domingo, 19 de abril de 2015

Lula diz que o povo tem legitimidade para tirar o presidente do poder


IMPEACHMENT PODERÁ SER A
TÁBUA DE SALVAÇÃO DE LULA
 O afastamento da Presidente Dilma Rousseff – por renúncia ou impeachment – pode ser a tábua de salvação para uma candidatura de Lula em 2018. Embora a muitos lulistas pareça absurda, o afastamento da Mãe do PAC tem mais virtudes do que a nossa vã filosofia pode admitir. A hipótese foi levantada nesta sexta-feira (17) pelo jornalista e imortal Herval Pereira, em sua coluna de “O Globo”, quando analisou as crescentes dificuldades que o PT tem de encarar a realidade política decorrente de uma sucessão de erros do Governo tanto nas relações com os Congresso e os partidos, como na “batalha do petrolão”, que vem paralisando a maioria dos projetos do governo no campo da infraestrutura, devido ao envolvimento das maiores empreiteiras do País nas investigações da Operação Lava Jato que, tal o incêndio num parque de armazenamento de combustíveis em Santos, a cada dia “estoura” um novo e mais significativo escândalo.
Segundo a análise pertinente do colunista, o afastamento da Presidente da República colocaria no cargo o vice, Michel Temer, do PMDB, tal e qual ocorreu no impeachment de Fernando Collor e ascensão do seu vice, Itamar Franco, que produziu o mandato de oito anos de FHC.
Na presente situação, a saída de Dilma do Planalto agregaria uma série de vantagens políticas ao PT, a começar pela responsabilidade pela implantação da política econômica de restrição proposta por Joaquim Levy para recompor as finanças públicas, inclusive com remédios amargos, como as MPs que dificultam o Auxílio-Desemprego, as Pensões para viúvos e viúvas, a alta dos juros e da inflação. Nesse caso, caberia a Temer e ao PMDB assumirem a paternidade dessas medidas amargas, contra as quais estão o grosso das lideranças petistas, que insistem em vender a ilusão de que há almoço grátis.
Formalmente longe do Governo – pela sua diminuta bancada frente ao atual parceiro, o PMDB – mas mantendo boa parte, se não a maioria absoluta dos mais de 25 mil cargos comissionados espalhados por ministérios, secretarias, agências reguladoras, autarquias e instituições financeiras, como Caixa, BNDES e Banco do Brasil, sem falar nos fundos de pensão como Postalis e Petros – o PT voltaria a praticar o seu esporte favorito: fazer oposição ao Governo e bater bumbo nas praças contra a Zelite loura e de olhos azuis, que hoje se opõe à Dilma e pede o seu impeachment.
Em outras palavras, o serviço adito sujo, qual seja, o de repor o Brasil nos trilhos e enfrentar a recessão, o desemprego e a inflação, que o ingênuo ministro Nelson Barbosa, do Planejamento, admite que só voltará ao centro da meta de 4,5% em 2017, seria tarefa do PMDB e de outros partidos que viessem a forma a base parlamentar do novo Governo. Ao PT, sobraria as delícias de ser oposição como o fez na votação do Plano Real, que eliminou uma inflação que chegou a 85% nos últimos 15 dias do Governo Sarney, antes da posse de Collor.
Ao participar de um programa de Serginho Grossman, na TV-Globo e ser questionado a razão do PT defender, à época, o impeachment de Fernando Collor, Lula declarou, do alto da sua sapiência política:
- Eu acho que o povo, que o elegeu, tem o direito de pedir o impeachment do Governo que faz tudo aquilo que negou na campanha, como nós cansamos de avisar que iria acontecer (num possível governo do usineiro de Alagoas).
Reveja a resposta de Lula e as razões pelas quais ele defendeu o afastamento do Presidente da República eleito com esmagadora votação!
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