CÂMARA VAI INVESTIGAR
O TRABALHO INFANTIL

“Fico lisonjeada e grata ao
partido pela confiança que me foi dada. Vejo que é consequência de um
trabalho realizado lá atrás”, destacou.
A CPI tem o objetivo de
apontar meios de impedir a exploração de menores. Segundo dados do IBGE, em
2011, 3,7 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalharam no
Brasil em atividades econômicas ilegais. Na avaliação da deputada, o trabalho na
CPI do Trabalho Infantil será uma continuidade do que foi feito na CPI sobre o
Desaparecimento de Crianças e Adolescentes, já que "muitas vezes, o
desaparecimento de crianças acontece por conta da exploração de mão de obra
infantil em fazendas e outras áreas rurais, por exemplo".
Uma das preocupações da
deputada é com os resultados que a CPI pode obter. Para Andreia, se não houver
empenho do governo, nada será resolvido. “Com a comissão vamos conseguir
modificar muita coisa, mas não adianta buscar informações e apresentar um
relatório se o governo federal não agir. É uma ressalva que faço porque foi
assim com a CPI sobre o Desaparecimento de Crianças e Adolescentes. Não tivemos
o êxito que queríamos. Tivemos um relatório excelente, mas ao sair daqui nada foi
feito pelo Executivo”, afirmou.
No Brasil, o trabalho é
proibido antes dos 14 anos, e só pode ser feito em meio período por
adolescentes entre 14 e 15 anos, na condição de aprendizes. Já os adolescentes
entre 16 e 17 anos só podem trabalhar se tiverem vínculo empregatício formal
(carteira assinada e garantia de acesso aos direitos trabalhistas), desde que
não exerçam atividades proibidas na lista das ocupações que oferecem perigo –
emprego doméstico é uma delas, ou seja, não traz nenhum aprendizado e está proibido.
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