segunda-feira, 23 de março de 2015

PETROLÃO JÁ ELIMINOU  22,5 MIL
EMPREGOS NO RIO DE JANEIRO 
A Alumini Engenharia demitiu, na última sexta-feira, cerca de 2,5 mil funcionários que trabalhavam nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro. Durante 12 dias, os trabalhadores se mantiveram em greve por conta de salários atrasados desde o ano passado.
As obras de construção da nova refinaria da Petrobrás foram afetadas pela crise do petrolão, desencadeada a partir da Operação Lava Jato, na Petrobras, com a interrupção de diversos projetos e a suspenção de investimentos, atingindo principalmente as empresas responsáveis pela construção da infraestrutura do complexo.
Após as demissões, o Comperj ficou com apenas 5 mil trabalhadores, de um total de 27 mil.
A empresa comprometeu-se a dar baixa nas carteiras de Trabalho para que os trabalhadores, que estão com salários atrasados desde janeiro, possam sacar o FGTS e dar entrada no seguro-desemprego. Todas as homologações serão feitas até 8 de abril, com a ressalva de que, posteriormente, a empresa terá que pagar o restante das verbas rescisórias.
A crise no Comperj já afetou a economia do município de Itaboraí, que se preparava para ser um novo Eldorado com a chegada da nova refinaria, bem como de empresas prestadoras de serviço e de industrialização de derivados do petróleo. Por conta disso, empesas da área de construção civil decidiram investir na construção de hotéis e conjuntos habitacionais para abrigar os futuros operários do Comperj.
A decisão da Petrobras de rever seus planos de investimento a partir d 2015, por conta do desvio de mais de R$ 88 bilhões do seu caia, levaram à paralisação dessas obras e o que se vê em Itaborai é uma multidão de placas de “Vende-se”

►MARINA: A CORRUPÇÃO DOMINOU O PT
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, a ex-candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) afirmou que o PT abandonou a política e que a corrupção parece “ter tomado conta de setores importantes do partido”.
Segundo Marina Silva, “é evidente que a presidente, seu governo e os partidos que a apoiam terão muita dificuldade de sair do beco em que se meteram”. “O principal problema é que o governo e o PT abandonaram a política como forma de negociar, dialogar, mobilizar e propor um projeto para o país. Não há um plano, e as dificuldades não são referentes à execução de um projeto”, analisou a ex-presidenciável.
“As crises são encaradas apenas como circunstâncias e momentos desfavoráveis que podem ser superados por estratégias de marketing, com o objetivo de recuperar a “imagem”, os índices de avaliação positiva nas pesquisas e a ‘governabilidade’. Isto é, as condições de se manter no poder”, complementou.
Ainda para Marina Silva, hoje o PT vive uma tentativa de manter-se no poder a qualquer custo.
“A permanência no poder a qualquer custo aprofunda a cultura do patrimonialismo, que retalha o Estado, suas instituições e orçamentos em feudos partidários, grupais ou até mesmo pessoais. A negociação, nesses termos, dissolveu o sentido público que ela poderia ter. Insistindo nesse sistema, qualquer ação do governo para sair da crise só faz aprofundá-la”.
Na entrevista publicada na Folha deste domingo (22), a ex-presidenciável declara que os episódios de corrupção revelados durante a Operação Lava Jato não chegam a surpreender. “Eu me surpreendi em 2005, na denúncia do mensalão. Agora, não temos mais o direito de estar surpresos. E, assim como a corrupção é inaceitável, também é inaceitável a ideia de que a “causa” justifica o uso de meios ilícitos”, analisa.
“Essa ideia (corrupção) parece ter tomado conta de setores importantes do partido. Em muitos momentos, lideranças relevantes tentaram justificar a corrupção como parte intrínseca da luta pelo poder, quase se vangloriando de não ter usado a propina para enriquecimento individual”, aponta.

