimados.
Em Japeri, quase 18 mil pessoas foram afetadas de alguma forma pelas chuvas. A nota divulgada pela Secretaria de Assistência Social não informa, no entanto, o número total de pessoas ou famílias que tiveram que deixar suas casas.
No norte fluminense, o transbordamento de rios coloca em risco pelo menos seis municípios:  Laje do Muriaé, Itaperuna, Cardoso Moreira, Italva, Porciúncula e Bom Jesus do Itabapoana. Nesse último município, a enxurrada provocou o rompimento de uma tubulação que passa sob uma rodovia e, consequentemente, fez uma cratera na pista.
O governo fluminense anunciou que pagará o aluguel social, por 12 meses, para todas as famílias que perderem suas casas em decorrência das chuvas. O valor do benefício é R$ 500 por mês. Para solicitá-lo, é preciso apresentar identidade (original e cópia), CPF (original e cópia), comprovante de residência do imóvel afetado e laudo da Defesa Civil. (Agência Brasil)
►ÁGUAS COMEÇAM A BAIXAR

 O nível dos rios baixou em três municípios da Baixada Fluminense e da Região Serrana, o que permitiu que essas cidades saíssem do estágio de alerta máximo estabelecido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). De acordo com o Inea, na Baixada Fluminense, o nível do Rio Sarapuí recuou, permitindo que Mesquita e Nilópolis retornassem ao estágio de atenção (o terceiro mais grave, abaixo de alerta máximo e do alerta, segundo a escala do Inea).
Já em Petrópolis, o nível baixou no Rio Quintandinha, permitindo que o município retornasse ao estágio de atenção. O estágio de alerta máximo permanece para rios que cortam oito municípios. Na Baixada Fluminense apenas o Rio Capivari, que corta Duque de Caxias e Belford Roxo, permanece em alerta máximo.
Já no norte fluminense, o alerta máximo permanece para os rios Muriaé (que corta Laje do Muriaé, Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira), Carangola (que passa por Porciúncula) e Itabapoana (que corta Bom Jesus do Itabapoana). (Agência Brasil)

►SECRETARIA DE SAÚDE SOCORRE A BAIXADA
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro enviará medicamentos e folhetos informativos sobre a prevenção de doenças para os municípios de Nova Iguaçu, Queimados e Japeri, os mais atingidos na Baixada Fluminense pelas fortes chuvas que caem desde a chegada de uma frente fria ao estado, no início da noite de ontem (10).
Ao todo, serão enviados 12 mil frascos de hipoclorito de sódio (desinfetante, serve para purificar água), mil doses de vacina contra tétano e difteria, além de 9,3 mil folhetos informativos para prevenção de doenças, como leptospirose e dengue, entre outras ações.
Somente para o município de Nova Iguaçu, onde o prefeito Nelson Bornier decretou estado de calamidade e existem cerca de 2 mil desalojados e desabrigados, serão enviados kits de emergência, 6 mil frascos de hipoclorito de sódio e mil doses de vacina contra tétano e difteria.
Segundo as informações do Palácio Guanabara, cada kit tem capacidade para atender a 500 pessoas e contém medicamentos para a atenção básica, antibióticos, hipoclorito de sódio, ataduras, cateteres, luvas, máscaras descartáveis e seringas. Japeri e Queimados vão receber 3 mil frascos de hipoclorito de sódio, cada. Todas as três cidades receberão, também, materiais informativos.
Nos três municípios, a Secretaria de Saúde conta com um plano de contingência que inclui uma unidade de resposta rápida – dedicada a surtos e emergências – e ações de técnicos das vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental, que atuam na contenção de doenças e na vistoria da qualidade da água nos locais atendidos.
A Secretaria Estadual de Saúde alerta para o fato de que enchentes causam doenças principalmente no período posterior às chuvas, a exemplo da leptospirose – transmitida quase sempre pela urina de rato e que tem alta taxa de letalidade, ocorrendo, geralmente, quando as pessoas começam a limpar suas casas e têm contato com a água e a lama contaminadas pela bactéria leptospira. (Agência Brasil)

