quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MEIO AMBIENTE PERDE A GUERRA
CONTRA NOVOS LIXÕES EM CAXIAS 
Uma operação conjunta da prefeitura, da secretaria estadual de Ambiente, da Coordenadoria Integrada de Combate a Crimes Ambientais (Cicca) e de policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias), fechou na manhã desta quarta-feira (8), um grande vazadouro de lixo no bairro de Jardim Gramacho, Duque de Caxias, próximo à área do desativado aterro da Comlurb, fechado peal prefeitura carioca em junho de 2012.
Como hoje o lixo coletado na cidade é enviado para um aterro sanitário em Belford Roxo, até que as prefeituras do Grande Rio encontrem uma solução para o envio desse lixo para o aterro de Seropédica, a existência de vários lixões na Baixada é uma prova de que a Secretaria do Ambiente, capitania hereditária do PT desde o primeiro governo de Sérgio Cabral, não vem dando conta do recado de impedir o surgimento de novos lixões. O fato é mais grave em Duque de Caxias tendo em vista que o antigo aterro do Jardim Gramacho só tem três vias de acesso, a partir da Rodovia Washington Luiz, o que facilitaria a ação das Polícias Militar e Civil, bem como da Fiscalização da própria secretaria municipal de Meio Ambiente, também controlada há mais de 10 anos pelo PT.
Segundo noticiário distribuído pela Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura, uma extensa área de mangue no Jardim Gramacho vinha sendo utilizado por empresas e comerciantes para despejar lixo. Durante a ação que contou com a presença do prefeito Alexandre Cardoso e do secretário de Ambiente do estado, Carlos Minc, ficou decidido que a região ganhará guaritas funcionando 24 horas para impedir a entrada de caminhões para descarregar detritos, além da instalação de câmeras.
O secretario de Ambiente, Carlos Minc, lembrou que desde o fechamento do antigo lixão do Jardim Gramacho, em junho de 2012, foram realizadas ações visando qualificar os catadores. “A Faetec montou cursos de qualificação profissional em várias áreas, implantamos um polo de reciclagem que já está em funcionamento e devemos inaugurar outro dentro de dois meses. Entretanto, ainda existe esta cultura de vazar o lixo neste local, tanto que detectamos cerca de 150 galpões que funcionam naquela área”, disse.
O vazadouro segundo revelou o coronel José Padroni, coordenador da Cicca, era controlado por traficantes da área, que cobravam uma taxa dos motoristas que despejavam o lixo naquela região. Durante a operação de fechamento do vazadouro os criminosos fugiram do local, onde foi encontrado um carro roubado de um funcionário da Câmara de Vereadores do Rio, o Citroen Aircross, placa KWE 6470, Rio de Janeiro.
“Em um aterro sanitário o despejo do lixo sai em média por R$ 300, enquanto neste lixão era cobrado em torno de R$ 80. E com uma vantagem para os catadores que ainda vivem no local, o material era de fácil acesso. Tanto que encontramos sacos com material reciclável”, comentou o prefeito Alexandre Cardoso.
Onde funcionava o aterro haviam várias garrafas de vidro e pet, latas, papelão, resto de demolição e até lixo domiciliar. Foram retirados aproximadamente 60 caminhões com todos o lixo. (Foto: Rafael Barreto)

►SAÍDA DE DÓLARES FOI RECORDE
O país enviou mais dólares para o exterior do que recebeu em 2013. O saldo negativo da entrada e saída de dólares do país ficou em US$ 12,261 bilhões. Em 2012, o saldo ficou positivo em US$ 16,753 bilhões.
Desde 2008 (US$ 983 milhões), início da crise financeira internacional, o país não registrava saldo negativo. E o de 2013 é o maior desde 2002 (US$ 12,989 bilhões), ano de tensão na economia por causa das eleições.
Os dados foram divulgados hoje (8) pelo Banco Central (BC).
No ano passado, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) foi responsável pelo saldo negativo do fluxo cambial. O segmento registrou saldo negativo de US$ 23,396 bilhões, contra o resultado positivo de US$ 8,380 bilhões em 2012.
Já o fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) apresentou saldo positivo de US$ 11,136 bilhões contra o superávit de US$ 8,373 bilhões em 2012. 
Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 8,780 bilhões, o maior resultado negativo desde setembro de 1998 (US$ 18,919 bilhões). Em dezembro de 2012, o saldo ficou negativo em US$ 6,755 bilhões. No mês passado, o fluxo financeiro ficou negativo em US$ 6,898 bilhões. O comercial também registrou déficit, de US$ 1,881 bilhão.
Nos dois primeiros dias úteis deste ano, o fluxo cambial continuou negativo, registrando saldo de US$ 480 milhões. O fluxo financeiro (US$ 246 milhões) e o comercial (US$ 234 milhões) ficaram negativos nos dias 2 e 3 deste mês. 
O BC também informou que os bancos fecharam 2013 com posição de câmbio vendida, o que indica expectativa de queda do dólar, em US$ 18,124 bilhões.  (Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil)

►INFLAÇÃO COMEÇA 2014 EM ALTA
O ano de 2014 começou com mais pressão sobre o bolso do consumidor, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que apresentou alta de 0,73% na primeira prévia do mês ante um aumento de 0,69% na última apuração de 2013.  O levantamento feito nas principais capitais do país pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que três dos oito grupos pesquisados tiveram acréscimos.
A maior influência partiu do grupo educação, leitura e recreação que passou de 0,47% para 1,03%. Esse avanço foi puxado pelos cursos formais, com elevação de 1,41% ante 0,02%. Também ocorreram acréscimos nos grupos alimentação (de 0,93% para 1,04%), com destaque para as frutas (de 3,66% para 5,31%), e despesas diversas (de 0,38% para 0,70%), sob o efeito dos cigarros que ficam 1,26% mais caros ante um aumento anterior de 0,55%.
O IPC-S só não subiu mais porque o ritmo de remarcações foi mais contido nos grupos habitação (de 0,51% para 0,43%); vestuário (de 0,50% para 0,37%); comunicação (de -0,07% para -0,10%); saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,47%) e transportes (de 1,20% para 1,16%).
Os itens que mais contribuíram para o aumento do índice foram: gasolina (de 3,93% para 3,20%); aluguel residencial (de 1,15% para 1,07%); etanol (de 4,12% para 4,59%); refeições em bares e restaurantes (de 0,41% para 0,57%) e tarifa de táxi (de 8,34% para 5,87%). (Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil


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