segunda-feira, 20 de abril de 2015


FAVELA DO LIXÃO MUDA DE NOME
MAS URBANIZAÇÃO NÃO AVANÇA 

As ruas continuam bloqueadas
pelos traficantes
Aprovadas pelo Governo FHC no apagar das luzes do Governo Marcelo Alencar, as obras de urbanização da Favela do Lixão, na entrada de Duque de Caxias, rebatizada pelos moradores para Vila Nova, continuam inacabadas e 136 famílias, cujas casas foram demolidas, continuam recebendo aluguel social de R$ 400 por mês, enquanto o conjunto com 136 unidades, continua inacabado na Av. Dr. Manoel Teles, distante cerca de l km da Praça do Pacificador, no centro do município.
O canal dos Caboclos continua
 recebendo esgotos sem tratamento

A Favela do Lixão, na margem direita do rio Meriti, que separa Duque de Caxias da Capital começou a surgir por volta de 1950, quando foram erguidos os primeiros barracos sobre um monturo de lixo, ali descartado pelos caminhões da Prefeitura que faziam a coleta do lixo ou o resultado da varrição de ruas e praças do primeiro Distrito. Os primeiros moradores eram ex moradores da favela de Vigário Geral, que viviam sob a ameaça do tansbordamento do rio, por falta de dragagem, ou de incêndios, provocados pelas gambiarras que levavam luz elétrica para o interior da favela, que hoje se estende até Parada de Lucas e foi palco de um assassinato em massa, que escandalizou o Mundo, em virtude dos fatos serem atribuídos a represálias de PMs do 9º, conhecidos coo “Cavalos de Aço”.
A antiga placa da obra foi retirada
  da Av. Dr. Manoel Teles
Preocupado com a insalubridade e insegurança do local, D. Mauro 
Morelli, tão logo assumiu o posto de1º Bispo de Duque de Caxias, encomendou a um grupo de estudantes de Arquitetura e Engenharia um projeto de urbanização da Favela do Lixão. Enviado a Brasília, o projeto demandava, à época, R$ 25 milhões, que o Planalto considerou muito caro. Refeito pelo então prefeito Zito, o custo foi rebaixado para apenas R$ 8 milhões. Cumpridas as formalidades legais,o dinheiro só foi disponibilizado pela Caixa Econômica Federa depois das eleições de dezembro de 1998, vencidas por Anthony Garotinho, que deu início às obras em janeiro de 1999.
Quando estourou o escândalo envolvendo a Construtora Gautama, do empresário baiano Zuleido Veras, ex empregado da Construtora OAS, envolvida no Petrolão, veio a público que o Governo do Estado havia pago, por conta das obas, nada menos que R$ 43,5 milhões à construtora.
Responsável pelo PAC, a Caixa Econômica
 Federal não informa quando as obras
 serão concluídas
Passados 15 anos, o conjunto de 136 apartamentos, erguido ao lado do canal dos Caboclos – marco divisório entre as Favela do Lixão e Vila Ideal, controladas por facções rivais no tráfico de drogas – ainda não foi concluído. No final do Governo Washington Reis, o presidente Lula, durante um comício na Praça do Pacificador em favor da reeleição do político de Xerém, anunciou a entrega dos apartamentos em dezembro de 2008.
Desde o início das obras, tivemos mais três governadores (Rosinha, Cabral e Pezão), mas a reurbanização da Favela do Lixão, que os moradores rebatizaram de Vila Nova, ainda não foi concluída. E ainda restou uma lagoa fétida, formada pelo espraiamento dos esgotos que dominam o canal dos Caboclos, apesar de Lula, em sua visita em 2008 haver reclamado pela falta de limpeza por parte da Prefeitura, à época comandada por Washington Reis, que já está em campanha para retomar o comando do Município