►ABRIGOS DE QUEIMADOS FICAM LOTADSO
Em colchonetes improvisados na Escola Municipal Metodista, em Queimados, Sandra Silva, de 42 anos passou a noite (11) preocupada em conseguir os remédios para depressão e ansiedade. Todos os móveis de sua casa, no bairro Santa Rosa foram destruídos pela chuva que caiu na quinta-feira (5). Depois das chuvas desta quarta (11) a família teve que deixar a casa por prevenção.
"Estou em tratamento psiquiátrico" conta ela com o neto mais novo de 3 meses nos braços. Além desse, mais três netos, dois filhos, um genro, uma nora e marido moravam em casas vizinhas, mas todos fazem parte das 66 pessoas que passaram a noite em abrigos.
"Depois da primeira chuva, perdemos tudo mas continuamos em casa, dormindo no chão. Só na chuva de ontem (11) que vieram dizer que era perigoso ficar aqui", disse.
O secretário de Assistência Social do município, Elton Teixeira destaca que as pessoas que estão nos abrigos receberão aluguel social e terão prioridade para entrar no Minha Casa, Minha Vida.
"A cidade teve as duas piores chuvas de sua história em cinco dias. Inicialmente tivemos 6 mil famílias afetadas diretamente pela chuva, com perdas materiais. Fizemos um trabalho de recomposição e limpeza da cidade. E anteontem tivemos uma forte chuva que praticamente fez o trabalho ter que começar do zero", explicou.
Em Japeri, cidade vizinha -  42 pessoas estão desabrigadas e 5 mil desalojadas pela chuva, já começam a voltar para suas residências. Escolas, postos de saúde e igrejas estão servindo como abrigo e pontos de coleta de doações. (Agência Brasil)

►ÁREA INDUSTRIAL VOLTA AO NORMAL
A situação já se estabilizou na área industrial da Baixada Fluminense, após a chuva que castigou fortemente a região nos últimos dois dias, provocando inundações e prejuízos para moradores e empresas, disse nesta quinta (12) à Agência Brasil o vice-presidente da representação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) na região e presidente da Associação de Indústrias de Queimados, Marcelo Kaiuca.
“Ontem (terça) foi um ponto fora da curva”, avaliou o empresário. Devido às enchentes que ocorreram em vários municípios da Baixada Fluminense localizados ao longo da Rodovia BR-116, a Via Dutra, que liga os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, o índice de faltas de empregados nas indústrias locais atingiu em torno de 30%, comprometendo a distribuição de produtos.
Segundo informou Kaiuca, as indústrias da Baixada Fluminense não conseguiram entregar ontem (11) 10% do que é carregado em dias normais pelos caminhões. “Foi um dia catastrófico, um prejuízo muito grande”, acrescentou.
Marcelo Kaiuca assegurou que a perda sofrida pelas indústrias “é irrecuperável”. O mês de dezembro tem um número de dias úteis menor que os demais meses, em função das festas do Natal e do Ano-Novo. “E o que acontece é que nos dias que você tem para trabalhar melhor, você não consegue. Não recupera mais [a perda sofrida]”, disse.
Hoje (12), apesar de ainda estar chovendo no Rio de Janeiro, o empresário informou que as indústrias da Baixada Fluminense retomaram as entregas e os funcionários puderam comparecer aos locais de trabalho, sem problemas.
A Firjan tem cerca de 11 mil associados em todo o estado. Somente no Distrito Industrial de Queimados estão instaladas 23 empresas, entre as quais Gerdau, Artsul, P&G, Weber, Deca, Kaiser, NKS, Multibloco, Piraquê, Ortobom, Duratex e Burn. Até o final de 2014, a previsão é que esse polo abrigue 40 indústrias de todos os portes, de diversos ramos de atividade. (Agência Brasil)
  
►MP DENUNCIA JULIO LOPES
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ajuizou esta semana uma ação civil pública contra o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, o presidente da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), Carlos Eduardo Carneiro Macedo, e a diretora de Engenharia e Operação da empresa, Ana Carolina Vasconcelos, por improbidade administrativa.
Para o Ministério Público, eles são responsáveis pelo acidente ocorrido com um dos bondes do bairro de Santa Teresa, em agosto de 2011. O acidente resultou na morte de seis pessoas e deixou 57 feridas e motivou a paralisação, que permanece até hoje, dos tradicionais bondes, meio de transporte dos moradores e atração turística do bairro.
“Tratava-se de tragédia anunciada, pois, ao longo dos anos, o que se verificou foi a paulatina degradação das atividades e equipamentos empregados no serviço de transporte prestado pelo sistema de bondes operado no bairro de Santa Teresa”, diz o promotor Alberto Flores Camargo em trecho da ação, na qual requer o ressarcimento integral do dano causado ao patrimônio público, estimado em R$ 6 milhões e 312 mil, e dos danos morais coletivos.
A ação também propõe a perda da função pública dos acusados e a suspensão de seus direitos políticos pelo período de cinco a oito anos.

