domingo, 28 de junho de 2015

CAXIAS DISCUTE A INFLUÊNCIA
INDÍGENA EM SUA HISTÓRIA
Oficina de palha e pintura foi montada em plena praça
 O último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, apresentou em seu levantamento que 3 mil pessoas se declararam indígenas ou descendentes dos primeiros habitantes do país em Duque de Caxias. Em busca do resgate da memória, da tradição e do reconhecimento indígena, o Instituto dos Saberes dos Povos Originários Aldeia Jacutinga, com o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo, promoveu nesta sexta-feira (26), na Praça Roberto da Silveira, no Centro, o seminário “Nós Somos Indígenas e Não Somos Invisíveis”.
Aponé da tribo Cariri Xocó
 O evento contou com oficinas de grafismos, pintura e palha, palestras e debates, comidas típicas indígenas, além de apresentações musicais.
“Em minha trajetória de vida vivi um tempo com os índios. Aprendi muito com eles. O mais importante dos seus ensinamentos foi que a vida é uma coisa sagrada e cíclica. Fico muito feliz e honrado com este seminário, os índios tem um tipo de vida fraternal e de muito respeito uns pelos outros”, disse o secretário municipal de Cultura e Turismo, Jesus Chediak.
Uma das organizadoras do evento, Paula Moura, conhecida como Aponé da tribo Cariri Xocó, ressaltou que a ideia do seminário é iniciar a construção de uma identidade indígena junto aos índios de Caxias, além da desconstrução que muitos têm do modo de vida indígena.
“Os desafios são muitos. O objetivo é dar mais visibilidade à presença indígena no município e esclarecer nossas dificuldades e desafios na transferência de uma vida em aldeia para o contexto urbano. Ser índio está na alma. O ambiente tradicional já não existe mais. Mesmo assim, queremos relembrar e fazer a manutenção da nossa memória, mostrar que somos capazes. Mudar esta visão de arco e flecha”, destacou Paula Moura.
Alunos da rede municipal de ensino participaram do evento com representantes indígenas nas oficinais disponíveis no seminário. (Fotos: Rafael Barreto)
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