terça-feira, 30 de junho de 2015

CPI DO HSBC APROVA QUEBRA
DE SIGILO DE INVESTIGADOS
A CPI do HSBC aprovou, na tarde desta terça-feira (30), requerimentos pedindo a quebra de sigilo fiscal e bancário de clientes investigados por denúncias de operações irregulares com o banco.
A CPI vai solicitar a quebra de sigilo de dois ex-diretores do Metrô de São Paulo: Paulo Celso Mano Moreira e Ademir Venâncio de Araújo. Ambos são suspeitos de irregularidades administrativas. O período em que tiveram conta no HSBC da Suíça seria coincidente com o tempo em que foram diretores do Metrô de São Paulo.
A aprovação dos requerimentos, no entanto, não veio sem polêmica. Alguns senadores questionaram o momento e a necessidade da quebra de sigilo. O presidente da CPI, senador Paulo Rocha (PT-PA), informou que a CPI elencou os nomes divulgados pela imprensa e enviou correspondência com pedido de informação sobre as operações.
— Alguns responderam, outros não. Assim, a CPI decidiu avançar com o pedido de quebra de sigilo — explicou Paulo Rocha.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), vice-presidente da CPI e autor dos requerimentos para quebra de sigilo, acrescentou que as correspondências e os requerimentos de quebra de sigilo foram feitos com base em informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – que apontou a existência de “operações financeiras atípicas”. Para Randolfe, se a CPI não convocar ninguém para depor nem quebrar sigilo, não precisaria nem existir. Ele ainda disse que a CPI está trabalhando “há 50 dias e não fez quase nada”.

— CPI prevista investigar e, para isso, precisamos de matéria-prima, que é a quebra de sigilo. Quem está limpo não tem o que temer — declarou Randolfe. (Com Agência Senado)
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