domingo, 12 de janeiro de 2014

EM 2013, GOVERNO SÓ INVESTIU
R$ 127 MILHÕES EM SANEAMENTO
 Enquanto moradores do Recreio, Cordovil e da Baixada reclamam da falta d’água e de saneamento básico, apenas 16,8% (R$ 127,6 milhões) dos R$ 759,4 milhões previstos pelo governo estadual foram gastos em obras de saneamento em 2013. Compilados pelo deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) no Sistema de Informações Gerenciais (SIG), portal de receitas e execuções orçamentárias, os dados são do ministério das Cidades.
Tanto a despoluição da Baía de Guanabara como a das lagoas de Jacarepaguá estão ocorrendo a passos lentos, mais um reflexo dos problemas de gestão da área de saneamento no Rio. Segundo relatório da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), de 2012, o desperdício de faturamento da empresa chega a 50%, o que significa que a companhia recebeu somente por metade de sua produção.
Segundo o levantamento, nos últimos anos chegou a 30% a média de desperdício na distribuição de água potável no Rio. Vale ressaltar que o consumo médio per capita, de 237,8 litros por habitante/dia, em 2011, por exemplo, superou a média dos estados de São Paulo (186,8 litros), Minas Gerais (155,5) e Espírito Santo (192).
Sem detalhar em quais programas a verba foi investida, a secretaria estadual de Obras informou, por meio de nota, que o governo do estado gastou R$ 327 milhões em obras de saneamento em 2013, recursos próprios e do governo federal. Com um orçamento previsto de R$ 5 bilhões para 2014, a Cedae disse que os projetos de ampliação e modernização das redes de abastecimento de água em andamento e os que começarão em 2014 somam mais de R$ 2 bilhões.

No próximo dia 11 de fevereiro deve ocorrer um novo processo licitatório para as obras de revitalização e recuperação ambiental das lagoas de Jacarepaguá. A data foi remarcada pela secretaria estadual de Meio Ambiente, que, em julho do ano passado, cancelou a licitação após uma reportagem da revista Época apontar suspeita de fraude no processo.
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