►CAIADO VAI À PGR CONTRA CHIORO
O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), ingressou sexta-feira (20) com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o ministro da Saúde, Arthur Chioro, pedindo punições por eventuais ilegalidades cometidas no programa Mais Médicos. 
Conforme o parlamentar, uma das provas citadas no documento refere-se a gravação veiculada no Jornal da Band dia 17 de março em que integrantes do governo e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) acertam detalhes do termo de cooperação para, segundo a reportagem, mascarar a finalidade central do programa de financiar a ditadura cubana. Na peça, o senador solicita investigação da responsabilidade de gestores envolvidos na formatação e execução do programa e ressarcimento aos cofres públicos de recursos utilizados indevidamente.
O senador inclui também na representação os assessores do Ministério da Saúde, a coordenadora do Mais Médicos na OPAS, Maria Alice Fortunato, e o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, como pessoas a serem investigadas. “É estarrecedor como acertam o termo de ajuste para fingir que o contrato não seria apenas para Cuba. Não estou relatando encontro de mafiosos e quadrilheiros. Foi uma reunião com integrantes qualificados e credenciados do governo e OPAS. Com essa gravação exposta pela TV Bandeirantes fica clara a manipulação do programa Mais Médicos para transferir dinheiro público a ditadura cubana e usar os médicos daquele país como cabos eleitorais. Médicos que foram tratados como mercadoria e vieram ao Brasil sob condições que desrespeitam as nossas leis e todos os tratados de direitos humanos que o país é signatário”, argumenta Caiado.
“Pedimos que se investigue se parte desses recursos repassados a Cuba, que já somam R$ 1,8 bilhão, retornaram ao país como caixa 2 de campanha”, complementou o senador.
Na representação, o partido afirma que o programa comete outras ilegalidades como a contratação dos médicos cubanos por meio de uma “sociedade mercantil” em que fica configurada a relação de trabalho no Brasil contrariando a lei que criou o Mais Médicos. A peça ainda cita relatório do TCU que questiona a remuneração dos médicos cubanos bem abaixo da repassada aos demais profissionais do programa. Nesse relatório, a partir de documentos do próprio governo, apenas 22% dos recursos foram destinados aos médicos e o restante enviados ao governo de Cuba.

►ZÉ DIRCEU NA LAVA JATO
Um dos delatores da Operação Lava Jato, o presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, afirmou a investigadores que o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu teria recebido dinheiro do esquema de desvios de recursos da Petrobras. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
Segundo o jornal, Pessoa declarou que “os pagamentos a Dirceu eram descontados das comissões que sua empresa devia ao esquema, que correspondiam a 2% do valor de seus contratos na Petrobras”.
Além disso, conforme a Folha, um outro representante da Camargo Corrêa disse aos investigadores que a empreiteira decidiu contratar os serviços do ex-ministro por temer eventuais problemas em negócios com a estatal.
Na semana passada, foi divulgado pela Justiça Federal do Paraná relatório da Receita Federal sobre o trabalho de consultoria prestado por Dirceu, por meio da JD Assessoria e Consultoria. Pelo relatório, a JD recebeu R$ 29,2 milhões entre os anos de 2006 e 2013. Cerca de um terço do dinheiro entrou nas contas da empresa durante o julgamento do mensalão, entre 2012 e 2013. Dirceu foi condenado a uma pena de 7 anos e 11 meses pelo crime de corrupção ativa, mas já est
  
►CGU SEM PESSOAL E ORÇAMENTO
O anúncio do pacote anticorrupção da presidente Dilma ainda é comemorado por órgãos do Governo mas continua a causar incômodo nas categorias de servidores que atuam na fiscalização em diferentes frentes.
Após a ADPF – Associação Nacional dos Delegados de PF reclamar da falta de diálogo do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com a categoria, hoje a ANAFIC – Associação Nacional dos Auditores Federais de Controle Interno da Controladoria Geral da União (CGU) solta nota de manifestação.
Os auditores da CGU veem com otimismo o pacote, mas reivindicam maior orçamento para o órgão e mais investimentos na categoria.
“Sem concurso público, o número de auditores vem diminuindo a cada ano, sendo que a CGU possui, na ativa, menos da metade da quantidade prevista na legislação e, a título de comparação, um número inferior aos quadros existentes no ano de 2008″, informa trecho da nota oficial.
Ainda de acordo com a ANAFIC, o contingenciamento no Orçamento da União tem afetado diretamente os trabalhos de fiscalização.
“Apesar de a CGU ter um orçamento irrisório para um Ministério (menos de 80 milhões de reais POR ANO), os recursos que lhe são destinados vêm diminuindo a cada ano, sofrendo contingenciamento”.
E segue: “Um exemplo notável é o do Programa de Sorteio de Municípios, o carro-chefe das fiscalizações da CGU. Em outros tempos, a CGU já chegou a fiscalizar até 180 municípios por ano. Porém nos últimos anos esse número foi reduzido a apenas 60 municípios, devido à falta de recursos para as diárias e passagens dos servidores”.

