IMPEACHMENT DE CABRAL: ALERJ
TEM ATÉ DOMINGO PARA DECIDIR
Por decisão do desembargador Nagib Slaibi Filho, o
presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo
Melo (PMDB), tem até domingo (20) para apresentar juízo de admissibilidade em
face do processo de impeachment contra o governador Sérgio Cabral. A ação que
pede a cassação governador fluminense por crime de responsabilidade, foi
apresentada pelo deputado Geraldo Pudim (PR) no dia 31 julho, um dia antes da
volta dos trabalhos da Casa Legislativa após o recesso. O Tribunal de Justiça
estipulou o prazo de 10 dias para apresentação de parecer. O prazo se encerra
no próximo dia 20.
O mandado de segurança impetrado pelo parlamentar campista
argumenta haver "morosidade" no processo de análise do pedido de
impeachment, no qual o parecer deveria ter sido apresentado, segundo art. 19 da
Lei 1079/50 (Lei do Impeachment) na sessão subsequente ao oferecimento da
denúncia. De acordo com a Lei de Impeachment "a denúncia será lida no
expediente da sessão seguinte e despachada a uma comissão especial eleita, da
qual participem, observada a respectiva proporção, representantes de todos os
partidos para opinar sobre a mesma".
"É muito conveniente que uma casa de maioria
governista, como é o caso da Alerj, não profira nenhuma decisão sobre o
processo de impeachment do governador. O fato de não haver juízo de
admissibilidade impede que possamos fazer qualquer tipo de movimento jurídico
acerca do pedido de cassação. A morosidade, neste caso, é o motivador dessa
virtual instabilidade jurídica e política. Digo virtual porque é
momentânea", analisou o autor da ação, o deputado estadual Geraldo Pudim.
A decisão fixou multa de R$ 50 mil por dia caso o
presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), não apresente parecer acerca
do pedido de impeachment.

O consumo médio mensal do 'Agusta', usado pela família
Cabral e seus empregados, inclusive o cachorrinho de estimação da família, é de
8.000 litros, o que significa dizer que, apenas com combustível, são gastos
cerca de R$ 42.000,00 mensais, valor com o qual seria possível encher o tanque
de 300 carros para reforço do policiamento em todo o Estado, por exemplo.
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