AÉCIO NEVES DIZ QUE A DEMISSÃO
DE DIRETOR DA BR FOI COVARDIA
A decisão do
Conselho Administrativo da Petrobras de exonerar, na sexta-feira (20) o diretor
financeiro da BR Distribuidora, Néstor Cerveró, foi "covarde",
criticou neste sábado (22) o senador Aécio Neves (PSDB), pré-candidato à
Presidência da República. Em evento na cidade paulista de Campos do Jordão, ao
lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), ele classificou a postura do governo
de "terceirizar" a responsabilidade.
Cerveró é
apontado como o responsável pela elaboração de um parecer "falho" e
com "informações incompletas", conforme descrito em nota redigida pela
presidente Dilma Rousseff, que serviu de base para justificar a compra da
refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras em 2006. A negociação
é alvo de diversas investigações por suspeita de superfaturamento.

Aécio voltou a
cobrar explicações de Dilma sobre o caso, assim como fez em discurso na tribuna
do Senado na última quarta-feira (19) e ironizou ao cobrar uma admissão de
culpa pela presidente: "o que queremos são explicações. Quem sabe não é o
momento de a presidente da República, tão afeita a convocação de cadeia de
rádio e televisão, venha a público dizer inclusive que errou", cobrou.
Para o senador
tucano, o caso representa a privatização da Petrobras.
"O PT nos
acusou durante décadas de querer privatizar a Petrobras. Quem privatizou a
Petrobras foi o PT, levando a empresa a ter um prejuízo de R$ 200 bilhões. O
que queremos, nós do PSDB, e falo eu como presidente do partido, é reestatizar
a Petrobras, tirá-la das mãos de um agrupamento político que dela se apoderou,
tirá-la das mãos de um partido político, para entregá-la de novo ao interesse
do país", disse.
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