►MP ABRE 7º PROCESSO CONTRA PEZÃO
A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro propôs ação contra o vice-governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito de Magé, Nestor Vidal, e o deputado estadual Rosenverg Reis – os três do PMDB – por propaganda eleitoral antecipada no lançamento das obras do programa Bairro Novo, em Magé, em 11 de setembro. Baseada num vídeo feito pela equipe de fiscalização da Justiça Eleitoral, o MPE pede que o Tribunal Regional Eleitoral multe os políticos em até R$ 25 mil (Lei 9.504/97, art. 36, § 3º). A representação é a sétima contra Pezão por antecipação de campanha.
Na ação, o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro relata que os discursos dos três políticos, para um público estimado em mil pessoas, serviram a uma futura candidatura de Pezão a governador. Ao comentar o asfaltamento de ruas em Praia do Mauá que começaria no dia seguinte, o vice-governador se referiu à obra como uma realização pessoal (“Então é um prazer estar aqui transferindo essa obra pra você. Tome conta. Eu tô pedindo”) e se prontificou a fazer mais (“Nós vamos fazer mais. Vamos lá pra Piabetá, fazer em Piabetá também”).
O prefeito de Magé e o deputado estadual também discursaram enaltecendo as qualidades de Pezão, citado como “padrinho” da gestão de Vidal “desde o primeiro momento”. Já o deputado Rosenverg Reis apresentou o político como governador: “Quero aqui cumprimentar o nosso governador Pezão (…) [e] nosso governador Sérgio Cabral. Que o Estado do Rio de Janeiro tem dois governadores que trabalham dia a dia, à noite e à tarde que é o Sérgio Cabral e o nosso governador Pezão”.
“O flagrante desrespeito às normas eleitorais ganha mais relevo quando se verifica que Pezão utiliza-se, reiteradamente, do programa de governo Bairro Novo para se aproximar da população para propagar a sua futura candidatura”, declara o procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro, que anexou aos autos documentos que comprovam o uso eleitoral da atividade de governo. “Há atos potencialmente danosos à igualdade na competição eleitoral mesmo quando divulgados mais de um ano antes das eleições.”

►QUANTO CUSTA A SEGIRANÇA DE COLLRO
O senador Fernando Collor de Melo (PTB/AL) gasta todos os meses cerca de R$ 20 mil com segurança privada. Desde o início do ano, R$ 230,2 mil já foram desembolsados pelo Senado Federal para ressarcimento do valor pago pelo parlamentar por meio da verba indenizatória.
Collor, no entanto, já utiliza os serviços de segurança prestados pela Presidência da República, por ser ex-presidente. O senador tem o direito de indicar até quatro servidores cedidos pelo Executivo Federal para exercer funções de segurança e apoio pessoal. De acordo com a Presidência, todos os ex-presidentes fazem uso de servidores para proteção.
Há um mês o Contas Abertas tem tentado entrar em contato com a assessoria do parlamentar, sem sucesso. O assessor Joberto Sant’Anna não respondeu nenhum dos e-mails encaminhados ao gabinete e nunca atendeu ou retornou as ligações realizadas pela reportagem.
Em 2009, Collor afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que utiliza a verba indenizatória para arcar com a segurança de sua residência, desde que assumiu o cargo, em fevereiro de 2007. Conhecida como Casa da Dinda, no entanto, a casa localizada na beira do Lago Paranoá, área nobre de Brasília, é frequentada apenas nos fins de semana ou feriados. O parlamentar mora em um apartamento funcional do Senado. Na época, indagado se os serviços prestados pela Presidência não seriam suficientes para sua segurança, Collor desconversou: “Você está entrando em outra área”.
Os serviços são prestados pela Cintel Service, empresa do Distrito Federal responsável por serviços na área de conservação, limpeza e segurança – o que inclui homens armados e uniformizados e alarmes.
O senador José Sarney, também ex-presidente, faz uso dos serviços de segurança da Presidência a que tem direito, mas não gasta a verba indenizatória com proteção pessoal. Questionada se os ex-presidentes presidentes podem abrir mão de requisitarem os servidores, a Presidência afirmou que sim, mas não existe a possibilidade de reembolso de despesas com seguranças particulares. (Contas Abertas)

►OUTROS PROTEGIDOS

Além de Collor, outros 11 senadores utilizaram a verba indenizatória para a contratação de serviços de segurança privada. O senador Lobão Filho (PMDB/MA) foi reembolsado em R$ 44 mil este ano. Os gastos do parlamentar foram de cerca de R$ 5 mil por mês em segurança armada para o escritório político dele. José Agripino (DEM/RN) pagou R$ 40 mil em 2013 para a contratação de agente de segurança para sua residência. Sodré Santoro (PTB-RR), suplente do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) gastou R$ 16 mil com serviços de proteção. Kátia Abreu (PMDB/TO) e João Capiberibe (PSB/AP) foram ressarcidos em R$ 14,8 mil e R$ 13,5 mil respectivamente.(Contas Abertas)


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