►ESCÂNDALO DA GAUTAMA NO STJ
No dia 15 de março de 2013, a Agência Brasil divulgava a notícia de que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitara denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 12 das 17 pessoas acusadas de participação no suposto esquema de superfaturamento de obras e desvio de recursos públicos investigados pela Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal em 2007.
Uma lagoa de esgotos recebe quem
chega  a Caxias pela Linha Vermelha
Entre os réus estava, segundo o noticiário oficial, o empresário Zuleido Veras, dono da Construtora Gautama; o ex-governador de Sergipe, João Alves Filho (DEM); o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Sergipe, Flávio Conceição de Oliveira Neto e o ex-deputado federal José Ivan de Carvalho Paixão.
O processo foi desmembrado em março de 2010. Apenas a denúncia contra os 17 acusados cuja participação no esquema estaria relacionada ao conselheiro afastado do TCE sergipano foi mantida no STJ, já que, pelo cargo, ele dispunha de prerrogativa de foro. Antes de ser nomeado, Flávio Conceição de Oliveira Neto foi secretário-chefe da Casa Civil de Sergipe na gestão de João Alves Filho.
A relatora do caso, a ministra Eliana Calmon, entendeu haver elementos que justificavam a denúncia contra 12 pessoas do grupo que foi investigado em Sergipe. O contrato para a obra foi assinado em 2001. Segundo a ministra, havia indícios de que cerca de R$ 178 milhões podem ter sido desviados devido à majoração de preços e às fraudes na fiscalização do serviço.
A ministra levou em conta provas colhidas pela Polícia Federal, como escutas telefônicas e documentos apreendidos nas empresas e nas residências dos acusados, e um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que aponta várias irregularidades no processo de licitação em que a Gautama foi contratada pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) para executar as obras de sistema de adutora no Rio São Francisco.
Todos os ministros da Corte Especial do STJ que participaram do julgamento acompanharam o voto da ministra, que rejeitou a denúncia contra cinco dos denunciados pelo MPF.
O MPF apresentou a denúncia em maio de 2008, um ano após a PF ter deflagrado a operação em nove estados (Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e São Paulo) e no Distrito Federal. Ao todo, o MPF denunciou 61 pessoas, entre elas os então governadores de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, e do Maranhão, Jackson Lago, e o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, cuja denúncia foi posteriormente arquivada.

►LAVA JATO NO COFRINHO DE PALOCCI
O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antônio Palocci recebeu R$ 12 milhões de grandes empresas em 2010, mesma época em que coordenava a primeira campanha presidencial de Dilma Rousseff. De acordo com reportagem da revista Época deste fim de semana, os pagamentos foram feitos em nome de sua consultoria, a Projeto. De acordo com a revista, investigação sigilosa do Ministério Público Federal indica que não há comprovação de prestação de serviços em troca da remuneração.
Entre as movimentações consideradas suspeitas pelos investigadores, estão R$ 5,5 milhões repassados pelo ex-ministro da Justiça no governo Lula Márcio Thomaz Bastos, falecido ano passado. O valor foi transferido em 11 pagamentos sem a existência de contrato, relata a reportagem. Um deles, no valor de R$ 1 milhão, efetuado no dia em que o petista foi confirmado ministro-chefe da Casa Civil.
Segundo os advogados de Márcio Thomaz Bastos e de Palocci, os repasses se referem a uma consultoria da Projeto sobre o processo de fusão entre o grupo Pão de Açúcar e as Casas Bahia. Época destaca que a empresa contratada pelo grupo de Abílio Diniz para tratar do assunto negou que Palocci tenha prestado qualquer serviço.
Também são considerados suspeitos pelos procuradores os repasses de R$ 6,5 milhões feitos ao ex-ministro pelo grupo JBS (Friboi), gigante da indústria de carne, e pela Caoa, rede de concessionárias e importadora oficial da Hyundai e da Subaru no Brasil. Segundo a reportagem, mesmo após ouvido pelo Ministério Público Federal, Palocci não conseguiu comprovar que prestou serviços às empresas, o que reforça os indícios de que as consultorias eram de fachada.