►SETE BRASIS PRECISA DE R$ 1 BILHÃO
Criada no âmbito da Petrobras para intermediar a construção de navios sondas para a exploração do petróleo do pré sal, a empresa Sete Brasil está às voltas com um problemão: como arranjar cerca de R$ l bilhão para tirá-la do atoleiro em que está presa por conta das investigações da Operação Lava Jato.
Até recentemente, a empresa – de caráter privada – usava recursos do BNDES como se fosse um cheque especial, que servia para pagar às empresas fornecedoras, mas a nova equipe econômica retirou a autorização prévia para esse tipo de negócio e a Sete Brasil está em dificuldades para pagar aos seus fornecedores.
A companhia, controlada pelo BTG Pactual, de André Esteves, foi criada para construir 28 sondas para extração do pré sal pela Petrobras, foi citada na Lava Jato e já soma R$ 900 milhões de dívidas com estaleiros.
Para desse imenso poço, os sócios da Sete Brasil estimam que terão de fazer um aporte de até R$ 1 bilhão no capital da empresa, que teve seu pedido de financiamento barrado pelo BNDES.
Além disso, eles negociam prorrogação, por 90 dias, do vencimento dos empréstimos concedidos por seis bancos, no valor total de U$ 3,8 bilhões.

►MPF FAZ PENTE FINO EM DOAÇÕES DE 2010
A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai fazer uma varredura em pelo menos R$ 62,6 milhões de doações eleitorais declaradas à Justiça para verificar se dinheiro desviado da Petrobras foi destinado por empreiteiras para abastecer campanhas. A suspeita é que parte da propina de empresas a políticos e a partidos tenha sido paga por meio de doações registradas para campanha. Os recursos, na verdade, viriam de contratos superfaturados de obras da Petrobras.
A apuração será realizada nas prestações de contas de 2010 de siglas e de políticos que tiveram pedido de investigação autorizado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Nos pedidos, a PGR questionou R$ 32,8 milhões de contribuições de empreiteiras para o PMDB, R$ 9,8 milhões ao PT e R$ 9 milhões ao PSDB.
No pedido de investigação sobre o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a PGR mira em R$ 9,8 milhões repassados a ele pela direção do PT. Além disso, o petista recebeu outros R$ 2,5 milhões diretamente.
A PGR também suspeita das doações oficiais recebidas diretamente por pelo menos 15 políticos, em valores que somam cerca de R$ 11 milhões.
Em sua delação premiada, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa disse que doação eleitoral é "a maior balela" que existe no país: "Seja oficial ou não oficial, não são doações, são empréstimos. A empresa está emprestando pro cara e depois vai cobrar."
Também em delação, o doleiro Alberto Youssef listou congressistas e partidos como beneficiários de propinas disfarçadas de doações legais.
Nas petições ao STF, a PGR usa termos contundentes para insinuar a ligação de políticos com doações suspeitas. Em dois episódios detalhados por Youssef, as doações de campanha apontadas pelo doleiro como propina estão formalmente declaradas à Justiça Eleitoral.
Em um deles, o delator dá detalhes sobre um e-mail obtido pela investigação em que um diretor da Queiroz Galvão solicita recibos de doações de até R$ 500 mil para quatro candidatos e quatro diretórios partidários. Na lista, estão repasses para o deputado Nelson Meurer (PP-PR) e para o ex-deputado Mário Negromonte (PP-BA).
Uma dificuldade na apuração é o fato de a receita da campanha de 2010 de muitos dos envolvidos ser formada por repasses do caixa dos partidos, sem origem identificada. Eram as chamadas "doações ocultas", hoje abolidas.

►BARUSCO  PODE ENCARAR VACCARI NETO
Nesta terça-feira (24), a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras vai se reunir para votar diversos requerimentos, entre os quais estão os pedidos de acareação entre o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, bem como a convocação de Vaccari.
O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), deporá espontaneamente à CPI da Petrobras em data a ser marcada. Maranhão é um dos deputados que tiveram o pedido de investigação autorizado pelo ministro do STF Teori Zavascki.
Na quinta-feira (26), será ouvido o depoimento do empresário Júlio Faerman, representante da empresa holandesa SBM, acusado de ter pagado propinas ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque, a Vaccari e a Pedro Barusco.