►LEVY APOSTA NO BALANÇO DA PETROBRAS
Ao participar, nesta segunda-feira (20) da  Cúpula das Américas de Política Monetária, promovida pela agência de notícias Bloomberg, o Ministro da Fazenda Joaquim Levy disse que o excesso de preocupação com a Petrobras é bom, mas indicou que parte das mudanças tem a ver também com a queda nos preços do petróleo no mercado internacional e, por isso, o impacto não é só na economia brasileira, mas também no exterior. E que espera que essa pressão se reduza com a publicação nos próximos dias do balançou auditado da Petrobrás.
Em entrevista transmitida na internet pela Bloomberg, o ministro afirmou também que o Brasil tem, sim, condições de alcançar este ano a meta de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços gerados pelo país).
Levy reafirmou que a maior parte do esforço do governo para equilibrar suas contas está concentrada nos cortes de gastos do governo e na “reversão” de certos benefícios fiscais. Ele se referia às desonerações em determinados setores, usadas até recentemente pelo governo para o enfrentamento da crise.


►PARA MARINA, DILMA ABDICOU
Terceira colocada nas disputas presidenciais de 2010 e 2014, a ex-senadora Marina Silva (PSB-AC) avalia que a presidenta Dilma Rousseff (PT) vive uma espécie de “cassação branca”, na qual quem comanda a política é o PMDB, na figura do vice-presidente Michel Temer, e a economia é tocada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Trocando em miúdos: a presidente Dilma Rousseff abdicou e foi para casa descansar.
“Na realidade de hoje, é como se a presidente só estivesse manejando a crise. A economia está nas mãos do Levy e a política está nas mãos do PMDB. Na prática, você já tem quase uma cassação branca de um governo que acaba de ser eleito”, disse Marina em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
A ex-senadora sustenta que Dilma tem “responsabilidade política indireta patente” nos escândalos da Petrobras. “Como você é ministro de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente da República e tudo isso acontece? ” Mas ressalta que não há, no momento, elementos que justifiquem o eventual impeachment da presidenta.
Para ela, a oposição deve agir com responsabilidade em relação a esse assunto e fazer o que é “correto”, e não se deixar levar pelas manifestações das ruas.
“O impeachment está previsto na Constituição, não é ilegal nem é ilegítimo se referir a ele como alternativa, mas, para chegar a ele, existem vários elementos, não é só o desgaste político, só a vontade política, mas é também a materialidade dos fatos. Os que têm responsabilidade política não podem passar por cima da materialidade dos fatos”, declarou a ex-petista à jornalista Eliane Cantanhêde.
Primeira senadora eleita pelo PT, a ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula considera que Dilma está colhendo a “herança maldita” de seu primeiro governo, quando tentou conduzir a economia e, segundo Marina, fracassou. Para Marina, o país não teria chegado a uma crise política dessa dimensão se PT e PSDB tivessem estabelecido uma “agenda essencial”, em vez de reivindicarem o “monopólio” da inclusão social, no caso do primeiro, ou da estabilidade econômica, no caso do segundo.

►FHC DÁ UM “PIT STOP” NO IMPEACHMENT
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divergiu de lideranças de seu partido e afirmou, neste domingo (18), que qualquer pedido de impeachment contra a presidenta Dilma (PT) seria uma “precipitação”. Na avaliação dele, não há fato concreto para afastamento da petista.
“Como um partido pode pedir impeachment antes de ter um fato concreto? Não pode”, disse o tucano, em seminário com outros ex-presidentes latino-americanos no Fórum de Comandatuba, no Sul da Bahia.
Para o ex-presidente, não cabe aos partidos políticos empunhar a bandeira do impeachment.
“Impeachment não pode ser tese. Ou houve razão objetiva ou não houve razão objetiva. Quem diz se é objetiva ou não é a Justiça, a polícia, o tribunal de contas. Os partidos não podem se antecipar a tudo isso, não faz sentido”, declarou. “Você não pode fazê-lo fora das regras da democracia, tem que esperar essas regras serem cumpridas. Qualquer outra coisa é precipitação”, acrescentou.
O discurso de FHC vai na contramão da tese defendida por outras lideranças do partido, como o presidente da legenda, Aécio Neves (MG), e os líderes das bancadas na Câmara, Carlos Sampaio (SP), e no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). O grupo encaminhou a juristas parecer sobre a viabilidade de se pedir o impeachment da presidenta.

►CUNHA E AS PEDALADAS DE DILMA
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também participou do Fórum de Comandatuba, na Bahia, disse não ver elementos concretos para a abertura de um processo contra Dilma. Na avaliação dele, a manobra fiscal feita pelo governo para fechar suas contas, apontada pelo TCU, não justifica um eventual pedido de impeachment.
“É um erro (pedaladas fiscais) com o qual não concordo, mas eu, sinceramente, não vejo isso no mandato passado para sustentar um pedido de impeachment. Mas vamos analisar com todo o respeito qualquer pedido que vier”, afirmou Cunha, segundo O Globo.

►TEM FRIBOI NO PLANALTO
Campeã de doações oficiais à campanha de Dilma em 2010 (R$ 13 milhões) e 2014 (quase R$ 70 milhões), a JBS informou à revista Época que nunca teve qualquer negócio com o ex-ministro. De acordo com a revista Época deste fim de semana, um contrato apresentado pela defesa de Palocci, assinado em julho de 2009, previa o assessoramento por parte da consultoria Projeto, de Palocci, à aquisição da Pilgrims Pride nos Estados Unidos pela JBS-FRIBOI.
Segundo a revista, o negócio foi fechado com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e incluiu a compra do frigorífico Bertin, à época o segundo maior do País. O financiamento desencadeou uma investigação no Ministério Público Federal no Rio por ter sido considerado suspeito pelos procuradores.
Em nota à revista Época, Palocci disse que não poderia detalhar sua relação com as empresas contratadas por questão de confidencialidade e destacou que seus negócios “não têm nem nunca tiveram” qualquer relação com a campanha de Dilma em 2010.
As investigações sobre as consultorias de Palocci começaram em 2011, quando o jornal Folha de S. Paulo revelou que o então ministro da Casa Civil havia comprado um apartamento avaliado em R$ 6,6 milhões. Palocci alegou que seus rendimentos vinham de serviços prestados por sua empresa, mas que não poderia revelar o nome de seus clientes, alegando sigilo.
O ex-ministro também é investigado na Operação Lava Jato. O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar a denúncia feita pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de que Palocci recebeu R$ 2 milhões para a campanha de Dilma em 2010.
Além de Palocci, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o agora ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também estão sob investigação. Os procuradores suspeitam que Dirceu forjou contratos de consultoria para receber dinheiro das empreiteiras denunciadas. Entre 2006 e 2013, o petista recebeu R$ 29 milhões como consultor. Só em R$ 2010, foram R$ 7,2 milhões. De acordo com Época, os procuradores veem semelhanças nas suspeitas que recaem sobre Dirceu e Palocci.