►ROMBO NO POSTALIS CHEGA A R$ 5,6 BI
Funcionários dos Correios tentam evitar por meio de uma batalha judicial e de greves que os participantes do Postalis, fundo de pensão da estatal, tenham redução de um quarto nos seus salários a partir de abril de 2015 pelo período de 15 anos e meio. A conta é resultado de um déficit atuarial de 5,6 bilhões de reais no Postalis, controlado pelo PT e PMDB, provocado por investimentos suspeitos, pouco rentáveis ou que não tiveram ainda rendimento repassado ao fundo. Também sob influência dos dois partidos políticos, o Funcef, dos empregados da Caixa Econômica Federal (CEF), e a Petros, da Petrobras, contabilizam prejuízos bilionários.
Partiu do conselho deliberativo do Postalis a decisão de impor aos funcionários a contribuição extra que terá forte impacto sobre os salários. No primeiro momento, ficou definido um corte de 25,98% nos contracheques. O déficit será reavaliado a cada ano a partir do retorno dos investimentos e da expectativa de vida dos participantes. Um funcionário que tem salário de 10 mil reais, por exemplo, receberá 2.598,00 de reais a menos no final do mês apenas para cobrir o déficit, além o valor da contribuição definida. Vão pagar o porcentual extra os funcionários mais antigos, aqueles que entraram nos Correios até 2008. Isso equivale a 75% do pessoal da empresa.
Integrantes do fundo argumentam que o déficit bilionário é resultado da má administração dos investimentos dos últimos anos. Também acusam os Correios de não terem pago a dívida que têm com o Postalis. Por isso, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) entrou com duas ações na Justiça Federal. A primeira contra a ECT para que a empresa reconheça que deve 1,150 bilhão de reais ao fundo e abata esse valor do cálculo do déficit que precisa ser equacionado. No outro processo, a federação quer que a estatal assuma o pagamento do déficit integralmente por entender que a responsabilidade pela má gestão dos ativos do fundo é da patrocinadora.
"Esse novo reajuste repassa para nós a culpa da má administração do fundo", afirmou José Rodrigues dos Santos Neto, presidente da Fentect. Ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a federação diz reunir 30 sindicatos, que representam 74 mil trabalhadores dos 120 mil dos Correios.
Na semana passada, carteiros de ao menos dez Estados fizeram paralisação para protestar contra a contribuição extra definida pelo conselho deliberativo do Postalis.
A Adcap (Associação Nacional dos Profissionais dos Correios) também irá ingressar com medida judicial. "Entendemos que os Correios deixaram de pagar essa dívida com o Postalis para maquiar o balanço e apresentar resultado positivo no ano passado", afirmou Luiz Alberto Menezes Barreto, presidente da entidade, que representa os profissionais de nível médio, técnico e superior. 

►TCE SUSPENDE LICITAÇÕES EM MACAÉ
O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) suspendeu quinta-feira (19), os editais do Fundo Municipal de Trânsito e Transporte de Macaé, destinado à contratação de serviços de sinalização das vias públicas, no valor de R$ 3.465.243,47, e do Fundo Municipal de Saúde, para compra de medicamentos a serem fornecidos em cumprimento a decisões judiciais, ao custo de R$ 907.644,50.
A suspensão dos dois editais foi recomendada em processos distintos pelo relator Júlio Rabello e acolhida pelos demais conselheiros do Tribunal. A autorização para o prosseguimento dos editais ocorrerá somente após serem cumpridas todas as determinações do TCE-RJ.
Em relação ao processo do Fundo Municipal de Saúde de Macaé, o prefeito Aluízio dos Santos Júnior foi comunicado pelo TCE-RJ de que, no prazo de 30 dias, informe as alterações feitas no edital e envie diversos documentos, como cópia da publicação do aviso da licitação em jornal de grande circulação. Quanto ao processo do Fundo Municipal de Trânsito e Transporte de Macaé, o presidente da Comissão de Licitação do Fundo, Diogo dos Santos de Morais, foi notificado para que justifique o não atendimento às exigências feitas pelo TCE-RJ, na sessão plenária de 27 de janeiro deste ano. O gestor terá que adiar a licitação, caso ela já tenha sido lançada, informar em que fase se encontra, e mantê-la suspensa até que o Tribunal conclua a análise da sua legalidade. 