►HOSPITAIS E UPAS FUNCIONAM NOS FERIADOS
Os hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Secretaria de Saúde terão funcionamento normal durante os feriados de Tiradentes (21) e São Jorge (23). A escala de plantão dos médicos de cada unidade pode ser verificada no site www.saude.rj.gov.br. As UPAs só atendem casos de urgência e emergência de baixa complexidade, por isso os médicos que atuam nas unidades são clínicos gerais e pediatras, não havendo profissionais de outras especialidades.
A Rio Farmes, central de medicamentos especializados, fechará somente na terça-feira (21/04) e na quinta-feira (23/04), funcionando normalmente na segunda, quarta e sexta-feira (20, 22 e 24/04) em horário normal. Como a entrega de todos os medicamentos é previamente agendada com os pacientes, a Rio Farmes preparou um esquema especial de agendamentos para que nenhuma pessoa fique sem o remédio que recebe na unidade.
Os serviços móveis de tomografia e ressonância atenderão até as 15h nos dias 21 e 23 de abril. O mamógrafo não fará exames nessas duas datas. No momento, uma unidade do tomógrafo móvel está em Queimados (onde fica até 25), enquanto outra unidade está em São Francisco do Itabapoana (até 29). Bom Jesus de Itapoana recebe a Unidade Móvel de Ressonância Magnética, até 14 de maio. O mamógrafo móvel está em Xerém, distrito de Duque de Caxias, onde permanece até quarta-feira (22).
Desde 2009, a Secretaria de Saúde instituiu o ponto biométrico para monitorar a ausência de funcionários nos plantões de hospitais e UPAs da rede estadual. A aferição vem reduzindo o número de faltas e melhorando a transparência para a população, que pode cobrar da Secretaria e também do profissional a sua presença nas unidades de saúde. Quando o sistema começou a ser implantado havia registro de até 45% de faltosos, hoje a média é de 12% nas UPAs e 0,5% nos hospitais da rede estadual.
Todas as faltas ou atrasos devem ser justificados às coordenações das unidades, que podem determinar punições administrativas aos profissionais. Os casos recorrentes são encaminhados também ao Conselho Regional de Medicina (Cremerj) para as devidas punições à conduta profissional.

►FISCALIZAÇÃO UNIFICADA NO TRANSPORTE
A Secretaria estadual de Transportes, por meio do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), firmou, na manhã de sexta-feira (17), uma parceria com Secretaria de Proteção de Defesa do Consumidor (Procon), para a realização de operações conjuntas em empresas de ônibus intermunicipais. Com o convênio, agentes do Detro e do Procon poderão atuar em conjunto verificando questões referentes às legislações de transporte e do direito do consumidor.
A assinatura ocorreu na sede do Detro, em reunião entre o Secretário de Transportes, Carlos Roberto Osório, a Secretária de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos, o diretor do Procon RJ, Woltaire Simei e o presidente do Detro, Carlos Luiz Martins. 
Para a secretária Cidinha Campos, o convênio será muito produtivo para o usuário/ consumidor e contribuirá para a maior abrangência das operações e para o trabalho pontual tanto do Detro quanto do Procon.
- Esta parceria é muito importante para a população fluminense. Estamos somando forças e meios para verificar as condições dos serviços prestados pelas empresas, com intuito de aprimorar cada vez mais a qualidade do transporte intermunicipal por ônibus, afirmou o presidente do Detro. 
As operações conjuntas começam a partir da semana que vem e o cronograma será estabelecido de acordo com as informações apuradas pela inteligência e ouvidoria dos órgãos.

►MPF CONTRA AGROTÓXICO CANGERÍGENO
Em um documento enviado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) recomenda que seja concluída com urgência a reavaliação toxicológica do GLIFOSATO e que a agência determine o banimento do herbicida no mercado nacional. Atualmente, o produto é o mais usado nas lavouras do País, principalmente nas que adotam o modelo de monocultura. A medida é defendida pelo MPF como forma de precaução e se baseia em estudos como o desenvolvido pela International Agency for Research on Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo a qual o ingrediente pode ser cancerígeno.
Além da recomendação, o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes apresentou uma petição à Justiça Federal em que reforça o pedido de liminar para proibir a concessão de novos registros de agrotóxicos que contenham oito ingredientes ativos – entre eles o glifosato - condenados por organismos internacionais e pela própria Anvisa. A necessidade de providências em relação ao controle e proibição de venda dos agrotóxicos é objeto de três ações judiciais propostas em abril de 2014 pelo MPF/DF.
As novas providências do MPF em relação ao assunto são decorrentes de fatos recentes que, na avaliação do MPF, reforçam os perigos tanto do glifosato quanto dos demais ingredientes questionados nas ações judiciais. Na petição enviada à 7ª Vara Federal, o procurador explica que, em dezembro de 2014, após o oferecimento das ações, a própria Anvisa determinou o banimento de dois ingredientes ativos que são objeto das ações judiciais: o forato e a parationa metílica.
Em relação aos outros seis, cinco deles (lactofem, carbofurano, abamectina, tiram e paraquate) já têm parecer técnico da agência no mesmo sentido, ou seja, a avaliação é que eles também tenham a comercialização proibida no país. As informações constam de notas técnicas enviadas pela Agência ao MPF. “Em relação a todos eles, os documentos técnicos da Anvisa apontam para a necessidade do banimento de todos esses ingredientes ativos, em razão de suas potenciais características carcinogênicas, mutagênicas, teratogênica e/ou disrupturas endócrinas”, detalha o documento.
A petição também faz referência ao fato de a OMS ter reconhecido, em março de 2015, estudos consolidados por 17 especialistas de 11 países, que avaliaram a característica carcinogênica de alguns ingredientes, entre os quais o glifosato. No documento, o MPF frisa que, entre outras conclusões, os especialistas “afirmaram, com segurança, que o glifosato produz, muito provavelmente, efeitos carcinogênicos em seres humanos”. O estudo chancelado pela IARC serviu de base para um alerta divulgado no mês seguinte pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). O documento oficial chama atenção para os riscos que a exposição ao glifosato representa para a saúde dos brasileiros.

►INTENÇÃO DE CONSUMO CONTINUA EM QUEDA
O índice de Intenção de Consumo das Famílias, medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu 6,9% em abril e atingiu o menor nível da série histórica. A CNC divulgou hoje (20) o indicador, que recuou 17,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.
De acordo com a assessora econômica da CNC, Juliana Serapio, o indicador deste mês foi o primeiro da série histórica em que todos os componentes atingiram o menor patamar já registrado. A medição é feita desde janeiro de 2010.
A queda foi mais forte na intenção de comprar bens duráveis, chegando a 14,3% na comparação com março e a 32,5% em relação a abril do ano passado. Para a CNC, a queda está relacionada ao encarecimento do crédito: "Quando o crédito fica mais caro, isso afeta diretamente a intenção de consumo desses bens, que, muitas vezes, dependem de financiamento", explica a economista.
O Nível de Consumo Atual caiu 8% em relação ao mês de março e 17,1% comparado a abril do ano passado. As Perspectivas de Consumo tiveram queda ainda maior, de 9% na comparação com março e de 28,1% em relação a 2014.
Para Juliana Serapio, a inflação registrada em março, de 1,32% segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, contribuiu para esse cenário: "Ela voltou a ficar pressionada pelos itens alimentação e habitação. Isso é algo que explica bastante a redistribuição do orçamento das famílias".
As famílias com renda até 10 salários mínimos tiveram queda menor que as de maior renda, registrando redução na intenção de consumo de 6,4%, contra 9% das demais.
As perspectivas profissionais medidas pela CNC também estão em queda, apesar de a maior parte das famílias considerá-las positivas. Segundo a pesquisa, 53,7% estão otimistas para os próximos seis meses, enquanto 38,7% estão pessimistas. O indicador que mede essa expectativa teve queda de 5,9% em relação a março, e de 9,8% na comparação com abril.

► FOCUS: INFLAÇÃO VAI A 8,23% ESTE ANO
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o ano em 8,23%, de acordo com o boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central. O índice havia recuado para 8,13% na semana passada, após 14 semanas de previsões de alta. Para os preços administrados, que sofrem algum controle do governo, como a gasolina e a energia elétrica, a estimativa de alta foi mantida em 13%.
O mercado financeiro piorou a estimativa de retração de 1,01% para 1,03% no Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços do país. Foi mantida a expectativa de retração na produção industrial em 2,5%. Não houve alteração, no boletim Focus, em relação à dívida líquida do setor público em proporção do PIB, com 38%.
No setor externo, a estimativa para o déficit em conta corrente continua em US$ 77 bilhões, se a balança comercial fechar o ano com saldo de US$ 4,3 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos em US$ 56 bilhões.

O boletim Focus retrata a visão do mercado financeiro sobre os indicadores e é apurado semanalmente por meio de pesquisa com cerca de 100 instituições financeiras. O resultado da semana anterior é sempre divulgado às segundas-feiras.
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