►TCE BARRA COMPRA DE MERENDA EM JAPERI
O Tribunal de Contas do Estado do Rio determinou que a Prefeitura de Japeri mantenha adiado o edital de pregão presencial, com valor estimado de R$ 9.459.380,47, para compra de 102 gêneros alimentícios destinados à Secretaria Municipal de Educação.
Seguindo o voto do relator José Maurício de Lima Nolasco, os demais conselheiros deram prazo de 30 dias para que o prefeito da cidade, Ivaldo Barbosa dos Santos, justifique por que o município optou por uma contratação única para a compra de todos os produtos, ao invés de dividi-la em lotes, e esclareça se essa escolha foi a mais vantajosa financeiramente.
De acordo com o entendimento do Tribunal, se os alimentos forem divididos em três grupos (industrializados, processados e in natura), mais empresas poderiam participar do pregão, estimulando o ambiente de competitividade.
  
►MERCADO PREVÊ INFLAÇÃO A 8,12% EM 2015
Os investidores e analistas do mercado financeiro veem o dólar cotado a R$ 3,15 no final deste ano. A estimativa foi divulgada hoje (23) no boletim Focus, pesquisa feita instituições financeiras semanalmente pelo Banco Central (BC). Na sexta-feira (20) a moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 3,296, o maior valor desde 1° de abril de 2003, quando havia fechado em R$ 3,304.
O mercado também voltou a elevar a projeção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para os analistas, o índice fechará o ano com alta de 8,12%, e não mais de 7,93% como previsto na semana anterior. Boa parte da alta da inflação está vinculada aos preços administrados, regulados pelo governo, como o da gasolina e da energia. De acordo com a projeção do Focus, este ano eles terão alta de 12,6%, e não mais de 12%, como estimado anteriormente.
Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos por um país) a projeção é que a economia terá retração de 0,83%, diferentemente da queda de 0,78% estimada na semana anterior. Já para a produção industrial, a queda projetada ao fim deste ano permanece em 2,19%
A expectativa para fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia e principal instrumento do BC para controle da inflação, permaneceu em 13% ao ano. No início de março, o Copom subiu a Selic em 0,5 ponto percentual, e esta chegou a 12,75% ao ano. Na ocasião, o patamar de elevação confirmou as previsões da maioria dos analistas.
A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, cresceu, ficando em US$ 79,8 bilhões ante os US$ 79,5 bilhões anteriores O saldo projetado para a balança comercial subiu de US$ 3 bilhões para US$ 3,5 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados diminuíram de US$ 57,5 bilhões para US$ 56,5 bilhões.

►TROTE SOLIDÁRIO NA BAIXADA
Nesta segunda-feira (23), o Hemorio deu início ao Trote Solidário, ação que levará equipamentos de coletas de sangue itinerantes para cinco instituições de ensino superior do Rio de Janeiro, Niterói e Baixada Fluminense, com a finalidade de transformar os estudantes “calouros” em doadores de sangue, numa forma de Trote saudável e fraterno.
A ação busca mobilizar a população para homenagear a cidade do Rio de Janeiro: o objetivo será coletar 450 bolsas de sangue. Como cada doação, em média, coleta 450 ml de sangue, que são suficientes para salvar até quatro vidas, se alcançada, a meta poderá atender até 1.800 pessoas.
A caravana do Hemorio estará em Duque de Caxias nos próximos dias 30 e 31, quando fará a coleta no campus” da Unigranrio, na Rua José de Souza Herdy, nº 1.160, próximo à 59ª DP/Caxias.


►CARTEIRA PROFISSIONAL NA PORTA DE CASA
Os moradores dos bairros 25 de Agosto, Parque Duque, Tanque do Anil, Parque Felicidade, Parque Beira Mar e Paulicéia, entre outros em Duque de Caxias poderão tirar a primeira ou segunda via da Carteira de Trabalho até quinta-feira (26), no ônibus itinerante da Fundec), que estará estacionado na Vila Operária, junto ao Posto de Saúde Dr. José de Freitas, na entrada da Vila Operária. 
O atendimento é feito pela secretaria municipal de Trabalho, Emprego e Renda de 9h às 17h. Por dia são atendidas em média 80 pessoas. Na próxima semana o ônibus da Fundec estará na praça do bairro Bar dos Cavaleiros. O atendimento será nos dias 30 e 31 de março, 01 e 02 de abril, no mesmo horário.
Entre os moradores de Duque de Caxias que estavam tirando a primeira via da carteira de trabalho estava Beatriz da Silva Alves, de 16 anos. Moradora do bairro Vila Rosário, estava com o marido Talito José Santos Cândido que também deu entrada no documento e a sogra Joselita. “Como a procura pela carteira de trabalho é grande e não pude tirar perto de casa quando o ônibus esteve lá, tive que sair de casa cedo. Valeu a pena, pois o atendimento foi rápido e eu já estrou indo para casa”, disse.
A carteira de trabalho digital fica pronta em até 20 dias e deve ser retirada na sede da secretaria de Trabalho, Emprego e Renda na Avenida Almirante Graenfal, 405, 5º andar – Bloco Azul, em frente ao Caxias Shopping, pela própria pessoa. O andamento da expedição da CTPS pode ser acompanhado pelo telefone (21) 3661-9693. Para primeira via o interessado deve ter idade entre 14 e 21 anos, e apresentar carteira de Identidade, CPF e comprovante de residência. Para a segunda via deve tem mãos a carteira profissional antiga ou o boletim de ocorrência, em caso de perda ou roubo.
Os interessados na emissão da carteira de trabalho podem aproveitar também a oportunidade e cadastrar currículos para emprego.

►CAXIAS VIU O MELHOR DO BALLET
Terminou no domingo (22) o Festival do Conselho Brasileiro, que reuniu o melhor da dança no Teatro Raul Cortez, no Centro Cultural Oscar Niemayer, no centro de Duque de Caxias. Durante três dias passaram pelo palco do Teatro Raul Cortez, bailarinos e grupos de dança de várias regiões do país em mais de 300 apresentações. 
Iniciado na sexta-feira (20), o II Festival do Conselho Brasileiro da Dança/Regional Rio de Janeiro (CBDD/RJ) trouxe para Duque de Caxias uma mistura eclética de coreografias inovadoras passando pelo jazz, sapateado, dança livre e de rua, e claro, o balé, como tema central que atraiu companhias do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. No domingo (23), aconteceu a festa de encerramento do festival que teve a parceria da prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, com a premiação para o melhor bailarino, bailarina, grupo de dança e coreografia.
“A secretaria de Cultura e o prefeito Alexandre Cardoso ficaram muito felizes em receber um festival de tamanha qualidade e relevância. Caxias é uma cidade profundamente envolvida com a dança. O Teatro Raul Cortez foi projetado por Oscar Niemeyer, e é um grande patrimônio da cultura do Estado e do País. Nosso sonho é criar uma Companhia Permanente de Dança na cidade, apoiada pela iniciativa privada tal como foi o caso do grupo de corpo em Belo Horizonte (MG). A realização desse festival vem fortalecer esse nosso projeto”, disse o secretário de Cultura, Jesus Chediak.
No terceiro e último dia apenas a beleza clássica do balé fez parte da programação com 121 apresentações entre dupla, solo e grupo que contagiaram a plateia que lotou o Raul Cortez e a cada número eram ouvidos fortes aplausos e gritos. O estilo de dança nascido na Europa no século XV misturou o balé expressionista, neoclássico e modalidades que incorporam elementos da dança moderna. Houve tempo ainda para as escritoras Vera Aragão e Ângela Ferreira lançarem o livro “Eu Quero Ser Bailarina” realizando uma manhã de autógrafos.
O bailarino Davi Chagas, da Companhia Jovem Balletarrj, da Tijuca (RJ) ganhou o prêmio de melhor bailarino do festival. No feminino, Manuela Roçado (Balletarrj) e Ana Letícia Godoy (Petite Danse – Tijuca e Barra da Tijuca/RJ) dividiram o posto de melhor bailarina. O Ballet Tarde Escola de Dança venceu na categoria grupo de dança e ainda arrebatou a melhor coreografia com o espetáculo “Bruxas e Anjos”. Todos os vencedores receberam o prêmio de R$ 1.500,00.  Houve ainda premiações com isenção de taxas para os festivais internacionais de Campos de Jordão (SP) e Fortaleza (CE), além de distribuição de brindes para os participantes.
“O nível do festival foi muito alto. Espero que a cidade volte a sediar novamente competições deste nível. O teatro possui ótimas instalações e fiquei muito feliz não só com a premiação, mas com a receptividade de todos em Duque de Caxias”, disse Davi Chagas, de 19 anos. (Fotos: Ralff Santos).

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